Tenho ainda outras ovelhas, que não são deste redil; também a essas devo conduzir. E elas escutarão a minha voz ... Jo 10,16

Olá lideres! No mês passado relatamos aqui uma visita feita a uma família com crianças que viviam um dia a dia difícil. No final do relato, fizemos uma reflexão sobre o papel do líder e finalizamos reforçando que antes de tudo um líder da Pastoral da Criança deve agir como um Pastor. Vocês pensaram sobre isso? Como está o seu Agir? Vocês acham que estão conseguindo ser um Líder-Pastor?

Sabemos, por relato de vocês, ou na observação de visitas, que, algumas vezes, não dá para fazer a visita como planejaram ou como ela deveria ser feita, não é? Mas isso não deve desanimar vocês. Não sendo uma atitude ou informação de urgência que teriam que dar àquela mãe ou pai, o que pode ser feito logo com uma volta rápida à casa daquela família, a visita poderá ser feita melhor no próximo mês. Mas é importante pensar que as dificuldades, e a própria rotina de todo mês chegar às famílias, devem ser vistas como desafios para tentar fazer sempre o melhor que puderem. Isso nem sempre é fácil, mas só o fato de tentarmos fazer bem, de acordo com a necessidade sentida ou colocada pela família visitada, já aumenta o ânimo, não acham? No Guia do Líder, nas páginas 26 a 28, estão colocados pontos básicos de como fazer uma boa visita. Vamos continuar nossa conversa sobre Visita Domiciliar, trazendo para vocês o depoimento de uma líder sobre a visita a uma gestante.

 

A líder relatou o seguinte: uma mãe acompanhada informou a ela que sua vizinha, cujos filhos não eram acompanhados pela Pastoral da Criança, havia lhe contado que estava grávida do seu 6º filho e que nunca tinha feito o pré-natal. Perguntou também para essa mãe o que a líder fazia para que ela gostasse tanto da Pastoral da Criança. A mãe falou sobre o acompanhamento que tinha tido quando esteve grávida, da atenção que recebia da líder da Pastoral e de como era orientada para acompanhar o desenvolvimento dos seus filhos. A vizinha se entusiasmou e disse que também gostaria de ser acompanhada, pois ela estava receosa da sua gravidez, uma vez que já estava com 40 anos. Quando a líder tomou conhecimento, imediatamente foi até essa casa para conversar com a mãe. Chegando lá, cadastrou a gestante e seus dois filhos, de dois e quatro anos. Nessa primeira visita, aconselhou a gestante a procurar o serviço de saúde mais próximo para fazer o pré-natal, leu e entregou para ela a primeira e a segunda cartela do Laços de Amor.

A gestante informou que tinha vergonha e medo de ir ao serviço de saúde para ser atendida e a líder se ofereceu para acompanhá-la nas primeiras consultas.

Que bom que a líder procurou logo essa mãe e procurou ouvir com atenção para responder ao que ela mais necessitava naquele momento. Talvez se a líder não a acompanhasse nas primeiras consultas, a mãe desisteria do pré-natal, não é? Achamos também que com essa atitude, já na primeira visita, conquistou a confiança da mãe, porque ela sentiu que podia contar com a líder.

A líder contou também que nas visitas seguintes foi conversando sobre outros temas do Guia com a gestante e a cada visita entregava e lia uma cartela do Laços de Amor.

E você líder, como vê a visita à gestante? Para compartilhar com as gestantes tanta informação importante, o Guia do Líder e o Laços de Amor são boas ferramentas? Na sua comunidade, além dos Agentes de Saúde, quem têm informações atuais e seguras para uma boa gestação? Não podemos esquecer da experiência de outras mulheres, mães e gestantes também. Para estimular essa troca de saberes, de dúvidas, de acertos e desacertos é muito bom encaminhar as mulheres grávidas para Grupos de Gestantes, que muitos serviços de saúde organizam. No caso de não ter nenhum no local onde moram, vocês líderes poderiam organizar Rodas de Conversa com as mães gestantes, juntando até as gestantes das comunidades mais próximas. É possível colocar em prática essa ideia?

Vocês têm realizado o Mutirão em Busca das Gestantes? Vendo o caso relatado por essa líder, vemos como é bom chegar até as gestantes. Temos agora também a Cartela dos mil dias que valoriza os cuidados desde a gestação.

Esperamos estar ajudando vocês com essas conversas sobre as atividades do líder. Afinal, só é líder da Pastoral da Criança quem todo mês faz Visita Domiciliar, organiza e participa do Dia da Celebração da Vida e da Reunião para Reflexão e Avaliação- RRA.

 

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