DICAS


Da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança

Às Coordenações de Ramo, Setor, Área, Núcleo, Grandes Metrópoles e Estadual.

JULHO DE 2006 - NÚMERO 37

 

 

Mais que um espaço físico, a Casa Aberta da Pastoral da Criança reflete o gesto de abrir suas portas para as pessoas poderem conhecer o trabalho realizado com as famílias das comunidades acompanhadas.


A idéia é mostrar aos interessados em realizar um trabalho voluntário como funciona a instituição, seus objetivos, suas atividades, seu carisma e seus resultados.

Desta forma, os voluntários podem ter uma visão do todo e saber onde podem contribuir com suas experiências, dons, habilidades ou mesmo recursos materiais ou financeiros, dependendo das necessidades da Pastoral da Criança.

"Há diversidade de dons, mas um só Espírito. Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor. Há também diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum."

1 Cor 12, 4-7

Portanto, a Casa Aberta da Pastoral da Criança é um importante instrumento para conquistar mais voluntários e ampliar suas equipes.

Preparando um evento mais consistente também evita que a todo instante a rotina de trabalho seja interrompida por uma visita.

QUEM PODE ORGANIZAR A CASA ABERTA: Coordenações estaduais, de grandes metrópoles, de setor, ramo e comunitária que procuram por novos voluntários e colaboradores para a Pastoral da Criança.

ONDE ORGANIZAR: De preferência num ambiente da Pastoral da Criança, na sede da coordenação. Se não houver espaço, mas pode ser feita numa sala da paróquia, da escola ou de outro local disponível na comunidade que tenha espaço para dispor painéis, cadeiras, uma TV e um vídeo-cassete. O importante é que esse lugar seja fixo e de fácil acesso para o atualizar os dados freqüentemente e receber as pessoas interessadas em conhecer o trabalho.

COMO ORGANIZAR A CASA ABERTA: As informações e os dados da Pastoral da Criança devem ser dispostas numa seqüencia lógica, escritos em cartolina ou outro papel, fixados em paredes ou murais. Letras grandes e pouco texto garantem melhor visualização.

Uma sugestão é usar a seqüencia da apresentação da página da Pastoral da Criança da internet - como nasceu a Pastoral da Criança, missão, estrutura, onde e como atuam os líderes, quem atendemos, etc. O Jornal de Apresentação da Pastoral da Criança, aquele que sai anualmente, também pode servir de modelo. É bom incluir fotografias de líderes fazendo visitas, do dia da Celebração da Vida, das reuniões dos líderes e da realidade das famílias acompanhadas.

É importante mostrar a abrangência nacional da Pastoral da Criança e a abrangência do local, como número de famílias, crianças e gestantes acompanhadas, comunidades, líderes atuantes, etc.

É bom deixar exposto um exemplar de cada material da Pastoral da Criança para uso exclusivo na Casa Aberta: Guia e o Caderno do Líder, FABS, colher do soro caseiro, balança, Cartão da Criança, Laços de Amor, os 10 Mandamentos para a Paz na Família, o Jornal da Pastoral da Criança, os vídeos e o programa de rádio Viva Vida.

As ações complementares - EJA, Controle Social ou Brinquedos e Brincadeiras, bem como as ações ações opcionais - Comunicadores Populares e Geração de Renda, se existirem no local, também precisam ter suas informações à mostra, se possível com materiais e fotos.

COMO DIVULGAR A CASA ABERTA: Aproveitando as reportagens e campanhas da Pastoral da Criança, bem como as rádios locais. A propaganda de boca-em-boca também é útil e para isso você pode contar com párocos, pastores, catequistas, líderes e outros que já conhecem os trabalhos realizados nas comunidades.

Podem ser distribuídos folhetos nas missas, nos postos de saúde, nas escolas, creches e em outros pontos principais da cidade. Fixar cartazes nos postes e nos pontos de ônibus também pode ajudar.

Além do telefone para contato, esses materiais precisam ter um chamado carinhoso que cative as pessoas, por exemplo, PASTORAL DA CRIANÇA - DE CASA E CORAÇÃO ABERTOS PARA VOCÊ!

COMO PROGRAMAR AS APRESENTAÇÕES: A presença do coordenador é importante, mas para não sobrecarregá-lo, ele pode preparar pessoas da sua equipe para fazer as apresentações, alguém que conheça bem a missão da Pastoral e que tenha facilidade de comunicação.

É bom deixar reservado pelo menos um dia da semana para a Casa Aberta (por exemplo, todas as quartas-feiras, as 18 horas ). Algumas pessoas, devido ao trabalho e ao estudo, só podem à noite ou no sábado. A equipe deve se programar da melhor forma possível para atender a todos os interessados.

O tempo ideal de apresentação da Casa Aberta é de 1 hora e 30 minutos. O número ideal de participantes em cada apresentação é 10, para que o coordenador possa dar atenção de qualidade a todos os participantes. Se houver mais inscrições, a coordenação pode marcar visitas em horários diferentes, dependendo da disponibilidade de todos.

Já no primeiro contato, informar a data da apresentação e o tempo de duração. É bom anotar o nome, telefone ou endereço da pessoa interessada, para entrar em contato futuramente.

Seja pessoalmente ou por telefone, o primeiro contato deve ser caloroso pois será decisivo na conquista do voluntário.

DICAS PARA APRESENTAR A CASA ABERTA

  • Começar a apresentação na hora programada. Não é bom deixar as pessoas esperando pois isso pode demonstrar falta de organização.
  • Receber as pessoas com alegria, fazendo uma dinâmica rápida de apresentação.
  • Apresentar o vídeo "A Festa da Vida" e ao final deixar 5 minutos para comentários.
  • Explicar os painéis com calma e esclarecer dúvidas.
  • É importante que os participantes se sintam à vontade para fazer perguntas, mas cuidado para não se alongar nas respostas.
  • Deixar os participantes manusearem os materiais expostos, mas não devem levar nenhum exemplar pois são de uso exclusivo de coordenadores e lideres da Pastoral da Criança.
  • Ao final da apresentação, o voluntário pode assinar o livro de presença.

FIRMANDO COMPROMISSO


Se o participante continuar interessado, programar visita a uma comunidade de acordo com o calendário de atividades local.

Depois de conhecer bem o trabalho, se o voluntário aceitar realmente se engajar na Pastoral da Criança, explicar sobre a Lei do Serviço Voluntário e o Termo de Adesão, pedindo que assine o Livro Ouro.

Se a pessoa deixar para decidir mais tarde se quer ou não se tornar um voluntário, não deixar passar um período muito longo para estabelecer novo contato com ela.


É importante fazer com que o voluntário inicie logo suas atividades e que se crie uma rotina de trabalho dele na equipe. Inclusive a equipe também precisa ser preparada para receber com carinho o novo integrante.


CASA ABERTA X PLANEJAMENTO

A Casa Aberta também pode ser vista como um instrumento de apoio ao planejamento de atividades. A coordenação e sua equipe podem se reunir em torno dela para VER melhor a realidade, PENSAR sobre ela, identificar as fragilidades, AVALIAR as estratégias utilizadas, AGIR para superar os obstáculos, planejar novas estratégias e CELEBRAR as conquistas já alcançadas.

Mônica Flügel Hill

 

19º CÍRCULO

A SOLIDARIEDADE ENTRE AS PESSOAS SALVA MUITA GENTE

A missão profética com a saúde do povo

2Reis 5,1-27

 

Acolhida

 

  • Canto Inicial
  • Criar um bom ambiente. Dar as boas-vindas. Colocar as pessoas à vontade.
  • Invocar a luz dos Espírito Santo.
  • Breve memória do encontro anterior.

 

1. Um fato da Vida que nos faz pensar

Como líder do Ramo Santa Terezinha do Menino Jesus, do Setor Belém-Região Episcopal Menino Deus, numa das visitas, encontramos em uma casa de madeira com um cômodo, coberto por plásticos e papelões, uma senhora doente e uma criança, ambas viviam ali. Dona Josefa, de 55 anos, estava muito doente, teve um derrame que paralisou seus movimentos do lado esquerdo, perna e braço. A criança, Stefanni, tinha 2 anos e chorava muito, de medo, de fome e pelo abandono da mãe que tinha ido embora. Ela vivia o dia inteiro em um carrinho de compras de supermercado e durante a noite dormia ao lado da avó em um colchão que ficava no piso. A família de Dona Josefa morava em Aracaju e seu sonho era voltar para a terra natal.

Como líderes, ficamos de coração partido. Na mesma tarde, conseguimos uns alimentos para resolver a situação momentânea da fome e fomos procurar outras soluções. Minha irmã, que também é líder, se ofereceu para cuidar da criança enquanto Dona Josefa se recuperava. Stefanni conviveu 3 meses com ela, foi encaminhada para o posto de saúde, recebeu as vacinas, alimentação adequada, ganhou peso, brincava com outras crianças, participava da celebração da vida e todos se admiravam como ela estava feliz. As duas, avó e neta, não choravam mais de tristeza, pois a solidariedade dos líderes, amigos e da comunidade foi tanta que conseguimos comprar uma passagem para elas voltarem para a sua terra natal, Aracaju.

Hoje lembramos com saudades desse fato, queremos dizer que Deus faz maravilhas e o espírito de solidariedade das pessoas é capaz de encher oceanos de esperança".

 

2. Um texto da Bíblia que ilumina a Vida

2.1. Introdução à leitura do texto. O texto que vamos meditar hoje mostra o longo percurso percorrido pelo general Naamã para conseguir encontrar a cura para sua enfermidade. Ele só encontra o caminho depois de muitos gestos de solidariedade. Durante a leitura vamos prestar atenção em todas as pessoas que ajudam Naamã a encontrar o caminho para vencer a doença.

2.2. Leitura lenta e atenta do texto: 2Reis 5,1-27.

2.3. Perguntas para a reflexão:

o O que mais chamou a sua atenção neste texto? Por quê?

o Quais as pessoas que ajudaram Naamã a encontrar a cura para sua doença?

o Quais foram as atitudes de Eliseu? E quais foram as atitudes de Giezi?

o Qual a mensagem deste texto para nós hoje?

 

3. Celebrar e partilhar a Vida em forma de oração

Sugestões para a celebração

  • Colocar em forma de oração as descobertas feitas no encontro de hoje. Após cada oração vamos repetir o refrão: Fazei-nos mais solidários, Senhor!
  • Rezar um salmo. Sugestão: o Salmo 38 (37) - Este salmo é uma súplica feita por uma pessoa doente.Prostrada e indefesa, ela eleva a Deus uma prece de confiança.
  • Rezar o Pai-Nosso.

 

4. Voltar para casa e testemunhar a Vida Nova

  • Assumir um compromisso pessoal e comunitário com as pessoas doentes de nosso bairro.
  • Canto Final

 

Preparar o próximo encontro

  • Em nosso próximo encontro vamos encerar este bloco vendo que, em todo o Antigo Testamento, uma criança que nasce sempre será um sinal de esperança que Deus nos dá. O texto de estudo é Rute 4,9-17.
  • Distribuir as tarefas da acolhida e da leitura do próximo encontro.
  • Marcar data e local do próximo encontro.

 

AJUDA PARA O GRUPO

O episódio envolvendo Naamã, Eliseu e Giezi é muito importante quando tratamos de discutir políticas de saúde. Naamã é uma pessoa importante, um general do exército de seu país. Mas mesmo com toda a sua riqueza, ele é impotente diante da doença que consome seu organismo. A doença atinge a todos. Mas nem todos, como Naamã, tem condições de ir para o estrangeiro em busca de cura. O caminho que Naamã percorre para encontrar a saúde lhe é indicado por uma menina israelita que caiu prisioneira numa das guerras que Naamã participou. Esta menina é o primeiro gesto solidário que ele encontra. O profeta Eliseu representa aqueles que praticam a medicina caseira, que acreditam nas soluções simples. Ele não faz nenhum gesto mágico diante do doente. Apenas lhe manda uma receita: vá e lave-se sete vezes no rio Jordão. A receita é tão simples que Naamã se recusa a obedecer. Então um servidor do general faz uma reflexão muito sábia: se Naamã estava disposto a fazer as coisas mais complicadas para recobrar a saúde, por que não fazer as coisas simples? Por fim, Giezi representa todos aqueles que buscam enriquecer com o sofrimento dos outros. Até hoje muita gente quer lucrar com a doença alheia, apontando tratamentos caros e muitas vezes inúteis.

18º CÍRCULO

EDUCAR OS FILHOS NO CAMINHO DE DEUS

A vida familiar de Oséias

Oséias 1,2 até 2,25

 

Acolhida

 

  • Canto Inicial
  • Criar um bom ambiente. Dar as boas-vindas. Colocar as pessoas à vontade.
  • Invocar a luz dos Espírito Santo.
  • Breve memória do encontro anterior.

 

1. Um fato da Vida que nos faz pensar

"Moro na comunidade Maria Lacerda, do Bairro da Várzea - Recife/PE. Meu pai, Antônio Félix, trabalhava em uma transportadora e minha mãe, Genoveva Maria da Conceição, era lavadeira. Em 1989, recebemos o convite para participar da Pastoral da Criança. Os líderes visitaram nossa família, começamos a freqüentar o dia do peso, meus irmãos eram acompanhados e muita coisa mudou na nossa casa. Depois de alguns anos, minha mãe foi ser líder da Pastoral da Criança. Ela não sabia ler, por isso desde a idade de 11 anos eu a acompanhava nos seus trabalhos para fazer as anotações durante as capacitações, nas visitas às famílias eu é que anotava no caderno o que ela pedia, mais tarde ela também entrou no grupo de alfabetização da Pastoral da Criança e já sabe ler e escrever. Ela continua fazendo as ações como líder. Muita gente criticava a nossa família, dizendo que minha mãe gastava o tempo dela cuidando de outras famílias, visitando crianças que as mães não queriam nada com nada. Minha mãe sabia o que estava fazendo, ajudou muitas famílias e a nossa se tornou muito mais feliz depois que começou a participar da Pastoral da Criança. Com o passar do tempo, seguindo o exemplo da minha mãe, tornei-me líder da comunidade. Fiz a capacitação do Guia do Líder, acompanho as famílias e adoro o que faço. Agora também sou capacitador das oficinas de reflexão e avaliação da Pastoral da Criança na Arquidiocese de Olinda e Recife/ Setor Recife, encontro líderes de várias paróquias, tenho aprendido muito e minha família está feliz com tudo que estamos arprendendo na Pastoral da Criança.

 

2. Um texto da Bíblia que ilumina a Vida

2.1. Introdução à leitura do texto. As exigências da monarquia na época do profeta Oséias exigia que as famílias dessem seus filhos para a guerra ou para os trabalhos forçados. Durante a leitura vamos prestar atenção na maneira como a vida familiar de Oséias reflete a situação trágica em que viviam as pessoas naquela época.

2.2. Leitura lenta e atenta do texto: Oséias 1,2 até 2,25.

2.3. Perguntas para a reflexão:

o De que você mais gostou neste texto? Por quê?

o De que maneira a vida na sociedade daquela época se reflete na vida familiar de Oséias?

o Como a experiência familiar de Oséias ajudou-o a descobrir o rosto de Deus?

o A partir da sua vida familiar, de seus vizinhos e amigos, qual a situação de nosso país hoje? E como Deus se manifesta em tudo isso?

 

3. Celebrar e partilhar a Vida em forma de oração

Sugestões para a celebração

  • Colocar em forma de oração as descobertas feitas no encontro de hoje. Após cada oração vamos repetir o refrão: Fortalecei nossas famílias, Senhor!
  • Rezar um salmo. Sugestão: o Salmo 63 (62). Este salmo é um hino ao amor de Deus. É este amor de Deus que dá sentido a tudo o que nos acontece. Podemos vencer qualquer dificuldade se sentirmos a mão de Deus nos amparando.
  • Rezar o Pai-Nosso.

 

4. Voltar para casa e testemunhar a Vida Nova

  • Assumir um compromisso pessoal e comunitário com as famílias carentes de nosso bairro.
  • Canto Final

 

Preparar o próximo encontro

  • Em nosso próximo encontro vamos acompanhar as dificuldades do sírio Naamã em conseguir a cura para sua enfermidade. O texto de estudos é 2Reis 5,1-27.
  • Distribuir as tarefas da acolhida e da leitura do próximo encontro.
  • Marcar data e local do próximo encontro.

 

AJUDA PARA O GRUPO

O profeta Oséias percebeu que os problemas existentes numa sociedade se refletem na vida familiar. A casa é o espaço onde tudo ressoa. A vida das pessoas são atingidas pelas medidas governamentais, tanto as boas quanto as ruins. Nesta sua descoberta, Oséias começa a dar um significado simbólico à vida de seus filhos. Os filhos refletem o abandono das leis de Deus por uma sociedade gananciosa e violenta. A família de Oséias simboliza o momento em que passa o povo de Deus. Não apenas a família de Oséias, mas todas as outras famílias dentro do Povo correm o risco de entrar num processo de desagregação devido à política dos reis, que buscavam glórias através do sofrimento do povo. Os reis pediam que os pais enviassem os filhos para a guerra. O alimento que deveria alimentar as famílias estava sendo desviado para o comércio internacional. Uma sociedade assim não poderia dizer que Deus está presente no meio dela. Dando um sentido simbólico ao seu casamento e aos seus filhos, Oséias busca mostrar ao povo o caminho da volta, o caminho da conversão.

17º CÍRCULO

OS FILHOS E AS FILHAS SÃO UM SINAL DE DEUS

Os filhos de Isaías ajudam o profeta a viver sua missão

Isaías 7,3-9 e 8,1-4

 

Acolhida

 

  • Canto Inicial
  • Criar um bom ambiente. Dar as boas-vindas. Colocar as pessoas à vontade.
  • Invocar a luz dos Espírito Santo.
  • Breve memória do encontro anterior.

 

1. Um fato da Vida que nos faz pensar

"Meu nome é Conceição, sou coordenadora de ramo da paróquia Nossa Senhora Aparecida de Labatut, região Episcopal Ipiranga.

Nasci numa fazenda no estado do Paraná e, para cuidar de uma enfermidade de meu pai, Lauro, nos mudamos para São Paulo. Minha mãe, Ilda, sempre participou da Igreja católica, foi catequista e meus pais deram a mim e a meus irmãos uma educação religiosa, inclusive lendo a bíblia sempre para nós.

Continuei meu trabalho pastoral junto com meu marido Josué e, em 2001, fui convidada para fazer capacitação do Guia do Líder, me entusiasmei com o trabalho e foi implantada a Pastoral da Criança em minha paróquia.

Hoje, toda minha família me ajuda neste trabalho, meu marido, minha filha Aline, meus irmãos Paulo, João, Osilda e Ires, meus cunhados Divandir, Franklin, Nilsa e Bigail e meu sobrinho André.

Ultimamente, temos passado por problemas sérios de saúde com alguns membros de nossa família, mas unidos e com fé foram alcançadas muitas graças".

Assim como Isaías, que envolveu os filhos para que pudesse exercer sua missão de profeta, também nós da Pastoral da Criança sabemos a importância do envolvimento da família para realização do nosso trabalho. Na Região Ipiranga, em São Paulo, temos como exemplo a coordenadora diocesana Maria do Rosário e a coordenadora paroquial Conceição. Ambas contam com a ajuda da família para desenvolver o trabalho. Maria do Rosário conta com seu marido, Josué, que a acompanha nas reuniões e visitas que ela faz. Conta ainda com as filhas, a mãe e a sogra, todas líderes da Pastoral. Maria do Rosário destaca: "É devido a este apoio da família que posso desenvolver com tranqüilidade o trabalho de coordenação da Pastoral da Criança."

 

2. Um texto da Bíblia que ilumina a Vida

2.1. Introdução à leitura do texto: Vamos no encontro de hoje, ler dois pequenos textos que mostram o profeta Isaías exercendo sua missão profética. Nos dois episódios Deus fala que Isaías deve engajar seus filhos na missão que ele exerce. Durante a leitura vamos prestar atenção na maneira com que Deus fala dos filhos de Isaías.

2.2. Leitura lenta e atenta do texto: Isaías 7,3-9 e 8,1-4.

2.3. Perguntas para a reflexão:

o O que mais chamou a sua atenção nestes dois textos? Por quê?

o De que maneira Deus engaja os filhos de Isaías na missão do profeta? E para que Deus pede que as crianças vão junto com o profeta?

o O que significa a presença das crianças de Isaías em meio a uma situação política bastante tensa?

o O que estes dois episódios ensinam para nós hoje?

 

3. Celebrar e partilhar a Vida em forma de oração

Sugestões para a celebração

  • Colocar em forma de oração as descobertas feitas no encontro de hoje. Após cada oração vamos repetir o refrão: Que nossas crianças sejam sinal de tua presença, Senhor!
  • Rezar um salmo. Sugestão: Vamos rezar o hino de ação de graças que Isaías elevou a Deus por ter cumprido bem a missão que ele recebeu. Esta oração está em Isaías 12,1-6.
  • Rezar o Pai-Nosso.

 

4. Voltar para casa e testemunhar a Vida Nova

  • Assumir um compromisso pessoal e comunitário com todas as crianças de nosso bairro.
  • Canto Final

 

Preparar o próximo encontro

 

1. Em nosso próximo encontro vamos perceber como a sociedade destrói uma família, conhecendo a vida familiar do profeta Oséias. O texto de estudos é Oséias 1,2 até 2,25.

2. Distribuir as tarefas da acolhida e da leitura do próximo encontro.

3. Marcar data e local do próximo encontro.

 

AJUDA PARA O GRUPO

O profeta Isaías recebeu de Deus uma missão bastante difícil. Deveria convencer o rei de Judá que a guerra não destruiria o país. Mas o rei deveria confiar unicamente em Deus. Ora, o rei, em seu desespero, tinha matado seu próprio filho para garantir o seu trono (cf. 2Rs 16,3). Tendo sacrificado o menino, o rei tinha matado o seu próprio futuro! Então Deus envia o profeta Isaías acompanhado do filho para falar ao rei que enquanto houver uma criança, haverá futuro para o país e para o povo. Desta forma, as crianças de Isaías eram a garantia que Deus dava de que estava presente no meio do povo. Qualquer criança que nasce é uma certeza e uma garantia de futuro. Os dois filhos de Isaías falavam mais do que qualquer mensagem do próprio profeta.