O Ministério da Saúde e a Rede Global de Bancos de Leite Humano, com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), lançaram a Campanha Nacional de Doação de Leite Humano 2026. A iniciativa é realizada anualmente no mês de maio em referência ao Dia Nacional e Mundial da Doação de Leite Humano, celebrado em 19 de maio. Neste ano, a campanha traz o tema: “Doação de Leite Humano: solidariedade que nutre, vida que cresce”.
A Pastoral da Criança esteve representada no lançamento pela assessora nacional Vânia Leite, que também integra o Conselho Nacional de Saúde. Durante o evento, Vânia destacou que a doação beneficia não apenas os bebês que recebem o leite, mas também as mulheres que doam.
Vânia Leite, assessora nacional da Pastoral da Criança.
“Quando a mulher faz a retirada do leite, ela alivia o desconforto das mamas muito cheias, ajuda seu próprio bebê e ainda contribui para que outros bebês tenham acesso ao alimento mais completo e seguro que existe”, comentou Vânia Leite.
Sobre a saúde dos bebês, Vânia ressaltou que a doação ajuda a reduzir o uso de fórmulas artificiais nas unidades neonatais.
“Quanto mais leite humano os bancos de leite tiverem disponível, menos leite artificial será necessário nas unidades neonatais. Isso significa mais saúde, mais imunidade, mais desenvolvimento e mais chances de recuperação para os bebês internados”, explicou.
O Maio Laranja é uma campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A iniciativa reforça a importância da prevenção, da escuta, do diálogo e da proteção da infância. Uma das iniciativas que ajudam famílias, educadores e comunidades a dialogarem sobre o tema é a campanha “Defenda-se”, desenvolvida pelo Centro Marista de Defesa da Infância.
Nesta terça-feira, dia 12 de maio, às 20h (horário de Brasília), a Pastoral da Criança realiza uma live especial com o tema “Mês Mariano e a Mística da Pastoral da Criança: a Missão com as Gestantes”.
O encontro será transmitido pelo canal da Pastoral da Criança no YouTube e propõe um momento de espiritualidade, reflexão e partilha sobre a missão junto às gestantes e famílias acompanhadas nas comunidades.
A Doença de Chagas ainda exige atenção e cuidados em todo o Brasil, especialmente nas regiões mais vulneráveis. Embora muitas pessoas associem essa doença ao passado, ela continua presente e pode causar consequências graves quando não é diagnosticada e tratada corretamente. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entre 2 e 4 milhões de brasileiros convivem com a forma crônica da doença, transmitida principalmente pelo inseto conhecido como “barbeiro”.
No conteúdo desta semana do Programa Viva a Vida, o médico Dr. Alcides Oliveira, diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (PR), explica como ocorre a transmissão, quais são os principais sintomas, como funciona o tratamento e os cuidados necessários para a prevenção. A entrevista também alerta para a importância da informação, da higiene dos alimentos e do acompanhamento em saúde. Você pode acompanhar o conteúdo completo abaixo ou ouvir a entrevista no player de áudio desta página.
Dr. Alcides Oliveira
Entrevista com Dr. Alcides Oliveira, Médico, Diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, no estado do Paraná.
Dr. Alcides, o que é a Doença de Chagas?
DR. ALCIDES:
A Doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Ela é caracterizada por duas fases: uma fase aguda, que ocorre logo após o contágio, e uma fase crônica, que poderá levar décadas para se manifestar e causar danos graves a órgãos vitais.
Programa de rádio Viva a Vida – 1808 - 18/05/2026 - Doença de Chagas
Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança. Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
Quais são os principais sintomas da Doença de Chagas?
DR. ALCIDES:
Existe a fase aguda, que se apresenta como uma infecção habitual, com febre prolongada por mais de sete dias, dor de cabeça, fraqueza intensa e inchaço no rosto ou nas pernas. Às vezes, é até possível encontrar o barbeiro próximo à residência ou ao local de trabalho.
Também existe a fase crônica, que é silenciosa e pode demorar anos para aparecer. Ela causa lesões no coração, como insuficiência cardíaca e arritmias, além de alterações no sistema digestório, como dilatação do esôfago e do intestino, levando a problemas que irão surgir muitos anos depois.
Como podemos prevenir a infecção pela Doença de Chagas?
DR. ALCIDES:
Primeiro, é importante sempre higienizar os alimentos, principalmente os já citados, como açaí e caldo de cana. Também é necessário o controle do barbeiro. Hoje, a maioria das residências no país é de alvenaria, o que contribuiu para uma diminuição muito intensa da presença do inseto dentro das casas.
Qual é a situação atual da Doença de Chagas no Brasil e que regiões são mais afetadas?
DR. ALCIDES:
Atualmente, estima-se que existam entre 2 e 4 milhões de pessoas no país vivendo com a forma crônica da doença. Ela é mais comum nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, principalmente em pessoas entre 30 e 40 anos de idade. Muitas vezes, quando aparecem as complicações cardíacas e digestivas, o diagnóstico acaba sendo tardio.
Então, se cuide, faça a prevenção, mantenha os alimentos bem higienizados, observe sua casa, combata os insetos e saúde para todos.
(TESTEMUNHO) Alriani da Silva Santos, Coordenadora Estadual da Pastoral da Criança do estado do Amazonas.
Muitas vezes a transmissão da Doença de Chagas se dá através de alimentos e bebidas contaminadas: caldo de cana, suco de açaí e outros. Alriani, quais são as orientações que vocês, líderes da Pastoral da Criança, dão às famílias sobre a importância dos cuidados com a higiene dos alimentos?
ALRIANI:
Nós, líderes da Pastoral da Criança, orientamos as famílias sobre os cuidados que devemos ter com o inseto conhecido como barbeiro, transmissor da Doença de Chagas. É importante observar se há esse inseto em casa e, caso exista, combatê-lo. Também orientamos o uso de telas nas janelas, o fechamento de frestas e a manutenção da limpeza da casa.
Hoje, fala-se muito sobre a transmissão da Doença de Chagas pelo consumo de alimentos e bebidas contaminadas, principalmente suco de açaí e caldo de cana, algo comum na nossa região. Em caso de dúvida, é importante procurar o posto de saúde para receber orientações adequadas.
Enquanto líderes, orientamos as famílias sobre os cuidados na preparação de todos os alimentos, não apenas do açaí e do caldo de cana, mas de toda a alimentação da família.