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Mais de 300 mil mortos e milhares de feridos: este foi o balanço do terremoto que devastou o Haiti em 12 de janeiro de 2010. Entre as vítimas, estava a Dra. Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança. Ela morreu enquanto fazia o que mais amava, ou seja, compartilhar conhecimentos para defender a vida.

Em seu trabalho, sempre aliou a ciência à cultura popular; valorizou o papel da mulher pobre na transformação social; mobilizou a todos, pobres e ricos, analfabetos e doutores, na busca da vida plena para todos.

Dizia Dra. Zilda: “Quando vejo, depois de anos de intenso trabalho, como a Pastoral da Criança se expandiu, como formou uma rede de solidariedade, como formou uma verdadeira família, acredito sempre mais no amor de Deus por nós, em sua sabedoria e graça ao conduzir tão bem a Pastoral da Criança!”.

“Ela marcou a história de todos nós que convivemos com ela, especialmente pela forma de agir que tinha conosco, no dia-a-dia do trabalho e nas ações que fazíamos pelo país a fora. E também em relação à comunidade, a sociedade em geral, ao Governo, tanto na esfera federal, estadual, como municipal”, afirmou o gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança, Clóvis Boufleur.

Dra. Zilda tinha uma forma de se relacionar que cativava as pessoas com seu carisma, sua confiança e esperança de melhorias para as pessoas mais necessitadas, explicou o gestor. “Lembramos muito dela nas ações da Pastoral da Criança, na luta contra a mortalidade infantil, a desnutrição no Brasil. Ela marcou a história desse país com essa ação que iniciou a 30 anos atrás.”

“Gostaria de destacar nestes três anos de sua morte a maneira como ela se relacionava com todas as pessoas, tanto as da Pastoral da Criança, como também as pessoas da sociedade em geral. Ela despertava nelas a esperança. Era uma liderança no país e nós sentimos sua ausência e também a de lideranças fortes sociais no Brasil hoje,” ressaltou Clóvis.

Dra. Zilda Arns era médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, fundada por ela em 1983, a pedido da CNBB, em parceria com Dom Geraldo Majela Agnello, na época, Arcebispo de Londrina.

Fonte: Canção Nova Notícias Online – 12/01/2013