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Foto: Studio Cl Art

As crianças que você conhece costumam fazer atividades físicas e se alimentar de maneira saudável? Elas brincam, correm e gastam energia durante o dia? Ou ficam a maior parte do tempo ocupadas com computador, videogame, televisão ou outras atividades mais paradas?

Se sua resposta ficou inclinada para a última opção, você pode ser um observador de uma das causas do aumento do número de crianças e adolescentes que sofrem de pressão alta ou alterações nos índices de colesterol (às vezes, as duas situações). O sedentarismo (caracterizado por esta falta de atividade física na rotina) e a alimentação não adequada (cada vez mais rica em gordura, sal e açúcar) são apontados como os principais motivos deste crescimento.

Para o padre Luiz Carlos Palhares, que participou de capacitação em Curitiba para ajudar a Pastoral da Criança na Diocese de Apucarana, no Paraná, como padre assessor, isso tem a ver com uma questão cultural. Ele chama a atenção para as pesquisas que mostram que mais da metade da população brasileira está com excesso de peso – o que acarreta em mais riscos para outros problemas de saúde. “Às vezes, a criança come muito e se exercita pouco porque os pais também fazem isso. Se o pai está obeso, é natural que ele olhe uma criança normal como muito magra. Na paróquia, volta e meia dizem que estou 'magrelo', mas eu estou no padrão”, conta.

Saúde não é apenas uma questão estética

Mas sabe aquela história de que todo magro tem boa saúde? Pois então, isso não é verdade. Observar apenas a aparência de uma pessoa – seja adulto ou criança – não é suficiente para dizer se ela está saudável ou precisando de algum tratamento. Para isso, existem diversos exames. Entre eles, está a avaliação dos índices de colesterol e pressão arterial.

Diversos coordenadores da Pastoral da Criança apontam que é difícil identificar casos relacionadoos a estas questões entre as crianças acompanhadas. Mas isso não quer dizer que não existam. “Ficamos sabendo quando as mães comentam na Celebração da Vida, por exemplo. Mas para termos essa informação, precisamos que na unidade de saúde sejam solicitados e realizados os exames”, diz padre Luiz Carlos.

Dra. Zilda

“Os serviços de saúde devem favorecer o acesso, ter boa qualidade e atender de forma humanizada, com carinho, respeito e dignidade”.

Papa Francisco

“A fé não nos tira do mundo, mas nos insere mais profundamente nele. Na realidade, a cada um de nós cabe um papel especial na preparação da vinda do Reino de Deus ao nosso mundo”.

O que a Pastoral da Criança pode fazer?

Diante disso, como os líderes da Pastoral da Criança podem contribuir? Primeiramente, observando como é a rotina da criança (alimentação, brincadeiras, tempo livre, etc.). Lembrando também de sempre perguntar para a família sobre os exames que a criança já fez através do serviço de saúde local. E, ainda, de vez em quando, conversando com os profissionais de saúde que atendem nas unidades mais próximas da comunidade. Essa conversa pode ajudar a perceber se há a prática de realizar estes exames importantes e se os resultados revelam muitos exemplos de colesterol alterado ou pressão alta naquela região. Mesmo que sejam mais frequentes os casos em adultos, é importante dar atenção à questão. Afinal, isso acaba afetando toda a família e a prevenção deve começar cedo.

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