Materiais Educativos

alface HORTAS CASEIRAS


NA TERRA OU NO VASO?

As hortaliças podem ser divididas em dois grupos: as que podem ser plantadas no local definitivo e as que exigem transplante. Hortaliças que precisam ser transplantadas deverão ser semeadas primeiro em uma sementeira para depois serem transplantadas para o canteiro definitivo.

O cultivo também pode ser realizado em locais alternativos. Uma caixa de leite, por exemplo, pode servir como recipiente para o cultivo de uma planta, como couve ou brócolis ou várias cenouras. Podem também ser usadas embalagens como latas, potes e vasos.

Se existir pouco espaço no quintal, coloque o vaso em qualquer lugar onde receba luz. É sempre importante lembrar que as plantinhas só precisam de um pouco de solo adubado, água e luz do sol para crescer e produzir.

Limpe o local, livrando-o de pedras, cascalho, entulhos e de qualquer tipo de lixo. Caso exista a entrada de animais, deve-se cercar a área ou fazer um canteiro suspenso.

 

Sementeira como fazer horta em casacomo fazer uma horta, plantando em casa

plantando em uma caixa de madeira

Sementeira

Passo a passo para fazer uma sementeira

1. Escolha um recipiente de até 10cm de altura, que pode ser uma caixa de madeira, garrafa PET, caixa de leite, caixa de ovos, pneus, copos de iogurte e recipientes não mais utilizados (potes, bacias, panelas velhas, entre outros) .

2. Ao usar uma caixa, preencha as frestas com pedras (isso impede que a terra escape e facilita a saída de água).

3. Peneire o solo que será utilizado na sementeira. Caso não tenha peneira, desmanche os torrões de terra com as mãos.

4. Misture a terra com o adubo natural.

5. Preencha a sementeira com essa mistura. Em seguida, amasse a terra com uma tábua ou algo semelhante, mas sem aplicar muita força.

6. Faça pequenas fendas, utilizando um graveto.

7. Se as sementes forem pequenas, espalhe-as com a mão. As sementes que se parecem com um pó fino, devem ser colocadas em um papel para depois deixar que caiam distribuídas nas linhas.

8. Se as sementes forem um pouco maiores (grãos), faça furos em linha reta com um lápis. Os furos devem ter uma distância de 4 a 5cm um do outro.

9. Após distribuir as sementes nos furos, cubra com uma fina camada da mistura inicial (solo+adubo natural) e molhe o solo com um pouco de água.

10.As sementes precisam de calor, mas não podem ficar expostas ao sol. Para isso, coloque a sementeira na sombra.

11.Uma opção é reproduzir o efeito de uma estufa utilizando dois pedaços de arame, os quais devem ser presos na própria terra, cruzando-os de um lado para o outro. Depois cubra a armação com um plástico e coloque-a em local protegido do sol direto.

12.Regue a sementeira pela manhã e à tarde. Não esqueça de fazer um furo no fundo dos potes para que o excesso de água possa sair.

plantando semente em garrafa petsimiluando efeito estufa em horta caseira

 

transplantar mudartransplante5

Transplante

Transplante é a passagem das mudas da sementeira para o canteiro definitivo. Veja abaixo algumas dicas para fazer esse processo.

1. Faça o transplante quando a mudinha estiver com 5 ou 6 folhinhas, o que acontece em cerca de 30 dias. Molhe bem as mudas na sementeira. Escolha as plantas mais viçosas e com uma colher, retire-as com um pouco de terra junto à raiz.

2. Abra as covas no canteiro definitivo, observando o espaçamento para cada planta (Vide Anexo VII).

3. Coloque as mudinhas nas covas, juntando terra e apertando um pouco em volta.

4. Cubra o canteiro com restos de vegetais (capim, grama, palha de arroz) para conservar a umidade, proteger a terra do sol direto e evitar o crescimento de mato. Isto é chamado de cobertura morta.

5. Regue com abundancia as mudas recem transplantadas. Isto ajuda a aproximar a terra das raizes e, com isto, a muda sofre menos com o transplante. É importante que o transplante seja feito num dia nublado ou num final de tarde, para que as mudas não fiquem prejudicadas pelo calor.

Semeadura diretamente no canteiro definitivo

1. Abrem-se covas em fileiras com 10cm de profundidade e espaçamento, variando conforme a espécie de planta.

2. Semeiam-se de duas a três sementes por cova.

3. Cobrem-se as sementes com uma fina camada de terra e rega-se levemente.

 

 

irrigação com garrafa petirrigação com garrafa pet

Cuidados com a horta

Irrigação

Não adianta fazer bem uma horta se não fornecermos água suficiente para que as hortaliças possam se desenvolver. Quando o tempo estiver seco, devemos lembrar de irrigar a horta todos os dias. Devemos regar também sempre que as folhas estiverem murchas ou caídas e logo após o plantio. É importante manter a terra sempre úmida e nunca irrigar com sol forte, mas sim no final da tarde ou no início da manhã

Devemos tomar maior cuidado com as plantas da sementeira e as que estão em locais que não recebem água da chuva as quais devem ser irrigadas periodicamente (todo dia).

Raleamento

É a retirada de algumas plantas para que as outras possam crescer melhor. É feita nas hortaliças de semeadura direta nos canteiros.

Estaqueamento e amarração

Algumas hortaliças como tomate, vagem e pimentão precisam de um suporte para que os frutos não fiquem em contato com o chão e acabem se estragando. Isso é feito colocando-se uma estaca ou taquara perto da planta e amarrando de acordo com o seu crescimento.

Amontoa

Consiste em cobrir o bulbo da planta (beterraba, batata, cenoura etc) com terra para que fique completamente enterrado. A parte do bulbo exposta ao sol fica esverdeada e com gosto diferente.

Pragas e Doenças

Por mais que nossas plantas estejam bem nutridas, irrigadas e o canteiro limpo, pode aparecer alguns insetos ou doenças. Por isso alguns cuidados são importantes:
1. Nunca plantar hortaliças da mesma qualidade no mesmo canteiro (principalmente tomate, pimentão e beterraba).
2. Retirar as plantas que estiverem doentes, pois podem transmitir a doença para plantas saudáveis.
3. Cuidar para que formigas, pulgões, vaquinhas, lesmas e insetos em geral não se reproduzam em grande quantidade.

 

COMO FAZER ADUBO ORGÂNICO?

Podemos ter um adubo natural feito com sobras de casa, como cascas de frutas, restos de verduras ou de algum alimento que não pode ser consumido.

Passo a passo:

Materiais: restos da cozinha (casca de ovos, cascas de frutas, borra de café, erva de chimarrão), folhas em geral (grama, restos de culturas, folhas de hortaliças, mato capinado, cinzas) e outros. Enfim, tudo o que for de origem vegetal é sempre adequado. Quanto mais picados estiverem os materiais, melhor. * O esterco animal (galinha, vaca, porco, cavalo, coelho, codorna ou ovelha) pode enriquecer esse adubo.

adubo orgânico

Modo de preparo
1. Fazer um pequeno buraco no chão (por exemplo 50cm de profundidade e 50cm de largura em cada lado), de preferência dentro da horta, em local com sombra;

2. Colocar os restos orgânicos do dia-a-dia, cobrindo cada camada com fina porção de terra ou de palha para evitar o sol direto, ratos, moscas, aranhas, etc. Se tiver esterco é bom misturar um pouco (acelera a fermentação e enriquece o adubo);

3. Jogar água para manter essa mistura umedecida. Não pode ficar encharcada nem seca;

4. Verificar se a mistura está curtida. Para isto, colocar uma vara de metal (cano, ferro de construção) até o fundo do buraco e deixar por 10 minutos. Retirar o metal e observar: se o metal estiver frio, o adubo natural pode ser usado; se o metal estiver quente, é sinal que o adubo não está pronto. Neste caso, deve-se mexer a mistura para arejar e colocar mais água. Aguardar alguns dias e testar a temperatura novamente. Esse processo pode levar de 90 a 120 dias.

5. Mexer, toda semana, para arejar, acelera o processo.

 

Hortaliças cultivadas em local definitivo

Hortaliças Semeadura Dias para germinar Espaçamento entre fileiras Espaçamento entre plantas Dias para colher
Abóbora cova 5-7 3m 3m 150
Abobrinha cova 5-7 1,5m 1,5m 80
Almeirão folha larga canteiro 7 20cm 5cm 80
Agrião canteiro  5-7 20cm 5cm 60
Beterraba canteiro 8-10 20cm 15cm 90
Cebolinha canteiro 15 20cm 5cm 80
Cenoura canteiro 8-10 20cm 5cm 90
Ervilha cova 8-10 1m 40cm 80
Feijão-vagem cova 8-10 1m 40cm 70
Nabo canteiro 5-7 20cm 10cm 80
Pepino cova 5-7 1m 1m 70
Quiabo cova 12 1m 50cm 100
Rabanete canteiro 3 20cm 5cm 30
Rúcula canteiro 5-7 20cm 5cm 70
Salsa  canteiro 18-22 30cm 5cm 70

 

Hortaliças cultivadas em sementeira/transplante

Hortaliças Dias para germinar Local do transplante Espaçamento entre fileiras Espaçamento entre plantas Dias para colher
Alface 6 canteiro 30cm 20cm 70
Almeirão 8 canteiro 30cm 20cm 80
Acelga 6 canteiro 30cm 30cm 80
Beringela 10 cova 1m 50cm 100
Couve folha
8 cova 1m 50cm 80
Brócolis 8 cova 1m 50cm 90
Couve-flor
8 cova 1m 50cm 120
Cebola
15 canteiro 40cm 10cm 150
Chicória escarola 8 canteiro 30cm 20cm 80
Couve rábano 8 canteiro 30cm 20cm 70
Jiló 12 cova 1m 1m 110
Mostarda 6 canteiro 30cm 30cm 70
Pimentão 8 cova 1m 50cm 120
Repolho  8  cova 1m  50cm  120
Tomate  8  cova 1m 50cm 120

OBS.: A época do plantio varia conforme a região.

 

Remédio caseiro para controle de pragas na horta

Solução de água e sabão
• Diluir 50g de sabão em pedra em 1 litro de água quente.
• Após esfriar, diluir a solução em 5 litros de água e pulverizar as plantas.
• Combate: pulgões, cochonilhas e lagartas

Macerado de alho
• Esmagar 4 dentes de alho em 1 litro de água e deixar de molho por 12 dias.
• Diluir 1 litro da solução em 10 litros de água e pulverizar as plantas.
• Combate: pulgões

selo guia do lider1

Hortas caseiras

A Pastoral da Criança considera horta caseira aquela que a família tem em casa e que possua três ou mais variedades, podendo incluir frutas. Um pé de limão, um pé de couve e um de coentro formam uma horta caseira.

crianca 3 anos horta caseira 2

Foto: Paula Pizzato

A horta da família pode ser plantada no quintal, no jardim ou em vasos de barro, em garrafas de plástico e embalagens descartáveis de leite, iogurte, óleo, entre outras. Pode ser horta no chão ou na parede. Com um pouco de terra adubada, sementes, água, cuidado, carinho, criatividade e sol, muito alimento vai nascer e crescer.

Antes de iniciar uma horta caseira, é importante conhecer quais são os alimentos naturalmente produzidos na região em que as famílias moram e que se adaptam melhor ao clima local.

crianca 3 anos horta1

Foto: Marcia Moscatelli

É interessante cultivar os alimentos mais usados no dia a dia da alimentação da família, pois assim quem cozinha terá esses alimentos sempre ao alcance das mãos e não precisará comprá-los. Uma boa opção são os temperos, como cebolinha, cheiro verde, coentro, orégano, entre outros.

É importante lembrar que as frutas, verduras e legumes variam de acordo com a época do ano, portanto, é bom plantar mais de um tipo de fruta ou verdura para ter pelo menos uma produzindo, independentemente da estação. Com isso, será possível preparar sucos e receitas deliciosas, nutritivas e saudáveis.

Estas orientações foram retiradas do Guia do Líder (.PDF)

A REBIDIA - Rede Brasileira de Informação e Documentação sobre Infância e Adolescência – nasceu em 1996. É um instrumento a serviço de todos os interessados na questão da infância e adolescência, com especial ênfase nos conselheiros e formuladores de políticas públicas, operadores e gerentes de projetos para o setor, sejam de origem governamental ou não governamental.

Trata-se de um sistema descentralizado de documentação e informação sobre infância e adolescência, gerenciado pela Pastoral da Criança.

São cobertas pela REBIDIA áreas do conhecimento tais como:, políticas públicas na área da saúde, assistência social, Direitos da Criança e do Adolescente, Educação; ações sociais, educação, desenvolvimento infantil, segurança alimentar, estatísticas e indicadores sócio-econômicos.

Site REBIDIA

 


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Boletim - n.20 
Famílias Pobres tem direito ao Bolsa Alimentação (arquivo pdf)

Boletim - n.19 (não disponível)

Boletim - n.18 (não disponível)

Boletim - n.17 (não disponível)

Boletim - n.16 

Experiências inovadoras (arquivo pdf)

Boletim -  n.15  
Fazer valer a Lei para combater a corrupção eleitoral

Boletim -  n.14
Informação para qualificar a participação nos conselhos

Boletim -  n.13
Governo e Sociedade mobilizam Município

Boletim - n.12
Uma Rede a Serviço da PAZ

Boletim - v.1 n.11
A imprescindível participação comunitária na solução dos problemas de saúde e na prevenção da violência

Boletim - n.10
Governo e Sociedade respondem juntos pela contrução deste país

Boletim - v.1 n.8
Quanto seu município recebe do Governo Federal?

Boletim -  n.7
A  informação a serviço da vida e da esperança

Boletim - v.1 n.6
REBIDIA: busca constante de políticas públicas para o bem comum

Boletim - n.5
II Conferência Nacional de Assistência Social Juntos na conquista dos direitos sociais

Boletim -  n.4
Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente: um Fórum de Informações

Boletim - n.3
Rebidia, uma rede em construção

Boletim - n.2
A Infância que gera qualidade

Boletim -  n.1
Uma Rede a serviço da qualidade de vida

Boletim -  n.0
Informações sobre a Infância e Adolescência à sua disposição

 

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DICAS nº 56 - Estratégia Amamenta Alimenta Brasil - setembro/2015

DICAS nº 55 - Rezar e agir pela criança - setembro/2014

DICAS nº 54 - Rezar, dialogar, agir, comunicar - setembro/2013

DICAS nº 53 - Mil dias: Como os cuidados nos primeiros mil dias de vida podem ajudar em nossa saúde para sempre! - julho/2013

DICAS nº 52 - Quando somos chamados a assumir atitudes e posições corajosas - abril/2013

DICAS nº 51 - O brincador e a brincadeira da criança - outubro/2012

DICAS nº 50 - 20 de novembro: Dia Mundial de Oração e Ação pelas Crianças - outubro/2011

DICAS nº 49 - Lavar as mãos: gesto simples que pode salvar vidas - setembro/2011

DICAS nº 48 - Crianças com suspeita de pneumonia precisam receber o antibiótico o quanto antes! - maio/2011

DICAS nº 47 - O Dia da Celebração da Vida - outubro/2009

DICAS nº 46 - Dormir de barriga para cima é mais seguro! - maio/2009

DICAS nº 45 - Desnutrição X Obesidade - março/2009

DICAS nº 44 - Mudanças no Livro "O Articulador da Pastora da Criança junto ao Conselho de Saúde" - setembro/2008

DICAS nº 43 - Anotação de casos de mortes nas FABS - março/2008

DICAS nº 42 - Campanha da Fraternidade 2008 - dezembro/2007

DICAS nº 41 - Carcerária - Capacitação de líderes no cárcere - agosto/2007

DICAS nº 40 - Exercendo a boa liderança - julho/2007

DICAS nº 39 - Alimentação e Hortas Caseiras - Maio/2007

DICAS nº 38 - Prevenindo a anemia - julho/2006

DICAS nº 37 - Casa Aberta - Conquistando voluntários - junho/2006

DICAS nº 36 - Gravidez na Adolescência - Março/2006

DICAS nº 32 - Anvisa - As ações da Anvisa previnem os riscos para a saúde - outubro/2005

DICAS nº 31 - Alimentação Enriquecida Por Uma Segurança Alimentar e Nutricional - setembro/2005

DICAS nº 28 - A vida é o maior direito do ser humano! - junho/2005

DICAS nº 27 - Projeto Comunicadores em Rádio Saúde, Direito e Cidadania - junho/2005

DICAS nº 26 - Em Busca das Gestantes - setembro/2004

DICAS nº 25 - Hanseníase - junho/2004

DICAS nº 24 - Círculos Bíblicos - junho/2003

DICAS nº 23 - Epilepsia: é possível tratar - junho/2003

DICAS -  Acompanhamento de crianças na comunidade - maio/2003

DICAS nº 22 - Segurança Alimentar e Nutricional: um conceito a ser posto em prática, um direito a ser conquistado - janeiro/2003

DICAS nº 21 - Educação para Paz - maio/2002 (Artigo)

DICAS nº 17 - Rodas de conversa - agosto/2000

DICAS nº 14 - Alimentação enriquecida - Alguns cuidados importantes - maio/2000 (Artigo)

 

Os 10 mandamentos para a paz na família sintetizam os princípios que regem a mensagem de paz que o líder partilha com as famílias que acompanha. O material contém lições de respeito, união familiar, direitos e deveres. Como exemplo, o primeiro mandamento descrito no material é: “Tenha fé e viva a Palavra de Deus, amando o próximo como a si mesmo”.

 

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As cartelas Laços de Amor são entregues, a cada mês, para as gestantes acompanhadas pela Pastoral da Criança, com as principais informações sobre o desenvolvimento do bebê, as alterações no corpo da mulher e incentivos para que ela faça seu pré-natal. São mensagens que melhoram a autoestima da futura mãe e fazem com que ela acompanhe, etapa a etapa, como seu filho está crescendo e os cuidados que deve ter com sua gestação. Saiba mais sobre os cuidados nos primeiros mil dias dias de vida.

 

A FABS – Folha de Acompanhamento e Avaliação Mensal das Ações Básicas de Saúde e Educação na Comunidade – é a ferramenta em que são registrados os dados de todas as gestantes e crianças acompanhadas pelos líderes de uma comunidade. Uma vez por mês, na Reunião para Reflexão e Avaliação, os líderes se reúnem com o seu Coordenador Comunitário para preencherem juntos a FABS. Os dados são copiados do Caderno do Líder e revisado pelo Coordenador da Comunidade e Coordenador de Ramo. A FABS facilita o trabalho do líder para ver e julgar a situação das crianças e gestantes da sua comunidade. Isso torna possível planejar e agira para tentar mudar essa situação.

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O Caderno do Líder foi criado para fazer o registro do trabalho do líder comunitário da Pastoral da Criança. Nele, constam indicadores referentes à criança e à gestante que são acompanhados pelo líder. A segunda parte do Caderno refere-se aos registros do não-atendimento pelo serviço de saúde e de mortes, na qual pode ser constatada a soma de esforços com o Sistema Único de Saúde (SUS) do Ministério da Saúde. O Caderno do Líder é o instrumento que dá sustentação ao Sistema de Informação da Pastoral da Criança.

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O Guia do Líder é o livro de referência para todos os trabalhos da Pastoral da Criança. Nele, são encontradas informações e orientações para os voluntários sobre os cuidados que as mães devem ter desde a gestação e em toda a primeira infância, para que seus filhos desenvolvam-se plenamente. Também contém informações sobre direitos e deveres, educação da criança, promoção da paz na família e alimentação saudável.

A primeira edição do Guia do Líder foi publicada em 1987. Desde então, mais de um milhão de exemplares já foram impressos. Este material educativo é atualizado periodicamente, considerando os avanços das áreas da saúde e do desenvolvimento infantil, as alterações em leis que afetam gestantes e crianças, bem como as sugestões que chegam dos líderes da Pastoral da Criança que atuam nas comunidades. Também é revisado por profissionais que são referência na área materno-infantil, pertencentes à Universidade Federal de Pelotas, Universidade de São Paulo, Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Sociedade Brasileira de Pediatria e Ministério da Saúde.

De 2014 para 2015, os profissionais da coordenação nacional prepararam a versão mais recente, que agrega a nova metodologia da ação de Acompanhamento Nutricional – em fase de expansão, para chegar a todas as comunidades acompanhadas.

Você pode ter acesso à Revista Pastoral da Criança e ao Guia do Líder também no formato Epub.

Epub ou Ebook é um tipo de arquivo digital que contém um livro eletrônico. É a transformação de um conteúdo informativo para formato digital, como a Revista que foi convertida para ser lida no computador, celular ou tablet.

Entretanto, para ler o conteúdo neste formato, você irá precisar de um programa específico de acordo com o dispositivo (meio) que você está usando. Veja:

- Se você usa um computador Windows ou Linux: instale Calibre, é um software livre para Epub e Ebooks em geral. Baixe em http://calibre-ebook.com/
- Se você usa um computador Mac, iPad ou iPhone: utilize o iBooks, aplicativo nativo de todos esses sistemas.
- Se você usa um celular ou tablet Android: utilize o Play Livros, é o aplicativo nativo do Android/Google. Faça download dele na Google Play.

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A cada 3 meses, no dia da Celebração da Vida em que acontece a medição do peso e altura das crianças, cada mãe/pai ou responsável, recebe uma cartela com orientações sobre alimentação saudável, estímulo à prática de atividade física (através de brincadeiras) e encaminhamento à unidade básica de saúde quando necessário. 

Leia mais...

BOLETIM DA REBIDIA - ANO 2 N 13 - MAIO - JULHO DE 1999
http://www.rebidia.org.br - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Pastoral da Criança - AMEPPE - ESQUEL
REBIDIA: busca constante de políticas públicas para o bem comum

Governo e Sociedade mobilizam Município

Cianorte, município de 50 mil habitantes no noroeste do Paraná está vendo surgir uma nova forma de melhorar a saúde e a qualidade de vida da população. Até pouco tempo atrás, as entidades governamentais e não-governamentais da cidade realizavam suas ações isoladamente. Essa forma de trabalho, apesar da boa intenção, gerava resultados quase sempre abaixo da expectativa. Inspirada nas orientações da REBIDIA, um grupo de entidades decidiu integrar suas iniciativas. A intenção era melhorar o resultado dos trabalhos desenvolvidos e reduzir a duplicidade das ações. A partir daí, foi criado o CODESC - Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Cianorte, congregando organizações governamentais, não governamentais, religiosas e conselhos municipais.

O CODESC analisou os indicadores de saúde do município e constatou que a principal causa debole13a1 internamento hospitalar das crianças menores de seis anos eram as infecções respiratórias agudas - IRA. Dentre elas, a pneumonia era a causa mais relevante. Os integrantes do CODESC definiram as estratégias, os custos e as fontes de recursos para uma campanha de esclarecimento sobre a pneumonia. A intenção era atingir os moradores das regiões de maior risco. Essas famílias receberam visitas domiciliares para esclarecer sobre as medidas de prevenção. Foram distribuídos cartazes, panfletos e faixas orientando sobre como prevenir e identificar a doença.
Os resultados dessa iniciativa foram a diminuição da mortalidade infantil e dos internamentos hospitalares de crianças e idosos por pneumonia, além da redução da demanda nos postos de saúde.

A campanha também contou com a adesão das escolas que realizaram um concurso de cartazes sobre as Infecções Respiratórias Agudas.
A próxima linha de atuação do CODESC será buscar alternativas para reduzir a gravidez na adolescência. Além dos riscos para a saúde da criança e da mãe, a gravidez na adolescência produz grandes problemas sociais já que, ao engravidar, grande parte das adolescentes abandona a escola, tem maior dificuldade para conseguir trabalho e normalmente é abandonada pelo parceiro.
Contando com o apoio financeiro de empresas como a Caixa Econômica, essa iniciativa do CODESC conseguiu chamar a atenção e mobilizar a população, as entidades, o governo e os meios de comunicação da região.

Fazer POLÍTICA PÚBLICA exige RESPONSABILIDADE

Muitas pessoas não gostam de falar em política porque consideram que este é um assunto para candidato ou significa corrupção, compra de voto, promessas não cumpridas... A palavra política, na sua origem, significa debate, articulação, negociação, reflexão com vistas a uma decisão para benefício da comunidade. Nos dias de hoje, há um entendimento de que política é algo que toda pessoa faz.
Por isso podemos dizer que todos os dias tomamos decisões políticas. Basta observar um vendedor: ele precisa de uma estratégia política para apresentar o seu produto. Até a cozinheira toma uma decisão política quando escolhe os produtos para preparar uma refeição. Enfim, até mesmo a decisão de não falar em política é uma decisão política.

bole13bVivemos em uma sociedade marcada por diferenças sociais, culturais e econômicas. Existem pelo menos duas maneiras de tornar possível a vida nessa sociedade: o uso da força e da ditadura, ou a negociação, que é a capacidade de resolver os conflitos que envolvem uma relação de poder. A política partidária acontece quando pessoas que, supostamente defendem uma mesma linha de pensamento, se reúnem em partidos políticos. Os partidos políticos escolhem as pessoas que vão representá-los, bem como definem a sua linha de ação, apresentando para a sociedade os planos de governo e os candidatos que querem ver eleitos para os poderes executivo e legislativo. Este modelo de política é chamado de democracia representativa.
No Brasil, de acordo com a Constituição de 1988, além de eleger os representantes para os poderes executivo e legislativo, a sociedade civil organizada pode participar diretamente das decisões e do controle social das políticas públicas do município através dos Conselhos Municipais.
Quando falamos em política pública, portanto, falamos de um jogo, uma forma de assumir que a maior parte da população participe do poder. A participação política tem como objetivo encontrar o melhor jeito de resolver os conflitos, respeitando as diferenças de idéias quanto à aplicação dos recursos públicos.
Neste processo, entram em cena vários atores políticos e vários interesses. Os principais atores políticos no âmbito municipal são: o prefeito, os conselheiros municipais, secretários, técnicos, empresários, sindicalistas e representantes de organizações não-governamentais. A mídia exerce um importante papel político como formadora de opinião e canal de expressão dos diversos atores envolvidos nas decisões.
Mas, como identificar os atores envolvidos em uma determinada política pública? Podemos descobrir isso através de perguntas simples como:

* quem terá vantagens na tomada de decisão?
* quem estará sendo prejudicado, incomodado?
* quem ganha e quem perde?

Capacitação de Conselheiros

O Conselho Nacional de Saúde - CNS, publicou um manual com orientações e diretrizes para o processo de capacitação de conselheiros de saúde. Nos últimos anos, várias entidades, entre elas a Pastoral da Criança e o próprio Governo Federal, têm desenvolvido metodologias para habilitar os conselheiros no desempenho de suas funções, mas faltava uma orientação do CNS sobre o assunto. O manual veio suprir esta lacuna.
O manual destaca os seguintes objetivos para as capacitações:
1. Instrumentalizar os conselheiros para o exercício de sua competência legal;
2. Definir as diretrizes e os princípios que definem o modelo assistencial do SUS;
3. Fortalecer a atuação do conselheiro como elemento catalisador da participação da comunidade;
4. Compreender o espaço dos conselhos como espaço de manifestação de diferentes interesses;
5. Promover intercâmbio de experiências entre conselhos e maior articulação com suas bases;
6. Compreender a saúde de forma ampliada, contemplando a articulação intersetorial com outras áreas das políticas públicas;
7. Criar canais permanentes de informações sobre instrumentos legais com alimentação dos Conselhos nas várias instâncias.

O texto destaca a descentralização do processo e o respeito às especificidades locais, a necessidade de que a capacitação ocorra de forma contínua e permanente uma vez que há renovação constante dos conselheiros, que os agentes transmissores de informações sejam elementos facilitadores e catalisadores da discussão.
O manual recomenda ainda a utilização de metodologias que busquem a construção coletiva de conhecimentos, baseada na experiência do grupo, com troca de experiências, reflexões e técnicas que favoreçam a participação e integração.
O texto também ressalta a importância de garantir atividades de acompanhamento e avaliação do processo, considerando os objetivos alcançados, conteúdos desenvolvidos, metodologias aplicadas, experiências vivenciadas e, principalmente, o reflexo nas deliberações do Conselho que mostrará o impacto das capacitações, o fortalecimento do SUS e o avanço do Controle Social.

As prioridades e os prazos no Plano Municipal

Uma das tarefas dos conselhos municipais é colaborar com a elaboração e acompanhar a execução do plano municipal. É importante que os conselheiros conheçam os passos de um planejamento para poder discutir e deliberar sobre as prioridades, prazos e recursos envolvidos no plano municipal a ser realizado pelo poder executivo. Existem hoje vários métodos disponíveis para planejamento da política pública municipal. Todos eles devem em primeiro lugar ver a realidade: estudar e quantificar a situação, destacando os principais pontos a serem resolvidos. Nesta etapa é de grande valia a ilustração da realidade com os indicadores, gráficos e mapas fruto de discussão junto com toda a comunidade. Em seguida, são julgadas e selecionadas as propostas mais adequa-das para solucionar os problemas ou dar continuidade às ações que já vinham sendo realizadas. Os resultados que queremos atingir com a implementação ou implantação das propostas são denominados objetivos. Em terceiro lugar, vêm as estratégias que usaremos para atingir os objetivos, isto é, como vamos agir para resolver os problemas listados.
Finalmente devem ser definidas as formas de acompanhamento e avaliação do que foi planejado.
Dois fatores são essenciais num plano municipal: a definição de prioridades e o prazo em que vão ser executadas as ações. É necessário ainda estabelecer os prazos em que as prioridades poderão ser executadas: a curto, médio e longo prazos.
Durante a elaboração de um plano municipal é possível identificar o que pode atrapalhar a execução das ações proposta: dificuldades financeiras, falta de pessoal qualificado e motivado, falta de equipamentos e ausência de uma política para a continuidade das ações.

Quando são muitos os problemas identificados, os conselheiros podem encontrar dificuldades para bole13cdeterminar o que fazer primeiro. Definir a quem o plano vai beneficiar é o passo inicial. A constituição federal e as leis complementares já definem que a melhoria da qualidade de vida da criança e o adolescente devem ser prioridade. Outra alternativa é incluir no plano municipal outros grupos que vivem em situação de risco, além da criança e do adolescente. Feita a enumeração das ações prioritárias, é preciso especial atenção no prazo.

A maioria das soluções precisa ser pensada num prazo superior a dois anos, que normalmente é o período de mandato das entidades nos conselhos. Na verdade, muitos programas deveriam ter a garantia de ultrapassar inclusive o período de quatro anos de mandato dos gestores municipais. Para esta transitoriedade do poder público, certas iniciativas do plano deveriam ser também encaminhadas para a câmara municipal e receber o amparo de lei municipal. Uma outra alternativa pode ser o envolvimento de diversas áreas do poder público e de entidades permanentes da sociedade civil na execução das ações. Digamos que uma prioridade seja reduzir a mortalidade infantil. Para que esta ação tenha efeito, é preciso um somatório dos diversos setores da sociedade e poder público local, envolvendo nutrição, assistência social, cultura, proteção especial, capacitação, voluntariado, mídia e muitos outros. Isto significa cercar o problema de diversos ângulos e não mobilizar apenas o setor saúde.
O que estamos propondo é uma alteração na forma de planejar as políticas municipais, criando maior efetividade e transparência nas iniciativas do poder público. Tradicionalmente elas tendem a ser setorizadas e às vezes com critérios e prazos divergentes e até contraditórios para a definição de prioridades.

Textos: Clóvis Boufleur
Calaboração: Claudinei Castilho, Brasileira Cordeiro Lopes, Nelson Arns Neumann
Edição: Ana Cristina Suzina e Thays Poletto
Tiragem: 18.000

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