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Alergia alimentar é uma resposta exagerada e indesejável do organismo a determinada substância presente nos alimentos. Estima-se que as reações alimentares de causas alérgicas acometam 6-8% das crianças com menos de 3 anos de idade e 2-3% dos adultos.

Estudos indicam que de 50 a 70% dos pacientes com alergia alimentar possuem história familiar de alergia. Se o pai e a mãe apresentam alergia, a probabilidade de terem filhos alérgicos é de 75%.

Como tratar a alergia alimentar?

Uma vez diagnosticada pelo médico, são utilizados medicamentos específicos para o tratamento dos sintomas (crise). É muito importante que os pais e familiares das crianças diagnosticadas com alguma alergia alimentar recebam orientações de profissionais da área da saúde (nutricionistas ou médicos) para que seja feita a substituição adequada do alimento que causa a alergia, por outro alimento que possua os mesmos nutrientes, a fim de evitar as carências nutricionais.

O paciente ou responsável deve estar sempre atento verificando o rótulo dos alimentos industrializados, buscando identificar nomes relacionados ao alimento que lhe desencadeou a alergia. Por exemplo, a presença de manteiga, soro, lactoalbumina ou caseinato apontam para a presença de leite de vaca.

O paciente que apresenta reação a determinado alimento poderá um dia voltar a ingeri-lo. 
Aproximadamente 85% das crianças perdem a sensibilidade à maioria dos alimentos (ovos, leite de vaca, trigo e soja) que lhes provoca alergia alimentar entre os 3 e 5 anos de idade. Contudo, sensibilidade ao amendoim, nozes, peixe e camarão raramente desaparece.

Existe algum meio de prevenir a alergia alimentar?

O estímulo ao aleitamento materno no primeiro ano de vida é fundamental, justamente porque o leite materno, por ser o primeiro alimento que recebemos, é o responsável em nos abastecer com células de defesa (anticorpos). A correta introdução dos alimentos na refeição da criança após os seis meses de idade também é fundamental: a introdução dos alimentos que podem causar alergia, como ovo e peixe, também pode ser realizada a partir do sexto mês de vida mesmo em crianças com história familiar de atopia (doença alérgica). Os estudos que avaliaram os benefícios dessa introdução, e não tardia, observaram menor risco de desenvolvimento futuro de alergias (Manual de Orientação – Departamento de Nutrologia da SBP, 2012).

Todavia, para a Sociedade Francesa, alimentos com forte potencial alérgico, como é o caso do kiwi, do aipo, dos crustáceos e do amendoim, só devem ser introduzidos depois do primeiro ano de vida (Acta Pediátrica Portuguesa, 2012).

Recomenda-se o leite de vaca após 1 ano de idade, alimentos industrializados (corantes) somente após os 2 anos de idade.

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