“Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco...”

A oração à Nossa Senhora, mãe de Jesus, abre e fecha o meu dia. Agradeço a graça de ser mãe, de poder viver a felicidade de ter, criar e conviver com minha filha e meus dois filhos. Pensando em todos os meus dias de maternidade vejo que, ao lado de problemas, tristezas grandes, as alegrias foram e são muitas. Penso também que nas minhas tentativas, nos meus erros e acertos para tentar ser uma boa mãe, contei sempre com a ajuda de muitas pessoas. Portanto, sou uma mulher abençoada.

Mas penso nas muitas mulheres que não têm a sorte que eu tive e me sinto no dever de mulher e cristã de ajudá-las. A Pastoral da Criança me dá chance disso, pois trabalho com a área de educação e desenvolvimento da criança na família.

E tudo que estudo e observo nesse trabalho me dá a convicção de que ninguém dá conta de ser boa mãe sozinha ou quase sozinha. Mãe que é mãe precisa de outras mães, do pai da criança ou de quem faz esse papel na família, de outros parentes, amigos, vizinhos, da amiga ou amigo líder da Pastoral para poder dar conta de cuidar, proteger e educar seus filhos e filhas.

Para chamar a atenção para isso, temos no Guia do Líder, logo que o bebê nasce, dois indicadores apontando para a importância do apoio, que toda mãe deve receber.

Esse apoio é fundamental e vai ser necessário sempre, pois estamos aprendendo e nos desenvolvendo toda a vida e não só quando somos crianças e adolescentes. E só crescemos, aprendemos e nos desenvolvemos, desde bebê, porque temos outras pessoas em volta de nós.

Que nesse Dia das Mães possamos celebrar junto com as mães, com as quais convivemos, as alegrias, as vitórias, as dificuldades e problemas da maternidade com o sentimento de solidariedade, na responsabilidade de seres humanos e cristãos de amar, respeitar e apoiar nosso próximo. Márcia Mamede Assistente Técnica da Pastoral da Criança 


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