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Foto: Acervo da Pastoral da Criança

Você já deve ter ouvido a expressão: “a união faz a força”. No caso da Pastoral da Criança, podemos dizer que a união faz a vida! Afinal, a Pastoral da Criança existe e é grande, graças a todos os voluntários que se doam e perseveram na missão de levar vida em abundância a todos as pessoas, especialmente às crianças. 

Tornar-se voluntário é ter consciência de que sua atitude ajudará na construção de um lugar melhor para se viver. Além disso, proporciona a oportunidade de praticar o bem e a solidariedade. Ser voluntário é muito mais que doar parte do seu tempo, é um gesto concreto de amor pelo próximo. Os voluntários da Pastoral da Criança criam um envolvimento que vai além do superficial, eles constroem pontes com as famílias, criam vínculos fraternais, encorajam e conquistam outros voluntários com seu exemplo.

Sempre ouvimos nossos voluntários falando sobre o quanto fazer parte da Pastoral da Criança transformou suas vidas, pois, além de ser gratificante fazer o bem, lhes proporciona conviver com pessoas diferentes do seu ciclo familiar, brota o sentimento de sentir-se útil e principalmente possibilita o aprendizado e a superar as dificuldades. Como exemplo, temos a história da senhora Maria Luiza, que relata como é sua missão, atualmente, com o uso das tecnologias: “com o aplicativo eu tive muita dificuldade em colocar em meu celular, porque no meu aparelho o aplicativo não abria de jeito nenhum, mesmo com o cartão de memória, então meu filho me emprestou o dele e estou fazendo as coisas no celular do meu filho. Tudo o que faço é porque sou apaixonada pela Pastoral da Criança, pelas coisas divinas que realizamos e acredito que sem essa parte (ser líder) eu não saberia mais viver.” (Maria Luiza, 56 anos - líder da Pastoral da Criança na paróquia Santo André, comunidade da Prainha. Ituberá, BA).

Ser voluntário na Pastoral da Criança é aceitar o chamado de Deus para servir aos irmãos. Esse convite pode vir de diversas formas, como o caso da Líder Germana Farias, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Marabá/PA, que estava passando por problemas pessoais e em um determinado dia durante a missa, pediu a Deus que ao alcançar as graças que precisava, ia dedicar-se a servir a Igreja, estaria vigilante ao chamado de Deus mesmo sem saber qual. Um dia, nos avisos paroquiais, perguntaram quem gostaria de fazer parte da Pastoral da Criança, e o filho dela que estava ao seu lado, olhou e lhe disse: “mãe, esse é o seu chamado de Deus” e, assim, Germana aceitou o chamado e se incorporou na missão da Pastoral da Criança. Hoje ela conta para outras pessoas sua história, falando o quanto está feliz em ser parte de nossa família pastoral. E ela foi além, não se envolveu sozinha, junto trouxe seu pai, irmãos e filhos que se engajaram em ajudar na missão realizada na paróquia. 

Ser voluntário é se dar ao outro, é acreditar que o mundo pode ser melhor a partir da partilha de conhecimento, do exercício da solidariedade, é viver o Evangelho cuidando do irmão. Ser voluntário na Pastoral da Criança é ter certeza de estar contribuindo e persistindo em ações transformadoras que busca através de atividades básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania, a dignidade para que as famílias tenham acesso às condições favoráveis para um desenvolvimento integral e a transformação que acontece, não se restrinja apenas às famílias acompanhadas, mas se estenda a toda a comunidade, a todos aqueles que se envolvem na missão.  

A Lei do Voluntariado nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998, considera o serviço voluntário como “atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive, mutualidade”. A lei não dispõe de requisitos para se tornar um voluntário, portanto, se você sentir o chamado, o desejo de colaborar com a construção de uma sociedade melhor, saiba que na Pastoral da Criança existem muitas maneiras de contribuir como voluntário, você pode ser um líder, um brinquedista, capacitador e outros, o quê você não pode, é ficar de fora dessa rede de solidariedade e amor ao próximo.