A Pastoral da Criança, em sua missão de levar vida em abundância a todas as crianças, apóia todas as medidas que possam diminuir os malefícios que o fumo causa:

  • Fumar ou ser fumante passiva durante a gravidez traz sérios riscos: abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento) ocorrem mais frequentemente quando a mulher grávida fuma. A gestante que fuma apresenta mais complicações durante o parto e tem o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento, comparando-se com a grávida que não fuma;
  • Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da mãe. Quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança

Em bebês há risco:

  • 5 vezes maior de morrerem subitamente sem uma causa aparente (Síndrome da Morte Súbita Infantil);
  • Maior risco de doenças pulmonares até 1 ano de idade, proporcionalmente ao número de fumantes em casa
  • Em crianças há maior frequência de resfriados e infecções do ouvido médio; risco maior de doenças respiratórias como pneumonia, bronquites e exarcebação da asma.

A permissão da existência de fumódromos não mais atende ao que hoje se sabe em termos de proteção da saúde pública e ocupacional em relação à poluição tabagística ambiental.

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DICAS: Alimentação Enriquecida - alguns cuidados importantes

Da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança
As Coordenaçoes Paroquiais, de Áreas, Diocesanas e Estaduais
MAIO DE 2.000 - nº 14 (2ª edição)

Há mais de 15 anos, a Pastoral da Criança vem orientando as famílias acompanhadas para o uso de uma Alimentação Enriquecida. Trata-se de enriquecer a alimentação do dia a dia, com a maior variedade possível de alimentos disponíveis na própria região. A isso chamamos de "multimistura de alimentos". Além da variedade de alimentos, a Pastoral da Criança ensina as mães a acrescentarem na comida diária de sua família uma mistura feita com farinhas e cereais, farelo de trigo e de arroz, pós de folhas verde-escuras, de sementes e de casca de ovo.

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DICAS

 

Da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança

Às Coordenações de Ramo, Setor, Área, Núcleo, Grandes Metrópoles e Estadual.

Junho de 2005 – Número 30

 

Considera-se que uma comunidade não mostra sinal de vida quando suas FABS não são digitadas no sistema de informação por três meses ou mais. No Brasil, a cada 100 comunidades com Pastoral da Criança, 22 não mostram sinal de vida após 12 meses de existência.

Na busca de um esforço conjunto para que as comunidades com Pastoral da Criança se mantenham ativas, propomos um olhar especial de todas as coordenações, garantindo aos líderes condições de realizar com segurança suas atividades, independente das dificuldades ou de conflitos que possam existir.

Como detectar precocemente quais Ramos possuem muitas comunidades que não dão sinal de vida

A Coordenação de Setor, com os dados obtidos através do sistema de informação, pode detectar possíveis problemas, através dos seguintes relatórios:

FABS digitadas, enviado mensalmente pela Coordenação Nacional da Pastoral da Criança, juntamente com o Apoio Financeiro Mensal;

Curva de sobrevivência das comunidades, no Sistema de Informações computadorizado:

Relatório especial enviado pela Coordenação Nacional.

Como atuar nos Ramos que não dão sinal de vida:

No primeiro mês, o coordenador de Setor deve procurar o coordenador de Ramo para saber o que está acontecendo;

No segundo mês, o coordenador de Setor deve ir até o Ramo para saber o motivo de falência das comunidades. Nesta visita, o coordenador de Setor deve:

o conversar pessoalmente com o coordenador de Ramo;

o conversar pessoalmente com o pároco;

o visitar uma ou mais comunidades que deixaram de enviar as FABS para saber, diretamente dos líderes, o que está ocorrendo.

No terceiro mês:

o visitar todas as comunidades do Ramo;

o regularizar o envio das FABS;

o marcar um local para os coordenadores de comunidade entregarem as FABS, por exemplo: a secretaria paroquial;

o determinar quem do Setor se encarregará de revisar as FABS e encaminhá-las para a Coordenação Nacional.


Para que o descrito acima aconteça, é necessário já ter constituído uma equipe, com pessoas do próprio Setor, de área e capacitadores que possam visitar as comunidades tão logo se detecte um problema com a coordenação de Ramo. Os Ramos mais próximos aquele que não dá sinal de vida também podem ajudar

Como evitar que as comunidades desanimem:

Detectar precocemente situações que desanimam os líderes:

Sobrecarga por haver muitas crianças por líder;

Ver nos relatórios a Média Mensal de Crianças e Gestantes acompanhadas pela Pastoral da Criança, por comunidade;

Falta de resultados positivos: muitas crianças em situação de risco, desnutrição, pouca atenção à amamentação, morte de criança, baixa freqüência das crianças nas pesagens, poucas visitas realizadas, etc.;

Ver nos Extratos de Indicadores;

  • Falta de capacitação dos Líderes, incluindo a formação contínua. Por exemplo: não realização das Oficinas de Aperfeiçoamento;
  • Ver nos Relatório das Capacitações;
  • Falta de transparência no uso dos recursos da Pastoral da Criança;
  • Prestação de contas da coordenação de Ramo: em que e como está investindo os recursos da Pastoral da Criança.
  • FABS devolvida com erro de preenchimento. Conforme o assunto é tratado, pode-se ter reações muito distintas:

Valorização: mostrando o quão importante é o trabalho dos líderes. Por isso, mobiliza-se a Coordenação Nacional, de Setor e de Ramo para que a FABS com erro de preenchimento volte para a comunidade, se verifique o que ocorreu e se envie uma segunda via corrigida. O esforço dos líderes deve ficar registrado corretamente na história da Pastoral da Criança.

Desvalorização: reclamando da falta de atenção, “punindo” quem não fez certo, etc.

Quais comunidades devem ser visitadas primeiro?

A coordenação de Ramo deve programar suas visitas priorizando as comunidades que passam por maior dificuldade, por exemplo, aquelas que não estão enviando FABS. De modo geral, esse é o primeiro indício de que algo não vai bem.

Para evitar que as comunidades com dificuldade parem as atividades da Pastoral da Criança, é necessário traçar estratégias para motivar e direcionar a caminhada. Nesse caminho, algumas dicas podem ser seguidas, como:

  • Conversar sobre anseios e dificuldades que possam estar prejudicando o desenvolvimento do trabalho;
  • Pouca consciência das dificuldades do trabalho, empolgação inicial e depois desânimo;
  • Fofocas e competição entre as líderes e com as outras pastorais;
  • Observar como os líderes estão fazendo as visitas domiciliares (conforme orientação do Caderno do Líder);
  • Colaborar na superação das dificuldades encontradas nessas visitas;
  • Acompanhar um Dia de Celebração da Vida (como tarar a balança, se as crianças são pesadas sem excesso de roupas, como está a anotação no gráfico peso-idade, a anotação no Caderno do Líder);
  • Participar de uma Reunião para Reflexão e Avaliação (como está a soma da 3ª parte do Caderno, o preenchimento da FABS e o envio para a Coordenação Nacional);
  • Saber se os líderes estão sobrecarregados em relação ao número de crianças e gestantes acompanhadas ou por outra tarefas;
  • Verificar se falta algum material para que os líderes desempenhem suas atividades;
  • Observar se há conflito entre os membros da Pastoral da Criança ou algum problema de doença, a coordenadora comunitária engravidou, está trabalhando, etc.
  • Conversar com pessoas da comunidade, como professores, ministros da Eucaristia, responsáveis por outras pastorais e lideranças locais. A avaliação de pessoas externas à Pastoral da Criança pode ser muito útil para “ver” algumas coisas que nos passam despercebidas no dia-a-dia, bem como para promover a busca por novas lideranças.

A comunidade totalmente falida deve ser prioridade absoluta para o coordenador de Ramo. Neste caso, reunir com o pároco, os líderes que desanimaram e com outras pessoas da comunidade (item 9, acima). Julgar o que pode ser feito e Agir, superando as dificuldades e retomando as atividades de rotina. Caso seja necessário, programar a identificação e capacitação de novos líderes.

  • O acompanhamento é fator indispensável para que as comunidades possam se manter ativas. O coordenador de Ramo precisa estar atento, visitando suas comunidades ao menos uma vez no ano – o ideal seria visitar cada comunidade, quatro vezes no ano. Visita de acompanhamento refere-se aos 9 ítens descritos acima, e não somente a visita em dia de festejos, celebrações ou capacitação.
  • A Coordenação de Setor pode auxiliar os Ramos a manter suas comunidades vivas:
  • Promovendo visitas de acompanhamento aos Ramos motivando-os para a Missão. As visitas de acompanhamento devem ser planejadas de acordo com a realidade geográfica, mas a visita deve acontecer no mínimo uma vez ao ano, para cada Ramo.
  • Analisando, com o Coordenador de Ramo, como estão os dados e conversando sobre a situação;
  • Assegurando oficinas de aperfeiçoamento, um direito dos líderes à formação contínua;
  • Promovendo capacitações no Guia do Líder, para novas lideranças.
  • Encaminhando para capacitação de missão do Coordenador de Ramo e Área, os coordenadores que pertencem ao seu Setor.
  • Facilitando o trabalho dos líderes na existência de alguma dificuldade ou conflito.


É na participação solidária que formamos a família da Pastoral da Criança, quando o resgate das comunidades é compromisso de todos, “cuidando” para que as atividades do líder estejam asseguradas, acolhendo idéias diferentes, aprendendo e analisando em conjunto os resultados, sejam eles bons ou não. Tornando nossos atos comunitários, e não individuais, formamos comunhão, onde os frutos aparecem e se somam no acolhimento e na luta pela garantia de vida digna para todos!