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 Foto: Anissa Thompson

O uso da internet atravessou fronteiras, penetrou nos diferentes meios sociais, diminuiu barreiras culturais e avançou muito rápido, modelando mudanças significativas no século XXI. Diferentes informações são disponibilizadas apenas com um clique, para que as pessoas tenham acesso livre e rápido. Lembramos a influência dos computadores, tablets, smartphones e tantos outros que estão à disposição das crianças e dos adolescentes, e enfatizamos os supostos benefícios que os aparelhos tecnológicos são capazes de proporcionar. As novas tecnologias apresentam muitas possibilidades inovadoras, criativas, permitindo viajar e ampliar o conhecimento sem sair de casa. Do ponto de vista da aprendizagem, incluem conceitos que, muitas vezes, nem poderiam ser ensinados sem elas.

Entretanto, com tantos avanços, muitas crianças ocupam seu tempo livre fechadas no quarto, atrás de uma tela de computador. O uso contínuo do celular e da internet vai transformando atitudes e as formas de relacionamento familiar, tornando a comunicação olhando nos olhos cada vez mais distante. Assim, a convivência com o meio virtual, precoce e em excesso, pode confundir os limites do cotidiano das crianças com a realidade em que vivem. 

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 Foto: Marcello Caldin

Por isso, os adultos precisam dar o exemplo e orientar, para que que não haja prejuízo à infância – como queda no rendimento escolar, hábitos sedentários, deficiência no sono e resistência para sair e dialogar com a família. Estes são alguns sinais de alerta e riscos para o desenvolvimento das crianças. É importante que os líderes da Pastoral da Criança, ao se deparar com essas situações durante as visitas, orientem as famílias e ajudem as crianças a utilizar as novas tecnologias, sem perder o interesse pelo brincar livremente.

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O ponto de partida deve ser o cuidado na orientação equilibrada e segura. É preciso que a família faça o acompanhamento e estabeleça critérios para usar as novas tecnologias, sem prejuízo para as crianças. Neste sentido, a convivência familiar é fundamental. Juntos, podemos recuperar a arte das brincadeiras livres, pois o brincar é uma necessidade para o desenvolvimento infantil.

Ir. Veroni Medeiros
Assistente técnica da área de desenvolvimento infantil na coordenação nacional da Pastoral da Criança

Este artigo está publicado na terceira edição da Revista Pastoral da Criança.

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