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Foto: Petra / Freepik

A espiritualidade tem muito a ver com a mística da religião, mas ela vai muito além disso. Ela envolve a maneira como a criança se comporta com o mundo, com a natureza, com as pessoas. É também a capacidade da criança de entender, compreender, perdoar e ter empatia pelo próximo. É um dever dos pais estimular essa espiritualidade. Para falar sobre isso, convidamos a Vera Leal Ferreira, da fundação Arigatô Internacional e da Rede Global de Religiões pela Criança, GNRC, responsável pelo Programas de Educação Ética para as Crianças.

Vera, o que queremos dizer com nutrir espiritualidade nas crianças?

Viva a VidaPrograma de rádio Viva a Vida
1411 - A Criança e a Fé - 15/10/2018


Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra


Espiritualidade é algo único que cada criança vive de forma muito diferente. A espiritualidade pode ser vivida no contexto da nossa religião, pode ser vivida quando vamos na igreja, num templo. Essa espiritualidade vai além da religião e é algo que se pode ter em qualquer lugar. Nós dizemos que a espiritualidade é nata, significa que já nasce com a criança, vem desde o ventre materno.

Vera, a espiritualidade na criança começa já no ventre materno?

Durante a gravidez a criança já escuta, ela sente as carícias que fazemos. Aproveitem a gravidez para falar com seu filho, porque quando o bebê nascer ele vai reconhecer a voz dos pais.

Vera, o que fazer para construir esse valor ético dentro dessa diversidade de ideias que temos hoje, onde muitas pessoas parecem um pouco perdidas, meio distantes desses valores e também da Fé?

Ter um comportamento ético é pensarmos antes de tomar decisões e nutrirmos estes valores. Valores como a empatia, tentar pensar de que forma o outro sente e sermos responsáveis. Quando eu mudo, o mundo muda comigo.

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Vera Leal Ferreira

Como é que podemos valorizar os aspectos positivos, as coisas boas, dando ênfase à família e a paz, Vera?

Nós falamos muito da importância de criar ambientes seguros na família e na comunidade. Um ambiente seguro é um ambiente onde as crianças sentem confiança, um ambiente onde são ouvidas sem serem julgadas, onde podem expressar aquilo que pensam, o que sentem, onde podem explorar o mundo, podem se desenvolver de forma plena. Nós todos, enquanto pais e mães, podemos fazer isso. Também é importante reconhecer que as crianças têm uma voz e o direito de dar a sua opinião, entender que cada um pensa de uma forma diferente. É importante que os pais olhem pela perspectiva da criança, porque só assim podemos tomar decisões éticas, pensando naquilo que o outro também sente.

Leia a entrevista na íntegra: 1411 - A Criança e a Fé (.PDF)