Antibiótico: primeira dose imediata

  • Em centenas de municípios, a mãe ou o responsável pela criança recebe o medicamento na Unidade Básica de Saúde, depois da consulta, e só oferece a primeira dose para a criança ao chegar em casa. Em outras situações, precisa buscar os medicamentos receitados em uma Unidade Central de Medicamentos, desperdiçando horas de tratamento que podem significar um internamento hospitalar evitável e, o que é pior, a morte da criança.

    Com a oferta da primeira dose de antibiótico logo após a consulta, ainda no posto de saúde, poderia se evitar uma parte significativa das cerca de 139.045 mil mortes anuais de pessoas por infecções respiratórias no país, registradas pelo MS/SVS/CGIAE - Sistema de Informações sobre Mortalidade - SIM, do Ministério da Saúde.  Segundo dados do Datasus, de um total de 6.105 mortes de crianças de 1 a 4 anos em 2014, as infecções respiratórias foram responsáveis por 15,72%  dos óbitos,  a segunda causa de morte nesta faixa etária  no país. As doenças respiratórias respondem por 4% das mortes de crianças menores de 1 ano. Fonte: MS/SVS/CGIAE - Sistema de Informações sobre Mortalidade - SIM.

    No Brasil, aconteceram 204.082 internamentos de crianças menores de 4 anos por pneumonia, em 2015, a maior parte na Região Sudeste (71.053 mil) e no Nordeste  (58.603 mil). Com a oferta do antibiótico logo após a consulta, muitos destes internamentos seriam evitados. Em 2009, quando a campanha Antibiótico primeira dose imediata começou, eram 354.292 internamentos nesta faixa etária, o que representa uma diminuição de 42%. nos ultimos 6 anos. Fonte: Ministério da Saúde - Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS).

    A prevenção inclui: aleitamento materno exclusivo e alimentação saudável (que ajudam no fortalecimento do sistema imunológico), qualidade do ar dentro de casa e imunização por meio de vacinas.

    Articuladores

    Os 1.043 Articuladores da Pastoral da Criança junto aos Conselhos de Saúde visitam mensalmente 1.485  Unidades Básicas de Saúde (UBS) em 2015, em 807 municípios. Entre as unidades visitadas, 64% delas tinham antibiótico em estoque, mas somente 39%  declararam dar a primeira dose do medicamento para a criança na própria UBS.

    Tabela 

    Fonte:Sistema de Informação da Pastoral da Criança. Relatório Extrato de Indicadores, Abrangência por níveis Brasil, Ano 2015, Folha de Acompanhamento Digitada até 11/08/2016 às 13:55 horas. Disponível em -- http://www.pastoraldacrianca.org.br  - [2016 Ago 11 ] 

  • Se o médico receitar antibiótico é direito da criança receber a primeira dose no ato da consulta

    Dentre as suas várias ações, a Pastoral da Criança tem uma campanha permanente chamada “Antibiótico: primeira dose imediata”, que tem o objetivo de alertar a população sobre a importância de ministrar a primeira dose de antibiótico nas unidades básicas de saúde logo após a consulta, em especial, nos casos de crianças com suspeita de pneumonia. “Quanto mais cedo começar o tratamento, mais fácil é a cura” é a mensagem da campanha que está fazendo uma grande mobilização da sociedade, com voluntários e articuladores da Pastoral da Criança nos conselhos municipais de saúde de todo o país. Por meio de diversos materiais (cartazes, banners, vídeos, programas de rádio, entre outros), elaborados para conscientizar a população sobre a importância da administração do antibiótico em casos de infecções respiratórias agudas, aqui você ficará sabendo mais detalhes sobre essa iniciativa que está ajudando a salvar muitas vidas, especialmente com relação à pneumonia, uma das principais causas de morte de crianças até 1 ano.

    Médicos e profissionais de enfermagem devem garantir que a primeira dose de antibiótico seja dada ainda no posto de saúde e instruir os pais a darem todas as doses corretamente em casa.

    A pneumonia é uma infecção respiratória grave. Se a criança não receber o tratamento certo e a tempo, pode morrer. Por isso quando a criança apresentar algum sinal de infecção respiratória, a mãe, pai ou familiar deve ser orientado para que:

    •   leve ao médico o mais rápido possível;
    •   continue a amamentar;
    •   dê os medicamentos na dose, nos horários e pelo tempo recomendado pelo médico;
    •   volte ao serviço de saúde no dia marcado ou a qualquer momento, se o bebê não apresentar melhora ou piorar.

    Um estudo sobre a estratégia Atenção Integral às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI) mediu a prevalência de prescrição e de administração da primeira dose de medicamento para menores de cinco anos levados à consulta médica por doença nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) no município de Rio Grande (RS). No resultado, ficou evidente que esta não é uma prática comum nas UBS deste município. Acesse o estudo "A administração da primeira dose do medicamento nos serviços de saúde: um estudo com menores de cinco anosde idade no extremo-sul do Brasil” (pdf).  

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    Pneumonia

    A pneumonia é mais perigosa nos bebês:

    • Com menos de dois meses de idade;
    • Que nasceram com menos de dois quilos e meio;
    • Que não mamam no peito;Que estão desnutridos;
    • Que não estão com as vacinas em dia.

    Algumas condições do ambiente fazem o ar ficar poluído e facilitam pegar esse tipo de doença. São as casas em que não entra sol, não é renovada a entrada de ar, têm poeira e fumaça de carro, fogão à lenha ou poluição de carros, fábricas e das queimadas.

    O hábito de fumar perto da criança aumenta as chances de ela ter problemas respiratórios, como bronquite, inflamação de ouvido, sinusite, asma e pneumonia.

    infeccao respiratoria bebe dois mesesTem dificuldade para respirar:

    • Ruído esquisito ao respirar (estridor);
    • Aparecem as costelas quando puxa o ar (tiragem subcostal)

    Quando o bebê apresenta algum sinal de infecção respiratória, a mãe deve:

    • Levar ao médico o mais rápido possível;
    • Continuar a amamentar;
    • Dar os medicamentos na dose, nos horários e pelo tempo recomendado pelo médico;
    • Voltar ao serviço de saúde no dia marcado ou a qualquer momento, se o bebê não apresentar melhora ou piorar.

    Se a criança demonstrar algum sinal de perigo, elas devem ser levadas imediatamente para o hospital. As Infecções Respiratórias Agudas (IRA) são um dos principais problemas de saúde entre as crianças menores de cinco anos.

    Reconhecer os sinais de perigo e começar logo o tratamento ajudam a diminuir a gravidade da doença e pode evitar a morte por pneumonia.

    Por isso, a recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde (Portaria nº 1.820, de 13 de agosto de 2009) é para que a criança com suspeita de pneumonia, com a indicação médica de antibiótico, receba a primeira dose do remédio na própria Unidade Básica de Saúde. Médicos e profissionais de enfermagem devem garantir que a medicação seja aplicada no ato da consulta e instruir os pais a darem todas as doses corretamente em casa.

    ATENÇÃO: Qualquer remédio só deve ser dado para o bebê com orientação do médico.

    Estas orientações foram retiradas do Guia do Líder (.PDF)

    Ministério da Saúde orienta que primeira dose é imediata!

    Assista aos vídeos:

    Antibiótico: primeira dose imediata - Ministro da Saúde Alexandre Padilha

    Antibiótico: primeira dose imediata - Presidente do CONASEMS e Secretário Municipal de Saúde de Maringá (PR)

    Uma criança com suspeita de pneumonia, com a indicação médica de antibiótico, deve receber a primeira dose do remédio na própria Unidade Básica de Saúde (UBS), conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde (Programa AIDPI – Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância, 2003).

    A atenção à saúde da criança menor de 2 meses de idade requer a assistência adequada e no tempo oportuno. Na edição lançada em 2012 do Manual AIDPI NEONATAL, o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde orientam sobre o uso da primeira dose imediata do Antibiotico nos casos de infecções de crianças menores de 2 meses.

    Além de disponibilizar uma nota técnica, o Ministério da Saúde publicou a Portaria nº 1.820, de 13 de agosto de 2009, que descreve os direitos e deveres dos usuários da saúde, e orienta para o tratamento no tempo certo.  No caso do Antibiótico para criança com Pneumonia o tempo certo é logo depois do diagnóstico médico, na própria Unidade Básica de Saúde. No Caderno da Atenção Básica nº 28: "Acolhimento à demanda espontânea", pagina 56, está a lista de medicamentos que devem estar à disposição nas Unidades Básicas de Saúde/Saúde da Família/postos de saúde utilizados para o atendimento às urgências clínica. Dentre estes medicamentos destaca-se os Antibióticos (para administrar a primeira dose na própria UBS nos casos de pneumonia em crianças).

    A Portaria define no Art. 3º que:

    "Toda pessoa tem direito ao tratamento adequado e no tempo certo para resolver o seu problema de saúde.

    Parágrafo único. É direito da pessoa ter atendimento adequado, com qualidade, no tempo certo e com garantia de continuidade do tratamento, para isso deve ser assegurado:

    I - atendimento ágil, com tecnologia apropriada, por equipe multiprofissional capacitada e com condições adequadas de atendimento".

    Todos os documentos estão disponíveis na Internet, endereço www.rebidia.org.br

    Leia: 1184 - Entrevista com Regina Reinaldin - Infecções respiratórias / Campanha do Antibiótico (.PDF) e 1141 - Entrevista com Clóvis Boufleur - Campanha do Antibiótico (.PDF)

    Saiba mais SBP: Pneumologia

  • menina assoando o nariz

    A asma, conhecida também no meio popular como bronquite asmática ou ainda bronquite alérgica, é uma doença que atinge os pulmões e que se caracteriza também por uma inflamação crônica dos brônquios. Apesar dos avanços da ciência, com novas medicações e tratamentos, a asma ainda traz muito sofrimento e é uma doença que se não bem controlada, pode levar à morte.

  • 1291 antibiotico entrevista

    Foto: David Castillo

    Nos primeiros anos de vida, as infecções respiratórias formam o maior grupo de doenças que costumam afetar as crianças. São doenças que se espalham com facilidade, passando de uma pessoa para a outra, e podem se manifestar mais de uma vez no organismo da mesma criança.

    Uma dessas doenças é a gripe A ou H1N1, como também é conhecida, que voltou a preocupar a população de todas as idades. No início de 2016, mesmo antes do inverno, já havia um surto deste tipo de gripe, com o maior número de casos registrados na Região Sudeste.

  • 1a dose logoAs infecções respiratórias trazem grande sofrimento para as crianças e muita preocupação para os pais. É comum nessa época do ano, com as baixas temperaturas em algumas regiões do Brasil, ver postos de saúde e ambulatórios completamente lotados de crianças que apresentam sintomas semelhantes: febre, coriza, tosse... Uma dúvida sempre fica no ar: até quando é possível "deixar a criança em casa" e esperar passar? O conceito muitas vezes comum de que "gripe sara sozinha", ou com um chá e até automedicação, pode trazer consequências graves. Uma delas é a pneumonia.

  • cpf inf resp2015 2 bCasacos longos, cachecois, luvas, meias e cobertas para dormir melhor. Para alguns, o inverno é a estação mais elegante do ano. Mas, além da reviravolta no guarda-roupa, esta época pode trazer incômodos, especialmente para quem não tem condições de se agasalhar adequadamente ou sofre com alguma doença crônica.

  • 1291 antibiotico cpf

    Juberlândia da Silva em atividade da Pastoral da Criança na comunidade São José, Taguatinga (DF)

    A vacinação contra a gripe H1N1 se concentra em alguns públicos específicos: idosos, crianças com idade entre seis meses e cinco anos, gestantes e mulheres até 45 dias após o parto. Apesar de ter um bebê de seis meses, Juberlândia da Silva, 35 anos, voluntária da Pastoral da Criança na comunidade São José, em Vicente Pires/Taguatinga (DF), não entraria nessa lista. A campanha de vacinação contra o H1N1, que aconteceu de 30 de abril até o dia 20 de maio, iniciou depois do falecimento de Juberlândia, no dia 31 de março. 

  • andre porto bebe chorando

    Foto: André Porto

    As infecções respiratórias agudas são um dos principais problemas de saúde entre as crianças menores de cinco anos. Como prevenir essas infecções é o tema da entrevista com Regina Reinaldin, enfermeira que compõe a equipe técnica da coordenação nacional da Pastoral da Criança.