Missão da Pastoral da Criança

  • Missão da Pastoral da Criança

    27/08/2020

    A inspiração bíblica da missão da Pastoral da Criança é uma frase que a Dra. Zilda sempre repetia: eu vim para que todas as crianças tenham vida e vida em abundância, Cf Jo 10, 10. Quem teve a feliz oportunidade de conviver com ela ouviu muitas vezes também sobre a importância da linda missão de vocês, líderes, pela promoção e o desenvolvimento das crianças, gestantes e suas famílias.

    Nossa missão é continuar sendo a presença do amor solidário de Deus nesse mundo. Cada um de nós deve continuar o caminho de solidariedade, da partilha fraterna, da missão que nasce da fé em favor da vida, e que tem se multiplicado de comunidade em comunidade. 

    Líder, por isso, também nesse momento de enfrentamento à COVID-19 (coronavírus), sua presença na vida das famílias mais pobres é a manifestação viva do amor de Deus para com os mais frágeis, para com aqueles que mais necessitam da bondade e do carinho de Deus. Vocês são a grande força que move a Pastoral da Criança e não podem parar! 

    Afinal, graças ao trabalho incessante da Dra Zilda e à dedicação de cada um de vocês, a história do Brasil nos últimos 37 anos foi marcada pela vitória da vida contra a morte precoce de crianças e gestantes e é isso que devemos continuar lutando para garantir nesse momento delicado que estamos passando. 

    Entendemos que as ações da Pastoral da Criança realizadas por vocês, líderes, e a missão de levar informações sobre saúde e prevenção para as famílias acompanhadas devem ser intensificadas, seguindo rigorosamente as recomendações abaixo, uma vez que nossa atividade está na primeira linha de atuação em saúde, que é a prevenção.

    Recomendações da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança:

    1. Nos municípios em que o comércio e outros serviços estão suspensos, a orientação é:

    Seguir sempre a orientação da Igreja local bem como da Secretaria Municipal de Saúde.
    • Visita domiciliar: fazer acompanhamento das crianças e gestantes por meio eletrônico. Usar o aplicativo Visita Domiciliar e outros meios de comunicação, como o site e o facebook da Pastoral da Criança. Importante ter este contato para ajudar com as dúvidas, em especial sobre o coronavírus.

    • Celebração da Vida:suspender temporariamente. Retornar quando as autoridades locais permitirem.

    Nestes municípios onde tem vírus circulante é importante ficar atento se há pessoaspassando fome, sem acesso a remédios ou outras grandes dificuldades.

    Criar formas de fazer chegar a solidariedade sem contaminar ou ser contaminado. Convocar os jovens da comunidade a atuar com cuidado e solidariedade.

    2. Nos municípios em que não há determinação de fechamento do comércio ou outros serviços:

    Seguir sempre a orientação da Igreja local bem como da Secretaria Municipal de Saúde.

    Com o aval do maior epidemiologista em nível mundial em cuidados com crianças e gestantes, e pesquisador da Pastoral da Criança há mais de 30 anos, Dr. Cesar Victora, estabelecemos o seguinte procedimento para os locais em que não há restrição emitida por autoridade:

    Manter as atividades de visita domiciliar e Celebração da Vida, seguindo rigorosamente as recomendações da Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde.

    • Visita domiciliar:
      • Use máscara. 
      • Lave as mãos com água e sabão; use álcool 70%.
      • Mantenha distância de 2 metros entre você e as pessoas. Converse preferencialmente ao ar livre.
      • Evite tocar nos olhos, nariz e boca.
      • Cobrir a boca e o nariz com a parte interna do cotovelo ou lenço quando tossir ou espirrar (em seguida, descarte o lenço usado imediatamente).
      • Pessoas doentes ou com problemas que deixam seu organismo mais frágil não devem fazer visitas.

    • Celebração da Vida:
      • Celebração da Vida com no máximo 50 pessoas (dividir em grupos, se necessário); dar prioridade às crianças pequenas e gestantes.
      • Ambientes bem arejados.
      • Pessoas doentes não devem participar.
      • Importante o uso de máscara.
      • Evitar aglomerações, mantendo distância de 2 metros entre uma pessoa e outra.
      • Aproveitar o momento e mostrar a forma correta de lavagem das mãos, conforme vídeo:https://www.youtube.com/watch?v=2h8vc-voPNQ

    Importante aproveitar estes momentos para orientar as famílias sobre como prevenir a infecção por coronavírus.

    Seguindo as recomendações acima, as Visitas Domiciliares podem ser realizadas em boa parte dos municípios brasileiros, mantendo nossa ação missionária de levar levar Vida Plena para todas as famílias, gestantes e crianças, bem como ser a presença de Deus nesse momento em que a união comunitária e o espírito de que somos todos uma mesma família deve prevalecer. 

    Para que vocês, líderes, estejam bem informados e saibam passar as orientações corretas e atualizadas, sem fake news, a Pastoral da Criança está disponibilizando este material educativo, bem como diversas mensagens direto no seu appVisita. Aqui você encontrará informações sobre o coronavírus, sobre a epidemia e, principalmente, todas as orientações que devemos seguir para a proteção de toda a comunidade. São informações oficiais do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, entre outros órgãos sérios e competentes.




  • Visita Domiciliar

    27/08/2020


    Uma das principais missões da Pastoral da Criança é transmitir informações atuais e importantes sobre saúde, educação e desenvolvimento infantil para todas as nossas famílias. E uma das formas de mantermos os líderes, mães e pais sempre atualizados é continuar realizando a Visita Domiciliar.

    A Visita Domiciliar é o contato mais próximo entre você, líder da Pastoral da Criança, e as famílias que acompanha. Nas visitas, você tem a possibilidade de conhecer melhor a família e partilhar conhecimentos e experiências sobre o Coronavírus e também sobre nutrição, higiene, cidadania, gestação, prevenção de doenças e acidentes, educação infantil, entre outros. É nessa ocasião que é possível analisar, junto com a família, o que pode ser melhorado no cuidado com as crianças, na gestação ou no convívio familiar.

    E quando se trata de tempos de pandemia, como o que estamos vivendo, essa visita é ainda mais importante. Receber informações preventivas corretas e de qualidade, como as contidas no AppVisita (e-Capacitação/Combate ao Coronavírus), vão ter impacto na vida de toda a família e em toda a comunidade.

    Afinal, é durante a visita domiciliar que você vai ter oportunidade de ver a criança, os pais e a família toda com mais tranquilidade, observar como estão se organizando no dia a dia, acompanhar como está a prevenção do novo Coronavírus e passar suas valiosas informações. Será preciso mudar um pouco maneira de fazer a visita: sem beijos, abraços, se possível no quintal (em lugar aberto), entre outras recomendações.

    Importante: seguir o que está escrito aqui na e-capacitação do coronavírus, no tópico "Missão da Pastoral da Criança", que contém orientações sobre a visita domiciliar neste período de pandemia. 



  • Líderes religiosos e organizações baseadas na fé

    27/08/2020

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que os líderes religiosos e as organizações baseadas na fé, como é o caso da Pastoral da Criança, podem desempenhar um papel importante em salvar vidas e reduzir doenças relacionadas a COVID-19. Salienta que eles são a principal fonte de apoio, conforto, orientação e assistência para seus membros. Cita também que os membros podem confiar mais nas informações repassadas pelos líderes e organizações religiosas do que em outras fontes, como governos e agências de saúde e reforça que eles podem compartilhar informações de saúde para ajudar na proteção dentro e fora de suas comunidades.


    Em seu site, a OMS cita que eles podem fornecer apoio pastoral e espiritual durante emergências de saúde pública como essa e outros desafios à saúde e podem defender as necessidades de populações vulneráveis.

    Ao compartilhar orientações simples, baseadas em evidências para prevenir a COVID-19, instituições religiosas podem ajudar a divulgar informações úteis, prevenir e reduzir o medo e a descrença, e contribuir para proteger às pessoas de suas comunidades. Como os líderes religiosos são integrados em suas comunidades por meio de serviços e redes de solidariedade, muitas vezes são capazes de alcançar os mais vulneráveis com assistência e informações de saúde e identificar os que mais tem necessidade com mais facilidade. Em resumo, os líderes religiosos são um elo crítico na rede de segurança para pessoas vulneráveis dentro de sua comunidade religiosa e também de toda a comunidade.

    Recomendação

    As organizações baseadas na fé também são aconselhadas a realizar atividades remotamente, e não pessoalmente, usando a tecnologia disponível para manter as atividades na comunidade. Devem fortalecer a saúde mental e a resiliência de suas comunidades, mantendo as pessoas conectadas e identificando maneiras seguras pelas quais os membros podem ajudar outras pessoas.

    Devem seguir as orientações locais, estaduais e nacionais para determinar se reuniões com número grande de pessoas, como celebrações, casamentos e funerais, são permitidas com base na disseminação da COVID-19.

    A OMS elaborou um guia, com base em suas recomendações sobre a COVID-19, com orientações para os líderes religiosos e organizações baseadas na fé. O guia reconhece o papel especial de líderes religiosos, organizações religiosas e comunidades de fé no combate a COVID-19 por meio da educação e da orientação e cita o papel delas, em especial para:

    • Compartilhar informações baseadas em evidências sobre a COVID19.
    • Educar/orientar seus membros e a comunidade sobre as principais medidas de proteção contra a COVID-19.
    • Garantir que informações precisas sejam compartilhadas com comunidades.
    • Evitar grandes reuniões de grupo e conduzindo rituais e atividades religiosas remotamente/virtualmente, conforme necessário e sempre que possível.
    • Garantir que qualquer decisão de convocar o grupo para adoração, educação ou atividades sociais é baseada em uma sólida avaliação de risco e de acordo com a orientação de autoridades nacionais e locais.
    • Fortalecer a saúde mental e espiritual, o bem-estar e a resiliência, por meio do contato individual (observando o distanciamento físico apropriado) e através de meios de comunicação sociais e outros meios de comunicação.
    • Abordar o estigma, a violência e o incentivo ao ódio.
    • Promover a colaboração ecumênica e inter-religiosa e a coexistência pacífica durante a pandemia de COVID-19.

    O guia ainda traz outras recomendações, dentre elas:

    Mantendo a comunidade conectada

    Líderes religiosos e organizações baseadas na fé podem fortalecer suas comunidades e combater o auto-isolamento através do contato com as pessoas, de preferência via telefone. Isso é particularmente importante para indivíduos que moram sozinhos, idosos, aqueles que têm deficiências ou que são vulneráveis. Importante garantir que as listas de contatos das pessoas da comunidade estejam atualizadas e acessíveis a seus membros. As organizações podem criar "árvores de chamada" em quais membros individuais se voluntariam para telefonar para outras membros regularmente para verificar seu bem-estar. Visitas domiciliares devem ser evitadas sempre que possível e, se necessário, devem empregar distanciamento físico apropriado e outras medidas preventivas. Além disso, líderes religiosos são incentivados a evitar a separação familiar e promover opções de cuidados com base na família em situações em que as crianças são separadas de suas famílias.

    Ajudando os outros

    Ajudar outras pessoas que precisam pode beneficiar tanto a pessoa que recebe como a que ajuda. Comunidades de fé e organizações religiosas podem identificar maneiras pelas quais seus membros podem ajudar outros, dependendo dos níveis de risco individuais (verificação de idosos, pessoas com deficiência e vizinhos vulneráveis por telefone e oferecendo entrega de mantimentos etc.). Líderes religiosos e comunidades religiosas podem promover o compartilhamento de recursos para prover àqueles cujos meios de subsistência são interrompidos e que não podem sustentar a si mesmos e suas famílias. Particular importância é o atendimento aos profissionais de saúde, policiais e trabalhadores de serviços essenciais que continuam trabalhando, em algum momento longe de suas famílias. Os líderes religiosos podem incentivar aqueles que podem fazer doações para aqueles cujos meios de subsistência foi afetado pela pandemia. Enquanto os membros da comunidade trabalham juntos, eles podem criar um senso de solidariedade e construir
    resiliência.

    Acesse o guia em inglês aqui: https://www.who.int/publications-detail/practical-considerations-and-recommendations-for-religious-leaders-and-faith-based-communities-in-the-context-of-covid-19

  • Celebração da Vida

    27/08/2020

    A Celebração da Vida, onde não há vírus circulante, continua sendo momento de encontro das famílias acompanhadas e dos líderes da Pastoral da Criança. Esse momento tão especial ajuda a fortalecer o vínculo de toda a comunidade e é muito importante para compartilhar orientações sobre saúde, educação, nutrição e cidadania, bem como sobre a prevenção e combate ao novo Coronavírus.

    O melhor é que seja realizada em ambientes arejados e, se possível, ao ar livre, com os cuidados de higiene necessários, sem excesso de participantes e sempre respeitando a recomendação de manter distância entre as pessoas.

    Afinal, informação nunca é demais! Líder, aproveite a Celebração da Vida para ouvir a comunidade e com base nas dúvidas e nas curiosidades, compartilhe os conhecimentos que possui.

    Importante: seguir o que está escrito aqui na e-capacitação do coronavírus, no tópico "Missão da Pastoral da Criança", que contém orientações sobre a Celebração da Vida neste período de pandemia.

  • Rede de Apoio

    27/08/2020

    Formar uma rede de apoio na comunidade é uma das muitas formas de fazer a informação correta e de qualidade chegar a quem precisa. Toda a ajuda é muito bem-vinda e pode ser o que faltava para chegarmos à todas as famílias e crianças.

    Também, é uma forma concreta de colocar em prática a importância de ir ao encontro dos que mais precisam da nossa presença missionária.

    Todos nós da Pastoral da Criança temos a responsabilidade – pela história, pelo compromisso – de priorizar a nossa presença nos locais com crianças vulneráveis. Entre os grupos identificados no Sistema de Informação há diversos grupos de famílias que vivem vulnerabilidade e são acompanhadas pela Pastoral da Criança. Ribeirinhos, indígenas, quilombolas e de acampamentos rurais, ciganos, vítimas da seca, migrantes, crianças com deficiência, entre outros.

    Nesse momento de pandemia que vivemos, é ainda mais importante ir ao encontro dessas famílias que, geralmente, vivem nas comunidades mais pobres e distantes. Afinal, nosso objetivo é apenas um: garantir que a missão de vida plena chegue a todas as crianças, sem distinções.

    Se forem famílias acompanhadas, é momento de fazer a visita domiciliar e compartilhar suas preciosas informações sobre saúde, nutrição, cidadania, desenvolvimento infantil, além de formas de prevenção ao novo coronavírus, é claro.

    Se não forem famílias acompanhadas, visite do mesmo jeito. Leve sua presença missionária, suas informações e exerça sua caridade e desejo de ser “Igreja em saída”.

    Em ambos os casos, aproveite para oferecer ajuda prática também: pode ser para fazer compras no supermercado, comprar alcool gel, disponibilidade para ouvir a sabedoria dos idosos - que são um dos grupos com mais necessidade de isolamento nessa fase; confortar os familiares que estão vivendo a pandemia na pele, trocar informações sobre formas de prevenção, discutir alternativas para cuidar das crianças em época de suspensão de aulas etc.

    Que possamos ver esse momento como uma oportunidade que a vida nos deu para colocar-se no lugar do próximo, sentir suas necessidades, compreender seu momento, para enfim, ajudá-lo da forma que pudermos, pois, juntos, somos sempre mais fortes!

    Importante: seguir as orientações de prevenção e cuidado contidas aqui na e-capacitação do coronavírus.

  • Outras ações concretas

    27/08/2020
    1. O que acha de visitar os idosos da sua comunidade e levar carinho, atenção e informações sobre prevenção? Se você não estiver doente, com cuidados de higiene e mantendo distância, é possível realizar essa ação. Lembre-se de se colocar à disposição do idoso para tarefas práticas, como fazer compras, ir à farmácia ou buscar remédio na Unidade de Saúde, por exemplo.

    2. Nos municípios em que o comércio e outros serviços estão suspensos, muitas paróquias cancelaram missas e encontros religiosos, seguindo as recomendações das autoridades locais e das dioceses. Um ideia é combinar com as famílias um horário para realizarem, cada um em sua casa, uma oração em conjunto, unindo força e fé para enfrentar este momento.

    3. Vamos exercer o Controle Social? Líder, seria bem interessante fazer contato virtual com a  Unidade de Saúde mais próxima e conversar sobre as medidas que estão tomando para enfrentar a pandemia do coronavírus, bem como quais são as orientações que devem ser passadas para as famílias. Assim, durante as visitas e a celebração da vida, você pode levar ainda mais esse conteúdo. Nos municípios em que o comércio e outros serviços foram suspensos, é necessário repassar estas informações para a família por meio eletrônico. Também, em caso de encontrar algo que fuja das recomendações nacionais, use o AppVisita para escalar o problema para sua coordenação e, se necessário, para a Coordenação Nacional.


  • Pandemia: ameaça a saúde de gestantes e crianças em todo o mundo

    09/09/2020

    A pandemia do novo coronavírus mudou a rotina do mundo e trouxe inúmeras dificuldades e desafios para a maioria dos países. Além de todos os problemas relacionados com o vírus em si, a pandemia está provocando efeitos graves em muitas outras áreas da saúde, como é o caso da materno infantil.

    Um recente relatório das Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre a Estratégia Global para a saúde das mulheres, crianças e adolescentes, apontou situação bastante preocupante desta população nos últimos anos e que deve ser agravada ainda mais pela pandemia. 

    Segundo publicação da Revista Lancet, em muitos países os serviços de saúde estão comprometidos e o apoio social e financeiro para a população carente está sendo insuficiente. Muitos profissionais de saúde que trabalhavam na atenção básica foram realocados para ajudar no combate a COVID-19, prejudicando atendimentos essenciais de saúde.

    O relatório citado acima ainda traz uma estimativa assustadora sobre o aumento mortes maternas e infantis em países de baixa renda devido a pandemia. Dentre as principais condições relacionadas a este aumento, destacam-se:

    • Dificuldades de atendimento no serviço de saúde, como consultas de pré-natal, realização de exames e acompanhamento de rotina de bebês e crianças.
    • Vacinação de crianças comprometida, seja pela falta de vacinas ou de atendimento ou ainda pelo medo da família em levar a criança ao serviço de saúde.
    • Aumento da desnutrição infantil devido a fome.
    • Aumento da pobreza extrema pelas dificuldades de acesso a auxílios financeiros e sociais.

    E essa triste situação já é realidade aqui no Brasil. Segundo estudo publicado na revista científicaInternational Journal of Gynecology and Obstetrics, mais de 70% das mortes maternas causadas pela COVID-19 aconteceram aqui. Segundo reportagem da revista Exame sobre esse estudo, a má qualidade do atendimento e falha na assistência à gestantes são possíveis causas e que podem estar relacionadas a "falta de recursos para lidar com situações de emergência e dificuldade no acesso aos serviços de saúde durante a pandemia."

    A situação é preocupante e clama por ações urgentes para garantir os direitos das crianças e gestantes, que não podem esperar. 

    Dessa forma, todos os que atuam na Pastoral da Criança, em cada município e comunidade, devem lutar pelo direito das gestantes e crianças e buscar soluções em rede para ser possível superar esses obstáculos.

    Abaixo estão dispostas algumas ações que podem contribuir para melhorar a situação:


    Líderes:

    • Continuar o acompanhamento das gestantes da comunidade, mesmo de forma virtual, utilizando o aplicativo da Pastoral da Criança. O acompanhamento frequente permite ao líder, além de passar orientações importantes, saber da situação atual da gestante, se a família está passando alguma necessidade e também se ela está tendo dificuldades em fazer ao pré-natal ou exames no serviço de saúde.

    • Continuar o acompanhamento das crianças da comunidade, mesmo de forma virtual, utilizando o aplicativo da Pastoral da Criança. Dessa forma o líder mantém o contato com a família, consegue passar orientações importantes conforme a necessidade, fica ciente se estão precisando de alguma ajuda e se estão tendo dificuldades com o serviço de saúde (consultas de rotina e emergência, vacinação e outros).

    • Apesar do foco serem as gestantes e crianças, é fundamental o líder ficar atento a todos os que moram na casa visitada. Todos da família são afetados quando alguém está com problemas de saúde, incluindo crianças. Dessa forma, é importante que o líder verifique se alguém da família não está bem, o que já tentou (consulta, automedicação) e se precisa de solidariedade da comunidade para se cuidar.

    • Se informar sobre a atuação do serviço de saúde localpara repassar informações importantes para as famílias acompanhadas.

    • Manter contato próximo com o articulador de saúde da paróquia, ou com o coordenador paroquial, para atuarem em conjunto na solução dos problemas encontrados.

    • Ir em busca de parcerias e apoio para a formação de uma rede de solidariedade em cada comunidade. De forma unida e contando com a experiência e conhecimento dos envolvidos fica mais fácil enfrentar os desafios e buscar as soluções que as famílias da comunidade precisam.

    Articuladores de saúde:

    • Estar informado da situação do serviço de saúde local e buscar redes de apoiopara tentar solucionar as dificuldades encontradas.

    • Cuidar para que as Unidades Básicas de Saúde do município continuem:
      • Identificando rapidamente e cuidando dos casos suspeitos de COVID-19.
      • Evitando o risco de transmissão de contatos e mobilizando a comunidade para que estimule os possíveis contaminados a se isolarem.
      • Mantendo os cuidados médicos essenciais não só para crianças e gestantes mas também para outras enfermidades cuja falta de acompanhamento representa risco de vida.
      • Mantendo a comunidade informada sobre os níveis de contaminação no bairro, sem expor as pessoas infectadas, bem como o número de recuperados da doença.
        .
    • Manter contato próximo com os líderes da paróquia, pelo correio do aplicativo, para conhecimento e apoio em relação à situação das famílias da comunidade.

    Importante mencionar que devemos conviver com o coronavírus por muito tempo ainda e mesmo que surja uma excelente vacina e que esteja disponível para todos, ainda poderão haver novos surtos mesmo com a cobertura vacinal alta, assim como aconteceu com o sarampo em 2019. Dessa forma é preciso atuar de forma contínua para garantir a saúde das famílias em todas as suas dimensões.

    Sabemos que o desafio é grande mas precisa ser vencido. Com a atuação de cada líder, dos articuladores e de todos que colaboram com a Pastoral da Criança em todo o Brasil, será possível enfrentarmos esses obstáculos e assegurar que as famílias, em especial as gestantes e crianças, tenham seus direitos preservados. 

    Como disse o Papa Francisco“Não é suficiente dizer que somos cristãos. Devemos viver a fé não só com as nossas palavras, mas com as nossas ações.”

    Portanto nós, como cristão missionários na Pastoral da Criança, precisamos lembrar e atuar diariamente em nossa grande missão “Para que todas as crianças tenham vida e a tenham em abundância”.


    Para inspirar:

    A medida da grandeza de uma sociedade está na forma como trata aos mais necessitados, aqueles que não têm nada, mais que a sua pobreza.” Papa Francisco

    A indiferença para com os necessitados não é aceitável para um cristão.”Papa Francisco


    Fonte: