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Homenagens à Dra. Zilda

Uma Homenagem a Dra. Zilda

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Última Atualização: 16/08/2013

 

Agora prezados leitores

Novamente estou aqui

Pois quero falar um pouco

Do que houve no Haiti

Sofrendo quem mora lá

E também quem vive aqui.

 

No dia 12 de janeiro

Todo o Haiti sofreu

Um grande terremoto

Naquele país aconteceu

Destruindo muitas famílias

Poucos sobreviveu.

 

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Câmara de Bragança Paulista confere medalha Zilda Arns

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Última Atualização: 29/07/2024
 

“Amar é acolher, é compreender e fazer o outro crescer.” A afirmação é de “Zilda Arns” e retrata de maneira fiel as mulheres que receberam na quarta-feira (25), a medalha que leva o nome da autora da frase. A concessão da honraria foi feita em sessão solene da Câmara Municipal e a data foi escolhida em razão de marcar o dia do nascimento de Zilda Arns.

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Incansável Dra. Zilda, descansa em paz!

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Última Atualização: 15/08/2013
Tu nos deixaste enquanto fazias o que mais gostavas: lutar por uma infância melhor, mais feliz, mais humana.

Ah, quanta saudade já estamos a sentir!

Saudade dos nossos Encontros com Coordenadoras e Líderes, mães voluntárias que iam aprender sobre  educação, saúde e bem estar da criança para transmitir às outras mães da Comunidade.

Saudade da tua voz doce, convincente, ensinando  àquelas mães quão importante é a  educação alimentar e nutricional das grávidas, a amamentação, o desenvolvimento integral das crianças até os 6 anos, quando 80 % do cérebro já se encontra formado!

Quanta saudade das conversas de fim de tarde onde tu, com teu jeitinho, colocavas o que ainda precisava ser feito, quando tu, incansável, nos induzias a sermos  mais tolerantes, a termos  mais compreensão, mais solicitude, mais doação, mais amor, pois só assim iríamos atingir nosso objetivo maior ou seja, proporcionar uma vida mais digna às nossas crianças.

Ah, que saudade do brilho do teu olhar quando percebias que, a cada ano, menos  crianças, morriam de desnutrição, menos crianças sofriam maus tratos, mais crianças recebiam cuidados especiais de saúde, educação, carinho, amor.

Ah, que saudade  dessa mulher incansável que no Dia da “Celebração da Vida”, quando as crianças são pesadas, ensinou às mães a baterem palmas quando constatavam que seus filhos não perdiam peso naquele mês! E mais palmas ainda quando conseguiam ganhar alguns gramas!

 

Nos Encontros realizados por esse Brasil afora, quantas vezes nos levantávamos e,  pela janela,  te víamos toda cheia de vida, iluminada pelo sol e por Deus, a caminhar pelos jardins de algum Seminário. Podemos  apostar que tu estavas a conversar com Ele sobre o que  irias ensinar naquele dia. E acreditamos que nessa hora, Deus cochichava em teus ouvidos as palavras certas com as quais tu irias cativar e  envolver as pessoas, incentivando-as a participar, cada vez mais, desse trabalho maravilhoso realizado pela Pastoral da Criança.

Perdemos a ti, Drª Zilda, mas saiba que teus ensinamentos, teus exemplos, tua ternura e tua fortaleza nos acompanharão em cada busca, em cada  luta,  em cada debate, em prol de uma vida mais digna para a nossa  criança,  para que ela cresça de forma harmoniosa, saudável e feliz.

Incansável Drª Zilda, descansa em paz, aquela paz que tu pregaste em teu derradeiro discurso quando tu falaste da conquista da paz nas famílias e nas nações, quando tu afirmaste que “a construção da paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no amor que tem suas raízes na gestação e na primeira infância e se transforma em fraternidade e responsabilidade social”.

Descansa em paz, incansável Drª Zilda!

Ana Rosa

Uma homenagem merecida!

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Última Atualização: 16/08/2013

 

FAÇO UMA HOMENAGEM MERECIDA
PARA UMA MULHER DECIDIDA
QUE ATRAVÉS DE SEUS ESTUDOS
PODE SALVAR MUITAS VIDAS

DOUTORA FORMADA EM MEDICINA
COM MUITO AMOR, FÉ E CARIDADE
DEDICOU TODA SUA VIDA
PARA O BEM DA HUMANIDADE

COMO MÉDICA PEDIATRA E SANITARISTA
FOI QUE ELA PODE NOTAR
QUE COM AÇÕES BÁSICAS DE SAÚDE
CRIANÇAS E GESTANTES PODERIA CURAR

NESSE MOMENTO ELA PERCEBEU
A FALTA DE UM TRABALHO EDUCATIVO
POR ISSO MESMO ACEITOU NA HORA
O CONVITE DO CARDEAL ARCEBISPO

DOM PAULO EVARISTO ARNS, SEU IRMÃO
FEZ A IGREJA CATÓLICA ASSUMIR
(NA REUNIÃO DA ONU DE 1982)
QUE A MORTALIDADE INFANTIL
NO BRASIL IRIA DIMINUIR

COM AMOR, GARRA, ACÕES CONCRETAS...
MUITAS DIFICULDADES PELO CAMINHO
MAS SEMPRE COM ESPERANÇA
NASCIA UMA LINDA MISSÃO DE VIDA E FÉ.
FUNDARIAM A “PASTORAL DA CRIANÇA”

“EU VIM PARA QUE TODOS TENHAM VIDA
E A TENHAM EM ABUNDÂNCIA” *
ESSE FOI O LEMA ADOTADO
PELA PASTORAL DA CRIANÇA
* Evangelho (Jo 10.10)

FOI NO ESTADO DO PARANÁ
QUE O ÁRDUO TRABALHO COMEÇOU
E GRAÇAS AOS OPOIOS E VOLUNTÁRIOS
PELO MUNDO A FORA SE ESPALHOU

FORAM MAIS DE 25 ANOS
DEDICADOS A SERVIÇOS SOCIAIS
QUE GERARAM ÓTIMOS RESULTADOS
COM ELA À FRENTE DAS PASTORAIS

DOUTORA ZILDA ARNS NEUMANN
LUTOU POR UM MUNDO MELHOR
E NÃO SE CONTENTAVA COM POUCO
POR SER MUITO GENEROSA
ELA TAMBÉM FUNDOU
A “PASTORAL DA PESSOA IDOSA”

POIS OS QUE CHEGAM À MELHOR IDADE
MUITAS VEZES SÃO ESQUECIDOS
DEPOIS DE UMA VIDA INTEIRA DE TRABALHO
E PRA SOCIEDADE, MUITO TER CONTRIBUIDO

VIÚVA E MÃE DE CINCO FILHOS
Dra. ZILDA SERÁ UM EXEMPLO PERMANENTE
DE SOLIDARIEDADE, FÉ, AMOR E AÇÃO
PARA TORNAR A HUMANIDADE MAIS CONSCIENTE

INFELIZMENTE ELA SE FOI
SÓ DEUS SABE A RAZÃO
JÁ QUE ELA ESTAVA DE FÉRIAS
QUANDO  FOI PARA AQUELA MISSÃO*
*Palestra para implantar a Pastoral da Criança no Haiti

E ESSE É MAIS UM MOTIVO
PARA NOS INCENTIVAR
A CONTINUAR O SEU TRABALHO
E DESSE MODO, A HOMENAGEAR

PORQUE PARA DOUTORA ZILDA
SOLIDARIEDADE ERA MAIS QUE OBRIGAÇÃO
FOI O SEU LEMA DE VIDA
SUA DIVERSÃO, SEU ROBE, SEU “VÍCIO” E SUA PAIXÃO!

SÃO PESSOAS COMO A DOUTORA ZILDA
QUE ME FAZEM ACREDITAR
QUE O MUNDO PODE SER MELHOR
SE AGENTE SE EMPENHAR!

José Marcelo da Silva Dantas
LÍDER da Pastoral da Criança – João Câmara
Natal, Fevereiro de 2010

Zilda Arns

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Última Atualização: 16/08/2013

Zilda sempre serena
Sem alterações de humor,
Sua fala doce eamena,
Coração cheio de amor

Viveu fazendo o bem
Com muita, muita alegria
Era sempre uma festa
A todo lugar que ia!

Dedicou-se à criança,
Cuidou das mães também,
Era só felicidade
Ao fazer feliz alguém!

Seu olhar se iluminava,
Seu sorriso se expandia
Ao ver uma criança
Gordinha e bem sadia!

Ao criar a Pastoral
Por Deus foi distinguida,
Quanto bem proporcionou
À criança desnutrida!

Há coisas que acontecem
Que não têm explicação
Era tão mansa e doce
E foi levada de roldão!

Cidinha
Em nome da sua Turma de 1959-UFPR

Poesia em homenagem Dra. Zilda

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Última Atualização: 16/08/2013

ZILDA ARNS


Olhar tão meigo, sincero.
Sorriso largo, fraterno.
Um coração de criança
Que amava e não se cansava.
Braços que a Deus acolhia
Em cada irmão que sofria.
Mãos que afagaram crianças
E alimentaram a esperança.

Mulher materna, de luz,
Que revelava Jesus!
Em teu agir missionário
O rosto de Deus solidário!

Pés que abriram caminhos
E nunca estavam sozínhos.
Marchavam juntos a milhões
Entre sonhos de paz e canções.

Zilda, doutora do amor,
Graduada na escola da dor,
Seu título foi compaixão,
Sua tese maior, doação!

Teu corpo semente se fez,
E no mundo gerou comunhão.
Promoveu a Igreja da Vida
Que não morre, mas cresce no chão.

A morte não vai sepultar
O clamor que fizeste ecoar.
Teu espírito vai animar
Quem a vida deseja cuidar.

...............................................
Poesia escrita e enviada por Pe. José Ricardo Zonta, CP. (Roma - Itália)

Poema em Homenagem à Dra. Zilda

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Última Atualização: 16/08/2013

QUERIDA ZILDA

Hoje pensei em você!
A saudade bateu forte
Eu pensei no que poderia fazer
Para que ela amenizasse minha tristeza

Vejo-me então a idéía...De pedir um favor ao vento...
E meu enorme amor
Que nem sei se caberá
Dentro desse abraço.
Meu desejo...

Era dar-lhe...
Se pudesse...
Não só um simples abraço...
Mas uma tonelada de carinho
E outro de felicidade e beijos...
Beijos e mais beijos...

E que o vento também trouxe de volta
o carinho e o abraço da mãe do mundo!

Que Deus a receba com toda a felicidade do mundo e alegria de
viver, pois você foi uma mãe para este mundo a que tanto necessitou!

Descanse em paz querida belezinha, pois o seu propósito você
cumpriu e com muita honra.

Colaboração: Chandall Moraes

Setor: Cachoeiro do Itapemirim – Espírito Santo

Prefeitura de Florestópolis realiza homenagem à Dra. Zilda

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Última Atualização: 16/08/2013

A Prefeitura Municipal de Florestópolis/PR, cidade paranaense onde iniciou os trabalhos da Pastoral da Criança, em 1983, prestou uma homenagem à Dra. Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoral da Criança, com um monumento na entrada da cidade.

Confira abaixo as fotos dessa bela homenagem.

 

Ecos da Mensageira

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Última Atualização: 15/08/2013
Niterói – Rio de Janeiro
ECOS DA MENSAGEIRA

Com esse tema bíblico, doutora Zilda Arns, que morreu nesse mês de  janeiro de 2010 no dia 12, dentro de uma igreja, juntamente com o arcebispo de Porto Princípe dom Serge Miot, no Haiti, após ter proferido uma palestra a pedido da Conferência dos Religiosos, no terremoto que abalou o país.  Ela estava acompanhada de sua assessora irmã Rosângela Altoé que felizmente sobreviveu a tragédia.  Fundou a Pastoral da Criança em 1983, com o incentivo do então bispo de Londrina dom Geraldo Majella, paróquia São João Batista, arquidiocese de Londrina.  Município escolhido por ter o pior índice de mortalidade infantil no país na época.

Ela era viúva desde 1978, médica sanitarista, mãe de cinco filhos, tendo um morrido a pouco tempo, quatro netos.  Recebeu vários prêmios internacionais: Heroína da Saúde Pública das Américas, entregue pela OPAS em 2002, a medalha Simon Bolivar da Câmara Internacional de Pesquisa Integrada Social, em 2000, entre outros.  No Brasil destacamos entre outros diplomas e medalhas, a pacificador da ONU, concedido pelo Parlamento Mundial de Segurança e Paz, o troféu do Destaque Nacional Social, principal prêmio do evento “as mulheres mais influentes do Brasil”, a medalha da inconfidência, etc.  É importante ressaltar que a Pastoral da Criança é um organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).  Ela é constituída por cerca de 260 mil voluntários, acompanhando o desenvolvimento de 1,8 milhões de crianças.  Junto ás crianças se atende 94 mil gestantes em 42 mil comunidades pobres espalhadas em 4006 municípios em todos os estados brasileiros.

Em 2008 ela fundou a Pastoral da Pessoa Idosa.  Com uma visão e ação que se opõe à mortalidade do capitalismo que esquece e exclui a pessoa quando ela não pode mais trabalhar.  Se resgata e valoriza o potencial da pessoa idosa através de uma metodologia de convivência e ação visando a auto-estima e a união da mesma.

As duas ações procuram orientar e conscientizar as pessoas sobre seus direitos e deveres.  O desenvolvimento infantil e a valorização do idoso.  Gostaríamos de destacar um serviço que deveria  ser exercido pelas demais pastorais e movimentos que é a atuação junto aos Conselhos Nacionais, Estaduais e  Municipais de Saúde, Direitos da Criança e do Adolescente e Segurança Alimentar, garantidos pelas Leis de nosso país.  É importante lembrar das ações complementares, como alfabetização de adultos, ações de geração de renda e escolarização de adultos.

Esse serviço com dedicação, renúncia e muito amor é realizado por pessoas de outras igrejas e para qualquer pessoa, mesmo sem crer.  Ele é feito de modo personalizado a 15 famílias mensalmente em que o líder orienta e anota os passos do desenvolvimento da criança e do estado da gestante.

É bom que fique claro que a Pastoral não faz um trabalho de assistencialismo, doações de bolsas, dinheiro, remédios, etc.  A conscientização dos deveres e direitos, a participação e acompanhamento e fiscalização de tudo que é público, concretiza essa ação social.  O importante e necessário é dar condições e meios para que a pessoa caminhe com os seus “próprios pés”: que tenha dignidade e possa ser livre economicamente, politicamente e culturalmente.  Disse Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida em abundância”, por que apenas poucos tem nas mãos os recursos, os benefícios e os bens da nação, de que adiante ter um estado, um município, em que a maioria vive “mendigando” favores e “preso” a uma estrutura que não dá “independência” e os seus cidadãos não podem ter meios de sobrevivência administrada por ele?

Concluo dizendo que o Brasil pode ser dividido antes ee após a Pastoral da Criança.  As crianças e gestantes que viveram antes de depois, principalmente os mais pobres.

Sem dúvida viver a fé na direção social é uma marca que a Pastoral da Criança deixa para toda a Igreja do Brasil e fora dele.

Essa mulher, mãe, avó e viúva, filha da Igreja orgulha mulheres e homens, filhos da Igreja Católica.  Sem dúvida, nosso país, nossa Igreja, teve uma “santa” no início desse século, modelo para o mundo, tão carente de respeito pela vida e sua dignidade.

Obrigada Deus pela vida da doutora Zilda Arns, obrigada pelo sim de seus filhos e filhas voluntários.  Como posso ter olhos para ver, a presença de Deus na história, no meio de nós.

Invoco a benção de Deus para que a morte dele impulsione mais e mais esse trabalho divino da coordenação nacional, estadual e municipal.

Viva a Pastoral da Criança!

Colaboração: Padre José Alves Filho (padre Zito) – pároco

Zilda Arns, Servidora de Deus e da Humanidade

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Última Atualização: 16/08/2013
Niterói – Rio de Janeiro
ZILDA ARNS, SERVIDORA DE DEUS E DA HUMANIDADE 

O apóstolo Paulo, em exortação na carta aos Romanos, 14, 18-19, tem uma palavra que se aplica, plenamente, no juízo que se pode, por justiça, fazer a respeito da vida e do testemunho da doutora Zilda Arns: “É servindo a Cristo, dessa maneira, que seremos agradáveis a Deus e teremos a aprovação dos homens.  Portanto, busquemos tenazmente tudo que contribui para a paz e a edificação de uns pelos outros”.  A história de sua vida ultrapassa, simplesmente, as mais nobres causas e motivações políticas.  Oportuno é recordar que a intuição que originou a Pastoral da Criança se aplicou, em primeiro lugar, em Florestópolis, no Paraná, na arquidiocese de Londrina, com o incentivo do irmão dom Paulo Cardeal Arns, e com o apoio decisivo de dom Geraldo Majela Cardeal Agnelo, então arcebispo metropolitano naquela região.

A origem desse projeto, que chegou a motivar a sua candidatura ao Prêmio Nobel da Paz, nasceu no meio dos mais pobres, sem os holofotes habituais dos interesses eleitoreiros e da mesquinhez de se tirar proveito de algo, particularmente  no âmbito da projeção política.  O olhar fixado nos mais pobres,  endereçado às crianças, patrimônio a ser defendido e promovido, com todo o esforço, fez brotar do coração de doutora Zilda esta intuição.  Um discernimento fazendo a diferença, mudando estatísticas na mortalidade infantil, com traços de milagre operado pela força do amor que toma conta do coração de tantos voluntários, exemplares curadores  e promotores da vida.

Os custos baixos e o efeito significativo da operação da Pastoral no cenário da exclusão social e da desnutrição, não podem deixar envergonhar e fazer pensar mil vezes todos aqueles que se apropriam e usufruem de aparatos caros e   sofisticados produzindo tão pouco efeito no quadro das mudanças urgentes.  O legado da doutora Zilda, com o exercito de voluntários de todas as classes sociais, na Pastoral da Criança e na Pastoral da Pessoa  Idosa, não poderá servir de âncora para alavancar candidaturas ou para promover  plasticamente figuras políticas.  Mas deverá ser uma realidade que continuará a fazer o bem, ganhando o mundo, a custo de sacrifícios e, sobretudo, da convicção amorosa de tantos, incluindo mesmo a oferta abnegada da própria vida: o segredo deste sucesso.  Esta realidade está sacramentada na tragédia do terremoto do Haiti, em que a doutora Zilda se encontrava, por razões humanitárias, imolando sua vida ali ofertada, sangue também derramado – tombando como um jequitibá, num grande mistério da fé e da existência humana.

Começou em Florestópolis e concluiu no Haiti.  Sempre entre os mais pobres e na luta pela vida.  Há uma pergunta que precisa ser feita por todos, contemplando o conjunto desta trajetória, graças a Deus situada numa limpidez que não se mistura com os óleos da corrupção e do uso indevido do que é para o bem de todos.  Esta pergunta respondida fará compreender onde nasce o segredo de uma intuição da qual uma médica e sanitarista se tornou depositária, fazendo a diferença, mudando cenários e vencendo as estatísticas alarmantes da mortalidade infantil.  De onde nasce esta intuição e o que a mantém a sua força?  É preciso começar a responder esta pergunta dizendo logo, para não perder tempo, que o sustento e a moldura de todo esse patrimônio, a Pastoral da Criança e a Pastoral da Pessoa Idosa, serviço da Igreja Católica na sociedade pluralista contemporânea, não nasce de motivações políticas.  Se o fosse não avançaria com a mesma força, é incontestável.  A intuição e a audácia corajosa deste serviço à vida nascem da fé.  A pessoa de Jesus Cristo é o nascedouro e o ápice deste segredo.  A fé banha e fermenta a formação técnica e a consciência de cidadania.  Quando ela se prescinde, o percurso é mais árduo e falta a sabedoria do coração.

O Papa Bento XVI, na sua Carta Encíclica “Deus é Amor”, n. 31, lembra que não basta por si só a competência profissional e que os seres humanos necessitam sempre de algo mais do que um tratamento apenas tecnicamente correto: “os seres humanos têm necessidade de humanidade, precisam da atenção do coração”.  O trabalho profissional, a vida e os afazeres não atingem suas metas apenas por execuções habilidosas, menos ainda por artimanhas políticas.  Mas sim pelas atenções e intuições sugeridas pela coração.  A formação do coração é capítulo indispensável, e a fé insubstituível nesse processo.  É o encontro com Deus em Cristo que suscita o amor, gera sabedoria enquanto força que faz perseverar, e abre o íntimo ao outro de tal modo que o amor do próximo, não seja uma imposição, mas, diz o Papa Bento XVI, “uma cconseqüência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor”.  É preciso refletir e proclamar aos corações que a excelência da doutora Zilda e seu legado vêm pela fé.

Colaboração: Dom Walmor Oliveira de Azevedo – arcebispo de Belo Horizonte

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