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Dia da Criança e Dia de Nossa Senhora Aparecida

Detalhes
Última Atualização: 06/11/2025
1776 diadascriancasediadenossasenhoraaparecida entrevista horizontal Fotos: Acervo Pastoral da Criança.

O Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, é mais do que uma data marcada pelo comércio e pelos presentes. É um convite a refletir sobre o cuidado, a proteção e o direito de cada menino e menina a crescer com saúde, alegria e oportunidades de desenvolvimento integral.

Como lembra a especialista em educação infantil Irmã Veroni Medeiros, a infância é uma fase decisiva da vida, em que o afeto, a brincadeira, a convivência familiar e a atenção da comunidade fazem toda a diferença para formar adultos mais preparados e felizes. Celebrar as crianças é também reafirmar o compromisso com seus direitos.

Na mesma data, o Brasil recorda Nossa Senhora Aparecida, Mãe de Jesus e Padroeira do país. Seu exemplo de cuidado, ternura e dedicação inspira famílias e comunidades a acolher e proteger os pequenos, para que todas as crianças tenham vida, e vida em abundância.

Confira a seguir a entrevista completa com Irmã Veroni, que fala sobre os direitos, os desafios e a felicidade das crianças.

1776 diadascriancasediadenossasenhoraaparecida irmaveroniIrmã Veroni Medeiros, membro da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, diretora no Colégio Nossa Senhora da Glória, em Francisco Beltrão, Paraná. A Irmã Veroni é especialista em educação infantil..

ENTREVISTA COM: Irmã Veroni Medeiros, membro da Congregação das Irmãs Escolares de Nossa Senhora, diretora no Colégio Nossa Senhora da Glória, em Francisco Beltrão, Paraná. A Irmã Veroni é especialista em educação infantil.

Qual é o significado da afirmação “A criança é reconhecida como sujeito de direitos”? A senhora poderia explicar um pouco isso?

IRMÃ VERONI: Houve uma época em que olhávamos para a criança como um adulto pequeno e esperávamos que ela crescesse para depois deixá-la participar. Esse conceito mudou e, hoje, a criança é vista como uma pessoa competente e capaz, uma cidadã com todos os direitos. As leis no Brasil foram confirmando esse novo conceito, por meio da Convenção dos Direitos da Criança, mas também com a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Marco Legal da Primeira Infância. Esses marcos passaram a olhar para a criança com novos olhos e destacaram a importância de construir e fortalecer políticas públicas que a reconheçam como sujeito de direitos e atendam às especificidades dessa fase crucial da vida.

Viva a VidaPrograma de rádio Viva a Vida – 1776 - 06/10/2025 - Dia das Crianças e Dia de Nossa Senhora Aparecida

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Quando podemos dizer que uma criança é feliz?

IRMÃ VERONI: A criança é feliz quando brinca, quando tem sua família, o carinho dos pais ou responsáveis, que ajudam a criar vínculos, laços emocionais e de confiança. Ela é feliz quando recebe aleitamento materno, uma alimentação saudável, vacinas; quando os pais têm um lugar para morar e convivem com alegria; quando dorme bem, frequenta uma boa creche ou escola de educação infantil e tem amigos ao seu redor. Tudo isso contribui para a felicidade da criança. Mas eu diria que, principalmente, a criança precisa muito de afeto. É através do afeto que ela constrói vínculos seguros, desenvolve a capacidade de expressar suas emoções e aprende a interagir com o mundo ao seu redor.

Quais são os maiores desafios na criação dos filhos hoje, Irmã Veroni?

IRMÃ VERONI: Um dos maiores desafios na educação dos filhos está na ausência dos pais, principalmente pela falta de tempo, que acaba levando a terceirizar o cuidado e a não investir em estímulos e oportunidades para o desenvolvimento das potencialidades da criança. Outra questão que dificulta é a falta de uma rede de apoio na comunidade. Também pesam a pobreza, a desigualdade e a falta de acesso a serviços básicos. Além disso, há o excesso de telas: a exposição prolongada a dispositivos eletrônicos afeta muito o emocional da criança, causando distúrbios como depressão, ansiedade e, em muitos casos, agressividade.

Como celebrar o Dia das Crianças sem a perspectiva comercial?

IRMÃ VERONI: Sabemos que o Dia das Crianças é muito influenciado pela publicidade, pelo comércio e pelo consumismo. Mas, em conjunto com a Pastoral da Criança, podemos pensar em outras alternativas. Quem sabe fazer um Dia das Crianças diferente? Realizar um passeio, participar da Celebração da Vida da Pastoral da Criança, estar na Rua do Brincar da comunidade, promover uma contação de histórias, oficinas de brinquedos, brincar em família e usar a criatividade para brincar muito.

TESTEMUNHO: Maria Paula da Silva Prado, da Pastoral da Criança da Arquidiocese de Maringá, Paraná.

MARIA: Os líderes da Pastoral da Criança podem organizar atividades que promovam a alegria e, em especial, o prazer de brincar. Brincadeiras que estimulem a interação, a criatividade e a motricidade, como as cantigas de roda, jogos ao ar livre, brincadeiras com bola, corda, amarelinha, além da contação de histórias. Também podem ser realizadas oficinas criativas com materiais recicláveis, envolvendo a participação dos pais.

Enfim, são inúmeras as possibilidades de brinquedos e brincadeiras que podem ser propostas neste 12 de outubro, Dia das Crianças, celebrando com leveza, união e alegria.

Leia a entrevista na íntegra

1776 - 06/10/2025 - Dia das Crianças e Dia de Nossa Senhora Aparecida (.PDF)

11º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Erradicação da Pobreza"

Até 2030, reduzir pela metade a proporção de homens, mulheres e crianças de todas as idades que vivem na pobreza em todas as suas dimensões.

44º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Educação de Qualidade”

Até 2030, garantir que todas as meninas e meninos tenham acesso a desenvolvimento de qualidade na primeira infância, cuidados e educação pré-escolar, de modo que estejam prontos para o ensino primário.

E SDG Icons NoText
0310º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Redução das Desigualdades”

“Garantir igualdade de oportunidades e reduzir desigualdades de resultados, eliminando leis, políticas e práticas discriminatórias e promovendo legislações, políticas e ações adequadas a esse respeito”

Dra. Zilda

“O melhor resultado para a paz nas famílias é cuidar bem das crianças, para que elas tenham oportunidade de se desenvolver, tenham saúde, alegria de viver e fé em Deus”.

Papa Leão XIV

“Quanto deixamos as crianças virem até nós? E, acima de tudo, quanto vamos em direção a elas?”.

Criança Dia das Crianças Dia de Nossa Senhora Aparecida

Dia Mundial da Prematuridade: Começos saudáveis para futuros brilhantes

Detalhes
Última Atualização: 14/11/2025
1773 saude mental da crianca entrevista horizontal Imagem: ONG Prematuridade.com

A gestação dura em média 40 semanas e é considerada dentro do tempo adequado quando acontece entre 37 e 42. No entanto, cerca de 12% dos bebês brasileiros nascem antes desse período. São quase 300 mil famílias que vivem a experiência da prematuridade todos os anos, explica Denise Suguitani, diretora executiva da ONG Prematuridade.com.

“A prematuridade é a principal causa de mortalidade infantil e pode deixar sequelas tanto para os bebês quanto psicológicas para as famílias”, afirma Denise.

Neste ano, o Dia Mundial da Prematuridade, celebrado em 17 de novembro, tem como tema ‘Garanta aos prematuros começos saudáveis para futuros brilhantes’. A campanha convida toda a sociedade a refletir sobre a importância de garantir começos de vida saudáveis para que todos os bebês tenham futuros brilhantes.

O tema ganha ainda mais força com a nova Lei nº 15.198, que institui o Novembro Roxo, o Dia Nacional da Prematuridade e a Semana da Prematuridade. A legislação prevê ações de prevenção e cuidado com os bebês que nascem antes do tempo, como o incentivo ao método canguru, o direito dos pais de acompanharem os cuidados em tempo integral e o acompanhamento do bebê após a alta hospitalar.

“As ações previstas na lei incluem campanhas de sensibilização em massa, caminhadas, congressos e mobilizações em hospitais, universidades e espaços públicos — tudo para chamar a atenção da sociedade e ajudar a mudar esse cenário”, destaca Denise.

Leia ou ouça a entrevista completa com Denise Suguitani no Programa Viva a Vida, da Pastoral da Criança, disponível logo abaixo e também em nosso canal no YouTube.

1772 hortascaseirasecomunitarias anasimoneENTREVISTA COM: Denise Suguitani, nutricionista, fundadora e diretora executiva da ONG Prematuridade.com

ENTREVISTA COM: Denise Suguitani, nutricionista, fundadora e diretora executiva da ONG Prematuridade.com

Denise, qual é o objetivo do Dia Mundial da Prematuridade 2025, cujo tema é: “Garanta aos prematuros começos saudáveis para futuros brilhantes”?

O foco da campanha do Dia Mundial da Prematuridade 2025 é refletir sobre a importância de investir no começo da vida. Ao promover começos saudáveis, conseguimos garantir futuros brilhantes. É nosso dever — dever de toda a sociedade — assegurar que as crianças, especialmente as mais vulneráveis, como os prematuros, tenham a chance de crescer e se desenvolver com saúde e qualidade de vida. Por isso, precisamos buscar equidade no acesso à saúde e à justiça social. Assim, conseguiremos garantir a todos os prematuros futuros brilhantes.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1782 - 17/11/2025 - Dia Mundial da Prematuridade

 

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

O bebê prematuro é mais vulnerável e precisa ficar na incubadora. Denise, qual é a importância da presença dos pais no hospital?

A presença dos pais junto ao bebê prematuro no hospital, dentro da UTI neonatal, é um direito previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Mas, muito mais do que isso, essa presença, esse convívio, a voz e, eventualmente, o toque — o contato pele a pele — garantem um vínculo afetivo, aumentam as chances de amamentação, fazem com que o bebê vá para casa mais cedo e contribuem para um desenvolvimento emocional e fisiológico muito melhor. Existem estudos de longo prazo mostrando que bebês que tiveram a presença dos pais apresentam um desenvolvimento infantil muito mais saudável, e isso perdura até a vida adulta.

Como os pais podem estimular o desenvolvimento do bebê prematuro nos primeiros mil dias de vida?

Brincando e estimulando. A própria brincadeira, desde o bebê pequeno, é importante para o desenvolvimento. O vínculo afetivo e o convívio diário já são formas de estímulo.

Dependendo do grau de prematuridade, muitas vezes o bebê precisa de acompanhamento interdisciplinar com terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, fisioterapeuta, nutricionista e a equipe médica. Esses profissionais costumam sugerir atividades que os pais podem fazer em casa como complemento, dando continuidade à estimulação do bebê.

1772 hortascaseirasecomunitarias anasimoneTestemunho de Darci Aparecida Bau, líder, coordenadora de comunidade e capacitadora do e-Guia do Líder 2025, em Jundiaí, São Paulo.

Testemunho de Darci Aparecida Bau, líder, coordenadora de comunidade e capacitadora do e-Guia do Líder 2025, em Jundiaí, São Paulo.

 

Darci, que orientações, vocês, líderes da Pastoral da Criança, dão para as famílias e gestantes sobre a prevenção da prematuridade e sobre os cuidados que os pais devem ter com os bebês prematuros principalmente quando eles vão para casa?

Começamos a conversa perguntando se a gestante está fazendo o pré-natal. Depois, durante a visita, observamos as condições em que ela vive. Perguntamos sobre a segurança alimentar — afinal, uma mãe que não tem o que comer não consegue nutrir adequadamente o bebê.

Orientamos que devem evitar o uso de bebidas alcoólicas, drogas e cigarros. Falamos também sobre doenças, como a infecção urinária, que é fácil de identificar e pode levar ao parto prematuro.

No caso de o bebê nascer prematuramente, a primeira orientação que damos é que a mãe evite receber visitas. O bebê prematuro normalmente tem imunidade baixa. Também conversamos com a mãe sobre a importância da amamentação, da boa pega, da paciência e do apoio do companheiro nesse momento.

Após esse período de adaptação, nas visitas, permanecemos um pouco mais de tempo, porque muitas vezes a criança está com anemia, desnutrição ou esteve internada com pneumonia — situações que afetam a autoestima da mãe.

Estar por perto com nossas orientações é fundamental para ajudar no desenvolvimento do bebê e amenizar, principalmente, a angústia materna.

Leia a entrevista na íntegra

1782 - 17/11/2025 - Dia Mundial da Prematuridade

E SDG Icons NoText 033º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Saúde e Bem-Estar”

Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

E SDG Icons NoText 0310º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Redução das desigualdades”.

Reduzir as desigualdades no interior dos países e entre países

1717º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Parcerias e meios de implementação”

Reforçar os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável

Dra. Zilda

“Louvo a Deus por você [líder] existir e pelos seus gestos de amor verdadeiro, nunca medindo esforços para cada vez mais ajudar as famílias a cuidarem melhor de seus filhos e as gestantes a terem uma gestação saudável.”

Papa Leão XIV

“Deus nos ama, Deus ama a todos vocês, e o mal não prevalecerá! Todos nós estamos nas mãos de Deus. Portanto, sem medo, de mãos dadas com Deus e uns com os outros, vamos seguir em frente.”

Saúde

Combate ao Tabagismo

Detalhes
Última Atualização: 18/08/2025
1766 uso telas crianca tela Imagem: Freepik

No dia 29 de agosto, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, data que reforça a importância de conscientizar sobre os riscos do tabagismo e incentivar hábitos de vida mais saudáveis. O cigarro está ligado a doenças graves, prejudica a saúde de quem fuma e de quem convive com o fumante, além de causar danos ainda mais graves a gestantes, bebês e crianças.

Na Pastoral da Criança, líderes e comunidades se mobilizam para orientar famílias, apoiar quem deseja parar de fumar e proteger os mais vulneráveis. Por meio de visitas domiciliares, rodas de conversa e campanhas educativas, a missão é clara: salvar vidas, prevenir doenças e promover ambientes livres de fumaça para garantir mais saúde e qualidade de vida.

1766 uso telas crianca telaGean Soares, enfermeiro da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança.

ENTREVISTA COM: Gean Soares, enfermeiro da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança.

Quais são os perigos do fumo para a gestante e o bebê?

GEAN: Fumar durante a gestação traz riscos graves tanto para a saúde da mãe quanto para a do bebê. A nicotina e outras substâncias tóxicas presentes no cigarro atravessam a placenta, reduzindo o oxigênio disponível e afetando diretamente o crescimento e o desenvolvimento fetal.

Entre os principais perigos estão o aborto espontâneo, parto prematuro, baixo peso ao nascer, malformações congênitas e morte fetal. Após o nascimento, o bebê também pode apresentar maior risco de infecções respiratórias, alergias e síndrome da morte súbita infantil.

O fumo na família pode prejudicar o desenvolvimento das crianças?

GEAN: Sim. A presença do fumo no ambiente familiar pode causar diversos prejuízos ao desenvolvimento físico e mental das crianças. A exposição passiva à fumaça do cigarro está associada a infecções respiratórias frequentes, como bronquite, asma e pneumonia, assim como alergias, otites e aumento do risco de morte súbita infantil.

Além dos impactos na saúde, o fumo passivo pode afetar o desempenho escolar e o desenvolvimento cognitivo, resultando em dificuldades de atenção, memória e aprendizado. A criança também pode crescer em um ambiente onde o hábito de fumar é naturalizado, aumentando as chances de iniciar o tabagismo precocemente na adolescência. Por isso, é importante que os pais conversem abertamente com seus filhos sobre os riscos que o cigarro pode trazer para a saúde.

Viva a VidaPrograma de rádio Viva a Vida – 1770 – 25/08/2025 - Combate ao Tabagismo

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

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Que relação existe entre saúde mental e fumo hoje em dia?

GEAN: A relação entre saúde mental e tabagismo é complexa e relevante. Estudos mostram que pessoas com transtornos mentais, como depressão, ansiedade e esquizofrenia, apresentam taxas mais elevadas de consumo de cigarro. Muitas vezes, o fumo é utilizado como forma de aliviar temporariamente o sofrimento emocional. No entanto, a nicotina gera apenas uma falsa sensação de relaxamento, podendo agravar os sintomas a longo prazo.

Além disso, o cigarro interfere no funcionamento de medicamentos psiquiátricos. Por isso, é fundamental que os cuidados em saúde mental incluam ações para a cessação do tabagismo, com suporte emocional e tratamento integrado, a fim de alcançar melhores resultados terapêuticos.

TESTEMUNHO: Érica Márcia Loreti, Líder Pastoral da Criança, da Diocese de Duque de Caxias, Rio de Janeiro.

ÉRICA: Quando engravidei do meu segundo filho, eu fumava muito. Ele nasceu com insuficiência respiratória e precisou ser internado várias vezes com bronquite, bronquiolite e pneumonia. Tudo isso devido ao uso do cigarro. Sempre que encontro alguma mãe grávida que fuma, eu conto a minha história para que ela evite passar pelo que eu passei e para que seu bebê não sofra as mesmas consequências.

Parece que não, mas é um assunto muito grave, que precisa ser discutido com as gestantes para que fiquem atentas e evitem fumar durante a gravidez. Eu sei como é difícil abandonar o vício, pois já fui fumante, mas, pelos nossos filhos, nada é impossível!

Leia a entrevista na íntegra

1770 – 25/08/2025 - Combate ao Tabagismo (.PDF)

E SDG Icons NoText 033º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Boa saúde e bem- estar”

Até 2030, reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis via prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e o bem-estar.

Dra. Zilda

“O líder da Pastoral da Criança acompanha, ora, vigia, como o Bom Samaritano que busca o bem e a saúde de quem precisa”.

Papa Leão XIV

“Se Jesus Cristo venceu o pecado, a morte e todo o mal que pode ser encontrado no mundo, como não vamos anunciá-lo? Como podemos esconder - nesta hora - a única luz que ilumina na escuridão? Como podemos não compartilhar o sal do mundo que preserva e melhora tudo?”.

Gestante Saúde

Campanha da Fraternidade 2026

Detalhes
Última Atualização: 20/02/2026
1795 campanha da fraternidade 2026 entrevistaFoto: acervo Pastoral da Criança

Realizada anualmente durante a Quaresma, a Campanha da Fraternidade é um caminho de conversão, solidariedade e compromisso social. Em 2026, a campanha convida toda a Igreja no Brasil a refletir e agir a partir do tema “Fraternidade e Moradia”, chamando atenção para um direito essencial e, ao mesmo tempo, ainda negado a milhões de famílias: viver com dignidade em um lar seguro, adequado e humano.

O padre Jean Poul Hansen, assessor do Setor de Campanhas da CNBB, destacou que a escolha do tema foi motivada por um pedido da Pastoral da Moradia e Favela. No Brasil, segundo a pastoral, 6 milhões de famílias não têm moradia, somadas a outras 20 milhões que vivem em residências inadequadas, sem saneamento básico, com espaços superlotados ou estruturas precárias.

O lema “Ele veio morar entre nós”, segundo o padre Jean Poul, ajuda a iluminar a reflexão, a partir da encarnação: “Deus veio morar entre nós, e isso fundamenta a dimensão social da nossa fé. A Campanha da Fraternidade nos convida a construir aqui, entre nós, sinais do Reino de Deus, promovendo dignidade, especialmente nas realidades onde ela é negada”, afirmou em entrevista ao site da CNBB.

Para se aprofundar no tema, confira a entrevista completa com Frei Marcelo Toyansk Guimarães, coordenador nacional da Pastoral da Moradia e Favela, e com a assistente social Evaniza Rodrigues, da União Nacional por Moradia Popular. As entrevistas ajudam a compreender por que a moradia digna é urgente e como essa realidade afeta famílias e crianças.

1795 campanha da fraternidade 2026 freimarceloFrei Marcelo Toyansk Guimarães

Entrevista com Frei Marcelo Toyansk Guimarães, coordenador nacional da Pastoral da Moradia e Favela.

Frei Marcelo, o que motivou a escolha do tema “Fraternidade e Moradia” para a Campanha da Fraternidade 2026?

FREI MARCELO:

Durante a VI Semana Social Brasileira (2020–2023), a Igreja do Brasil se dedicou bastante à reflexão sobre Teto, Terra e Trabalho, direitos fundamentais inspirados nos dizeres do Papa Francisco. Ao mesmo tempo, constatamos o enorme déficit habitacional, crescente na realidade brasileira.

Hoje, cerca de um terço da população mora com precariedade, em favelas, áreas de risco; enfim, em várias situações que exigem uma presença mais efetiva tanto do Estado quanto de toda a sociedade, incluindo a nossa própria Igreja. E, diante dessa necessidade, dessa urgência, vimos a importância de uma Campanha da Fraternidade com o tema Moradia, em 2026.

Frei Marcelo, quais são os impactos de uma moradia inadequada para o bem-estar da família e para o desenvolvimento integral de uma criança?

FREI MARCELO:

A moradia digna influencia fortemente a vida e a realidade das famílias. Vemos, por exemplo, pessoas que levam de duas a quatro horas em conduções, muitas vezes precárias, para ir ao trabalho. Isso impacta a vida familiar.

Podemos lembrar também daqueles que vivem em barracos de madeira, tão afetados pelas chuvas, e em espaços pequenos em que mal dá para conviver e ficar juntos. Muitas crianças passam grande parte do tempo nas ruas porque não há espaço na moradia para convivência e permanência. Há ainda os que vivem sob ameaça de despejo, em situação vulnerável.

E, quando olhamos para a realidade das crianças, um estudo recente nos cortiços de São Paulo constatou uma evasão escolar até quatro vezes maior entre crianças que moram nesses locais. Ao mesmo tempo, em moradias muito apertadas, cresce a possibilidade de situações de abuso em vários sentidos. Enfim: moradia é direito, para já.

1795 campanha da fraternidade 2026 evanizarodriguesEvaniza Rodrigues

Entrevista com Evaniza Rodrigues, assistente social, membro da União Nacional por Moradia Popular, e fez parte da equipe de redação do texto-base da Campanha da Fraternidade sobre Moradia de 2026.

Por que o preço da moradia aumentou tanto nas últimas décadas?

EVANIZA:

Quando a gente olha por que as pessoas não têm acesso à moradia, geralmente vamos falar de financiamentos habitacionais com regras extremamente excludentes, ou seja, que não permitem o acesso para quem tem baixa renda, renda instável, ou problemas cadastrais. Quando a moradia é tratada como mercadoria, como uma coisa que se compra e se vende, ela passa a ser inacessível para grande parte da população.

E como a nossa população respondeu a isso? Respondeu de várias formas: com a autoconstrução, em melhores ou piores condições; com a ocupação de terras; muitas vezes, com a ocupação em áreas inseguras, áreas de risco, porque é aquilo que sobrou para essa população. Aquilo que não teve mercado para ela, sobrou para o povo morar. E, nas piores condições, nas condições mais precárias ainda, o destino acabou sendo a rua.

Então, quando a gente fala do preço da moradia, do preço da terra e da falta de acesso, estamos falando da ausência de políticas públicas que possam garantir esse direito para todos e todas. Para que todas as famílias tenham direito a morar com dignidade.

O Artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 10 de dezembro de 1948, afirma que toda pessoa tem direito a um padrão de vida suficiente para garantir saúde e bem-estar. Evaniza, o que mudou nas últimas décadas em relação à moradia?

EVANIZA:

Um dos grandes desafios desta Campanha da Fraternidade é reforçar o conceito de que moradia é um direito.

A gente vai ter um desafio grande, grande mesmo, nesta campanha: fazer com que todo mundo entenda que moradia é uma necessidade básica, é um direito, é uma condição humana que todas as pessoas merecem ter.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1795 – 16/02/2026 - Campanha da Fraternidade 2026

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

(TESTEMUNHO) Maria José Barbosa, líder da Pastoral da Criança na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Realengo, Rio de Janeiro.

Maria José, como a Pastoral da Criança pode ser uma rede de apoio para buscar garantir uma moradia digna às famílias?

MARIA JOSÉ:

Infelizmente, ainda existem muitas comunidades onde as pessoas não têm uma moradia digna. As líderes comunitárias conhecem de perto a realidade das famílias e, durante as visitas domiciliares e na Celebração da Vida, orientam sobre seus direitos. E, nas reuniões, definimos como continuar buscando outras instituições de apoio a essas famílias, além do poder público.

 

Leia a entrevista na íntegra

1795 – 16/02/2026 - Campanha da Fraternidade 2026

 

11º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Erradicação da pobreza"

"Erradicar a pobreza em todas as formas e em todos os lugares".

E SDG Icons NoText 0310º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Redução das desigualdades”

"Reduzir as desigualdades no interior dos países e entre países".

Ods 1111º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Cidades e comunidades sustentáveis”

"Tornar as cidades e comunidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis".

Dra. Zilda

“A Campanha da Fraternidade é um esforço de toda a Igreja em favor da construção de uma sociedade mais justa e fraterna, a serviço da vida e da esperança, conforme aprendemos nos ensinamentos de Jesus”.

Papa Leão XIV

“Os pobres não estão ali por acaso ou por um destino cego e cruel. Tampouco, para a maioria deles, a pobreza é uma escolha. Ainda assim, há quem presuma fazer essa afirmação, revelando, assim, a própria cegueira e crueldade”.

Ações básicas Cidadania Missão

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