dra zilda arns neumann pastoral da crianca

Homenagens à Dra. Zilda

Zilda sempre serena
Sem alterações de humor,
Sua fala doce eamena,
Coração cheio de amor

Viveu fazendo o bem
Com muita, muita alegria
Era sempre uma festa
A todo lugar que ia!

Dedicou-se à criança,
Cuidou das mães também,
Era só felicidade
Ao fazer feliz alguém!

Seu olhar se iluminava,
Seu sorriso se expandia
Ao ver uma criança
Gordinha e bem sadia!

Ao criar a Pastoral
Por Deus foi distinguida,
Quanto bem proporcionou
À criança desnutrida!

Há coisas que acontecem
Que não têm explicação
Era tão mansa e doce
E foi levada de roldão!

Cidinha
Em nome da sua Turma de 1959-UFPR

ZILDA ARNS


Olhar tão meigo, sincero.
Sorriso largo, fraterno.
Um coração de criança
Que amava e não se cansava.
Braços que a Deus acolhia
Em cada irmão que sofria.
Mãos que afagaram crianças
E alimentaram a esperança.

Mulher materna, de luz,
Que revelava Jesus!
Em teu agir missionário
O rosto de Deus solidário!

Pés que abriram caminhos
E nunca estavam sozínhos.
Marchavam juntos a milhões
Entre sonhos de paz e canções.

Zilda, doutora do amor,
Graduada na escola da dor,
Seu título foi compaixão,
Sua tese maior, doação!

Teu corpo semente se fez,
E no mundo gerou comunhão.
Promoveu a Igreja da Vida
Que não morre, mas cresce no chão.

A morte não vai sepultar
O clamor que fizeste ecoar.
Teu espírito vai animar
Quem a vida deseja cuidar.

...............................................
Poesia escrita e enviada por Pe. José Ricardo Zonta, CP. (Roma - Itália)

QUERIDA ZILDA

Hoje pensei em você!
A saudade bateu forte
Eu pensei no que poderia fazer
Para que ela amenizasse minha tristeza

Vejo-me então a idéía...De pedir um favor ao vento...
E meu enorme amor
Que nem sei se caberá
Dentro desse abraço.
Meu desejo...

Era dar-lhe...
Se pudesse...
Não só um simples abraço...
Mas uma tonelada de carinho
E outro de felicidade e beijos...
Beijos e mais beijos...

E que o vento também trouxe de volta
o carinho e o abraço da mãe do mundo!

Que Deus a receba com toda a felicidade do mundo e alegria de
viver, pois você foi uma mãe para este mundo a que tanto necessitou!

Descanse em paz querida belezinha, pois o seu propósito você
cumpriu e com muita honra.

Colaboração: Chandall Moraes

Setor: Cachoeiro do Itapemirim – Espírito Santo

A Prefeitura Municipal de Florestópolis/PR, cidade paranaense onde iniciou os trabalhos da Pastoral da Criança, em 1983, prestou uma homenagem à Dra. Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoral da Criança, com um monumento na entrada da cidade.

Confira abaixo as fotos dessa bela homenagem.

 

Niterói – Rio de Janeiro
ECOS DA MENSAGEIRA

Com esse tema bíblico, doutora Zilda Arns, que morreu nesse mês de  janeiro de 2010 no dia 12, dentro de uma igreja, juntamente com o arcebispo de Porto Princípe dom Serge Miot, no Haiti, após ter proferido uma palestra a pedido da Conferência dos Religiosos, no terremoto que abalou o país.  Ela estava acompanhada de sua assessora irmã Rosângela Altoé que felizmente sobreviveu a tragédia.  Fundou a Pastoral da Criança em 1983, com o incentivo do então bispo de Londrina dom Geraldo Majella, paróquia São João Batista, arquidiocese de Londrina.  Município escolhido por ter o pior índice de mortalidade infantil no país na época.

Ela era viúva desde 1978, médica sanitarista, mãe de cinco filhos, tendo um morrido a pouco tempo, quatro netos.  Recebeu vários prêmios internacionais: Heroína da Saúde Pública das Américas, entregue pela OPAS em 2002, a medalha Simon Bolivar da Câmara Internacional de Pesquisa Integrada Social, em 2000, entre outros.  No Brasil destacamos entre outros diplomas e medalhas, a pacificador da ONU, concedido pelo Parlamento Mundial de Segurança e Paz, o troféu do Destaque Nacional Social, principal prêmio do evento “as mulheres mais influentes do Brasil”, a medalha da inconfidência, etc.  É importante ressaltar que a Pastoral da Criança é um organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).  Ela é constituída por cerca de 260 mil voluntários, acompanhando o desenvolvimento de 1,8 milhões de crianças.  Junto ás crianças se atende 94 mil gestantes em 42 mil comunidades pobres espalhadas em 4006 municípios em todos os estados brasileiros.

Em 2008 ela fundou a Pastoral da Pessoa Idosa.  Com uma visão e ação que se opõe à mortalidade do capitalismo que esquece e exclui a pessoa quando ela não pode mais trabalhar.  Se resgata e valoriza o potencial da pessoa idosa através de uma metodologia de convivência e ação visando a auto-estima e a união da mesma.

As duas ações procuram orientar e conscientizar as pessoas sobre seus direitos e deveres.  O desenvolvimento infantil e a valorização do idoso.  Gostaríamos de destacar um serviço que deveria  ser exercido pelas demais pastorais e movimentos que é a atuação junto aos Conselhos Nacionais, Estaduais e  Municipais de Saúde, Direitos da Criança e do Adolescente e Segurança Alimentar, garantidos pelas Leis de nosso país.  É importante lembrar das ações complementares, como alfabetização de adultos, ações de geração de renda e escolarização de adultos.

Esse serviço com dedicação, renúncia e muito amor é realizado por pessoas de outras igrejas e para qualquer pessoa, mesmo sem crer.  Ele é feito de modo personalizado a 15 famílias mensalmente em que o líder orienta e anota os passos do desenvolvimento da criança e do estado da gestante.

É bom que fique claro que a Pastoral não faz um trabalho de assistencialismo, doações de bolsas, dinheiro, remédios, etc.  A conscientização dos deveres e direitos, a participação e acompanhamento e fiscalização de tudo que é público, concretiza essa ação social.  O importante e necessário é dar condições e meios para que a pessoa caminhe com os seus “próprios pés”: que tenha dignidade e possa ser livre economicamente, politicamente e culturalmente.  Disse Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida em abundância”, por que apenas poucos tem nas mãos os recursos, os benefícios e os bens da nação, de que adiante ter um estado, um município, em que a maioria vive “mendigando” favores e “preso” a uma estrutura que não dá “independência” e os seus cidadãos não podem ter meios de sobrevivência administrada por ele?

Concluo dizendo que o Brasil pode ser dividido antes ee após a Pastoral da Criança.  As crianças e gestantes que viveram antes de depois, principalmente os mais pobres.

Sem dúvida viver a fé na direção social é uma marca que a Pastoral da Criança deixa para toda a Igreja do Brasil e fora dele.

Essa mulher, mãe, avó e viúva, filha da Igreja orgulha mulheres e homens, filhos da Igreja Católica.  Sem dúvida, nosso país, nossa Igreja, teve uma “santa” no início desse século, modelo para o mundo, tão carente de respeito pela vida e sua dignidade.

Obrigada Deus pela vida da doutora Zilda Arns, obrigada pelo sim de seus filhos e filhas voluntários.  Como posso ter olhos para ver, a presença de Deus na história, no meio de nós.

Invoco a benção de Deus para que a morte dele impulsione mais e mais esse trabalho divino da coordenação nacional, estadual e municipal.

Viva a Pastoral da Criança!

Colaboração: Padre José Alves Filho (padre Zito) – pároco

Niterói – Rio de Janeiro
ZILDA ARNS, SERVIDORA DE DEUS E DA HUMANIDADE 

O apóstolo Paulo, em exortação na carta aos Romanos, 14, 18-19, tem uma palavra que se aplica, plenamente, no juízo que se pode, por justiça, fazer a respeito da vida e do testemunho da doutora Zilda Arns: “É servindo a Cristo, dessa maneira, que seremos agradáveis a Deus e teremos a aprovação dos homens.  Portanto, busquemos tenazmente tudo que contribui para a paz e a edificação de uns pelos outros”.  A história de sua vida ultrapassa, simplesmente, as mais nobres causas e motivações políticas.  Oportuno é recordar que a intuição que originou a Pastoral da Criança se aplicou, em primeiro lugar, em Florestópolis, no Paraná, na arquidiocese de Londrina, com o incentivo do irmão dom Paulo Cardeal Arns, e com o apoio decisivo de dom Geraldo Majela Cardeal Agnelo, então arcebispo metropolitano naquela região.

A origem desse projeto, que chegou a motivar a sua candidatura ao Prêmio Nobel da Paz, nasceu no meio dos mais pobres, sem os holofotes habituais dos interesses eleitoreiros e da mesquinhez de se tirar proveito de algo, particularmente  no âmbito da projeção política.  O olhar fixado nos mais pobres,  endereçado às crianças, patrimônio a ser defendido e promovido, com todo o esforço, fez brotar do coração de doutora Zilda esta intuição.  Um discernimento fazendo a diferença, mudando estatísticas na mortalidade infantil, com traços de milagre operado pela força do amor que toma conta do coração de tantos voluntários, exemplares curadores  e promotores da vida.

Os custos baixos e o efeito significativo da operação da Pastoral no cenário da exclusão social e da desnutrição, não podem deixar envergonhar e fazer pensar mil vezes todos aqueles que se apropriam e usufruem de aparatos caros e   sofisticados produzindo tão pouco efeito no quadro das mudanças urgentes.  O legado da doutora Zilda, com o exercito de voluntários de todas as classes sociais, na Pastoral da Criança e na Pastoral da Pessoa  Idosa, não poderá servir de âncora para alavancar candidaturas ou para promover  plasticamente figuras políticas.  Mas deverá ser uma realidade que continuará a fazer o bem, ganhando o mundo, a custo de sacrifícios e, sobretudo, da convicção amorosa de tantos, incluindo mesmo a oferta abnegada da própria vida: o segredo deste sucesso.  Esta realidade está sacramentada na tragédia do terremoto do Haiti, em que a doutora Zilda se encontrava, por razões humanitárias, imolando sua vida ali ofertada, sangue também derramado – tombando como um jequitibá, num grande mistério da fé e da existência humana.

Começou em Florestópolis e concluiu no Haiti.  Sempre entre os mais pobres e na luta pela vida.  Há uma pergunta que precisa ser feita por todos, contemplando o conjunto desta trajetória, graças a Deus situada numa limpidez que não se mistura com os óleos da corrupção e do uso indevido do que é para o bem de todos.  Esta pergunta respondida fará compreender onde nasce o segredo de uma intuição da qual uma médica e sanitarista se tornou depositária, fazendo a diferença, mudando cenários e vencendo as estatísticas alarmantes da mortalidade infantil.  De onde nasce esta intuição e o que a mantém a sua força?  É preciso começar a responder esta pergunta dizendo logo, para não perder tempo, que o sustento e a moldura de todo esse patrimônio, a Pastoral da Criança e a Pastoral da Pessoa Idosa, serviço da Igreja Católica na sociedade pluralista contemporânea, não nasce de motivações políticas.  Se o fosse não avançaria com a mesma força, é incontestável.  A intuição e a audácia corajosa deste serviço à vida nascem da fé.  A pessoa de Jesus Cristo é o nascedouro e o ápice deste segredo.  A fé banha e fermenta a formação técnica e a consciência de cidadania.  Quando ela se prescinde, o percurso é mais árduo e falta a sabedoria do coração.

O Papa Bento XVI, na sua Carta Encíclica “Deus é Amor”, n. 31, lembra que não basta por si só a competência profissional e que os seres humanos necessitam sempre de algo mais do que um tratamento apenas tecnicamente correto: “os seres humanos têm necessidade de humanidade, precisam da atenção do coração”.  O trabalho profissional, a vida e os afazeres não atingem suas metas apenas por execuções habilidosas, menos ainda por artimanhas políticas.  Mas sim pelas atenções e intuições sugeridas pela coração.  A formação do coração é capítulo indispensável, e a fé insubstituível nesse processo.  É o encontro com Deus em Cristo que suscita o amor, gera sabedoria enquanto força que faz perseverar, e abre o íntimo ao outro de tal modo que o amor do próximo, não seja uma imposição, mas, diz o Papa Bento XVI, “uma cconseqüência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor”.  É preciso refletir e proclamar aos corações que a excelência da doutora Zilda e seu legado vêm pela fé.

Colaboração: Dom Walmor Oliveira de Azevedo – arcebispo de Belo Horizonte

 

Muito se escreveu sobre Zilda Arns, médica missionária que perdeu sua vida no Haiti, onde se encontrava socorrendo crianças, quando o terremoto eclodiu.

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“Ela viveu a profissão de médica com verdadeiro espírito franciscano, colocando sua criatividade a serviço dos mais necessitados e dedicando-lhes a sua existência”. Assim Padre Fausto Beretta, comboniano que trabalhou com a Dra. Zilda Arns Neumann no Maranhão, recorda a atuação dela na Pastoral da Criança, no combate à mortalidade infantil, assistindo as mulheres grávidas. E muita gente a reconhece dessa maneira, pediatra em meio do povo mais pobre do Brasil, morta no dia 12 de janeiro de 2010 sob as ruínas do terremoto no Haiti.

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O selo em homenagem a Dra. Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, foi lançado no dia 31 de março, quarta-feira, em Maringá. O Lançamento aconteceu às 15 horas na sede da Pastoral da Criança, após a celebração da missa presidida pelo Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti.

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“Ela não se cansava nem desanimava diante dos imensos desafios para promover a saúde e a vida digna das crianças pobres e de suas mães”. Era o que diziam os cartazes com a foto de Zilda Arns Neumann, espalhados pelo auditório Franco Montoro, na Assembleia Legislativa, em São Paulo. No local, foi realizado um ato solene em homenagem a criadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa. 

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