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Campanhas

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1800 saneamento basico entrevista

O Maio Laranja é uma campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. O tema chama atenção para uma realidade preocupante e muitas vezes silenciosa: a violência sexual contra crianças. Dados oficiais da campanha apontam que, a cada hora, três crianças são abusadas no Brasil. Metade das vítimas tem entre 1 e 5 anos de idade. Na maioria dos casos, a violência acontece dentro de casa ou é praticada por alguém próximo da vítima, o que torna ainda mais importante a atenção da família, da escola, da comunidade e de toda a sociedade.

Mas como perceber os sinais de abuso? Como orientar as crianças sobre proteção do corpo e limites? E como agir diante de uma suspeita? Para refletir sobre essas questões, a entrevistada deste Tema da Semana é Cecília Landarin Heleno, analista de projetos do Centro Marista de Defesa da Infância, em Curitiba (PR). Na entrevista, ela explica os diferentes tipos de violência sexual, os sinais que podem indicar situações de abuso, a importância da prevenção e os canais de denúncia. Você pode ler a entrevista abaixo ou ouvir o conteúdo completo no player de áudio desta página..

1800 saneamento basico entrevistadaCecília Landarin Heleno

Entrevista com Cecília Landarin Heleno, analista de projetos do Centro Marista de Defesa da Infância, em Curitiba, Paraná.

Quais sinais podem indicar que uma criança ou adolescente está sofrendo algum tipo de abuso?

CECÍLIA:

É importante dizer que essa experiência é muito subjetiva. A maneira como a criança vivencia a situação é que vai determinar os sinais que ela demonstrará

Quando falamos de violência sexual, podemos observar comportamentos. Qualquer mudança de comportamento muito brusca é sempre um sinal de que pode haver alguma coisa errada. Podemos falar, por exemplo, de comportamentos hipersexualizados, de conhecimento incompatível com a idade da criança, desenhos ou assuntos que ela não deveria conhecer ou presenciar. Tudo isso pode indicar que a criança está sofrendo algum tipo de violência sexual ou presenciando situações que também configuram violência sexual.

Também podem surgir mudanças de comportamento, como não querer mais se relacionar ou falar com algum homem ou mulher da família, não querer mais ficar sozinha, não querer voltar para casa, deixar de fazer atividades que antes gostava de realizar. Tudo isso são sinais de que alguma coisa pode estar errada.

Existem também sinais físicos mais evidentes, principalmente quando há toque físico. Pode haver lesões nas partes íntimas, machucados, dores, corrimentos, entre outras situações.

Cecília, como a família e a comunidade podem acolher as crianças e adolescentes que sofreram algum tipo de abuso sexual?

CECÍLIA:

Existem três formas de conhecer uma situação de violência, e isso não vale apenas para a violência sexual: por meio do relato de terceiros, pelos sinais apresentados pela criança ou pelo relato da própria criança

O acolhimento é fundamental quando a criança relata a situação. É importante dar crédito ao que ela está dizendo, sem desconfiar em nenhuma hipótese. Se ela escolheu falar com você, é essencial que você esteja disponível para ajudá-la, sem julgamentos ou juízo de valor, fazendo os encaminhamentos necessários.

O acolhimento precisa partir do afeto e do vínculo já existente com aquela criança, em uma relação de proximidade. O mais importante é que ela saiba que não está sozinha e que conta com ajuda para enfrentar aquela situação, que muitas vezes ela própria ainda não identifica como violência.

Muitas crianças relatam essas situações como se fossem algo banal. Por isso, é fundamental que família, comunidade e escola estejam disponíveis para ouvir, não transfiram a responsabilidade, acreditem no relato e busquem ajudar da melhor forma possível. Agora, se a criança não contou nada, não recomendamos fazer uma abordagem direta.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1807 - 11/05/2026 - Maio Laranja

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Como conversar com crianças sobre proteção do corpo e limites de forma adequada para cada idade?

CECÍLIA:

A forma adequada depende da linguagem utilizada. Quando falamos de prevenção à violência sexual, precisamos explicar que algumas partes do corpo são íntimas e que somente podem ser tocadas em situações de cuidado ou necessidade de ajuda.

Também é importante ensinar a criança a reconhecer seus sentimentos, compreender seus limites e aprender a se expressar. A educação baseada no respeito é a base de tudo isso.

Cecília, se alguém suspeitar de abuso quais são os canais de denúncia?

CECÍLIA:

Se a pessoa for um profissional, o mais adequado é comunicar a instituição onde trabalha, para que ela faça os encaminhamentos necessários.

Se não houver encaminhamento da instituição, ou se a pessoa não for um profissional — mas sim um vizinho ou familiar, por exemplo — existem alguns canais importantes. O Conselho Tutelar é uma possibilidade. Também existem o Disque 100 e o Disque 181. O Ministério Público também possui canais de denúncia anônima.

Esses canais funcionam da seguinte forma: a pessoa faz o relato da situação, inclusive de forma anônima, e a informação chega ao Conselho Tutelar para providências.

Em situações flagrantes, que exigem intervenção imediata, a polícia é o canal mais adequado.

(TESTEMUNHO) Sandralina Santos Miranda, Coordenadora Arquidiocesana da Pastoral da Criança de Feira de Santana, estado da Bahia.

Sandralina, como os líderes da Pastoral da Criança ajudam no fortalecimento das famílias para que elas vivam em harmonia e em paz?

SANDRALINA:

A Pastoral da Criança fortalece as famílias por meio das visitas domiciliares, levando orientações sobre saúde, nutrição, educação, paz e cidadania.

Nessas visitas, conversamos com os pais sobre o desenvolvimento integral das crianças de zero a seis anos, promovendo a convivência amorosa, a prevenção de riscos e o fortalecimento dos vínculos entre pais e filhos.

Leia a entrevista na íntegra

1807 - 11/05/2026 - Maio Laranja

 

45º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Igualdade de gênero”.

Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas

1616º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

"Paz, Justiça e Instituições Eficazes"

Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis

Dra. Zilda

“As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.”

Papa Leão XIV

“Ninguém pode deixar de favorecer contextos em que a dignidade de cada pessoa é protegida, especialmente a das mais frágeis e indefesas.”

Segurança Família
1797 dia da mulher e a busca pela equidade entrevista

A Pastoral da Criança nasceu trabalhando com mães e permanece, há mais de 40 anos, nessa mesma caminhada, reconhecendo o papel essencial da maternidade no cuidado com a vida.

As mães são fonte segura de amor, saúde e cuidado para com seus filhos. São elas que transformam para melhor a realidade em que vivem. Muitas encontram forças na fé e na espiritualidade vividas nas ações do dia a dia, a exemplo de Maria, a Mãe de Jesus.

No conteúdo do Programa Viva a Vida desta semana, convidamos líderes e mães da Pastoral da Criança para partilharem suas experiências, desafios e alegrias. O programa também traz mensagens do presidente, Dom Frei Severino Clasen, da coordenadora nacional, Maria Inês Monteiro de Freitas, e uma reflexão da fundadora da Pastoral da Criança, Dra. Zilda Arns Neumann.

Entrevista com Inessa da Silva Varela, Adriana Hammes, Elenice Fátima da Silva Teles, Cristina Gonçalves de Freitas e Cristiane Pires - Mães que transformam vidas.

Inessa da Silva Varela, líder da Pastoral da Criança de João Câmara, Rio Grande do Norte.

Inessa, o que é ser mãe para você?

INESSA:

Ser mãe é sinônimo de amor incondicional, doação, proteção, renúncia e muita felicidade. Não dá para mensurar o amor de uma mãe por um filho. Só vivendo para sentir

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida –1806 - 04/05/2026 - Dia das Mães

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Adriana Hammes, líder da Pastoral da Criança e coordenadora paroquial da cidade de São Gabriel, Rio Grande do Sul.

Adriana, por que é necessário aceitar que nenhuma mãe é perfeita?

ADRIANA:

O primeiro passo é perceber se aquilo é informação ou apenas opinião. A informação relata um fÉ necessário aceitar que não somos perfeitas, porque nós, mães, também somos seres humanos e também erramos. Mas é errando que aprendemos. Então, precisamos aceitar isso até para podermos educar nossos filhos da melhor forma possível.

Elenice Fátima da Silva Teles, líder da Pastoral da Criança do município de Miguel Pereira, Rio de Janeiro.

Elenice, por que a Pastoral da Criança prioriza o trabalho com as mães?

ELENICE:

Porque a mãe é a primeira orientadora dos seus filhos. É ela que é a base, o laço afetivo. Por isso, precisa receber orientação para que possa ser fortalecida e, assim, garantir saúde, educação e vida plena para seus filhos.

Cristina Gonçalves de Freitas, líder da Pastoral da Criança da Paróquia Maria de Nazaré, em Samambaia Sul, Distrito Federal.

Cristina, como o exemplo de Maria, a Mãe de Jesus, fortalece a sua missão como mãe?

CRISTINA:

O exemplo de Maria nos fortalece pela sua confiança em Deus. Mesmo diante das dificuldades, ela disse “sim” com fé e coragem, ensinando-nos a seguir firmes mesmo sem todas as respostas. Sua vida mostra cuidado, presença e amor, inspirando mães a acompanharem seus filhos com atenção e valores. Também ensina a humildade e o serviço, lembrando que ser mãe é uma missão de amor, fé e entrega..

Cristiane Pires, líder da Pastoral da Criança de Taubaté, São Paulo, também deixa a sua mensagem para as mães.

Cristiane:

Ser mãe é viver uma missão abençoada por Deus todos os dias. A maternidade me ensina sobre o amor verdadeiro, a paciência e a entrega. Cada sorriso da minha filha é um presente divino e, mesmo nos desafios, sinto Deus me fortalecendo e guiando meus passos. Feliz Dia das Mães!

1799 familia bem informada mozart

(MENSAGEM) Saudosa Dra. Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoral da Criança

Francisco, como os líderes da Pastoral da Criança colaboram em levar informações seguras para as famílias acompanhadas?

FRRANCISCO:

A Pastoral da Criança promove ações educativas e preventivas usando várias estratégias. Informa as famílias sobre seus direitos no SUS e em outras políticas públicas. Orienta sobre prevenção de doenças e desenvolvimento infantil adequado. Também realiza campanhas que ajudam a levar informação segura e de qualidade a todos.

 

Leia a entrevista na íntegra

1806 - 04/05/2026 - Dia das Mães 

Mães Vidas
1800 saneamento basico entrevistaFoto: acervo Pastoral da Criança

A gripe e a covid-19 estão entre as infecções respiratórias mais comuns e podem evoluir para casos graves, especialmente em pessoas dos grupos mais vulneráveis, como crianças com menos de 6 anos, gestantes e idosos.

As vacinas ajudam a prevenir as formas mais graves dessas doenças, com alta eficácia na redução de hospitalizações e mortes. Ou seja, quem está vacinado tem muito menos risco de desenvolver complicações. Caso contraia a doença, os sintomas tendem a ser mais leves, semelhantes a um resfriado.

A vacina contra a covid-19 está disponível gratuitamente no SUS. Já a vacina contra a gripe é oferecida gratuitamente para os grupos prioritários. A recomendação é consultar, na sua cidade, onde as vacinas estão disponíveis e quem pode se vacinar.

1800 saneamento basico entrevistadaEder Gatti Fernandes

Entrevista com Eder Gatti Fernandes, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Eder, qual é a importância da vacina da gripe e da covid-19 para todas as idades e para a saúde individual e coletiva?

EDER:

A influenza e a covid-19 estão entre as principais causas de infecções respiratórias, e algumas pessoas têm maior risco de evoluir para formas graves dessas doenças, especialmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades, como doenças crônicas.

Além disso, há grupos com maior risco de exposição. Por isso, essas vacinas são fundamentais para os grupos prioritários, com destaque para gestantes, idosos e crianças, que apresentam maior risco de hospitalização e morte.

A vacinação é importante tanto para a proteção individual quanto para a saúde coletiva. Nos períodos de maior circulação da influenza, por exemplo, há aumento significativo na ocupação de leitos, o que sobrecarrega o sistema de saúde. Vacinar-se contribui para reduzir esse impacto.

Gestantes e mulheres que amamentam podem receber as vacinas da gripe e da covid-19?

EDER:

Sim. As vacinas contra a covid-19 e a influenza são recomendadas para gestantes. Além de não oferecerem risco ao bebê, contribuem para aumentar a proteção da criança.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1803 - 13/04/2026 - Vacinas de gripe e covid-19

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Por que é necessário se vacinar todos os anos contra a gripe?

EDER:

A vacinação anual é necessária porque a proteção oferecida pela vacina contra a gripe não é duradoura e precisa ser renovada periodicamente.

Além disso, o vírus sofre constantes mutações. As cepas que circulam variam ao longo do tempo, e a Organização Mundial da Saúde monitora essas mudanças para atualizar a composição da vacina. Assim, a imunização anual garante proteção atualizada contra os vírus em circulação.

Quais os perigos de não vacinar contra a gripe e a covid-19?

EDER:

Os vírus da influenza e da covid-19 sofrem mutações frequentes. Não se vacinar aumenta o risco de infecção e de evolução para formas graves das doenças.

Isso representa um risco tanto para a saúde individual quanto para o sistema de saúde, já que pode resultar em maior ocupação de leitos hospitalares.

(MENSAGEM) Coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Maria Inês Monteiro de Freitas.

Maria Inês, quais são as orientações da Pastoral da Criança sobre a vacinação?

MARIA INÊS:

A Pastoral da Criança é uma grande promotora da vacinação nas comunidades. Esse é um tema presente nas visitas domiciliares, pois as vacinas previnem doenças e salvam vidas.

Vacinar-se contra a gripe, a covid-19 e outras doenças é um gesto essencial de cuidado com a própria saúde e com a saúde das outras pessoas. As vacinas reduzem o risco de formas graves, diminuem internações, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com condições de saúde mais vulneráveis.

Vacinar bebês, crianças e gestantes é escolher a vida, a proteção e o compromisso com um futuro mais saudável e seguro para todos.

Infelizmente, informações falsas que circulam nas redes sociais podem prejudicar a saúde. Por isso, é importante confiar em fontes seguras. Os líderes da Pastoral da Criança recebem orientações confiáveis e estão preparados para partilhar essas informações com as famílias.

Leia a entrevista na íntegra

1803 - 13/04/2026 - Vacinas de gripe e covid-19

 

E SDG Icons NoText 033º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Saúde e Bem-Estar”

Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

1717º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Parcerias e meios de implementação”

Reforçar os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável

Dra. Zilda

“O líder da Pastoral da Criança acompanha, ora, vigia, como o Bom Samaritano que busca o bem e a saúde de quem precisa”.

Papa Leão XIV

“O acesso à saúde e à proteção deve ser garantido aos mais vulneráveis, pois isso é necessário para a sua dignidade e também para evitar que a injustiça se torne semente de conflito.”

Saúde Vacinas
1800 saneamento basico entrevistaCrianças brincando em uma Celebração da Vida da Pastoral da Criança
Foto: Acervo

Brincar sempre foi uma forma importante da criança se expressar, aprender e se desenvolver. Por meio das brincadeiras, ela aprende a lidar com as emoções, desenvolve o corpo, a atenção, a memória e outras habilidades importantes para a sua formação. Quando a criança tem garantido o direito de brincar, sua autoestima é fortalecida e a forma como socializa é moldada, contribuindo para o crescimento da empatia e para o seu desenvolvimento pessoal.

Diversos estudos mostram que brincar é fundamental para o desenvolvimento infantil. Segundo o Unicef, as brincadeiras estimulam habilidades cognitivas, emocionais, sociais e motoras, além de fortalecer vínculos familiares e comunitários.

No Brasil, o direito ao brincar é assegurado pela Constituição, no artigo 227, que determina ser dever do Estado, da família e da sociedade garantir à criança, com absoluta prioridade, o direito ao desenvolvimento físico, emocional e social.

O Dia Mundial do Brincar, comemorado em 28 de maio, reforça essa importância. A data foi criada em 1999, no Japão. E atualmente é celebrada em mais de 40 países, incluindo o Brasil, reconhecendo que brincar é um dos pilares para um desenvolvimento saudável e integral.

Entretanto, surge uma reflexão importante: como incentivar a criança a brincar em um mundo cercado por telas? Especialistas alertam que o excesso de tempo em celulares, tablets e televisões pode impactar a atenção, o sono e a socialização infantil. Além disso, muitas crianças ainda não possuem espaços seguros para brincar devido às desigualdades sociais.

No conteúdo desta semana do Programa Viva a Vida, Priscila do Rocio Costa, pedagoga da equipe técnica da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança, aborda os principais aspectos da importância da brincadeira na infância e os desafios atuais para a garantia desse direito.

Você pode acompanhar o conteúdo completo abaixo ou ouvir a entrevista no player de áudio desta página.

1800 saneamento basico entrevistadaPedagoga, Priscila do Rocio Costa

Entrevista com Priscila do Rocio Costa, pedagoga da área de desenvolvimento infantil da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança.

Priscila, por que o brincar é tão importante para o desenvolvimento infantil?

PRISCILA:

O brincar é o combustível do cérebro na primeira infância. O brincar livre contribui para o desenvolvimento das funções executivas, como memória, o controle emocional, corporal, raciocínio lógico, tomada de decisões, por exemplo. Além disso, ele favorece a convivência e fortalece a autoestima e a empatia. Na visão da Pastoral da Criança, o brincar também fortalece o vínculo afetivo.

Como as cidades podem se tornar mais "amigas da criança" através de espaços de lazer?

PRISCILA:

Uma cidade boa para a criança é uma cidade boa para todos. Tornar as cidades amigas da criança exige um planejamento urbano que valorize as pessoas e o contato com a natureza.

Precisamos de praças, parques seguros, iluminados, calçadas acessíveis, que não sejam apenas depósitos de brinquedos e de estruturas, mas de espaço de convivência e contato com o meio ambiente. As pesquisas mostram, inclusive, que o contato com a terra, com a planta, com água, contribui para reduzir o estresse, a ansiedade e o risco de obesidade. Além dos espaços públicos, também é importante que o brincar e o convívio também sejam incentivados no dia a dia, dentro de casa, nas escolas, em outros ambientes da comunidade, garantindo que a criança tenha oportunidades de se desenvolver de forma integral em todos os lugares onde ela vive.

As cidades também podem favorecer esse cuidado, criando caminhos seguros e acolhedores entre casa, escola e comunidade. A própria comunidade também pode se envolver organizando espaços em terrenos disponíveis, promovendo as ruas do brincar e incentivando o uso das praças. É também importante o controle social, acompanhar de perto e cobrar do poder público ações que garantam espaços adequados e seguros para as crianças. Assim como a participação de todos, nós construímos uma comunidade mais acolhedora, onde as crianças podem crescer, brincar e se desenvolver com dignidade.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1809 - 25/05/2026 - Dia Mundial do Brincar

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Priscila, é possível notar diferenças no desenvolvimento de uma criança que brinca pouco em comparação com uma que brinca livremente?

PRISCILA:

Sim, as diferenças são visíveis e comprovadas. A criança que brinca pouco, muitas vezes confinada ou sobrecarregada de telas, pode apresentar atrasos na aprendizagem, no desenvolvimento motor, dificuldades de interação, de socialização, maior irritabilidade, dificuldade de sono, sobrepeso, obesidade. E já aquela criança que brinca livremente, que corre, que pula, ela se desenvolve com mais autonomia. Ela aprende a resolver problemas sozinha, a criar suas próprias regras e a ter iniciativa. E o brincar livre estimula a criatividade. Então, na Pastoral da Criança, nós notamos que as crianças que têm espaço para o lúdico são mais resilientes e confiantes. O brincar permite que a criança ensaie a vida adulta com segurança, com equilíbrio emocional e alegria. E esse aprendizado é uma base sólida para toda a vida.

(TESTEMUNHO) Pablo Lopes, professor de educação infantil e multiplicador da ação Brinquedos e Brincadeiras junto à Coordenação Arquidiocesana da Pastoral da Criança de Brasília, Distrito Federal.

Pablo, como vocês orientam as famílias para a inclusão no brincar, a fim de que todas as crianças possam brincar juntas?

PABLO:

O brincar é uma das bases mais importantes do desenvolvimento infantil. Ela envolve linguagem, interação social e regulação emocional e criatividade. No caso das crianças neurodivergentes, como aquelas com autismo ou TDAH, não se trata de não saber brincar, mas de brincar de formas diferentes. A inclusão, por exemplo, acontece quando essas diferenças são compreendidas e respeitadas. O papel do líder da Pastoral da Criança é orientar as famílias para validar o jeito de cada criança brincar, modelar as habilidades sociais de forma mediada, adaptar o ambiente e promover as atividades cooperativas. Também é essencial preparar as outras crianças para a diversidade, evitar forçar interações e trabalhar em parcerias com as famílias. A ideia central é sair de um modelo de normalização e caminhar para um modelo de adaptação, garantindo que todas as crianças possam participar e se desenvolver plenamente.

(TESTEMUNHO) Maria Cristina da Silva Castro, líder e coordenadora paroquial de Águas Lindas de Goiás, estado de Goiás.

Maria Cristina, por que é importante a criança brincar?

MARIA CRISTINA:

O pai e a mãe precisam tirar pelo menos 30 minutos para brincar com seus filhos, pois é brincando que a gente descobre o grau de dificuldade do desenvolvimento dos nossos filhos, como lidar, como ele está lidando com o brinquedo, com os coleguinhas, com os irmãos. E a gente consegue ver o desenvolvimento dessa criança para ver se ela não precisa de um acompanhamento especializado.

(TESTEMUNHO) Maria José Pereira de Melo, Líder da Pastoral da Criança de João Câmara, Rio Grande do Norte.

MARIA JOSÉ:

Todas as crianças têm direito de brincar, também aquelas que têm diferenças no funcionamento do cérebro. As brincadeiras favorecem o desenvolvimento infantil e promovem a inclusão e a empatia entre as crianças. Por isso, orientamos as famílias a brincarem com as crianças através de brincadeiras adaptadas. É importante identificar os interesses da criança, do que ela gosta de brincar e, a partir daí, criar jogos de interação.

Leia a entrevista na íntegra

1809 - 25/05/2026 - Dia Mundial do Brincar

 

E SDG Icons NoText 033º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Saúde e Bem-Estar”

Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

44º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Educação de Qualidade”.

Garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.

Dra. Zilda

“Vamos educar nossas crianças com amor, pois esse amor se converte em gestos de fraternidade para o Brasil e o mundo”.

Papa Leão XIV

"Vocês são testemunhas de como as crianças nos educam enquanto as educamos e de como devemos protegê-las de uma visão desumana da informação e da educação. Todos nós, especialmente hoje, na era digital e da inteligência artificial, precisamos de uma educação permanente.”

Desenvolvimento infantil Brincar
1773 saude mental da crianca entrevista horizontalPastoral da Criança orienta gestantes sobre o pré-natal. Na foto, líder entrega cartela do material educativo ‘Laços de Amor’.

Um pré-natal de qualidade e humanizado começa muito antes dos exames e do ultrassom. Ele se constrói, sobretudo, no acolhimento da gestante desde o primeiro contato com o serviço de saúde, no acesso precoce às consultas e na criação de um vínculo com a equipe que vai acompanhá-la ao longo desse período.

No Sistema Único de Saúde (SUS), toda gestante tem direito ao acesso às consultas de pré-natal, aos exames necessários, à presença de um acompanhante e à informação sobre o próprio corpo, sobre o parto e sobre a maternidade de referência. Também é direito da mulher receber um atendimento sem discriminação, participar das decisões sobre seu cuidado e vivenciar a gestação, o parto e o pós-parto com dignidade e respeito, conforme orientações das políticas públicas de saúde voltadas à atenção integral à mulher.

Para entender melhor o que é um pré-natal humanizado e conhecer os direitos da gestante, acompanhe o conteúdo completo do Programa Viva a Vida, com informações e orientações de quem atua diretamente na formulação das políticas de saúde no Brasil.

1772 hortascaseirasecomunitarias anasimoneMariana Seabra

Entrevista com Mariana Seabra, coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Mulheres, no Ministério da Saúde.

O que o médico ou o profissional de saúde precisa avaliar em cada consulta de pré-natal?

Em cada consulta, é necessário avaliar a pressão arterial, o peso, a altura e o estado nutricional da gestante. Também se observa a presença de edemas, que são os inchaços nas pernas ou nos braços, além da altura uterina, que é a medição da barriga para acompanhar a idade gestacional e o desenvolvimento do bebê.

Devem ser avaliados os batimentos cardíacos e os movimentos fetais, bem como sinais de risco, como dor, sangramento ou redução dos movimentos do bebê. Fazem parte da consulta a solicitação de exames, a atualização vacinal e o uso da caderneta da gestante, que é fundamental nesse processo. Além disso, em todas as consultas deve ser feita a classificação do risco gestacional, para identificar precocemente qualquer situação que indique necessidade de acompanhamento especializado.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1791 – 19/01/2026 - Além do Ultrassom

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Quais são os sinais de alerta a que a gestante precisa estar atenta?

Os principais sinais de alerta incluem sangramento vaginal. Nesse caso, se a unidade básica estiver fechada quando ocorrer, é fundamental procurar um serviço de saúde com atendimento obstétrico. Dor de cabeça intensa ou alterações visuais também são sinais importantes, assim como dor abdominal forte.

Febre na gestação merece atenção, pois gestantes não devem apresentar febre. Perdas vaginais anormais, como excesso de muco ou líquidos, precisam ser avaliadas. Falta de ar ou cansaço intenso também são sinais de alerta. Além disso, após a gestante começar a perceber os movimentos do bebê, qualquer redução desses movimentos deve motivar a busca imediata por atendimento de saúde.

Por que a gestante deve ter sempre junto a caderneta da gestante?

A caderneta da gestante é um guia que reúne todas essas informações e muitas outras. Ela traz orientações detalhadas sobre alimentação, atividade física, posições de parto e o desenvolvimento do bebê em cada fase da gestação.

É um material completo, baseado em evidências científicas, que ajuda a gestante a compreender o que esperar de cada etapa e reforça as práticas de cuidado e de humanização do pré-natal e do parto.

Leia a entrevista na íntegra

1791 - 19/01/2026 - Além do Ultrassom

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“Saúde e Bem-Estar”

Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

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“Igualdade de gênero”.

Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas

Dra. Zilda

“No acompanhamento da gestante mês a mês, através da visita domiciliar, você está melhorando o mundo, pelo benefício que leva à gestante e à criança, na partilha do saber e do amor fraterno”.

 

Papa Leão XIV

“A maternidade e a paternidade, assim preservadas, não são de forma alguma um fardo para a sociedade, mas sim uma esperança que a fortalece e renova.”

Gestante Pré-natal

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