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Educação não violenta: como educar sem ser autoritário

Detalhes
Última Atualização: 17/07/2026

A criação de um filho exige muito mais do que cuidados físicos. É um desafio que demanda equilíbrio emocional, paciência e dedicação diária. Afinal, a criança está em constante aprendizado: descobrindo o mundo, formando sua personalidade, desenvolvendo suas preferências e aprendendo a expressar seus sentimentos.

As reações da criança, como choro, birras ou momentos de resistência, nem sempre são sinais de desobediência, mas formas de comunicar emoções que ela ainda não sabe expressar de outra maneira, até porque não se cobra algo de um adulto para uma criança que está conhecendo o mundo.

O que a educação não violenta propõe?

A Educação Não Violenta propõe justamente esse olhar mais atento e respeitoso. Nesta abordagem, tanto os pais quanto os filhos aprendem sobre limites, respeito e diálogo. As barreiras na comunicação são reduzidas porque cada um compreende melhor seu papel: o adulto como guia e responsável pelo cuidado, e a criança como um ser em desenvolvimento, que ainda está aprendendo a lidar com suas emoções e com o mundo ao seu redor.

Estudos mostram que crianças educadas em ambientes acolhedores, com diálogo e afeto, apresentam melhor desenvolvimento emocional, maior capacidade de resolver conflitos e relações familiares mais saudáveis.

Entrevista com especialista

Neste conteúdo, conversamos com Maya Eigenmann, neuropedagoga, especialista em educação positiva e escritora. Maya explica o que é educação não-violenta, os desafios na hora de educar uma criança e como os responsáveis podem lidar com isso da melhor forma.

Você pode acompanhar o conteúdo completo abaixo ou ouvir a entrevista no player de áudio desta página.

Neste conteúdo, você vai encontrar:

  • O que é educação não violenta e como colocá-la em prática no dia a dia?
  • Além da violência física, quais são as outras formas de educação violenta que devemos evitar?
  • Como ensinar sem gritar ou punir?
  • O que fazer quando a criança responde de forma desrespeitosa?
  • Maya, como estabelecer limites sem ser autoritário?
  • A educação não violenta cria filhos mimados? Os pais podem dizer “não” aos filhos?
  • Como os pais podem trabalhar neles mesmos a paciência e o afeto para criar um ambiente de harmonia na criação dos filhos?
  • Quais são algumas dicas para educar bem?

 

Maya Eigenmannt

Entrevista com Maya Eigenmann, neuropedagoga, especialista em educação positiva e escritora.

Maya, o que é educação não violenta e como colocá-la em prática no dia a dia?

MAYA:

A educação não violenta, a educação positiva, é uma educação que visa o tratamento digno da criança e o atendimento de todas as suas necessidades emocionais, físicas, psicológicas. Então, nós não fazemos nenhum uso de abordagens que machuquem a criança, seja ela fisicamente, emocionalmente ou psicologicamente. Nós cuidamos sim de sustentar limites, sempre que necessários, mas não fazemos isso de forma rude, de forma
brusca. E a forma que a gente coloca em prática no dia a dia, vem, antes de mais nada, com um compromisso pela integridade da criança e do adolescente.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1816 - 13/07/2026 - Educação Não Violenta

 

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Além da violência física, quais são as outras formas de educação violenta que devemos evitar?

MAYA:

A educação não violenta, educação respeitosa, ela também é contra qualquer tipo de violência emocional. As chantagens emocionais, “dar gelo” na criança, sabe? Quando ela faz algo que tem um comportamento que não é adequado, aí a gente fica ignorando a criança, “dando gelo”, sabe? As pessoas acham que vão ensinar a criança a não se comportar mais daquela forma, mas, na verdade, a gente está simplesmente ensinando que, quando as coisas estão difíceis, a gente está abandonando a nossa criança. Então, exemplos como essa chantagem, também entram no que a gente chama de violência emocional e devem ser evitadas.

Como ensinar sem gritar ou punir?

MAYA:

Na verdade, é absolutamente possível ensinar sem nenhum desses recursos, sendo respeitoso, tendo amorosidade, paciência, muita conexão. Mas muitos adultos não têm paciência, querem a solução rápida e a solução rápida é essa, a violenta, porque quando você grita, a criança fica assustada e para de fazer alguma coisa. O problema é que ela faz isso a um custo altíssimo. Sem contar que está colocando em xeque essa relação que deveria ser uma relação de segurança entre o adulto e a criança.

O que fazer quando a criança responde de forma desrespeitosa?

MAYA:

O que precisamos entender é que a criança, quando tem um comportamento desrespeitoso, ela está fazendo duas coisas. A primeira é espelhando o que ela recebe. Então, provavelmente os adultos na vida dela, não estou falando só de pais, podem ser professores, parentes, enfim, se comunicam assim. A segunda, é que ela aprendeu que está tudo bem falar de forma desrespeitosa na hora que ela quer colocar um limite nos adultos. Isso também acontece porque adultos são extremamente invasivos. Ela não vai saber fazer isso de forma respeitosa, então ela vai falar de forma desrespeitosa, porque é isso que ela aprendeu nas relações. Por isso que eu digo: o que precisa acontecer é uma mudança sistemática nos adultos. Nós precisamos mudar primeiro, nós precisamos ser adultos melhores, dignos de sermos imitados pelos nossos filhos.

Maya, como estabelecer limites sem ser autoritário?

MAYA:
Na verdade, nós nos tornamos autoritários em colocar limites, porque nós temos a impressão de que a criança deveria nos escutar na primeira vez que a gente fala. E aí, quando isso não funciona, a gente já parte para o autoritarismo, para grosseria, para estupidez. Então, na verdade, colocar limites não é difícil. É só a gente sustentar aquele limite.

Por exemplo, a criança que quer o pirulito antes do almoço. Eu posso colocar esse limite e falar assim: “amor, não posso te dar, não vou te dar esse pirulito, porque é um excesso de açúcar antes do almoço”.

Agora, essa criança pode e tem o direito de não gostar desse limite. Ela não tem que ficar feliz. Ela não tem cérebro maduro para entender valor nutritivo, o que tem que ser comido antes, o que tem que ser comido depois. Isso não é responsabilidade dela, essa é a responsabilidade dos adultos. Então, ela tem todo o direito de reagir, seja lá como for.

Só que nós, adultos, ficamos ofendidos com essa reação, porque a gente acha que a criança deveria ficar feliz. E aí a criança vai ter a reação que ela tiver e eu não preciso desistir desse limite, e muito menos preciso partir para a grosseria pelo fato da criança não ter gostado do limite.

Ela pode não gostar, e eu vou acolher a reação dela: “eu vejo que você está triste, eu vejo que você queria muito esse pirulito”. E essa criança vai se expressar, vai ficar chateada, e eu não vou ceder, porque é uma questão de saúde, que é a minha responsabilidade.

Em resumo, eu posso sustentar o limite com justiça e gentileza.

A educação não violenta cria filhos mimados? Os pais podem dizer “não” aos filhos?

MAYA:

Claro que podemos dizer não. E quando nós colocamos limites com respeito, sem autoritarismo, sem grosseria, sem palavras violentas, os nossos filhos aprendem a atravessar a frustração diante de um não que nós damos.

E a responsabilidade emocional dos adultos é apoiar a criança a atravessar os desafios emocionais que ela enfrenta, inclusive quando somos nós que causamos o desafio emocional ao dizer um não. Então, nós não precisamos ter medo de dizer “não”.

Embora, quero abrir um parênteses, sobre como nós dizemos “não” com muito mais facilidade do que dizermos “sim”. Nós somos, geralmente, adultos que dizem muito “não”, colocam muito limite, mas que também precisam aprender a ser mais flexíveis.

Então, sim, podemos dizer “não”. Quando fazemos isso com respeito, nossos filhos se tornam não mimados e, sim, muito resilientes.

Como os pais podem trabalhar neles mesmos a paciência e o afeto para criar um ambiente de harmonia na criação dos filhos?

MAYA:

Primeiro é o autoconhecimento. Realmente compreender a própria história, perceber como as violências que se viveu na própria infância continuam respingando em outras pessoas, inclusive nos nossos próprios filhos, e que é nossa responsabilidade agora cuidar dessas feridas.

O segundo ponto é estudar. A gente muitas vezes se baseia no achismo para educar, isso é muito arriscado. É necessário estudar, inclusive indico a leitura dos meus livros, eu tenho quatro livros sobre educação positiva que apoiam adultos nessa busca de uma educação mais respeitosa.

Quais são algumas dicas para educar bem?

MAYA:
Uma frase que eu quero deixar para todos aqui, encerrando essa entrevista, é o título do meu primeiro livro: “A raiva não educa, a calma educa”. Não quer dizer que nós não vamos sentir raiva na hora de educar de vez em quando. Isso não é sobre não sentir, mas entender que, na hora da raiva, nós não vamos conseguir falar decentemente.
A maioria de nós, na hora da raiva, fica ríspido, grosseiro, desrespeitoso. Então, se você está com muita raiva da tua criança, do teu adolescente, dá um passo para trás, vai se acalmar de novo e depois que você estiver em um estado emocional mais regulado, aí sim você volta e educa a tua criança.

Leia a entrevista na íntegra

1816 - 13/07/2026 - Educação Não Violenta

 

3º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

3º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Saúde e bem-estar”

Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

4º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

4º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Educação de qualidade”.

Garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos

Dra. Zilda

“Em um lar sem brigas, as crianças crescem mais seguras, mais felizes e os adultos e sentem mais apoiados e confiantes no futuro”.

Papa Leão XIV

“O futuro exige que aprendamos a colaborar mais, a crescer juntos”.

Criança Educação

Gravidez de alto risco: cuidados necessários

Detalhes
Última Atualização: 20/07/2026
Crédito: Magnific

A gravidez de alto risco pode estar relacionada a diferentes fatores, como a saúde da gestante, a idade ou condições que surgem durante a gestação.

Problemas como pressão alta, diabetes, doenças cardíacas, doenças renais ou outras condições de saúde preexistentes podem exigir um acompanhamento mais cuidadoso.

Além disso, segundo o Ministério da Saúde, gestações em adolescentes e em mulheres com mais de 35 anos também merecem atenção especial, pois apresentam maior probabilidade de intercorrências e podem necessitar de um acompanhamento diferenciado.

Por isso, algumas gestantes precisam realizar consultas e exames com maior frequência do que outras. O objetivo é prevenir complicações, identificar e oferecer o tratamento necessário no momento certo e proporcionar mais segurança para a mãe e o bebê durante toda a gestação, no parto e também após o nascimento.

Para entender mais sobre a gravidez de alto risco, acompanhe a entrevista com a médica pediatra Ana Lea Clementino, integrante da equipe técnica da Pastoral da Criança.

Você pode ler o conteúdo completo abaixo ou ouvir a entrevista no player de áudio desta página.

Neste conteúdo, você vai encontrar:

  • O que é considerado uma gravidez de alto risco?

  • Quais sinais a gestante de alto risco deve ficar atenta?

  • O que muda no pré-natal em uma gestação de alto risco?

  • Quais são os principais cuidados na gravidez de alto risco?

  • Como a mulher pode ajudar a prevenir uma gestação de alto risco antes mesmo de engravidar?

  • Qual é a importância de tomar ácido fólico antes de engravidar?

  • Como a idade da mãe influencia na gravidez?

  • Por que é importante cuidar da saúde mental na gravidez de alto risco?

(Dra. Ana Lea Clementino)

Entrevista com Dra. Ana Lea Clementino, médica pediatra, integrante da equipe técnica e líder da Pastoral da Criança em Londrina, Paraná.

O que é considerado uma gravidez de alto risco?

DRA. ANA LEA:

A gravidez é considerada de alto risco quando existe uma maior chance de complicações para a mãe, para o bebê ou para ambos. Isso pode acontecer por condições em que a mulher já tinha antes de engravidar, como hipertensão, diabetes, doenças cardíacas ou doenças renais ou por situações que surgem durante a própria gestação como pressão alta, diabetes gestacional ou alterações no crescimento do bebê. Também merece atenção as gestantes muito jovens, geralmente abaixo de 15 anos e as mulheres com idade mais avançada, consideradas aquelas acima de 35 anos. É importante lembrar que uma gestação de alto risco não significa que algo ruim vai acontecer, mas sim que essa mãe precisa de um acompanhamento mais próximo para identificar e tratar qualquer problema o mais cedo possível.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1817 - 20/07/2026 - Gravidez de alto risco

 

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Dra. Ana Lea, a que sinais a gestante de alto risco deve ficar atenta?

DRA. ANA LEA:

Toda gestante deve procurar atendimento imediatamente se apresentar sangramento vaginal, perda de líquido pela vagina, dor abdominal intensa, febre, falta de ar, dor de cabeça forte e persistente, alterações na visão, inchaço súbito do rosto e das mãos ou diminuição dos movimentos do bebê. Esses sinais podem indicar complicações importantes e eles precisam de avaliação médica rápida. Quanto mais cedo a gestante for atendida, maiores são as chances de proteger a saúde da mãe e do bebê.

Dra. Ana Lea, o que muda no pré-natal em uma gestação de alto risco?

DRA. ANA LEA:

Na gestação de alto risco o pré-natal costuma ser mais frequente e inclui avaliações adicionais conforme a necessidade de cada mulher. Muitas vezes, são solicitados mais exames laboratoriais, ultrassonografias e consultas com especialistas. O objetivo é acompanhar de perto a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê. Mesmo quando a gestante é encaminhada para um serviço especializado, ela continua tendo direito ao acompanhamento da Unidade Básica de Saúde. Esse cuidado compartilhado ajuda a garantir uma assistência mais completa e segura durante toda a gravidez.

Quais são os principais cuidados na gravidez de alto risco?

DRA. ANA LEA:

Além de comparecer a todas as consultas, seguir corretamente as orientações médicas, usar os medicamentos e suplementos prescritos, a mulher quando está grávida deve manter uma alimentação saudável, beber bastante água, evitar cigarro, álcool e outras drogas, além de respeitar os períodos de descanso. Também é fundamental manter as vacinas em dia e observar qualquer sinal de alerta. A participação da família faz muita diferença, oferecendo apoio emocional e ajudando a gestante a seguir o tratamento. Quanto mais organizado for esse acompanhamento, melhores tendem a ser os resultados para a mãe e para o bebê na gestação.

Como a mulher pode ajudar a prevenir uma gestação de alto risco antes mesmo de engravidar?

DRA. ANA LEA:

O ideal é que a mulher cuide da saúde antes da gravidez. Isso inclui controlar doenças como a hipertensão e diabetes, manter um peso saudável, praticar atividade física, atualizar as vacinas, parar de fumar, iniciar o uso de ácido fólico quando estiver planejando engravidar. Consultas pré-concepcionais, ou seja, feitas antes de engravidar, ajudam a identificar fatores de risco que permitem que a gravidez comece nas melhores condições possíveis. Planejar a gestação é um ato de cuidado que beneficia tanto a mãe quanto o futuro do bebê.

Qual é a importância de tomar ácido fólico antes de engravidar?

DRA. ANA LEA:

O ácido fólico é uma vitamina muito importante para a formação do cérebro e da medula espinhal do bebê. O grande detalhe é que essas estruturas começam a se formar logo nas primeiras semanas da gestação, muitas vezes antes mesmo da mulher descobrir que está grávida. Por isso, quando a suplementação começa só após o teste positivo pode ser tarde para se obter o máximo de benefício. Então, o ácido fólico antes da gravidez reduz de forma significativa o risco de defeitos do tubo neural, como por exemplo, a espinha bífida e a anencefalia, além de contribuir para o desenvolvimento saudável do bebê. Por esse motivo, o Ministério da Saúde recomenda que toda mulher que pretende engravidar, inicie a suplementação de ácido fólico pelo menos 30 dias antes da gestação, antes de pretender engravidar, mantendo o uso até a décima segunda semana da gestação. E a responsabilidade emocional dos adultos é apoiar a criança a atravessar os desafios emocionais que ela enfrenta, inclusive quando somos nós que causamos o desafio emocional ao dizer um não. Então, nós não precisamos ter medo de dizer “não”.

Dra. Ana Lea, como a idade da mãe influencia na gravidez?

DRA. ANA LEA:

A idade pode influenciar bastante. Nas adolescentes, por exemplo, especialmente abaixo dos 15 anos, existe maior risco de parto prematuro, anemia e dificuldades sociais. Estas são consequências da própria imaturidade da adolescente, que podem afetar os cuidados na gestação. Já nas mulheres com 35 anos ou mais há o aumento dos riscos de hipertensão, diabetes gestacional e algumas alterações cromossômicas do bebê. Mas é importante lembrar que muitas mulheres têm gestações saudáveis nessas idades quando recebem acompanhamento adequado. Então, o mais importante é iniciar o pré-natal cedo e seguir todas as orientações da equipe de saúde.

Por que é importante cuidar da saúde mental na gravidez de alto risco?

DRA. ANA LEA:
A saúde mental é parte fundamental do cuidado de qualquer gestação, mas principalmente no caso da gravidez de alto risco, pois a mulher se encontra mais fragilizada. Então, a ansiedade excessiva, o estresse intenso e a depressão podem dificultar o autocuidado prejudicando o sono, a alimentação e até a adesão às orientações médicas. Por isso, a gestante precisa ser acolhida, escutada e apoiada pela família, pela comunidade e pelos profissionais de saúde. A Pastoral da Criança tem um papel muito bonito nesse processo, oferecendo presença, escuta e encorajamento. Uma mulher emocionalmente amparada costuma enfrentar melhor os desafios da gravidez e se preparar com mais tranquilidade para a chegada do bebê.

Leia a entrevista na íntegra

1817 - 20/07/2026 - Gravidez de alto risco

 

3º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

3º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Saúde e bem-estar”

Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

Dra. Zilda

“Cada criança é uma benção de Deus para o mundo”.

Papa Leão XIV

"Diante da realidade de tantas mães que vivem a gravidez em condições de solidão ou de marginalidade, sinto o dever de recordar que a comunidade civil e a comunidade eclesial devem se empenhar com constância para devolver à maternidade a sua plena dignidade.”

Cuidados Gravidez

Asma e bronquite: Como diferenciar e as principais causas na infância

Detalhes
Última Atualização: 25/05/2026
1797 dia da mulher e a busca pela equidade entrevistaCréditos: shutterstock

A infância é uma fase que exige atenção constante com a saúde. Desde o nascimento até os primeiros passos, os cuidados são fundamentais, principalmente quando o assunto é imunidade e doenças respiratórias, como asma e bronquite.

Muitas dúvidas surgem entre os responsáveis: qual delas é uma doença alérgica? Qual afeta mais as crianças? O ambiente interfere? E qual é o tratamento mais indicado?

Apesar dos sintomas parecidos, asma e bronquite são doenças diferentes. Por isso, o diagnóstico correto é essencial para garantir o tratamento adequado.

A asma infantil é uma doença respiratória crônica causada pela inflamação das vias aéreas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 339 milhões de pessoas convivem com a condição no mundo. No Brasil, a doença é considerada uma das mais comuns na infância.

No conteúdo desta semana, a Ana Lea Clementino, médica pediatra e líder da Pastoral da Criança em Londrina, Paraná, explica as diferenças entre as doenças, os principais sintomas, causas e tratamentos, além da importância da informação e do acompanhamento médico adequado.

Você pode acompanhar o conteúdo completo abaixo ou ouvir a entrevista no player de áudio desta página.

1797 dia da mulher e a busca pela equidade entrevistadoDRA. ANA LEA

Entrevista com Dra. Ana Lea Clementino, médica pediatra. Ela atua também como líder da Pastoral da Criança em Londrina, Paraná.

Dra. Ana Lea, o que é uma doença respiratória alérgica? E quais são as principais?

DRA. ANA LEA:

Bom, uma doença respiratória alérgica é uma doença inflamatória das vias aéreas, em geral, mediada por respostas imunológicas exageradas do indivíduo. Então, ao contrário do que muita gente pensa, não é falta de imunidade, às vezes é um sistema imunológico que trabalha em excesso para responder alguns agentes do ambiente, como vírus, poeira, fumaça. As principais, as mais conhecidas, são a rinite alérgica, que se manifesta no nariz, com coceira, prurido, coriza, e a asma, que pode se manifestar com tosse persistente, falta de ar, chiado no peito.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1810 - 01/06/2026 - Asma e Bronquite

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

O que é a asma?

DRA. ANA LEA:

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que têm períodos de melhora e piora conforme o clima, conforme os agentes ambientais, como presença de poeira, vírus, maior circulação de vírus, fumaça. Existe um fator genético envolvido, mas não é obrigatório. A asma pode gerar falta de ar, chiado no peito, tosse persistente, aperto no peito, quadros de tosse que nunca melhoram, crianças que quando ficam doentes demoram para sarar. Essas crianças a gente tem que suspeitar que podem ter asma.

Quais são os sintomas da asma?

DRA. ANA LEA:

Os principais sintomas da asma são tosse persistente, falta de ar, aperto no peito, chiado no peito. Por exemplo, uma criança que tem uma tosse que nunca melhora. Às vezes já usou antibiótico várias vezes, mas continua tossindo. Em períodos como inverno e primavera, ela piora desse quadro. Ela piora durante a noite e pela manhã e após atividade física. Aí você precisa suspeitar que ela pode ter asma.

Existe tratamento para a asma? E no SUS?

DRA. ANA LEA:

Essa é uma pergunta muito importante porque existe tratamento para asma e o SUS disponibiliza esse tratamento gratuitamente. Então, hoje, no Brasil, nós temos uma incidência de asma da ordem de 20% das crianças brasileiras, sendo que nas áreas vulneráveis quase 50% apresentam sintomas de asma sem diagnóstico. E nós temos o tratamento no Sistema Único de Saúde gratuitamente. Por isso, é muito importante que as famílias estejam bem orientadas com relação a isso e que os líderes da Pastoral da Criança também saibam que esses sintomas podem ser devido à asma e que o tratamento está disponível na rede pública para encaminharem as suas famílias para fazer um tratamento adequado.

Quais são os danos de uma asma não tratada na infância?

DRA. ANA LEA:

A asma não tratada na infância pode levar a algo que a gente chama de remodelamento brônquico, que é uma reconfiguração do sistema respiratório. É como se o sistema respiratório formasse várias cicatrizes que não vão melhorar ao longo do tempo. O indivíduo pode ter perda de função pulmonar ao longo da vida por não tratar a asma na infância. Então, é preciso lembrar que a asma não é simplesmente uma doença, uma doença comum, ela é uma doença social, porque quanto mais carente a família, quanto mais carente essa criança, maior o risco dela não fazer o tratamento adequadamente e sofrer com as consequências futuras de uma asma não tratada. É preciso lembrar que o líder da Pastoral da Criança tem uma função e uma atuação muito importante dentro das famílias orientando a necessidade de se tratar e encaminhar essas famílias para fazer o tratamento quando houver a suspeita. Uma criança que tosse permanentemente ou constantemente e vive doente, é necessário que a gente suspeite e encaminhe para tratamento e diagnóstico.

(TESTEMUNHO) Maria Regina Braga Magalhães, líder da Pastoral da Criança de Nova Andradina, Diocese de Naviraí, Mato Grosso do Sul.

Maria Regina, quais são as orientações que vocês dão para as famílias sobre a prevenção das infecções respiratórias?

MARIA REGINA:

A nossa orientação às famílias é para que cuidem da higiene, lavando sempre as mãos com água e sabão, especialmente antes de comer, após tossir ou espirrar. Nós precisamos também manter a nossa casa sempre limpa e bem ventilada. Mesmo o tempo de frio, evitando assim o acúmulo de poeira nos tapetes, nas cortinas, nos bichinhos de pelúcia, manter o calendário vacinal sempre atualizado contra a gripe e outros, não fumar e evitar ambientes com fumaça, poluição, odores fortes e dar bastante água ou suco natural para as crianças.

Leia a entrevista na íntegra

1810 - 01/06/2026 - Asma e Bronquite

 

E SDG Icons NoText 033º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

Saúde e Bem-Estar

Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

1616º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

Paz, justiça e instituições eficazes

Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis

Dra. Zilda

“Os primeiros anos de vida são os principais para que a criança adquira valores culturais e se transforme em semente de paz”.

Papa Leão XIV

A saúde não pode ser um luxo para poucos, mas sim uma condição essencial para a paz social. A cobertura universal de saúde não é apenas um objetivo técnico a ser alcançado; é, antes de tudo, um imperativo moral para as sociedades que desejam se definir justas. O acesso à saúde e à proteção deve ser garantido aos mais vulneráveis, pois isso é necessário para a sua dignidade e também para evitar que a injustiça se torne semente de conflito.”

Infância Asma

Campanha Nacional de Doação de Leite Humano: saiba como participar

Detalhes
Última Atualização: 25/06/2026

O Ministério da Saúde e a Rede Global de Bancos de Leite Humano, com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), lançaram a Campanha Nacional de Doação de Leite Humano 2026. A iniciativa é realizada anualmente no mês de maio em referência ao Dia Nacional e Mundial da Doação de Leite Humano, celebrado em 19 de maio. Neste ano, a campanha traz o tema: “Doação de Leite Humano: solidariedade que nutre, vida que cresce”.

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