Tema: Antibiótico: primeira dose imediata
Tema: Antibiótico: primeira dose imediata
Não. Na maioria das pneumonias comunitárias, inicia-se o tratamento imediatamente e reavalia-se a situação da criança na Unidade de Saúde, após um período de 24 e 48 horas.
O tempo entre a transferência, internação e o início de tratamento pode levar horas. Por isso, recomenda-se que o médico avalie a possibilidade de dar a primeira dose de antibiótico na Unidade Básica de Saúde antes de encaminhar para o hospital.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige o profissional farmacêutico em todas as farmácias. Porém nas Unidades de Saúde sem farmácia, mas que dispõem de um conjunto de medicamentos supervisionados, não há necessidade.
Nesse caso, as bactérias do paciente podem vir a desenvolver resistência ao antibiótico, o que é um problema de saúde pública, pois o uso indiscriminado e incorreto de antibióticos vem crescendo a cada dia.
Sim. Lembramos que a água de torneira, fornecida pelas empresas de saneamento, são adequadas para beber e para se diluir os medicamentos. Não há necessidade de ferver ou filtrar esta água.
Essas reações graves, embora raras, existem. E devido a isso, o correto é que a primeira dose seja dada em uma unidade básica. Por isso as Unidades Básicas de Saúde deveriam dispor de insumos adequados para atender às reações alérgicas na primeira hora após a aplicação de fármacos. É sempre melhor ter reações no serviço de saúde do que ter em casa.
Pedir que repita tudo o que foi dito anteriormente. Ao utilizar copinhos ou seringas dosadoras, pedir que aponte até que ponto deve ser a dose indicada.
Converse com o médico sobre os intervalos e como adequar o horário a partir da primeira dose ministrada na Unidade de Saúde. Nunca alongar (ultrapassar) o horário estabelecido para o antibiótico. Nas primeiras doses é possível diminuir os intervalos, para dar mais conforto à criança. Assim é possível evitar acordar de madrugada, correr o risco de perder o horário e deixar de fazer o tratamento corretamente. O ajuste é feito sempre com a orientação do médico.
Não. Somente quem foi consultado e recebeu receita médica através da Unidade básica de Saúde tem direito a receber a primeira dose do antibiótico na UBS.
Quem recorreu ao médico particular ou o plano de saúde, pode retirar o antibiótico gratuitamente via UBS ou farmácia popular, desde que a receita seja válida, o paciente cadastrado no SUS e contenha o nome genérico do medicamento que deve estar na lista da Rename 2022 (Relação Nacional de Medicamentos) (Portaria GM/MS nº 3435/2021).
Você deve se mobilizar e tomar providências. Em um primeiro momento reclamar na UBS, e mesmo protocolar uma pedido de explicação na secretaria de saúde e em ultima instancia procurar os direitos no Ministério Público.
A Lei 5.991 de 1973 garante que o antibiótico e outros medicamentos sejam dispensados nas Unidades Básicas de Saúde por meio do Dispensário.
Saiba mais sobre o termo de compromisso da Secretaria aqui.
Se na sua UBS não está sendo dado o antibiótico, informe a Pastoral da Criança aqui ou através do e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Antibiótico é um medicamento capaz de atuar sobre microorganismos mono ou pluricelulares, causadores de infecções. Se as primeiras substâncias descobertas eram produzidas por fungos e bactérias, atualmente os antibióticos são sintetizados em laboratórios farmacêuticos e têm a capacidade de impedir, dificultar ou eliminar o avanço de certos quadros infecciosos.
A descoberta dos antibióticos provocou uma verdadeira revolução na medicina, contribuindo de modo preponderante para a saúde e o aumento da expectativa de vida da população em geral. Seu uso possibilitou o tratamento de doenças que até então eram consideradas de difícil cura, tais como a tuberculose, pneumonia, meningite, sífilis, crupe, gangrena, entre
outras.
A penicilina foi descoberta por Alexander Fleming, em 1928, que reparou que numa determinada cultura de bactérias, contaminada por uma determinada espécie de fungos, as bactérias não se desenvolviam. Alexander Fleming iniciou suas pesquisas em Londres, buscando substâncias capazes de matar ou impedir o crescimento de bactérias nas feridas infectadas dos soldados, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), na qual muitos deles morreram em consequência da falta de tratamento adequado para as infecções provocadas pelos ferimentos profundos ocasionados em combate.
Em 1940, Howard Florey e Ernst Chain conseguiram produzir penicilina com fins terapêuticos em escala industrial, inaugurando um tempo que ficou conhecido pela medicina como “a era dos dos antibióticos”.
Atualmente, os antibióticos são utilizados na luta contra infecções bacterianas. O antibiótico pode ser bactericida, quando elimina a bactéria ou bacteriostático, se interrompe a sua reprodução. Mas é preciso atenção (e aqui vai um alerta): seu uso indiscriminado e sem controle médico faz com que surjam cepas de bactérias resistentes a estes medicamentos.
Existem mais de 5.000 tipos de antibióticos no mercado e centenas de similares, que são fabricados por diversos laboratórios farmacêuticos. Os mais conhecidos são: penicilinas e seus derivados, cefalosporinas, macrolídeos, tetraciclinas e aminoglicosidos.
Crianças com suspeita de pneumonia precisam receber o antibiótico o quanto antes.
A Pastoral da Criança, em parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), lançou (dia 4 de julho) em Curitiba a campanha "Antibiótico: primeira dose imediata". O objetivo da campanha é orientar os gestores municipais de saúde, e principalmente a sociedade, sobre a necessidade de ministrar a primeira dose de antibiótico nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) logo após a consulta, em especial nos casos de crianças com suspeita de pneumonia.