cpf inf resp2015 2 bCasacos longos, cachecois, luvas, meias e cobertas para dormir melhor. Para alguns, o inverno é a estação mais elegante do ano. Mas, além da reviravolta no guarda-roupa, esta época pode trazer incômodos, especialmente para quem não tem condições de se agasalhar adequadamente ou sofre com alguma doença crônica.

Espirros, tosses e o mal estar decorrente da reação do corpo se preservando e enfrentando uma infecção respiratória: esses são sintomas que atingem tanto os adultos quanto as crianças. E é preciso ter atenção. Quem já passou pela capacitação para ser voluntário da Pastoral da Criança ouviu falar sobre o método: ver, julgar e agir. Foi o que aconteceu com Marlene Aparecida de Antonio Zamoner, líder e coordenadora a nível paroquial da Pastoral da Criança em Sertãozinho, no interior do estado de São Paulo.

Dra. Zilda

“Na Pastoral da Criança, os desafios aparecem a cada instante, mas Deus está aí mostrando que, para construir um mundo mais justo e fraterno, são necessárias ferramentas mágicas: a solidariedade humana, o perdão, a multiplicação do saber com todas as famílias, a animação, a soma de esforços”.

Papa Francisco

“O discípulo do Senhor é chamado a imitar a paciência de Deus, a alimentar a esperança com o apoio de uma fé inabalável na vitória do bem, que é Deus”.

Ver, julgar e agir

“Nas visitas percebemos que a maioria das crianças tinham ficado doentes, com problema respiratório”, diz Marlene. Ela, então, teve a iniciativa de pedir ajuda ao irmão, Marcelo Augusto Antonio, que é médico otorrinolaringologista (especializado nas questões de ouvido, nariz, faringe, laringe, cabeça e pescoço). “Vi com meu irmão no que ele poderia me ajudar, para que as mães pudessem diferenciar as doenças e saber um pouco mais sobre o assunto. Ele mora em Sorocaba, mas me mandou um artigo”, relata.

Com o conhecimento do Guia do Líder somado às informações compartilhadas pelo médico, gripe, resfriado, rinite e sinusite foram os temas de uma Roda de Conversa com as famílias acompanhadas, realizada durante a Celebração da Vida da comunidade São Francisco de Assis, no mês de maio de 2015. “Foi bem proveitoso”, afirma Marlene.

Não perder tempo

A pouco mais de 20Km dali, em Ribeirão Preto, outra Roda de Conversa sobre infecções respiratórias está sendo programada. “Eu estou com sinusite e rinite. Tenho várias crianças cadastradas assim”, relata Alessandra Mattos, líder e coordenadora na Paróquia Santa Rita de Cássia. Assim que são percebidos os sintomas, “a nossa orientação é que a mãe leve a criança no médico”, recomenda.

Alejandrina Moura, responsável pela Pastoral da Criança na Catedral Santo Antônio de Jacutinga, em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, conta que em sua região também há alguns casos de crianças que já estão sendo tratadas. “Eu mesma tenho bronquite asmática e com esse tempo me ataca direto. Já estou prática no tratamento, estou alerta”, diz. Esta coordenadora também convidou uma amiga enfermeira, Valéria da Rosa Ferreira, para falar do assunto na comunidade e ser uma parceira.

Por isso, conversar e se informar sobre este tema ajuda muito a prevenir crises provocadas pelas infecções respiratórias. E, se acontecerem, a evitar a automedicação e rapidamente procurar um profissional de saúde.

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