colesterol e pressao alta na infancia

Foto: Shooter Vik K

A hipertensão arterial, também chamada de pressão alta, é uma doença perigosa. Muitas vezes, quando os sintomas aparecem, já está instalada há muito tempo e comprometeu o funcionamento de vários órgãos. A má alimentação e o sedentarismo são as principais causas desse problema que afeta milhões de pessoas.

E essa doença não é exclusiva de adultos. Uma estimativa da Sociedade Brasileira de Cardiologia revela que mais de 3,5 milhões de crianças e adolescentes sofrem de pressão alta no Brasil. A enfermeira da coordenação nacional da Pastoral da Criança, Regina Reinaldin, esclarece algumas dúvidas sobre a pressão alta na infância. E abaixo, há mais informações sobre o colesterol.

Criança pode ter pressão alta?

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 Regina Reinaldin - Enfermeira da Pastoral da Criança

Infelizmente, hoje temos muitas crianças e adolescentes com a pressão alta. A explicação, na maior parte das vezes, está ligada ao estilo de vida que as crianças têm hoje em dia. Isso engloba os maus hábitos alimentares, o sedentarismo. Tudo isso vai levar à obesidade e às suas consequências, entre elas: a pressão alta.

Há alguns sintomas que podem fazer a mãe desconfiar que seu filho está desenvolvendo pressão alta?

A família deve ficar alerta e medir a pressão regularmente quando: a criança apresentar dor de cabeça, cansaço, tonturas, sangramento pelo nariz, dificuldade de visão e, principalmente, se ela estiver acima do peso.

E qual é o papel dos pais na prevenção da pressão alta nas crianças?

Os pais têm toda responsabilidade. Devem criar os bons hábitos nas crianças, aumentar as atividades físicas. A criança precisa ter um estilo de vida ativo: fazer uma atividade esportiva, ficar menos horas vendo televisão ou no computador, diminuir a ingestão de alimentos com gorduras saturadas. É muito importante ter em casa sempre uma comida saudável.

 

Leia a entrevista na íntegra: 1248 - Entrevista com Regina Reinaldin - Hipertensão (pressão alta) e colesterol na infância (.PDF)

 

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Programa de Rádio 1248 - 31/08/2015 - Hipertensão (pressão alta) e colesterol na infância

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colesterol na infancia

Foto: Bhutros Iac

Colesterol alto em crianças: pode isso?

Sim, isso pode acontecer. Vamos entender um pouco mais sobre o colesterol.

Existem dois tipos de colesterol. O popularmente conhecido como colesterol bom é o HDL (lipoproteína de alta densidade), que ajuda a limpar o nosso organismo, carregando o excesso do colesterol que “entope” o nosso corpo. O denominado colesterol ruim é o LDL (lipoproteína de baixa densidade). Este tem a capacidade de se acumular nos vasos e formar as placas de gordura. E quando estas placas se desprendem é muito perigoso, pois podem causar infarto ou derrame (AVC).

É importante saber que o colesterol tem duas fontes: uma é dos alimentos, e outra que o nosso próprio organismo produz. Então, se consumirmos em excesso alimentos com gordura, mais o que produzimos, poderemos ter um acúmulo exagerado, que é o colesterol alto.

Como saber se a criança está com colesterol alto?

Como saber se a criança está com colesterol alto?

O colesterol alto não causa nenhuma alteração perceptível na criança. Por isso, têm alguns fatores que servem de alerta, como: história de morte na família por infarto, sedentarismo, obesidade ou quem se alimenta com ingestão exagerada de gorduras saturadas (presentes em alimentos de origem animal e vegetal). Nestes casos, há mais chances de ter colesterol alto. Lembre-se que crianças magras também podem ter colesterol alto, pela herança genética.

O diagnóstico é bastante simples, com uma coleta de sangue para o exame do colesterol total.

Antes dos dois anos, já se pode estar atento, principalmente se tem história na família e/ou criança obesa. Nem sempre a obesidade é sinônimo de colesterol alto, mas, muitas vezes, esses dois fatores estão associados.

Como cuidar e prevenir

Como cuidar e prevenir

O aleitamento materno exclusivo até os seis meses protege a criança contra o excesso de colesterol. Após os seis meses, é importante cuidar com a introdução gradual e correta de alimentos.

Alimentação balanceada: aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes, que além de saudáveis, contêm muitas fibras, que impedem a absorção do colesterol; evitar alimentos como: frituras, carnes com gordura, frango com a pele, creme de leite, maionese, manteiga, bolachas e doces.

A prática de exercícios vai beneficiar sua saúde, principalmente com brincadeiras no sol, ao ar livre, nas quais a criança possa se movimentar bem. Seus ossos e músculos ficam mais fortes, diminui o risco de que tenha sobrepeso e obesidade, fica com mais apetite e também dorme melhor.

Desde o bebê bem pequeno, deve haver liberdade para ele se mover.

A partir dos 6 meses, mães e pais podem fazer “exercícios”, por exemplo, com as perninhas, bracinhos, virando o bebê, para estimular o desenvolvimento. Um cercado permite à criança observar o ambiente, brincar e se apoiar para ficar de pé.

A partir dos 10 meses, a criança deve ter espaço para engatinhar e depois começar a andar com apoio.

Para a criança de um a três anos, a atividade física deve ser ainda mais estimulada: entrar e sair de caixas de papelão, subir e descer de obstáculos pequenos, andar, passear pela comunidade.

No período pré-escolar, de quatro a sete anos, são atividades indicadas: andar, correr, pular, subir, nadar. Isso pode ser feito também através de jogos que visam aperfeiçoar a coordenação motora e as brincadeiras ao ar livre.

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