A dedicação dos voluntários da Pastoral da Criança ajudou a produzir no Brasil uma mudança de mentalidade sobre os cuidados com a criança. As comunidades descobriram a sua força transformadora. Com alegria a Pastoral da Criança celebra anualmente 5 de dezembro como o seu dia comemorativo. Este dia foi oficialmente instituído pela LEI Nº 11.583, DE 28 NOVEMBRO DE 2007. O dia 5 de dezembro comemora, também, o Dia Internacional do Voluntario.

Líder, você é  parte de uma rede de voluntários compromissados, que acreditam que a Pastoral da Criança produz resultados. Trabalha com amor, se organiza com outros voluntários e luta para que as crianças e gestantes tenham menos sofrimento e mais justiça social.

Você ajuda na transformação da comunidade, no fortalecimento da solidariedade e na melhoria da qualidade de vida de todos, inclusive a sua e da sua família. É como nos disse uma líder ao responder uma pesquisa sobre a motivação do trabalho voluntário: "É mais gratificante do que a minha profissão [...] é no trabalho da Pastoral da Criança que eu me realizo."

Enfrentar desafios

Atuar na comunidade significa também enfrentar desgastes físicos, provocados por dificuldades de acesso e perigos. Existem os desafios emocionais, como os sentimentos vivenciados de tristeza, desespero e revolta diante de problemas para os quais os voluntários não dispõem de recursos suficientes, ou, ainda, diante da dificuldade em manter o controle, ao presenciar cenas dolorosas.

Os líderes sabem que a mobilização da sociedade traz poder para a transformação social, mas precisam conviver com as limitações. É preciso lutar para que o sentimento de incapacidade e a falta de mais voluntários não leve o líder a desistir.

O trabalho voluntário traz melhores resultados quando os serviços públicos funcionam bem, com acesso e qualidade. A participação da comunidade nos conselhos de políticas públicas amplia as conquistas da Pastoral da Criança.

Celebrar os resultados

Na Pastoral da Criança a razão de agir do voluntário é a promoção das pessoas. Receber formação para atuar com qualidade é um direito. A alegria de servir, a mística, o prazer de ajudar é uma expressão de solidariedade que fortalece a autoestima. Comunicar é anunciar as boas obras realizadas.

Milhares de pessoas se sentem valorizadas onde vivem, sabem dialogar, assumem compromissos para melhorar a realidade em que vivem, fazem história e contribuem para a continuidade da história.

Clóvis Boufler - Gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança