5º CÍRCULO

JESUS SE PERDE DE SEUS PAIS

As crianças perdidas nas grandes cidades

Lc 2,41-50

 

Acolhida

 

  • Canto Inicial.
  • Criar um bom ambiente. Dar as boas-vindas. Colocar as pessoas à vontade.
  • Breve memória do encontro anterior.
  • Invocar a luz dos Espírito Santo.

1. Um fato da Vida que nos faz pensar

Os noticiários dos meios de comunicação exploraram um triste fato. Uma mulher que não podia ter filhos entra numa maternidade, disfarça-se de enfermeira e rouba uma criança de apenas sete dias. Os pais da criança desaparecida começam uma luta de dezesseis anos em busca do filho perdido. Quando o encontram ele já é um adolescente. Pai, mãe e filho não sabem mais como recomeçar uma vida que foi brutalmente interrompida por uma mulher desesperada. Quando uma novela na televisão trouxe o problema de filhos e filhas desaparecidas, centenas de mulheres reuniram-se na Cinelândia, no Rio de Janeiro, com as fotos e os nomes das crianças desaparecidas.

  1. Você conhece algum caso de uma criança que desapareceu? Conte como foi?
  2. Quais as maiores ameaças que possibilitam o desaparecimento de uma criança?
  3. Que orientações devemos dar aos pais para evitar o desaparecimento de seus filhos?

 

2. Um texto da Bíblia que ilumina a Vida

 

  • Preparação.
  • Introdução à leitura do texto. O texto de estudo narra a romaria que a família de Jesus fez a Jerusalém. Durante a leitura vamos prestar atenção nas atitudes dos pais de Jesus na busca por seu filho desaparecido.
  • Leitura lenta e atenta do texto: Lc 2,41-50.
  • Perguntas para a reflexão:
  • O que mais lhe chamou a atenção neste texto? Por quê?
  • Quais as atitudes dos pais de Jesus na busca do filho desaparecido?
  • Com que palavras Maria revela sua angústia pelo desaparecimento de seu filho?
  • O que tudo isso ensina para nós hoje?

3. Celebrar e partilhar a Vida em forma de oração

Sugestões para a celebração

  • Colocar em forma de oração tudo aquilo que refletimos sobre a Palavra de Deus, sobre nossa vida e nosso trabalho na Pastoral. Como refrão após cada prece digamos: PROTEJA NOSSAS CRIANÇAS, SENHOR!
  • Rezar um salmo. Sugestão: Salmo 8 – O louvor das crianças afasta o inimigo.

4. Voltar para casa e testemunhar a Vida Nova

  • Formular um compromisso pessoal ou comunitário no trabalho da Pastoral.
  • Terminar o encontro com a oração do Pai-Nosso.
  • Canto Final

Preparar o próximo encontro

  • No próximo encontro vamos meditar sobre as mães que pedem a bênção de Jesus para seus filhos. O texto de estudo será Mc 10,13-16.
  • Distribuir as várias tarefas da acolhida e da leitura do próximo encontro.
  • Marcar data e local do próximo encontro.

AJUDA PARA O GRUPO

O texto que aprofundamos no encontro de hoje mostra Jesus perdendo-se de seus pais por ocasião de uma peregrinação a Jerusalém. O objetivo primordial do texto é mostrar que Jesus deve se afastar de sua vida familiar para assumir sua missão. As palavras de Jesus neste episódio mostram que sua missão primeira é a fidelidade aos planos do Pai e não sua vida familiar aqui na terra. Mas, ao mesmo tempo, mostra que Jesus deve se preparar para sua missão assumindo a vida de família e aguardar o momento propício para iniciar sua missão. Desta forma ele volta com seus familiares para Nazaré, permanecendo obediente a eles e assumindo a vida de família. Todo o trabalho de Jesus começa em casa.

Talvez hoje, em nossa sociedade, a família seja a instituição mais bombardeada pelos meios de comunicação. Os laços familiares, que sempre nos parecerem muito firmes e sólidos, estão s desmanchando com uma rapidez incrível. Vemos hoje que os idosos não têm mais garantias de que seus filhos irão cuidar deles na velhice. Os filhos se voltam contra seus pais e mães. Os noticiários mostra um aumento nos crimes dentro das famílias, geralmente associados ao consumo de drogas. As incertezas da vida familiar estão jogando nas ruas uma grande quantidade de jovens, rapazes e moças, sem rumo nem perspectivas. Os apelos de consumo e de individualização acentuam mais ainda este processo. Recuperar a vida familiar e a família como espaço de vida e de identidade é um dos grande desafios de nossa época.

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4º CÍRCULO

A MORTE DAS CRIANÇAS EM BELÉM

Os riscos que passa um recém-nascido

Mt 2,13-23

 

Acolhida

 

  • Canto Inicial.
  • Criar um bom ambiente. Dar as boas-vindas. Colocar as pessoas à vontade.
  • Breve memória do encontro anterior.
  • Invocar a luz dos Espírito Santo.

 

1. Um fato da Vida que nos faz pensar.

Existe hoje um massacre de crianças inocentes em nossa sociedade. Todos os anos morrem muitas crianças. Apesar de todos os cuidados, muitas crianças ainda morrem antes de completar um ano de vida. Os riscos para a saúde do bebê ainda são muitos. Vamos conversar sobre isto.

  • Quais os riscos para a vida do bebê nos seus primeiros dez dias? E no seu primeiro mês de vida?
  • Na sua comunidade as famílias encontram condições de criar um ambiente favorável para o desenvolvimento de suas crianças?

2. Um texto da Bíblia que ilumina a Vida

  • Preparação
  • Introdução à leitura do texto: Nosso texto de estudo relata o massacre das crianças em Belém a mando de Herodes. Durante a leitura vamos prestar atenção nos motivos que levaram à morte aqueles inocentes.
  • Leitura lenta e atenta do texto: Mt 2,13-23.

4. Perguntas para a reflexão:

  • O que mais lhe chamou a atenção neste texto? Por quê?
  • Quais os motivos que levaram à morte aqueles inocentes?
  • Também hoje muitas mães são como Raquel que choram seus filhos e muitos são os Herodes que matam. O que está matando hoje as nossas crianças? Por quê?

3. Celebrar e partilhar a Vida em forma de oração

Sugestões para a celebração

 

  • Colocar em forma de oração tudo aquilo que refletimos sobre a Palavra de Deus e sobre nossa vida e nosso trabalho na Pastoral. Como refrão após cada prece digamos: DAI-NOS A VIDA SENHOR!
  • Rezar um salmo. Sugestão: Salmo 130 (129) – Senhor, ouve o meu grito!

4. Voltar para casa e testemunhar a Vida Nova

  • Formular um compromisso pessoal ou comunitário no trabalho da Pastoral.
  • Terminar o encontro com a oração do Pai-Nosso.
  • Canto Final

Preparar o próximo encontro

  • No próximo encontro vamos meditar sobre a angústia da mãe que perde seu filho numa grande cidade. O texto de estudo será Lc 2,41-50.
  • Distribuir as várias tarefas da acolhida e da leitura do próximo encontro
  • Marcar data e local do próximo encontro.

AJUDA PARA O GRUPO

Nosso texto de estudo mostra a violência e a arrogância de Herodes diante da possibilidade de perder seu poder diante de um menino recém-nascido. Quando ele percebe que os magos não voltaram com notícias a respeito de Jesus, Herodes manda que todos os meninos sejam mortos. Com isso ele quer ter a certeza de que Jesus também morra. Grande foi o lamento das mães em Belém diante de tal violência. Grande é o lamento de muitas mães que vêm seus filhos irem para a rua, sem nenhuma esperança, crianças abandonadas, menores recolhidos na FEBEM, jovens assassinados pela violência policial e pelo tráfico de drogas. Muitas mães são como Raquel. Elas choram seus filhos e filhas massacrados por todo tipo de violência presente em nossa sociedade.

Para fugir da violência de Herodes, a família de Jesus deve migrar. Sair de sua terra e de seu ambiente familiar e ir para terras desconhecidas, viver em meio a desconhecidos. Também hoje no Brasil muitas são as famílias que migram em busca de rumos melhores ou de novas oportunidades para si e para os seus. Muitos pais e mães arriscam tudo na busca de vida melhor para seus filhos. Com isso estão expostos a todo tipo de incerteza e de violência. Muitas famílias viram bóias-fria nas mãos de proprietários desonestos. Cerca de 600 mil brasileiros ainda estão aprisionados em sistema de trabalho escravo nas grandes fazendas deste país.

3º CÍRCULO

O NASCIMENTO DE UMA CRIANÇA

 

E não havia lugar para eles dentro de casa

Lc 2,1-7

 

Acolhida

 

  • Canto Inicial.
  • Criar um bom ambiente. Dar as boas-vindas. Colocar as pessoas à vontade.
  • Breve memória do encontro anterior.
  • Invocar a luz dos Espírito Santo.

1. Um fato da Vida que nos faz pensar

Na cidade de Macapá, a filha de dona Joana, uma líder da Pastoral da Criança, ficou gravida. O pai da criança é de uma família de má fama. Dona Joana ficou muito enfurecida com o acontecimento e expulsou sua filha de casa. Mas refletindo e aprofundando sobre a gravidez, a dona Joana ficou extremamente angustiada. Caindo em si, procurou a filha, pediu perdão e a acolheu novamente em casa. A gravidez foi bem acompanhada e amparada por muito amor até o nascimento de um lindo menino.

No Brasil existe espaço para muitas coisas. No entanto muita gente não encontra lugar para morar. Crescem as favelas, os cortiços, o povo da rua, o número dos sem-teto. Também não existe espaço para as crianças nascerem. Na hora do parto, muitas gestantes estão sozinhas em busca de auxílio. Vamos conversar sobre isto.

  • O parto é um momento muito importante na vida da mãe e do bebê. Como orientar para que este momento seja natural, com menos sofrimento e risco para a mãe e para o bebê?
  • O que seria um parto bem assistido?

2. Um texto da Bíblia que ilumina a Vida

  • Preparação
  • Introdução à leitura do texto. O texto narra o nascimento de Jesus em Belém. Durante a leitura vamos prestar atenção às condições em que se deu o parto e como foi este momento na vida de Jesus e na vida de Maria.
  • Leitura lenta e atenta do texto: Lc 2,1-7
  • Perguntas para a reflexão
  1. De que você mais gostou neste texto? Por quê?
  2. Em que condições aconteceu o parto de Jesus? Quais as condições de Maria na hora do parto?
  3. O que tudo isso ensina para nós hoje?

3. Celebrar e partilhar a Vida em forma de oração

Sugestões para a celebração

  • Colocar em forma de oração tudo aquilo que refletimos sobre a Palavra de Deus e sobre nossa vida e nosso trabalho da Pastoral. Como refrão após cada prece digamos: ELE VEIO MORAR NO MEIO DE NÓS!
  • Rezar um salmo. Sugestão: Salmo 131 (130) – Como criança no colo da mãe!

4. Voltar para casa e testemunhar a Vida Nova

  • Formular um compromisso pessoal ou comunitário no trabalho da Pastoral.
  • Terminar o encontro com a oração do Pai-Nosso.
  • Canto Final

 

Preparar o próximo encontro

  • No próximo encontro vamos meditar sobre a morte das crianças em Belém. O texto de estudo será Mt 2,13-23.
  • Distribuir as várias tarefas da acolhida e da leitura do próximo encontro
  • Marcar data e local do próximo encontro.

 

AJUDA PARA O GRUPO

O texto nos descreve as angústias que passaram o casal Maria e José por ocasião do nascimento de seu filho Jesus. Em primeiro lugar devem obedecer a uma ordem governamental que os obriga a fazer uma viagem de mais de 120 quilômetros. Quando chegam a seu destino, na aldeia de Belém, o casal não encontra mais lugar que os hospede. São remetidos ao estábulo. No meio dos animais. A verdade é que não há mais lugar para o povo. É grande a exclusão. Por isso que ainda hoje muitos casais não tem a segurança necessária para o parto de seus filhos e filhas. Uma realidade trágica que atingiu o próprio filho de Deus!

A única solidariedade que o casal recebe é de uns pastores que estão no campo cuidando dos rebanhos. São trabalhadores que estão fazendo horas-extra para seus patrões. Os pastores vão ao encontro daquela família e dão a assistência que lhes é possível. Eles eram pessoas marginalizadas, pouco apreciadas, que também viviam junto com os animais, separados do convívio humano. Por causa do contato permanente com os animais, os pastores eram considerados impuros. Para este pastores é que aparecerá o anjo anunciando o acontecimento do nascimento do menino.

 

A Pastoral da Criança, em parceria com o CEBI - Centro de Estudos Bíblicos, está elaborando Círculos Bíblicos com a ajuda do Frei Carlos Mesters e Francisco Orofino.

Estes Círculos Bíblicos serão direcionados para os 130 mil líderes e equipes de coordenações da Pastoral da Criança que desenvolvem as Ações Básicas de Saúde, para que possam aprofundar os temas bíblicos que aparecem no dia-a-dia do trabalho nas comunidades.

Os 10 primeiros Círculos Bíblicos estão sendo publicados neste encarte especial do Jornal da Pastoral da Criança, de setembro de 2003, com um roteiro de como eles devem ser realizados. Os líderes deverão guardar este encarte e utilizar os Círculos Bíblicos conforme a programação do seu grupo.

Os Círculos Bíblicos não vão substituir os encontros bíblicos que já são feitos nas várias dioceses. Eles poderão ser utilizados conforme a necessidade e o planejamento local dos líderes da Pastoral da Criança, podendo atender também as famílias acompanhadas pela Pastoral da Criança.

Os Círculos Bíblicos podem ser realizados nas casas das pessoas ou em outros locais da comunidade, no início ou no encerramento de uma reunião. O importante é que ele seja preparado com a dedicação que as pessoas da Pastoral da Criança sempre têm com relação a Palavra de Deus.

Estão sendo elaborados 40 Círculos Bíblicos, subdivididos em 4 blocos, cada um com 10 círculos.

Primeiro Bloco: Aprendendo com Jesus, foi escolhido pelo fato de que em todo trabalho da Pastoral da Criança, Jesus sempre será o Mestre a ser imitado;

Segundo Bloco: Aprendendo com o Antigo Testamento;

Terceiro Bloco: Aprendendo com as Comunidades"; e o

Quarto Bloco: Saber cuidar das pessoas e do ambiente".


1. Dinâmica e Métodos dos Encontros

Nestes encontros adotamos a seguinte dinâmica. Em primeiro lugar, vamos levar para dentro da Bíblia os problemas enfrentados no cotidiano da vida. Vamos ler a Bíblia a partir da nossa luta diária. Enfim, vamos partir de nossa Realidade. Em segundo lugar, esta leitura deve ser feita em conjunto, através da partilha de opiniões dentro do nosso grupo de trabalho, reunindo as pessoas engajadas na Pastoral da Criança. É importante trazer para a leitura a vida em Comunidade. Um círculo bíblico é antes de tudo um ato de fé, uma prática de leitura orante, uma atividade comunitária. Em terceiro lugar, esta nossa leitura deve ser profundamente obediente ao Texto bíblico. Ou seja, a leitura comunitária respeita o texto, sem agredi-lo. Nossa comunidade deve colocar-se na escuta do que Deus tem a nos dizer hoje. Esta obediência se traduz na disposição de mudar, sempre que a Palavra nos convida a fazê-lo.

Esta nossa prática de leitura orante, ao mesmo tempo tão simples e tão profunda, é fiel à mais antiga Tradição das igrejas cristãs e imita de perto os passos seguidos por Jesus quando interpretava as Escrituras para os dois discípulos no caminho que levava a Emaús (Lc 24, 13-35). A leitura bíblica feita nestes nossos encontros segue estes mesmos passos. Faça a leitura desta passagem e siga estas orientações para realizar bem os círculos bíblicos.

2. ESQUEMA DOS CÍRCULOS BÍBLICOS

O esquema que propomos aqui é para facilitar o encontro. É apenas uma sugestão. O importante é que todos se sintam bem nas reuniões, dispostos e dispostas a participar ativamente.

ACOLHIDA

Vimos como Jesus se aproximou daquele casal, começou a caminhar como eles. Houve uma iniciativa da parte de Jesus, mas houve também uma acolhida por parte do casal. É importante saber acolher bem as pessoas, para que se sintam em casa, bem à vontade. Isto favorece a troca de idéias e de opiniões. Por isso mesmo, no início da reunião, é muito importante uma apresentação dos participantes. Nossa fé nos diz que o Espírito Santo está no meio de nós. É bom, então, um canto que evoque a presença e a luz do Espirito, pois sem a ajuda do Espírito de Jesus é impossível descobrir o sentido que o texto tem para nós hoje. A partir do segundo encontro, convém dedicar um breve tempo para relembrar o compromisso assumido no final do encontro anterior.


1o PASSO: Um fato da Vida que nos faz pensar

Jesus pergunta pelo assunto da conversa daquele casal. (Lc 24,13-24)

Nós também vamos partir de uma situação que nos preocupa e nos faz pensar. Duas ou três perguntas são feitas para facilitar a troca de idéias em torno do assunto da vida. É para remexer o terreno que vai receber a semente da Palavra de Deus. Serve também para despertar a semente da Palavra de Deus que já existe dentro do terreno da nossa vida. Este fato da vida busca relacionar os círculos com os assuntos presentes no Guia do Líder da Pastoral da Criança. Por isso mesmo é bom fazer o encontro tendo lado a lado a Bíblia e o Guia do Líder.

2o PASSO: Um texto da Bíblia que ilumina a Vida

Jesus começou a clarear o problema da vida com a luz da Palavra de Deus.(Lc 24, 25-27)

Depois da troca de idéias em torno das coisas da vida, dos trabalhos relacionados com a Pastoral da Criança e com os trabalhos voltados para o acompanhamento da criança e da gestante, segue a leitura da Palavra de Deus. Esta parte tem os seguintes pontos:

1. Preparação:

Trata-se de fazer os participantes sentir que chegou o momento solene da leitura da Palavra de Deus. Por exemplo, todos podem ficar de pé, fazer um canto de aclamação, acender uma vela, fazer a entrada solene da Bíblia. O grupo deve ser criativo.

2. Introdução à leitura do texto:

Esta introdução deve ser lida antes do texto da Bíblia. Ela funciona como chave de leitura, pois procura chamar a atenção das pessoas para o ponto central do texto.

3. Leitura solene do texto:

O grupo pode ser criativo na maneira de ler. O importante é que o texto se fixe bem na memória de todos.

4. Momento de silêncio:

É para permitir que o texto seja assimilado pelos participantes. Também nos ajuda a refrear as pessoas mais afobadas, que logo querem dizer tudo sobre o texto.

5. Perguntas para reflexão:

As perguntas são sugestões. Servem para orientar a reflexão. Caso o grupo achar que o círculo tem perguntas demais, pode omitir algumas. O importante é alcançar o objetivo do Círculo Bíblico: ligar a Bíblia com a Vida e a Vida com a Bíblia! É aqui que se coloca o sal na comida. É importante criar um ambiente descontraído e amigo em que todos se sintam à vontade para falar ou para calar. Mas é bom que a palavra seja dada a todos e que ninguém fale demais, abafando a participação dos outros. Que seja uma experiência de verdadeira fraternidade.

3º PASSO: Celebrar e partilhar a Vida em forma de oração

Chegando em Emaús, rezaram juntos e Jesus partilhou o pão com eles.(Lc 24, 28-32)

Todo este exercício feito até agora serviu para escutarmos o que Deus tem a nos dizer. Agora chegou a hora de darmos nossa resposta a Ele, transformando em oração tudo aquilo que foi discutido e meditado durante o encontro. Oração exige criatividade! É importante que ela seja viva e espontânea. O roteiro traz apenas algumas sugestões. Cada grupo reze e ore de acordo com a inspiração do momento, advinda da partilha da Vida e da Palavra. Que seja uma oração conforme o desejo do coração. É bom rezar também um Salmo. O roteiro traz uma sugestão de salmo, mas o grupo também pode escolher um salmo de sua preferência, seja rezado, seja cantado.

4º PASSO: Voltar para casa e testemunhar a Vida nova

O casal reconheceu Jesus, recuperou a coragem e voltou para Jerusalém.(Lc 24, 33-35)

No final do encontro, o grupo é convidado a formular um compromisso a ser assumido por todos até o próximo encontro. Deve ser algo muito simples, mas bem concreto, dentro da nossa proposta pastoral de partilha a partir da economia do Reino. Uma pequena tarefa, possível de ser realizada por todos e que possa ser avaliada no início do próximo encontro. São compromissos que devem ajudar no propósito do construirmos juntos o Reino de Deus através de nossos trabalhos na Pastoral da Criança. No fim, encerrar a reunião com um Pai-nosso.

Preparar o próximo encontro

O bom êxito do Círculo Bíblico depende muito da maneira como ele é preparado pelos participantes. É bom que todos tenham lido em casa tanto o texto bíblico quanto a Ajuda para o grupo que se encontra após cada roteiro. É útil distribuir as várias perguntas entre as pessoas que participam, para que cada uma se esforce num determinado ponto e, assim, contribua com algo de si mesma para as descobertas de todos.

Ajuda para o grupo

Alguns roteiros podem trazer um pequeno subsídio com algumas explicações para ajudar o grupo a perceber melhor a ligação da Bíblia com a Vida. Em cada Ajuda insistimos em dois aspectos: 1) apresentamos um pequeno comentário ao texto estudado. É para entender melhor o texto bíblico e ajudar na interpretação; 2) oferecemos algumas pistas para o grupo compreender melhor a sociedade daquela época e como as comunidades resolviam seus problemas com a saúde, a criança, o parto, etc. Os participantes, sobretudo a dirigente ou o dirigente, podem ler antes esta Ajuda e, conforme a precisão do momento, dela se utilizar para resolver alguma dúvida ou para fazer avançar a discussão.

PRIMEIRO BLOCO


APRENDENDO COM JESUS

Em qualquer trabalho pastoral Jesus sempre será o Mestre a ser imitado. Principalmente para quem trabalha em pastorais relacionadas com a saúde do povo. Segundo o evangelho de Marcos (cf. Mc 1,29-45) os primeiros trabalhos públicos de Jesus, começando a transmitir sua proposta de Reino, foi justamente um trabalho com pessoas doentes. Na época de Jesus, os enfermos, os doentes, as crianças e idosos eram pessoas marginalizadas, já que não participavam ativamente da sociedade e eram dependentes dos outros. Enfermos, leprosos, idosos, todos deveriam morar longe das pessoas sadias. Tais pessoas eram considerados impuros e portadores de maldições. Vigorosamente, Jesus começa a acolher, tocar, abençoar, abraçar estas pessoas, para escândalo de seus adversários.

De maneira especial, Jesus começa a valorizar as crianças. Na época de Jesus, uma criança não contava. Era uma pessoa de segunda categoria. As crianças não podiam participar da vida em sociedade, logo, não freqüentavam nem o templo nem as sinagogas. Para Jesus, as crianças simbolizam o que há de mais fraco e desprezado numa sociedade. Fazendo sua opção pelos pobres, Jesus abençoa, acolhe, toca e chama as crianças. Valorizando sua fraqueza, as crianças são, para Jesus, exemplo de entrega e de confiança em Deus.

Aprender com Jesus a trabalhar e a defender a vida das crianças é trabalhar pelo Reino de Deus. Devemos defender o que há de mais frágil e, por isso mesmo, mais divino que é a vida das crianças

Círculos

 


SEGUNDO BLOCO

 

AS CRIANÇAS E A SAÚDE NO ANTIGO TESTAMENTO

No Primeiro Bloco aprendemos como Jesus tratava das questões da crianças e da saúde do povo. Mas com quem Jesus aprendeu tudo isso? Qual foi a escola de Jesus? Neste segundo bloco vamos olhar para o Antigoo Testamento, aqueles livros que preservam a memória histórica da caminhada do povo e vamos ver como as pessoas daquela época tratavam destas questões relacionadas com a saúde e as crianças. Através da Bíblia e das práticas caseiras é que Jesus soube tão bem trabalhar com os doentes de sua época.

Vamos ver então, nos dez círculos que formam este Segundo Bloco, alguns episódios muito significativos, todos tirados do Antigo Testamento. O método de leitura bíblica é o mesmo do bloco anterior. Com estes círculos vamos ver a ameaça que pairava sobre as crianças daquela época, o papel das parteiras, a preocupação dos profetas e profetisas com a saúde do povo, como as crianças se integravam na vida das casas, das aldeias e do país. Vamos aprender junto com a tradição do povo de Deus. Ao lermos todas estas passagens fica claro que o texto bíblico traz sempre uma grande mensagem: uma criança que nasce sempre será sinal da presença de Deus no meio de nós!

Foi se inserindo nesta caminhada proposta pelo Antigo Testamento que Jesus aprendeu a trabalhar com os doentes, os idosos e as crianças. Para a Bíblia, a casa de família deve ser um espaço agradável e seguro para todas as pessoas que dependem da proteção e do amparo dos outros. A casa deve dar segurança para a criança, para o idoso, para o doente. Jesus queria que todas as pessoas pudessem viver bem em sua casa, convivendo com seus familiares.

Círculos