1288 vacinas entrevista

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A saúde é o bem mais precioso de cada pessoa. Tê-la em plenitude depende de vários cuidados. Entre eles, um dos mais importantes é a vacinação na gestação e na infância. Todas as crianças necessitam de vacinas para ficarem protegidas de algumas doenças. A família tem o direito de ter, perto do lugar onde mora, um serviço de saúde para vacinar e acompanhar o desenvolvimento de seu filho. E, também, para atendê-lo, se ficar doente.

De acordo com o Portal Brasil, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza mais de 300 milhões de doses de vacinas anualmente – considerando a média normal, em um período sem tantos atrasos de fabricação. Ao todo, na rede pública, são oferecidos 42 tipos de imunobiológicos e 25 vacinas. Das vacinas disponíveis hoje no SUS, 96% são produzidas no Brasil ou estão em processo de transferência de tecnologia.

Como contribuição das campanhas de vacinação, Brasil conseguiu erradicar a poliomielite e a varíola, e eliminar a circulação do vírus do sarampo, desde 2000, e da rubéola, desde 2009. Também diminuíram os casos de meningites, difteria, tétano neonatal, entre outras.

Para saber mais sobre as vacinas das crianças e as instâncias envolvidas em sua distribuição, confira a entrevista com o gestor de relações institucionais, Clóvis Boufleur e com a enfermeira da coordenação nacional, Regina Reinaldin.

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Clóvis Boufleur - Gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança

Por que há falta de vacinas?

Clóvis: Em 2014 e 2015, houve falta da BCG contra a tuberculose e a antitetânica, para combater o tétano. Recentemente, faltou vacina contra as hepatites A e B. Faltaram vacinas contra sarampo, rubéola, caxumba, varicela, coqueluche, difteria. Enfim, o que o Ministério da Saúde disse é que o problema no abastecimento da BCG, por exemplo, foi na reforma do Instituto Butantã. E, também, houve baixa reprodução dessas vacinas que eu citei em outros laboratórios nacionais e internacionais. Nós precisamos fazer um profunda avaliação pra evitar que essas situações se repitam nos próximos anos.

Quando falta vacina, qual é a responsabilidade do município?

Clóvis: A Secretaria Municipal de Saúde recebe, mensalmente, vacinas da Secretaria Estadual. Todo mês, ela precisa informar a quantidade de doses aplicadas, as doses que ela precisa. Enfim, o processo da oferta e da demanda, como a gente diz. No caso de falta de vacinas no país, o município precisa se manifestar rapidamente e solicitar soluções para os governos do estado e do município. Agora existem situações sobre vacinas que têm a ver com os municípios. Então, às vezes, existe falta de vacinas no posto porque acontece algum problema no transporte, na validade, no cálculo do pedido que o município faz para o Estado, ou no armazenamento que depende, sempre, de refrigeração. Nós sabemos que existem lugares em que há falta de luz ou a luz cai com frequência. Então, as pessoas não conseguem se organizar rapidamente para proteger a vacina.

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 Regina Reinaldin - Enfermeira da Pastoral da Criança

E qual é o papel da comunidade?

Clóvis: Assim como os governos devem fazer sempre a sua parte, a comunidade também pode se organizar para mostrar a sua indignação e pressionar a Secretaria de Saúde, sempre que houver falta de vacinas. A comunidade tem o direito de receber todas as informações que possam esclarecer o motivo da falta de vacinas. Assim, com o acesso à informação, as lideranças da comunidade, incluindo a Pastoral da Criança e outras entidades, podem solicitar que o assunto seja discutido no Conselho de Saúde e, também, podem solicitar uma audiência na Secretaria de Saúde, para propor soluções conjuntas para resolver o problema.

Como o voluntário da Pastoral da Criança e outras lideranças podem colaborar e apoiar a família sobre as vacinas?

Regina: É importante o líder fazer uma visita ao posto de saúde da comunidade que acompanha, para conhecer o serviço, os profissionais que trabalham e os horários de médicos, de vacinas. Assim, quando for visitar a família, pode passar essas informações. Na visita à família, é importante que o líder observe a Caderneta de Saúde da criança, para ver se o calendário está em dia.

Nos casos onde não havia vacinas e agora elas estão chegando, o que a unidade de saúde e a família devem fazer para colocar a vacinação da criança em dia?

Regina: A orientação do Ministério da Saúde é que os pais procurem as unidades de saúde e façam agendamento da vacinação, para garantir o melhor aproveitamento das doses já existentes e que as crianças sejam imunizadas assim que as doses faltantes chegarem ao município. Pode acontecer, também, que o agente comunitário, quando chegar a vacina, avise a família.

Leia a entrevista na íntegra: 1288 - Entrevista com Clóvis Boufleur e Regina Reinaldin - Na falta de vacinas, o que fazer (.PDF)

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança. Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
Programa de Rádio 1288 - 06/06/2016 - Na falta de vacinas, o que fazer
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