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Vídeos sobre o falecimento da Dra. Zilda

 

TRIBUNA DA MASSA (2ºED.) (PR) • REPORTAGEM • 16/1/2010 • 12:30:00 • SBT

 

 

A morte da doutora Zilda Arns causou grande comoção no Paraná, no Brasil e até no Exterior. Ontem, no velório da médica e fundadora da Pastoral da Criança, diversos políticos estiveram prestando as últimas homenagens à guerreira.

Repórter: Fabiano Falkembach

 

Entrevistados:

-Lula, presidente do Brasil;

-Roberto Requião, governador do Estado;

 

 

 

 

PARANÁ TV 1a EDIÇÃO (PR) • AO VIVO • 16/1/2010 • 12:00:00 • GLOBO

 

 

 

 

 

O Paraná se despede hoje da médica e criadora da Pastoral da Criança, a doutora Zilda Arns. Várias pessoas querem se despedir e dar o último adeus a médica que realizou um trabalho silencioso, porém de fundamental importância.

Ao vivo, a repórter Dulcinéia Novaes está no local do velório e conversa com a sobrinha Caroline Arns.

O presidente Lula esteve ontem no Palácio das Araucárias e ressalta a importância do trabalho da médica pelo país afora.

Repórter: Sandro Dalpícolo

 

 

 

 

MEU PARANÁ  (PR) • ESPECIAL • 16/1/2010 • 11:45:00 • GLOBO

 

 

 

O meu Paraná de hoje (16-03) é dedicado a médica sanitarista Zilda Arns um das vitimas do terremoto no Haiti. A doutora Zilda morreu aos 75 anos trabalhando. Ela estava no país mais pobre da América para divulgar as ações da Pastoral da Criança que já atua em 20 países. Esse era apenas mais um capitulo de uma vida inteira dedica ao combate da pobreza, miséria e desnutrição infantil. 

 

Entrevistado: 

Nelson Arns – filho de Zilda Arns 

Zilda Arns – criadora da Patoral da Criança 

Dom Geraldo Majella - Arcebispo Primaz do Brasil 

Terezinha Tomazi - coordenadora da Pastoral em São Paulo 

Ver Lúcia Altoe – coordenadora nacional da Pastoral 

Célia Rodrigues – coordenadora da Pastoral na Bolívia 

Maria Ceiça - voluntária da Pastoral

 

 

JORNAL DA GLOBO (SP) • REPORTAGEM • 13/1/2010 • 23:00:00 • GLOBO

 

 

  

Uma das vítimas do terremoto no Haiti foi a médica Zilda Arns. Ela é fundadora da Pastoral da Criança e levou esse trabalho para quatro mil cidades brasileiras e em 20 países.

Ela teve cinco filhos, mas milhões de crianças devem a vida ao trabalho da Pastoral. Zilda Arns era pediatra, sanitarista e muito religiosa. Católica, morreu em uma igreja. Fazia uma palestra para 150 pessoas, quando foi atingida pelos escombros. A notícia da morte levou muitos amigos e voluntários, até a sede da pastoral onde ela trabalhava, em Curitiba. 

As atividades na Pastoral vinham acontecendo normalmente, mas a maioria dos funcionários estava de férias. Eles foram chegando assim que souberam da tragédia na manhã desta quarta-feira. 

As imagens mostram a sala onde trabalhava Dona Zilda: um escritório modesto, onde esteve pela última vez na sexta-feira, para pegar o passaporte, e a passagem para o Haiti. 

Nas prateleiras, recordações das viagens. São tantas que os assessores nem sabem por quantos países a médica andou. Para o Haiti era a segunda viagem. 

O filho de dona Zilda, que também é médico e um dos coordenadores da Pastoral, lembou que a mãe ainda trabalhava muito, aos 75 anos, e tinha outras oito viagens internacionais marcadas para 2010. 

“Fazia planos de ir a diversos países ainda e implantar a Pastoral da Criança onde fosse necessário”, disse Nélson Arns. 

O trabalho trouxe inúmeras premiações nacionais, 19 prêmios internacionais e uma indicação ao Nobel da Paz. O governo do Paraná decretou luto oficial por três dias. 

Em Forquilhinha, interior de Santa Catarina, onde ela nasceu, moram três irmãs de Zilda Arns. A fé ajuda a amenizar o sofrimento. 

“Você foi a belezinha que tanto amava as crianças”, afirmou a irmã Hilda Arns. 

Era para aos pobres que Zilda Arns mais se dedicava, onde quer que eles estivessem, ela sempre dizia: 

“A Pastoral da Criança ela constrói a paz através do trabalho comunitário, começando pela criança, família. Eu creio que o caminho para o mundo é esse“, declarou em certa ocasião Dona Zilda. 

Na catedral da Sé, em São Paulo, uma missa homenageou as vítimas no Haiti e uma foto de Zilda Arns foi levada para o altar. 

Ela era irmã do cardeal emérito de São Paulo Dom Paulo Evaristo Arns. Foi a com ajuda da Igreja Católica que o trabalho dos voluntários se espalhou pelo Brasil e deixou frutos. 

Na sede da Pastoral, a mais fiel assistente da doutora Zilda na Pastoral diz que o trabalho não vai parar. 

”Eu acredito que todos nós temos muita fé e coragem pra continuar esse trabalho, porque assim ela fez. Estamos aqui para continuar”, declarou a voluntária Maria Ceiça.

Repórter: Ana Zimmerman