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Foto: Marcello Caldin

O leite materno é o alimento mais importante para o bebê até dois anos ou mais. Por isso, foi criada a Semana Mundial da Amamentação. O objetivo da campanha deste ano é incentivar o aleitamento materno como chave para a sustentabilidade, fazendo referência também aos 17 objetivos elencados pela ONU para os próximos 15 anos e assumidos por diversos países, incluindo o Brasil.

Para entender ainda mais sobre a importância do aleitamento materno, a Pastoral da Criança entrevistou a Dra. Luciana Herrero, médica pediatra e consultora internacional de aleitamento materno.

Neste ano, a Semana Mundial de Amamentação trata da sustentabilidade. Como relacionar o aleitamento materno e o desenvolvimento sustentável?

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Luciana Herrero

O aleitamento materno tem tudo a ver com a sustentabilidade. Quando a gente fala em sustentabilidade, esse nome parece estranho, não é? Às vezes, é difícil, mas, nada mais é do que a preservação do nosso planeta, das relações entre as pessoas. E o aleitamento materno tem tudo a ver com isso. Quando uma mãe amamenta seu filho, ela deixa de criar uma pegada negativa no planeta. Ela favorece que o planeta tenha mais reservas. Por exemplo, quando uma mãe amamenta, ela não usa nem a mamadeira, nem as latas de leite, está favorecendo a ecologia. Olha aí que legal: amamentar é um ato ecológico.

Como resistir à pressão para o desmame?

Quando o bebê faz seis meses, quase todo mundo, às vezes até parentes e amigos, olham feio para a mãe que ainda está amamentando e falam: “Ainda tá amamentando? Nossa! Já tem dente”. As pessoas fazem uma pressão emocional e psíquica em cima da gente. Para a gente ter certeza que está fazendo certo e amamentar prolongadamente, amamentar até dois, três anos, nada melhor do que acreditar no que está fazendo. Quando a gente escuta uma pessoa da Pastoral da Criança, um líder que vem dar uma orientação para uma grávida já desde a gestação, já vai trabalhando a cabeça dessa mulher, para ela ter a confiança nela mesma e na importância do leite materno. Quando essas pressões vêm de fora, essa mulher tem força para combater ou para ignorar. Simplesmente “entrar por um ouvido e sair pelo outro”, porque ela tem, dentro dela, a autoconfiança e a segurança que ela está fazendo o melhor.

Qual é o impacto do aleitamento materno prolongado, isso é, até dois anos ou mais, para as futuras gerações?

A amamentação prolongada é uma amamentação feita com amor e respeito. Ela cria, possibilita, dá condições para que aquele ser que está nascendo seja abençoado com o amor daquela mãe e os nutrientes necessários. Isso cria seres humanos com potenciais diferenciados, seres humanos ainda mais capazes, que vão criar civilizações mais respeitosas. Então, quando a gente amamenta com amor por uma criança, por maior tempo possível, a gente cria uma civilização, a gente cria um homem que sabe respeitar e valoriza mais a sua família, mais a sua religião, mais o seu planeta. Então, é muito importante a gente estar construindo um futuro melhor.

Leia a entrevista na íntegra: 1296 - Entrevista com Dra. Luciana Herrero - Semana Mundial de Amamentação (.PDF)

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança. Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
Programa de Rádio 1296 - 01/08/2016 - Semana Mundial de Amamentação
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