criana correndo Nguyen ThaoCriança é tudo de bom, não é? Gostam de brincar, de pular, enfim, adoram gastar energia. Mas e quando a agitação é excessiva? Muitos pais e professores se preocupam e começam a pensar que a criança é hiperativa. Como saber se uma criança é hiperativa de verdade ou é apenas agitada? O que fazer quando uma criança é hiperativa? Há muitas crianças que não são hiperativas e estão sendo medicadas. O que fazer, então?

Hoje, segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 4% dos adultos e 8% das crianças sofrem de um transtorno conhecido como Hiperatividade ou Déficit de Atenção. A hiperatividade pode ocorrer em diferentes graus de intensidade, com sintomas variando entre leves a graves. Dependendo da gravidade destes sintomas, a hiperatividade pode comprometer o desenvolvimento integral da criança. É muito importante identificar as causas da hiperatividade de forma correta, para que não aconteça da criança receber tratamentos inadequados.

Cada criança é única e seu desenvolvimento depende dos estímulos recebidos. Remédios só devem ser usados depois de um diagnóstico seguro e sempre com orientação médica.

Irmã Veroni

Irmã Veroni Medeiros

"A família precisa estar atenta ao desenvolvimento da criança e acompanhar o processo escolar", lembra Ir. Veroni.

Correr, pular e brincar são comportamentos comuns das crianças. Mas, às vezes, esses comportamentos excedem um pouco o limite e nos perguntamos se isso é normal. Hoje, segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 4% dos adultos e 8% das crianças sofrem de um transtorno conhecido como hiperatividade ou déficit de atenção. A entrevista abaixo busca esclarecer este tema, a partir da assessora técnica da área de desenvolvimento infantil da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança, Ir. Veroni Medeiros.

O que é a hiperatividade? Como é a vida de uma criança com este transtorno?

O que caracteriza este transtorno está relacionado a uma alteração dos padrões de funcionamento cerebral, é a criança que não consegue parar. Este transtorno de déficit de atenção fica mais evidente quando a criança vai para a escola, porque é quando aparecem os primeiros sinais de que ela precisa de maior concentração. Em geral, é uma criança que não dorme bem e acorda com as baterias ligadas. Não escuta as solicitações feitas pelos pais, pelos professores, ou pelos irmãos, porque ela quer fazer tudo ao mesmo tempo. Uma criança hiperativa não gosta de brincadeiras ou de jogos que tenham regras, ela não consegue respeitar as delimitações das brincadeiras. É uma criança que não para, é muito dispersa. Ela levanta, corre, pula, salta, está sempre em movimento.

Como distinguir uma criança hiperativa de uma criança que é simplesmente muito ativa?

Como a Pastoral da Criança faz

Como lidar com a hiperatividade na comunidade

Uma criança que é ativa quer saber as coisas, quer conhecer, concentra sua atenção no que está fazendo, pergunta, partilha com os colegas, cumpre as regras combinadas e tem uma capacidade de invenção. Ela gosta de brincar no grupo, ao contrário de uma criança que é hiperativa, que normalmente brinca sozinha, corre de um lugar para o outro, ela não consegue escutar as combinações, não para quieta. Tem um funcionamento cerebral que não está em harmonia.

Qual é o profissional que cuida da hiperatividade ou déficit de atenção? Onde é possível buscar ajuda?

Dependendo do caso, pode ser um psicólogo que vai resolver a questão, um psiquiatra, ou até mesmo um neurologista. A família precisa estar atenta ao desenvolvimento da criança e acompanhar o processo escolar. A escola normalmente tem um processo de reuniões, de encontros, e a participação das famílias nestes momentos da escola é muito significativa. A escola já sabe quem são os especialistas da área e quem são as pessoas que poderiam contribuir com a família.

Leia na íntegra: 1219 - Entrevista com Ir. Veroni Medeiros - Hiperatividade ou Déficit de atenção (.PDF)

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança. Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
Programa de Rádio 1219 - 09/02/2015 - Crianças hiperativas/medicação/normalidade
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