O bom estado nutricional da criança pressupõe o atendimento das necessidades humanas básicas, que incluem não apenas a disponibilidade de alimentos, mas também a variedade da dieta, condições salubres de moradia, acesso à educação e a serviços de saúde, entre outras. Quando alguma dessas necessidades não é atendida adequadamente, pode ocorrer a desnutrição.

No passado, a desnutrição era um dos principais problemas de saúde pública no Brasil. Nas últimas décadas, houve declínio dos casos de desnutrição em todo o país. Esse fato pode ser atribuído ao aumento da escolaridade materna, à expansão do sistema de saúde, melhoria no saneamento básico e do poder aquisitivo das famílias.

É importante lembrar que a desnutrição pode começar já na gestação, sendo caracterizada pelo baixo peso ao nascimento. Ela também pode ser causada pelo desmame precoce, alimentação pobre em nutrientes como proteínas, vitaminas e minerais, higiene precária na preparação dos alimentos e repetidas infecções, em particular doenças diarreicas e parasitoses intestinais.

Nos primeiros anos de vida, a criança tem mais risco de ficar desnutrida devido ao crescimento rápido e a maior necessidade de nutrientes. Por este motivo, é muito importante fazer o acompanhamento do peso e da altura da criança, para identificar aquelas que estão em risco nutricional, e promover a recuperação do seu estado de saúde.

A Pastoral da Criança atua na prevenção e no combate da desnutrição infantil acompanhando crianças desde o ventre materno até os seis anos de idade, em especial nos primeiros mil dias de vida (gestação e os dois primeiros anos da criança). Os líderes da Pastoral da Criança levam informações sobre aleitamento materno, alimentação saudável, hortas caseiras, vacinas, cuidados com a criança e serviço de saúde para todas as famílias acompanhadas. A entidade faz ainda o acompanhamento nutricional das crianças por meio das medidas de peso e altura e orienta as famílias de acordo com o estado nutricional encontrado. Em casos graves, há o encaminhamento imediato ao serviço de saúde.

Caroline Dalabona - Nutricionista da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança.

Fonte: Monteiro, CA. A dimensão da pobreza, da desnutrição e da fome no Brasil. 2003.
Monteiro, CA et al. Causas do declínio da desnutrição infantil no Brasil, 1996-2007. Rev. Saúde Pública. 2009, vol.43, n.1, pp. 35-43.

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Crianças que apresentam crescimento deficiente, perda de peso ou estão sempre com alguma doença infecciosa, como diarreia e doenças respiratórias, podem estar ficando desnutridas e precisam de muita atenção e cuidados.

A desnutrição pode começar na gestação, levando a criança a nascer com baixo peso ou prematura. Ela também pode ser causada pela interrupção do aleitamento materno exclusivo antes dos seis meses, por falta de uma alimentação saudável na infância e por condições precárias de higiene.

A desnutrição acontece:

  • porque a criança não está consumindo alimentos que contêm nutrientes importantes para a saúde, como proteínas, vitaminas e sais minerais;
  • porque a criança está com alguma doença, que pode ser uma simples verminose ou algo mais grave, como dificuldade de absorver os alimentos, problema no coração, entre outros.

Quando a desnutrição não é tratada pode se tornar mais grave, e a criança pode até morrer.

Nos primeiros anos de vida a criança tem mais chance de ficar desnutrida, porque cresce muito rápido e tem necessidade de se alimentar bem. Por isso é muito importante fazer o acompanhamento do peso e da altura da criança, para identificar aquelas que estão em risco nutricional e promover a recuperação do seu estado de saúde.

Prevenindo a desnutrição

  • O aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida é extremamente importante.
  • Introduzir uma alimentação complementar adequada após os seis meses.
  • Continuar a amamentação até os dois anos ou mais, junto com outros alimentos saudáveis.

Estas orientações foram retiradas do Guia do Líder (.PDF)

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