Informações para famílias e voluntários

  • Recomendações sobre Amamentação

    09/07/2020

    Covid-19: RBLH divulga recomendações sobre amamentação

    A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH) da Fiocruz lançou uma nota com recomendações sobre amamentação. Confira abaixo.

    "Baseada em discussões técnicas realizadas com profissionais do Ministério da Saúde do Brasil, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), do Instituto de Medicina Integrada Professor Fernando Figueira (IMIP); do Instituto de Saúde de São Paulo (IS-SP); da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo) e da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar/International Baby Food Action Network (IBFAN), a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano da Fiocruz, considerando que:

    • A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta a manutenção da amamentação por falta de elementos que comprovem que o leite materno possa disseminar o novo coronavírus, até o momento desta publicação;
    • O Centers for Disease Control and Prevention (CDC); o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG) de Londres; a SBP; o IMIP; o IS-SP; a Abenfo; e a IBFAN destacam que os benefícios da amamentação superam quaisquer riscos potenciais de transmissão do vírus através do leite materno;

    recomenda que:

    • A amamentação seja mantida em caso de infecção pela COVID-19, desde que a mãe deseje amamentar e esteja em condições clínicas adequadas para fazê-lo;
    • A mãe infectada seja orientada para observar as medidas apresentadas a seguir, com o propósito de reduzir o risco de transmissão do vírus através de gotículas respiratórias durante o contato com a criança, incluindo a amamentação:
    1. Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos antes de tocar o bebê ou antes de retirar o leite materno (extração manual ou na bomba extratora);
    2. Usar máscara facial (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação;
    3. A máscara deve ser imediatamente trocada em caso de tosse ou espirro ou a cada nova mamada;
    4. Em caso de opção pela extração do leite, devem ser observadas as orientações disponíveis neste documento;
    5. Seguir rigorosamente as recomendações para limpeza das bombas de extração de leite após cada uso;
    6. Deve-se considerar a possibilidade de solicitar a ajuda de alguém que esteja saudável para oferecer o leite materno em copinho, xícara ou colher ao bebê;
    7. É necessário que a pessoa que vá oferecer ao bebê aprenda a fazer isso com a ajuda de um profissional de saúde."

    Fonte: https://portal.fiocruz.br/noticia/covid-19-rblh-divulga-recomendacoes-sobre-amamentacao

  • O que fazer com a suspensão temporária das aulas?

    09/07/2020

    Medidas que precisam ser tomadas com a suspensão temporária das aulas

    Uma vez que os pequenos estarão em casa, é importante reforçar as medidas de prevenção: manter o ambiente sempre ventilado, se possível deixando ao máximo portas e janelas abertas; continuar com os cuidados e higiene das mãos; não compartilhar objetos de uso pessoal, tais como toalhas, copos, talheres, entre outros. 

    A família é um ponto de referência para a criança e o jovem e o diálogo, carinho, amor e a atenção, principalmente durante essa fase, trarão mais conforto e segurança. Criar rotina em casa possibilitando atividades de cooperação e interação entre todos também é bem importante e interessante nessa fase e para toda a vida. 

    Afinal, estabelecer uma rotina de higiene, alimentação, interação e diálogo também é uma forma de cuidado.  

    Contato com pessoas do grupo de risco

    Pesquisas tem mostrado que as crianças são menos afetadas pelo novo coronavírus e podem não apresentar sintomas da doença. Ainda não se sabe se as pessoas sem sintomas podem transmitir a doença, portanto é preciso ter cuidado. Por isso, a recomendação é para que as famílias evitem deixá-las em contato próximo com idosos, diabéticos, hipertensos e quem tem insuficiência renal ou doença respiratória crônica, já que formam o grupo de maior risco dos efeitos do coronavírus.

    Também é preciso ficar atento para alguns cuidados que podem ser tomados por quem sai à rua ao chegar em casa, como tomar banho ou lavar bem as mãos com água e sabão seguindo as recomendações; não cumprimentar os idosos ou pessoas do grupo de risco com aperto de mão, beijo ou abraço; limpar o celular, se possível com álcool 70%; higienizar calçados; entre outras.

    Nutrição adequada também ajuda

    Neste momento precisamos cuidar da nossa saúde mais do que nunca. Além de todos os cuidados em relação a higiene, é ainda mais necessário cuidar da nossa alimentação.  

    Importante ficar atento as informações verdadeiras. Não há evidência de alimentos, superalimentos, sucos e ou vitaminas capazes de prevenir ou combater o coronavírus por meio do fortalecimento do sistema imunológico.

    A recomendação é consumir uma alimentação saudável e variada, rica em frutas, legumes, verduras, carnes magras, além do tradicional arroz e feijão. Evitar alimentos ultraprocessados (macarrão instantâneo, biscoitos simples e recheados, salgadinhos de pacotes, comida pronta congelada, refrigerantes e sucos artificiais, entre outros), ricos em sal, açúcar, gorduras e outras substâncias, é essencial para preservar nossa saúde.

    Líder, oriente as mães que amamentam para continuar protegendo seu bebê por meio do aleitamento materno.

    Saiba mais: Para maiores informações sobre alimentação saudável, acesse o link: https://idec.org.br/consultas/dicas-e-direitos/10-passos-para-uma-alimentaco-saudavel

    Atenção: Não há evidências de alimentos, sucos ou vitaminas capazes de prevenir ou combater o Coronavírus. 

  • Nota da Sociedade de Pediatria sobre Aleitamento Materno

    09/07/2020

    Nota de Alerta: O Aleitamento Materno nos Tempos de COVID-19!

    A Sociedade Brasileira de Pediatria lançou nota técnica atualizada em 22 de maio de 2020 sobre“Aleitamento Materno em tempos de COVID-19 - recomendações na maternidade e após a alta”. Segue abaixo parte da nota:

    “Em março de 2020, a SBP (através do Departamento Científico de Aleitamento Materno) e a FEBRASGO (através do Dr. Corintio Mariani Neto) divulgaram documentosabordando os estudos do CDC e do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists e complementando com mais informações, orientando as ações do Ministério daSaúde no que diz respeito à manutenção da amamentação em tempos de COVID-19.

    Mais uma vez, não há nenhuma comprovação irrefutável de transmissão vertical dovírus através do leite materno. Levando-se em conta que os benefícios do aleitamentomaterno superam em muito os riscos do COVID-19 nessa população,a manutenção daamamentação é recomendada e deve ser orientada, independentemente de a mãe serassintomática, suspeita ou COVID-19 confirmada.

    Assim, o Ministério da Saúde recomenda “... que a amamentação seja mantida emcaso de infecção pela SARS-CoV-2, desde que a mãe deseje amamentar e esteja emcondições clínicas adequadas para fazê-lo.

    É fundamental, que em tempos de COVID-19, pela disseminação do vírus através dasgotículas respiratórias, os seguintes cuidados gerais sejam tomados:

    1. Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos antes e depois de tocaro bebê;
    2. Usar máscara facial de pano (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação;
    3. A máscara deve ser imediatamente trocada em caso de tosse ou espirro ou a cadanova mamada;
    4. Evitar que o bebê toque o rosto da mãe, especialmente boca, nariz, olhos e cabelos;
    5. Após a mamada, em caso de mães suspeitas ou confirmadas de COVID-19, os cuidados com o bebê (banhos, sono) devem ser realizados por outra pessoa na casa quenão tenha sintomas ou que não seja também confirmado de COVID-19. Em caso de troca de fraldas, o uso de luvas cirúrgicas ou de procedimento descartáveis é recomendado.

    Caso a mãe não se sinta confortável ou não deseje amamentar e opte por extrair o leitepara que ele seja oferecido ao bebê por outra pessoa da casa, é importante:

    1. Seguir as orientações que constam na “Cartilha para a mulher trabalhadora que amamenta”;
    2. Seguir rigorosamente as recomendações para limpeza das bombas de extração deleite após cada uso;
    3. Considerar a possibilidade de solicitar a ajuda de alguém que esteja saudável paraoferecer o leite materno em copinho, xícara ou colher ao bebê;
    4. Recomenda-se não utilizar bicos, mamadeiras ou chucas.
    5. É necessário, que a pessoa que vá oferecer o leite ao bebê, aprenda a fazer isso coma ajuda de um profissional de saúde.”

    Acesse a nota completa aqui.

  • Paciente em isolamento social (em casa)

    09/07/2020

    Caso você se sinta doente, com sintomas de gripe, evite contato físico com outras pessoas, principalmente idosos e doentes crônicos e fique em casa por 14 dias.Só procure um hospital de referência se estiver com falta de ar.

    Em caso de diagnóstico positivo para COVID-19, siga as seguintes recomendações:

    • Fique em isolamento domiciliar.
    • Utilize máscara o tempo todo.
    • Se for preciso cozinhar, use máscara de proteção, cobrindo boca e nariz todo o tempo.
    • Depois de usar o banheiro, nunca deixe de lavar as mãos com água e sabão e sempre limpe vaso, pia e demais superfícies com álcool ou água sanitária para desinfecção do ambiente.
    • Separe toalhas de banho, garfos, facas, colheres, copos e outros objetos apenas para seu uso.
    • O lixo produzido precisa ser separado e descartado.
    • Sofás e cadeiras também não podem ser compartilhados e precisam ser limpos frequentemente com água sanitária ou álcool 70%.
    • Mantenha a janela aberta para circulação de ar do ambiente usado para isolamento e a porta fechada, limpe a maçaneta frequentemente com álcool 70% ou água sanitária.

    Caso o paciente não more sozinho, os demais moradores da devem dormir em outro cômodo, longe da pessoa infectada, seguindo também as seguintes recomendações:

    • Manter a distância mínima de 1 metro entre o paciente e os demais moradores.
    • Limpe os móveis da casa frequentemente com água sanitária ou álcool 70%.
    • Usar máscara quando estiver no mesmo ambiente que o paciente. 
    • Manter as janelas do domicílio abertas o maior tempo possível.
    • Realizar a lavagem de mãos com água e sabão conforme recomendação.
    • Se uma pessoa da casa tiver diagnóstico positivo, todos os moradores ficam em isolamento por 14 dias também.
    • Caso outro familiar da casa também inicie os sintomas leves, ele deve reiniciar o isolamento de 14 dias. Se os sintomas forem graves, como dificuldade para respirar, ele deve procurar orientação médica.

  • Falando com as crianças sobre o Coronavírus

    09/07/2020

    Em tempos de coronavírus, é preciso conversar com as crianças sobre os nossos sentimentos e ouvir delas o que estão sentindo*

    O mundo inteiro está falando e comentando sobre o coronavírus. As notícias são trágicas: falam sobre o número de pessoas que estão contaminadas com o vírus, o número de pessoas internadas em estado grave, o número de pessoas mortas. São informações que deixam qualquer um de nós extremamente preocupados e aflitos. Numa situação como essa, não há como negar que estamos sentindo muito medo. Medo de pegar a doença, medo de morrer, medo de perder pessoas queridas, medo de que nossos filhos se contaminem, medo de que venham a morrer. Enfim, o medo acompanha-nos como a nossa própria sombra. Não tem jeito de escapar dele. Estamos todos com medo. A primeira lição que podemos tirar dessa situação é que: nós, adultos, estamos sentindo medo e estamos inseguros quanto ao que fazer e como cuidar de nós mesmos e das pessoas mais próximas de nós.
    O que fazer diante desse cenário?

    A primeira ação a realizar é reconhecer para nós mesmos que estamos com medo, sentimos ansiedade, insegurança e que é normal sentir isso.

    Não há como fugir do medo que sentimos. Nós não conseguimos esconder de nós mesmos os sentimentos que sentimos. Por isso, precisamos enfrentar o medo. Enfrentar o medo significa dizer para nós mesmos: estamos com medo, mas vamos enfrentar a situação com sabedoria. Vamos ouvir o que as autoridades sanitárias estão nos dizendo, procurar fazer o que for possível fazer e aguardar com serenidade até que tudo possa voltar ao normal. Não adianta desesperar-se. O desespero não afugenta o medo. O desespero não afugenta a doença. O desespero não afugenta a morte. Ele aumenta o medo. Torna-nos fracos diante da doença. Leva-nos a cometer muitos erros. O desespero aumenta o nosso próprio medo e faz crescer também o medo e a insegurança das pessoas, especialmente, das crianças que estão ao nosso redor. 

    As crianças percebem o nosso medo, a nossa insegurança, ansiedade, mesmo que não falemos com elas sobre isso. As crianças estão sempre atentas e são capazes de perceber o estado emocional dos adultos. As crianças percebem que as ações cotidianas das pessoas da família foram modificadas e, sem explicações, isso gera muita ansiedade nelas. Até uma criança de dois anos já é capaz de perceber que estamos emocionalmente alterados e sente-se muito insegura por isso. Além disso, o dia a dia das crianças também mudou: elas, agora, quase não têm contato com os avós, estão até mesmo com muitas restrições para ver e brincar com seus amiguinhos, não vão para a escola, não saem de casa. Tudo isso é muito assustador para elas. Por isso, nós, adultos, não podemos permitir que o nosso medo impeça-nos de reconhecer a angústia, medo e ansiedade das crianças e de dar a elas o nosso apoio.

    Assim, a segunda ação a realizar é conversar com as crianças sobre os nossos sentimentos e ouvir delas o que estão sentindo.

    Para que nós, adultos, possamos saber como as crianças estão se sentindo, precisamos, antes de mais nada, dar o exemplo. Isso significa que devemos compartilhar alguns dos nossos próprios sentimentos acerca da situação que estamos vivenciando. Não basta dizer para as crianças como elas devem se comportar – lavar bem as mãos com sabão, ficar a certa distância das pessoas, não colocar a mão na boca, etc. – e nem apenas informá-las a respeito do que é a doença, sobre o que é o vírus. Isso, claro, é também importante, mas, mais importante ainda é compartilhar com elas os nossos sentimentos e as nossas esperanças de como, juntos e em colaboração, poderemos enfrentar a situação por que passamos. Quando compartilhamos coletivamente nossos sentimentos, podemos, também juntos, tranquilizar-nos e criar, na medida do possível, um ambiente de relativa serenidade e de coragem para que nossas ações de enfrentamento do problema sejam eficazes.

    Não devemos esconder os fatos das crianças, pois elas os conhecerão de algum modo. Então, o melhor é mantê-las sempre bem informadas e conversar sempre com elas sobre o que estamos sentindo e sobre o que elas estão sentindo para não deixá-las sozinhas para lidar com esses sentimentos difíceis. Proteger as crianças significa muito mais saber delas o que pensam e sentem do que evitar que conheçam a realidade dos fatos.

    Os pais costumam fazer qualquer coisa para proteger seus filhos do sofrimento: podem achar que não falar sobre os sentimentos e os momentos difíceis é a melhor forma de ajudar. Mas é preciso lembrar que as crianças prestam muita atenção aos sentimentos dos adultos que estão a sua volta e mesmo uma criança de 2 anos é capaz de sentir que seus pais, avós, tios estão com medo e muito ansiosos. Explicar às crianças por que isso está acontecendo é a melhor maneira de diminuir a angústia delas. Se não explicamos honestamente os acontecimentos para as crianças, ela tendem a compreendê-los à sua própria maneira, com a sua própria fantasia e imaginação. Isso pode deixá-las ainda mais inseguras e ansiosas. Mas não basta conversar com as crianças sobre os nossos sentimentos de medo e nossas angústias e ouvir delas o que estão sentindo. Precisamos também, com o nosso exemplo, mostrar a elas que o melhor jeito de lidar com o medo é enfrenta-lo, com coragem e agir sempre uns em colaboração com os outros. Essa é uma oportunidade que os adultos têm para proporcionar à criança a formação de sentimentos de coragem e de solidariedade humana.

    Assim, a terceira ação a realizar é mostrar pelo nosso próprio exemplo que o melhor modo de lidar com o medo é enfrentando-o com coragem, colaborando solidariamente com todos.

    Ao conversar com as crianças, nós, adultos, precisamos ser honestos e autênticos em relação às incertezas e aos desafios da situação que vivemos, mas sem sobrecarregá-las com os nossos próprios medos e inseguranças. Agindo desse modo, incentivamos as crianças a falarem sobre seus próprios sentimentos e podemos explicar-lhes que é normal sentir medo ou insegurança. Ao mesmo tempo, podemos tranquilizá-las ao mostrar que todos juntos podemos cuidar de todos e de cada um.

    Ao mesmo tempo, ao conversar com as crianças, devemos levar em conta que, dependendo da idade, cada uma tem compreensão e sentimentos diferentes a respeito do que está acontecendo. Isso é o mesmo que dizer que cada uma vivencia a situação de modo diferente, dependendo de sua idade. Por isso, é muito importante ouvir o que elas têm a dizer, pois, assim, podemos saber como estão compreendendo a situação e quais são seus sentimentos reais. Isso nos ajudará a saber como agir em relação a cada uma delas.

    Os pais às vezes usam especificamente linguagem técnica ou só apresentam fatos para tentar minimizar o sofrimento dos filhos. Mas a ausência de conversas focadas na emoção pode deixar as crianças preocupadas com o estado emocional dos adultos ao seu redor. Essa ansiedade da criança pode fazer que ela evite compartilhar suas próprias preocupações na tentativa de proteger os outros, inclusive os adultos, deixando as crianças sozinhas para lidar com esses sentimentos difíceis.

    O Ministério da Saúde preparou uma cartilha que ajuda bastante no momento de conversar com as crianças sobre o coronavírus. Você pode baixá-la aqui. Ou caso preferir, veja o vídeo abaixo com as crianças.

    *Elizabeth Tunes possui graduação em Psicologia pela Universidade de Brasília, mestrado e doutorado em Psicologia pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é pesquisadora associada da Universidade de Brasília e professora do Centro Universitário de Brasília. Sua atividade de pesquisa focaliza, principalmente, os seguintes temas: conhecimento científico e conhecimento escolar, relação professor-aluno, aprendizagem e desenvolvimento, desenvolvimento psicológico atípico e deficiência mental, processos de escolarização e o significado social da escola. 

  • Como dizer às crianças que alguém morreu

    13/07/2020

    Foto:Pexels.com

    A pandemia ocasionada pelo novo coronavírus trouxe muitas dificuldades e inúmeros desafios para o dia a dia das pessoas. Muitas famílias, além destes problemas, se deparam com algo ainda mais triste: a morte de algum familiar.

    A perda de algum membro da família é um momento bastante delicado, que gera insegurança e muita tristeza. Apesar de ser uma situação extremamente difícil, é preciso conversar e contar para as crianças o que aconteceu.

    As dicas abaixo, elaboradas peloDepartamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford, na Inglaterra, podem ajudar a enfrentar este momento.

    PASSO 1: PREPARE-SE

    • Pensar em conversar com as crianças sobre isso provavelmente pareça a coisa mais difícil do mundo. É completamente compreensível querer protegê-los dessas notícias. 
    • Se houver outro adulto em casa com você, compartilhe as notícias com ele primeiro, para que possam conversar juntos com as crianças.

    Mais algumas dicas:

    • Reserve um tempo para escutar e conversar, as vezes temos o hábito de antecipar a angústia da criança pela nossa própria e por vezes damos informações além das que ela precisa e pediu.
    • Tente manter o foco nos próximos minutos e em como deseja que as crianças ouçam as notícias da morte de seus entes queridos.
    • Sabemos que até mesmo crianças muito pequenas (menores de 2 anos) já sabem que algo está acontecendo e precisam de uma explicação para o que podem ver e ouvir ao seu redor.

    PASSO 2: PREPARE A INFORMAÇÃO

    • Reserve um minuto para pensar no que cada uma das crianças sabe sobre o que está acontecendo. Qual tem sido o entendimento e a experiência deles sobre doenças e morte até agora?
    • Como todos estão se isolando em suas casas, as crianças estarão muito conscientes de quaisquer telefonemas e estarão esperando para ouvir sobre seus parentes. Isso significa que você precisará contar as novidades o mais rápido possível, para que não se preocupem com o que aconteceu.

    PASSO 3: PREPARE O AMBIENTE

    • Pense em que lugar da casa deseja conversar com as crianças.
    • Dependendo da idade das crianças, decida se deseja contar com elas juntas ou se crianças muito pequenas podem se distrair com a TV ou um brinquedo/jogo enquanto conversam primeiro com os irmãos mais velhos.
    • Se as crianças tiverem um brinquedo especial ou objeto de estimação, veja se você pode entregá-lo.

    PASSO 4: COMEÇANDO

    • Pedir às crianças que parem o que estão fazendo e venham sentar-se irá prepará-las para a conversa.
    • Tente falar o mais devagar possível e faça uma pausa entre as frases. As pessoas costumam falar rapidamente quando estão chateadas e nervosas.
    • Por exemplo:

      • “Você pode vir aqui e sentar ao meu lado por um minuto? Eu preciso falar com você."
      • “O médico do hospital acaba de me ligar”.

    PASSO 5: EXPLIQUE O QUE ACONTECEU

    • Fale MUITO devagar e honestamente.
    • Para evitar qualquer confusão, você deve deixar bem claro que a pessoa morreu; use as palavras que sua família prefere ao falar sobre a morte.
    • Evite falar que a pessoa que morreu “foi dormir”, “faleceu”, “viajou”, “foi morar no céu” ou “foi para as estrelas”, pois as crianças pequenas ficam confusas e acham que a pessoa pode voltar. São conceitos que podem acarretar medos.
    • Depois de dizer às crianças que a pessoa morreu, PARE por alguns segundos para permitir que elas assimilem o que você disse. 
    • Espere até sentir que as crianças estão prontas para obter mais informações.
    • Esteja ciente de que a angústia deles dificulta a captação de informações
    • Alguns exemplos:

      • "[Nome] ficou cada vez pior/indisposto depois que foi ao hospital e morreu.” 

      Para crianças mais novas, pode ser necessário repetir que a pessoa morreu e não poderá mais voltar:

      • “[Nome] estava tão mal que seu corpo parou de funcionar. Seu coração parou e ele não conseguia mais respirar. [Nome] morreu” 
      • Ou “Os médicos deram [Nome] toda a ajuda que puderam, mas nada funcionou. Eles simplesmente não puderam fazê-lo melhorar, então eles morreram."

      Para uma criança mais velha: 

      • “[Nome] teve uma infecção muito ruim nos pulmões. Isso significa que ele não podiam obter oxigênio suficiente no corpo. E mesmo com todos os remédios e máquinas, os médicos também não. Sinto muito,[Nome] morreu.”

    PASSO 6: LIDANDO COM AS REAÇÕES DAS CRIANÇAS À NOTÍCIA

    • Não há problema em conversar com as crianças sobre como essas notícias são perturbadoras e tristes para todos.
    • Compartilhar seus sentimentos pode ser útil, mas as crianças podem achar assustador vê-lo completamente sobrecarregado de angústia.
    • É útil se você mencionar sua emoção, por exemplo, explique que está se sentindo triste e que está chorando porque pode se sentir melhor após um bom choro.
    • As crianças mais novas podem se concentrar muito mais nos aspectos práticos de como a situação mudará sua vida cotidiana; 'quem vai jogar futebol comigo?' Eles podem não mostrar uma reação imediata às notícias (por exemplo, querer ir jogar), mas isso não significa necessariamente que eles não ouviram as notícias ou que estão apenas pensando em si mesmos.

    As crianças podem ter distintas reações. Aqui estão alguns exemplos, com sugestões de como você pode responder:

    • Chorar ou possivelmente gritar.O que dizer:Eu sei que é muito, muito triste. É difícil absorver tudo isso."
    • Dizer repetidamente "Eu não acredito em você, você está errado, isso não é verdade."O que dizer: "Eu sei que isso é muito difícil para você absorver.”
    • Ficar muito quieto.O que dizer:
      • "Eu sei, é realmente difícil acreditar que isso está acontecendo?
      • "Sei que é triste e perturbador pensar nisso, mas é melhor compartilharmos nossos sentimentos e conversarmos sobre nossas preocupações, em vez de lutarmos sozinhos".

    PASSO 7: SE PREPARANDO PARA AS PERGUNTAS MAIS COMUNS DAS CRIANÇAS

    • Pode ser útil pensar em como você responderá a perguntas comuns que as crianças podem fazer.
    • Você precisa pensar na idade das crianças e no que elas serão capazes de entender. Pense no que eles já sabem e entendem.
    • Pergunte se eles desejam mais informações ou tem perguntas sobre o que aconteceu. Por exemplo:“Sei que essa conversa foi muito difícil. É muita coisa para absorver; há algo que você queira perguntar ou não entenda?"

    Perguntas mais comuns e dicas para respondê-las:

    •  As crianças geralmente querem saber o que causou a morte e estão preocupadas com o fato de ter sido por causa de algo que pensaram, disseram ou fizeram.É importante repetir que [Nome] teve Coronavírus, foi tratado pela equipe médica e que não foi culpa de ninguém. 
    • As crianças podem perguntar se você ou eles vão morrer, quem cuidará deles e se eles também vão pegar a doença. 
    •  Concentre-se em informações práticas. Diga a eles os passos que todos estão tomando para impedir a disseminação do Coronavírus (lavar as mãos, distanciar etc.). 
    • Lembre-os de outras pessoas especiais em sua família e em seus amigos, todos os quais os amam e cuidam.

    PASSO 8: FINALIZANDO A CONVERSA

    • Tranquilize-os de que não terão que gerenciar isso sozinhos.

    • É realmente útil que as crianças tenham alguém com quem conversar fora da família. Ser capaz de compartilhar seus sentimentos sem se preocupar em incomodá-lo é importante. Você pode ajudar as crianças a pensar em quem elas amam e confiam para apoiá-las.

    • Você pode precisar voltar a esta conversa várias vezes, principalmente com crianças mais novas. Isso é muito normal, pois eles lentamente entendem o que aconteceu
    • Alguns exemplos:

      • “Eu sei que isso parece muito agora. O que sei com certeza é que te amo muito. Nós vamos resolver isso juntos, o que quer que o futuro nos reserve.”

      • “Vamos pensar em quem mais pode ser uma boa pessoa para você conversar?”

      • "Você quer pensar se gostaria que eu dissesse a seus amigos ou isso é algo que você quer fazer?"

    PASSO 9: CUIDANDO DE VOCÊ

    É muito importante que você cuide de si mesmo. Essas conversas são as mais difíceis que você já teve e são emocionalmente exaustivas. Entre em contato comum amigo ou parente para conversar sobre como está se sentindo. 

    • Conecte-se com outras pessoas, grupos e organizações que podem ajudar a apoiar você e sua família

    Fonte: Dr Louise Dalton, Dr Elizabeth Rapa, Helena Channon-Wells, Dr Virginia Davies, Dr Carolina Coll and Prof Alan Stein. June 2020. Disponível em: www.psych.ox.ac.uk/research/covid_comms_support. 

  • Higienização da casa e superfícies

    09/07/2020

    Para cada superfície existe um produto adequado e é necessário seguir as instruções do rótulo da embalagem de cada produto.

    Os produtos químicos usados normalmente para limpeza podem ser utilizados nesse momento, como recomenda o Ministério da Saúde, dando preferência para o uso da água sanitária, que possui potencialidade desinfetante (em uma solução de uma parte de água sanitária para nove partes de água) para desinfetar superfícies e álcool em gel para limpar objetos, tais como telefones, teclados, cadeiras, maçanetas etc. Lembre-se de que, ao utilizar produtos de limpeza, cuidados como o uso de luvas e ambiente ventilado são necessários para evitar inalação e contato com a pele.

    Também é importante garantir que os panos de limpeza e esponjas sejam higienizados e secos para um novo uso.

    Limpeza da casa com alguém infectado ou com suspeita de Coronavírus

    Uma casa com caso confirmado ou suspeita de Covid-19 necessita de alguns cuidados extras com a limpeza para evitar o contágio do vírus nas pessoas sadias.

    O quarto e os cômodos onde o paciente se encontra isolado requerem atenção especial:

    • Além de ventilado, as superfícies de contato e o piso precisam ser desinfetados diariamente;
    • A limpeza do banheiro deve ser realizada a cada uso e o lixo descartado corretamente (com luvas);
    • O ideal é que os panos de limpeza sejam exclusivos para aquele cômodo para evitar espalhar o vírus para as outras partes da casa;
    • A pessoa responsável pela limpeza deve usar máscara e luvas e realizar o descarte correto após o procedimento de higienização do local
    • Nunca se deve varrer as superfícies a seco, pois este ato favorece a dispersão de micro-organismos que são transportados pelas partículas de pó.
    • Para a higienização das louças e roupas, recomenda-se a utilização de produtos próprios para cadaum.Destacando que é importante separar roupas e roupas de cama de pessoas infectadas para que seja feita a higienização à parte.Se não houver apossibilidadede lavagem destas roupas imediatamente, a recomendação é que elas sejam armazenadas em sacos de lixo plástico até que seja possível lavar.
    • No final da execução de cada limpeza as mãos precisam ser higienizadas com água e sabão seguindo as recomendações.

    Saiba mais em:

    https://portal.fiocruz.br/noticia/covid-19-informacoes-sobre-desinfeccao-e-limpeza-de-superficies-e-objetos

     





     


  • Higienização das mãos

    09/07/2020

    Nossas mãos são as principais vias de transmissão de micro-organismos por estarem em constante contato com superfícies contaminadas. Por este motivo, o ato de lavar as mãos previne muitas doenças, inclusive a transmissão do coronavírus.

    Uma das principais medidas de prevenção ao coronavírus indicada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é lavar as mãos com água e sabão.

    Quando devemos lavar as mãos?

    Antes de:

    • Preparar a comida ou comer.
    • Manusear lentes de contato.
    • Tratar um ferimento ou ajudar alguém doente.
    • Pegar bebês no colo.
    • Cuidar de bebês.

    Depois de:

    • Ir ao banheiro.
    • Ajudar crianças ou idosos a usar o banheiro.
    • Assoar o nariz, espirrar ou tossir.
    • Manipular alimentos, especialmente carnes cruas.
    • Manipular lixo.
    • Ajudar alguém doente.
    • Trocar fraldas.
    • Tocar em animais ou limpar seus excrementos.
    • Praticar esportes.
    • Utilizar o transporte público.
    • Sair de um local com muitas pessoas, como hospitais, escolas, teatros, cinema, etc.

    Forma correta de lavar as mãos

    1. Abra a torneira e molhe as mãos, evitando encostar na pia.

    2. Aplique na palma da mão quantidade suficiente de sabonete líquido para cobrir todas as superfícies das mãos (seguir a quantidade recomendada pelo fabricante).

    3. Ensaboe as palmas das mãos, friccionando-as entre si.

    4. Esfregue a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda vice-versa) entrelaçando os dedos.

    5. Entrelace os dedos e friccione os espaços interdigitais.

    6. Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta (e vice-versa), segurando os dedos, com movimento de vai-e-vem.

    7. Esfregue o polegar direito, com o auxílio da palma da mão esquerda utilizando movimento circular

    8. Friccione as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita, fechada em concha (e viceversa), fazendo movimento circular.

    9. Esfregue o punho esquerdo, com o auxílio da palma da mão direita (e vice e versa), utilizando movimento circular.

    10. Enxágüe as mãos, retirando os resíduos de sabonete. Evite contato direto das mãos ensaboadas com a torneira.

    11. Seque as mãos com papel-toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos.

    Aprenda a maneira correta de lavar as mãos (Ministério da Saúde):

    Saiba mais em:http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/higienizacao_simplesmao.pdf

    Curiosidade: Alguns vírus, incluindo o "Coronavírus", possuem em sua parte externa um envelopelipoproteico (composto de gordura) e o sabão é um grande aliado para eliminá-los de nossas mãos por possuir ação desengordurante.  

    Você sabia que existe inclusive um dia Mundial para lembrar a importância de lavar as mãos? 

    Lançado em 2008, o Dia Mundial de Lavar as Mãosé comemorado no dia 15 de outubro. É um evento que acontece em diversos países. Envolve o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), governos, instituições internacionais, organizações da sociedades e empresas privadas. 

    Saiba mais em:  https://www.pastoraldacrianca.org.br/lavar-as-maos

    Apostila educativa campanha lavar as mãos pastoral da criança: https://www.pastoraldacrianca.org.br/images/materiaiseducativos/DicasUnilever_2014.pdf 

     

  • Uso do álcool em gel

    10/07/2020

    O uso do álcool em gel 70% está entre as medidas de prevenção indicadas pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para evitar o contágio de doenças respiratórias.

    Estudos demonstram melhor eficácia do produto em soluções 70%, pois ele é capaz de eliminar micro-organismos patogênicos (que produzem doenças infecciosas). Em soluções de graduações superiores, a eficácia é menor pelo fato da evaporação ser mais rápida, o que reduz o tempo de contato do álcool com o micro-organismo. Outra questão é pela necessidade de água para conduzir o álcool ao interior da célula do patógeno, sem a água ou com água em menor proporção, o álcool desidrata o micro-organismo sem matá-lo. Em graduações menores a eficácia diminui e consequentemente não causa a morte do patógeno.

    É recomendado que os responsáveis tenham cautela com o uso do ácool em gel em crianças e também não devem deixar o produto ao alcance delas, bem como não permitir que façam uso sem supervisão de adultos.

    Outra observação que se faz importante é sobre o uso do álcool gel perto do fogo. Caso você necessite utilizar fogão, acender vela ou utilizar qualquer tipo de fogo, não utilize de forma alguma qualquer tipo de álcool, pois há alto risco de queimaduras, mesmo sem chamas visíveis.

    Atenção: Não se deve fabricar solução de álcool em gel em casa e nem adquirir o produto sem rótulo ou de procedência duvidosa. Segundo nota oficial do Conselho Federal de Química, a orientação é de que, prezando pela segurança da população brasileira, não recomenda essa prática tanto pelos riscos associados quanto por confrontar a legislação brasileira.

      

    O que faço se não encontrar álcool em gel?

    Continue higienizando as mãos com água e sabão, pois essa é a medida de prevenção mais eficaz, inclusive recomendada pelas autoridades de saúde.

    Saiba mais  em: http://cfq.org.br/noticia/nota-oficial-esclarecimentos-sobre-alcool-gel-caseiro-higienizacao-de-eletronicos-e-outros/


  • Uso de Máscaras

    10/07/2020

    Qual é a orientação da OPAS (Organização Pan Americana da Saúde) e da OMS (Organização Mundial da Saúde) no que diz respeito ao uso de máscaras?

    A OPAS e a OMS recomendam que as máscaras cirúrgicas sejam usadas por:

    • pessoas com sintomas respiratórios, como tosse ou dificuldade de respirar, inclusive ao procurar atendimento médico;
    • profissionais de saúde e pessoas que prestam atendimento a indivíduos com sintomas respiratórios;
    • profissionais de saúde, ao entrar em uma sala com pacientes ou tratar um indivíduo com sintomas respiratórios;
    • O uso de máscaras não é necessário para pessoas que não apresentem sintomas respiratórios. No entanto, máscaras podem ser usadas em alguns países de acordo com os hábitos culturais locais.

    As pessoas que usarem máscaras devem seguir as boas práticas de uso, remoção e descarte, assim como higienizar adequadamente as mãos antes e após a remoção. Devem também lembrar que o uso de máscaras deve ser sempre combinado com as outras medidas de proteção.

    Como colocar, usar, tirar e descartar uma máscara:

    1. Antes de tocar na máscara, limpe as mãos com um higienizador à base de álcool ou água e sabão
    2. Pegue a máscara e verifique se está rasgada ou com buracos.
    3. Oriente qual lado é o lado superior (onde está a tira de metal).
    4. Assegure-se que o lado correto da máscara está voltado para fora (o lado colorido).
    5. Coloque a máscara no seu rosto. Aperte a tira de metal ou a borda rígida da máscara para que ela se adapte ao formato do seu nariz.
    6. Puxe a parte inferior da máscara para que ela cubra sua boca e seu queixo.
    7. Após o uso, retire a máscara; remova as presilhas elásticas por trás das orelhas, mantendo a máscara afastada do rosto e das roupas, para evitar tocar nas superfícies potencialmente contaminadas da máscara.
    8. Descarte a máscara em uma lixeira fechada imediatamente após o uso.
    9. Higienize as mãos depois de tocar ou descartar a máscara – use um higienizador de mãos à base de álcool ou, se estiverem visivelmente sujas, lave as mãos com água e sabão.

    Máscaras caseiras podem ajudar na prevenção contra o Coronavírus

    Para proteger você e sua família, o Ministério da Saúde orienta a produção de modelos simples, de pano, que também funcionam como barreiras na propagação da doença.

    Desde o início da pandemia provocada pelo coronavírus, uma corrida mundial em busca de máscaras de proteção fez com que elas sumissem das prateleiras. O Ministério da Saúde está realizando compras de fornecedores nacionais e internacionais, em grandes quantidades, para garantir a proteção dos profissionais de saúde, que trabalham na assistência às pessoas doentes.

    A confecção de máscaras caseiras tem se tornando um fenômeno mundial e qualquer cidadão pode fazer a sua em casa. Agora, o Ministério da Saúde do Brasil vai lançar uma campanha digital pela mobilização da população para fabricar as próprias máscaras de pano.

    Além de eficiente, é um equipamento simples, que não exige grande complexidade na sua produção e pode ser um grande aliado no combate à propagação do coronavírus no Brasil, protegendo você e outras pessoas ao seu redor.

    Para ser eficiente como uma barreira física, a máscara caseira precisa seguir algumas especificações, que são simples. É preciso que a máscara tenha pelo menos duas camadas de pano, ou seja dupla face. E mais uma informação importante: ela é individual. Não pode ser dividida com ninguém. As máscaras caseiras podem ser feitas em tecido de algodão, tricoline, TNT ou outros tecidos, desde que desenhadas e higienizadas corretamente. O importante é que a máscara seja feita nas medidas corretas cobrindo totalmente a boca e nariz e que estejam bem ajustadas ao rosto, sem deixar espaços nas laterais.

    Importante lembrar que não basta apenas o uso da máscara, é preciso seguir as outras recomendações, como distanciamento de mínimo de 2 metros, lavagem frequente das mãos com água e sabão, entre outros.

    SAIBA COMO FAZER A SUA MÁSCARA

    • Em primeiro lugar, é preciso dizer que a máscara é individual. Não pode ser dividida com ninguém, nem com mãe, filho, irmão, marido, esposa etc. Então se a sua família é grande, saiba que cada um tem que ter a sua máscara, ou máscaras;
    • A máscara pode ser usada até ficar úmida. Depois desse tempo, é preciso trocar. Então, o ideal é que cada pessoa tenha pelo menos duas máscaras de pano;
    • Mas atenção: a máscara serve de barreira física ao vírus. Por isso, é preciso que ela tenha pelo menos duas camadas de pano, ou seja, dupla face;
    • Também é importante ter elásticos ou tiras para amarrar acima das orelhas e abaixo da nuca. Desse jeito, o pano estará sempre protegendo a boca e o nariz e não restarão espaços no rosto;
    • Use a máscara sempre que precisar sair de casa. Saia sempre com pelo menos uma reserva e leve uma sacola para guardar a máscara suja, quando precisar trocar;
    • Chegando em casa, lave as máscaras usadas com água sanitária. Deixe de molho por cerca de 30 minutos;
    • Para cumprir essa missão de proteção contra o coronavírus, serve qualquer pedaço de tecido, vale desmanchar aquela camisa velha, calça antiga, cueca, cortina, o que for.

    Veja o vídeo do Ministério da Saúde:

    Uso de máscaras em crianças

    De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), criançasmenores de 2 anos não devem usar máscaras devido ao risco de sufocamento.

    Esta mesma recomendação é dada pelo Center for Diseases Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos.

    Então, como prevenir as crianças menores de 2 anos da COVID-19?

    • Evite sair na rua com a criança. Brincadeiras no quintal de casa com a família estão liberadas.
    • Lave as mãos da criança com água e sabão com frequência.
    • Evite que a criança coloque as mãos sujas na boca, no olho ou no nariz.
    • Para os maiorzinhos, ensine a usar o cotovelo para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar. Depois, lave bem as mãos da criança.
    • Cada criança precisa ter seu próprio copo, prato, talher, toalha ou qualquer outro objeto de uso pessoal. Não dividir com ninguém.
    • Se preciso, use álcool em gel para higienizar as mãos da criança. 

    Importante lembrar que o melhor a fazer neste momento éficar em casa. Invente brincadeiras, desenhe bastante, faça receitas deliciosas, leia historinhas, pule e dance com as crianças. Existem mil maneiras de se divertir.

    Aqui mesmo no appVisita, no e-capacitação do e-Brinquedos e Brincadeiras, é possível encontrar diversas dicas, receitas e brincadeiras para divertir as crianças e fazer este período se tornar mais agradável para toda a família.


    Fonte:
    https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6101:covid19&Itemid=875#mascaras

    https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46645-mascaras-caseiras-podem-ajudar-na-prevencao-contra-o-coronavirus

    http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/4340788/NT+M%C3%A1scaras.pdf/bf430184-8550-42cb-a975-1d5e1c5a10f7

    https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/criancas-devem-usar-mascaras-para-se-proteger-do-novo-coronavirus/ 


  • Medicamentos de uso contínuo nas farmácias populares

    09/07/2020

    Sabe-se que os idososestão entre a população de risco e que é preciso mantê-los em casapara evitar a contaminação pelo Coronavírus.

    Para ajudar nessa empreitada, o Ministério da Sáude emitiu uma nota em que orienta pacientes idosos a nomearem um representante para buscar seus medicamentos de uso contínuo gratuitamente nas farmácias populares, evitando assim a exposição dos mais vulneráveis. 

    Segundo a nota, "as farmácias e drogarias poderão aceitar a comprovação da representação legal do paciente por meio da apresentação de procuração simples", ou seja, escrita a mão, sem que haja a necessidade do reconhecimento de firma em cartório; e mediante a apresentação do documento oficial com foto e CPF do representante legal e do paciente. (clique aqui para ver a nota completa)

    A nota ainda indica que os gestores locais podem avaliar outras medidas para proteger os idosos, tais como a ampliação do prazo de validade das receitas e a liberação antecipada das medicações essenciais, entre outras. 

    Saiba mais em: https://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/legislacao-farmaceutica/5302-farmacia-sus-popular-coronavirus.html

     

    Exemplo de Procuração:

    PROCURAÇÃO

    Outorgante (paciente): 
    Nome:
    CPF:
    Município de residência:

    Outorgado (pessoa que irá buscar o medicamento)
    Nome:
    CPF:
    Município de residência:

    PODERES  
    Por meio do presente instrumento de procuração, o Outorgante confere ao Outorgado, poderes para representá-lo junto ao Programa Farmácia Popular do Brasil - PFPB, para fins de solicitação e retirada de medicamentos e/ou correlatos fornecidos pelo programa em questão, de acordo com os critérios estabelecidos para este fim, conforme o artigo 25, incisos I e II do Anexo LXXVII da Portaria de Consolidação nº. 5, de 28 de setembro de 2017, a saber:

    “Art. 25. Fica dispensada a obrigatoriedade da presença física do paciente, titular da prescrição, laudo ou atestado médico, mediante a apresentação dos seguintes documentos:
     I - do paciente titular da receita: documento oficial com foto e CPF ou documento de identidade que conste o número do CPF, salvo menor de idade, que permite a apresentação da certidão de nascimento ou registro geral (RG); e
     II - da pessoa que irá buscar o medicamento, o qual assumirá, juntamente com o estabelecimento, a responsabilidade pela efetivação da transação: documento oficial com foto e CPF ou documento de identidade que conste o número do CPF;” .

    Cidade / Estadodia de mês de 2.020


    Assinatura do paciente titular da receita

     

    Resolução da Anvisa - Medicamentos controlados: regras para receitas (RDC 357/2020)1

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 357/2020, que altera temporariamente as regras para prescrição e dispensação de medicamentos controlados. Uma das alterações é o aumento da quantidade máxima de produtos permitida em notificações de receita e receitas de controle especial. Outra é a possibilidade de entrega de medicamentos controlados no domicílio do paciente.

    Como regra de transição, para notificações de receita e receitas de controle especial emitidas antes da RDC 357/2020, mas que ainda estejam dentro do prazo de validade, fica permitida a dispensação em quantidade superior ao que foi anteriormente prescrito, aumentando para, no máximo, mais 30 dias de tratamento. Contudo, vale destacar que essa regra só é válida para as prescrições que ainda estão em poder do paciente e não foram aviadas pelas farmácias.

    A medida foi motivada pela situação de emergência de saúde pública internacional provocada pela Covid-19. O objetivo é evitar o comparecimento frequente dos pacientes a unidades dispensadoras de medicamentos, como drogarias, farmácias e serviços de saúde, bem como reduzir o contato social que propicia a propagação do vírus.

    As regras são temporárias e terão validade de seis meses, contados a partir da data de publicação no D.O.U., podendo ser renovadas sucessivamente por iguais períodos ou não, enquanto reconhecida pelo Ministério da Saúde a emergência de saúde pública relacionada ao Sars-CoV-2.

    Além dessas regras, os estabelecimentos deverão atender aos requisitos de controle estabelecidos pelas demais normas pertinentes, tais como os itens obrigatórios de preenchimento dos receituários e a escrituração no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).

    Controle

    A Anvisa ressalta que a entrega de medicamentos controlados deve ser feita com a retenção da notificação ou da receita de controle especial. Além disso, devem ser seguidos todos os requisitos adicionais estabelecidos pela nova RDC. Também é importante frisar que a compra e a venda dos medicamentos a serem entregues remotamente não pode ser realizada através da internet.


    1Fonte: http://portal.anvisa.gov.br

     

  • Auxílio Emergencial de Proteção Social contra a COVID-19

    10/07/2020

    Sabemos que muitas famílias aguardavam mais informações de como acessar o auxílio emergencial que o governo começou a repassar aos trabalhadores informais e outras pessoas afetadas pela crise do novo coronavírus, principalmente quando e como será feito o pagamento. O auxílio será de R$ 600,00 e vai durar 3 meses. 

    Nossa missão é orientar as famílias, principalmente aquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade social, e neste momento é essencial orientar e ajudá-las a acessar essas ferramentas para que, quanto antes possível, possam contar com este auxílio emergencial. 

    A lei nº 13.982/2020 que criou o Auxílio Emergencial de Proteção Social a pessoas em situação de vulnerabilidade, devido à pandemia da COVID-19 foi publicada no Diário Oficial da União no dia  02 de abril de 2020 (clique aqui para ver a lei completa) juntamente com a medida provisória que oficializa o repasse, abrindo o crédito extraordinário em favor do Ministério da Cidadania que garante recurso para pagamento. 

    Terão direito ao auxílio, os trabalhadores que exerçam atividades de Microempreendedores Individuais (MEI), os contribuintes individuais do INSS e os trabalhadores informais, seja empregado, autônomo ou desempregado, de qualquer natureza, inclusive o intermitente inativo, inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) até 20 de março de 2020.

    Para os que não estão inscritos no Cadastro Único, é necessário solicitar o cadastro pelo site da Caixa Econômica Federal (acesse aqui) ou baixando o aplicativo (baixe aqui). As pessoas podem contar ainda com uma central telefônica 111 para tirar dúvidas.

    De acordo com o Ministério da Cidadania, para o pagamento, foram divididos em 3 grupos, que são:

    • Os beneficiários do Bolsa Família que recebem valor menor que o auxílio emergencial. Receberão conforme o calendário da transferência de renda que começa no dia 16 de abrile não precisam fazer solicitação no site da Caixa ou baixar o aplicativo para fazer cadastro, pois serão identificados automaticamente;
    • pessoas que estão no Cadastro Único do governo federal mas não recebem Bolsa Família, e que têm conta no Banco do Brasil ou poupança na Caixa, já começaram a receber no dia 09 de abril; e
    • trabalhadores informais, microempresários individuais e os contribuintes individuais do INSS que estão fora do Cadastro Único, que feita a solicitação pelo site ou pelo aplicativo e que atendem aos critérios para ter direito ao auxílio, começaram a receber a primeira parcela dia 14  abril. Se algumas dessas pessoas, são correntistas do Banco do Brasil ou possuem conta poupança na Caixa, receberam a primeira parcela ainda no dia 09 de abril.

    Conforme consta no artigo 2º da Lei 13. 982, terão direito ao valor os trabalhadores informais, com mais de 18 anos, cuja família tenha renda mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135). A pessoa também não pode ter tido rendimentos tributáveis, em 2018, acima de R$ 28.559,70.

    Importante ficar atento que o auxílio está limitado a dois integrantes da mesma família; que  substituirá o benefício do Bolsa Família nas situações em que for mais vantajoso e que a mulher provedora de família monoparental receberá 2 (duas) cotas do auxílio, ou seja R$ 1.200,00. 

    Para quem não tiver conta bancária, o pagamento será feito em uma conta digital e gratuita, sem taxas para movimentação que a Caixa irá providenciar. 

    O Ministério da Cidadania informa que no final de cada dia, a Caixa enviará os dados inseridos no aplicativo e no site para a Dataprev fazer a checagem e determinar quem se enquadra nos critérios para receber o auxílio. Após essa análise, o Ministério da Cidadania recebe as informações e libera os recursos para o banco realizar o pagamento. A previsão é de que o dinheiro caia na conta deste grupo em até cinco dias úteis após o cadastro e aprovação dos dados. Seguem algumas perguntas e respostas que constam no site do Ministério. 

     

    PERGUNTAS E RESPOSTAS 

    O que é o auxílio emergencial?

    O auxílio emergencial aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pela Presidência da República é um benefício de R$ 600 para garantir uma renda mínima aos brasileiros em situação mais vulnerável durante a pandemia da Covid-19 (novo coronavírus), já que muitas atividades econômicas foram gravemente afetadas pela crise.

    Quem tem direito ao benefício?

    As pessoas inscritas no Programa Bolsa Família, aquelas que fazem parte do cadastro de Microempreendedores Individuais (MEI), os contribuintes individuais do INSS, as pessoas inscritas no Cadastro Único até o último dia 20 de março e os informais que não fazem parte de nenhum cadastro do Governo Federal estão aptos a receber o benefício. A pessoa também precisa ter mais de 18 anos, ser de família com renda mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135), além de não ter tido rendimentos tributáveis, em 2018, acima de R$ 28.559,70.

    Sou beneficiário do Bolsa Família. Posso receber o auxílio emergencial?

    Sim, caso o auxílio emergencial seja mais vantajoso que o valor recebido no programa Bolsa Família. Como os integrantes do Bolsa Família já estão no Cadastro Único, não é necessário pedir a alteração do benefício. O pagamento será efetuado no valor mais vantajoso, ou seja, no mínimo R$ 600, automaticamente.

    Como deve proceder quem não tem Cadastro Único no Governo Federal?

    A pessoa que se encaixa no perfil para receber o auxílio emergencial e não estiver no Cadastro Único deverá fazer uma autodeclaração por meio do aplicativo ou pelo site disponibilizados pela Caixa Econômica Federal. O aplicativo e o site permitem que o Ministério da Cidadania e a Caixa Econômica Federal identifiquem os trabalhadores informais, os microempreendedores individuais (MEI) e os contribuintes individuais do INSS que se enquadram na lei e têm direito ao pagamento emergencial, mas não estão no Cadastro Único.

    E quem está no Cadastro Único, mas não integra o Bolsa Família?

    Quem está no Cadastro Único e se enquadra no perfil para receber o auxílio emergencial, mas não recebe Bolsa Família, terá um calendário próprio de recebimento do benefício de R$ 600. Essas pessoas não vão necessitar baixar nem se cadastrar no aplicativo. Elas estão identificadas pelo Governo Federal e receberão o valor automaticamente.

    Como devem proceder os microempreendedores individuais (MEI)?

    Devem baixar o aplicativo criado pela Caixa e preencher os dados para cadastramento e posterior pagamento do auxílio de R$ 600.

    E os contribuintes individuais do INSS?

    Também precisam acessar o aplicativo e fazer o cadastramento.

    O aplicativo será a única forma de cadastramento para as pessoas que não estão na base de dados do Governo Federal?

    A Caixa disponibiliza um site para o cadastro de quem não está na base de dados. Há também uma linha telefônica, no número 111, para quem quiser tirar dúvidas.

    Quantas pessoas podem ser beneficiadas por família?

    No máximo duas pessoas por família podem receber o auxílio emergencial de R$ 600. Já os pais ou mães que são responsáveis sozinhos por suas famílias têm direito a receber o benefício em dobro, ou seja, R$ 1.200.

    Quando posso sacar o benefício?

    Quem é beneficiário do Bolsa Família receberá o pagamento conforme o calendário do programa, normalmente. Os trabalhadores informais, MEIs, contribuintes individuais do INSS e aqueles que estão no Cadastro Único do Governo Federal receberão duas parcelas em abril, a primeira até o dia 14, e a segunda entre os dias 27 e 30, conforme o mês de aniversário. Dia 27 quem faz aniversários nos três primeiros meses do ano e assim por diante. A terceira e última parcela será quitada a partir do dia 26 de maio com a mesma escala de abril.

    Onde posso sacar o benefício?

    Além do depósito em conta, o benefício será pago nas agências da Caixa Econômica Federal, em terminais de atendimento eletrônico e em lotéricas.

    Quanto tempo vai durar o auxílio emergencial?

    Serão três meses, a princípio, período mais agudo da pandemia do coronavírus.

    Estou no Cadastro Único e tenho contas em outros bancos que não sejam a Caixa Econômica e o Banco do Brasil. Onde vou receber o benefício?

    Qualquer pessoa cadastrada que tenha conta bancária em qualquer instituição financeira terá o benefício depositado em sua conta habitual e de forma gratuita.

    Tenho dívidas pendentes como cheque especial e outros débitos. Esses débitos serão automaticamente cobrados quando o auxílio for depositado?

    Não. O valor do auxílio não será usado para amortizar débitos anteriores. Ficará blindado em sua conta. Trata-se de um auxílio emergencial para ajudar no sustento das famílias nesse período de excepcionalidade.

    Tenho um smartphone pré-pago, mas estou sem créditos. Como baixar o aplicativo?

    Mesmo que seu celular pré-pago não tenha créditos, é possível baixar o aplicativo Caixa Auxílio Emergencial sem problemas. Nos casos extremos, em que a pessoa não tem celular ou acesso à internet, ela pode fazer o cadastramento com CPF em uma agência da Caixa Econômica Federal ou em lotéricas.

    Não faço parte do Bolsa Família, não estou no Cadastro Único e não tenho conta em qualquer instituição financeira. Como poderei receber o benefício?

    A Caixa Econômica vai promover uma inclusão financeira da população menos assistida por meio da criação de contas digitais. Essas contas serão gratuitas e o dinheiro depositado poderá ser usado para pagamento de contas, transferências e DOCs gratuitamente.

    Vou poder sacar o dinheiro recebido pelo Auxílio Emergencial?

    Para evitar um colapso do Sistema Financeiro, já que dezenas de milhões de pessoas receberão o auxílio, a Caixa Econômica vai divulgar um cronograma para organizar os saques em espécie do valor depositado.

    Fonte: https://www.gov.br/pt-br/noticias/assistencia-social/2020/04/auxilio-emergencial-covid-19


    Problemas com o CPF

    Algumas pessoas estão com problemas no CPF e precisam junto regularizar à Receita Federal antes de solicitar o auxílio emergencial. Fiquemos atentos portanto, para ajudar essas pessoas nesse momento, acessando o link da Receita Federal que está abaixo.

    PEDIDO DE REGULARIZAÇÃO DO CPF

  • Como evitar o desperdício de alimentos

    10/07/2020

    Em meio à pandemia, o medo de que os alimentos sumam das prateleiras dos mercados leva muitas pessoas a fazerem compras demasiadas a fim de que o estoque de sua casa não termine, prejudicando assim sua família. 

    Por vezes um estoque exagerado de alimentos pode resultar em aumento do desperdício. Arroz, feijão e carnes são os alimentos mais desperdiçados pelos brasileiros, conforme aponta pesquisa realizada pela Embrapa em parceria com a Fundação Getúlio Vargas e WWF-Brasil, mostrada em recente reportagem do Estadão. 

    Frutas, legumes e verduras, por mais que sejam alimentos perecíveis, possuem percentuais menores de desperdício devido ao seu menor consumo pela população. 

    Fonte:https://www.estadao.com.br/infograficos/saude,evite-o-desperdicio-descubra-como-prolongar-a-validade-dos-alimentos-em-casa,1089709


    Algumas dicas para evitar o desperdício incluem:

    -Aproveitar as sobras, ou seja, aqueles alimentos que permaneceram nas panelas após as refeições. Ao invés de irem para o lixo, podem ser transformados em sopas, pastas, saladas ou outras opções. 

    -Planejar o que será consumido na semana é fundamental. Sabendo com antecedência o que será preparado, as compras podem ser direcionadas. Por exemplo, faça um cardápio do que será consumido durante a semana, incluindo café da manhã, almoço, jantar e lanches. Lembre-se que você pode buscar por receitas nos materiais da Pastoral da Criança, como o site, revistas e em seu App visita domiciliar e nutrição. Veja os ingredientes necessários para as preparações e crie uma lista que guiará suas compras no mercado. 

    -Aproveitar de forma integral os alimentos. A maioria dos legumes e frutas abre um leque de opções de preparo e deles é possível se aproveitar quase tudo. A abóbora pode virar doce, quibebe, escondidinho, purê, uma deliciosa sopa e até mesmo uma ótima sobremesa para o frio se for cozida no forno. A casca pode engrossar caldos, dar sabor e cor às saladas e até ser usada no preparo de geléias e purês. O chuchu, o pepino, a abobrinha e a cenoura podem ser preparados com a própria casca. É possível fazer farofas, bolinhos, ou misturar no feijão, arroz ou sopas as folhas e talos da couve-flor, cenoura, brócolis, couve, beterraba. A casca do abacaxi, dá um ótimo chá, já a da banana pode ser utilizada em bolos, os deixando ainda mais ricos em fibras, vitaminas e sais minerais. Frutas que estão muito maduras podem virar compotas e geleias. Além do mais, o que não for utilizado pode ainda fazer parte do adubo orgânico, que servirá para nutrir hortas caseiras ou flores.

    -Armazenar os alimentos de forma adequada. Hortaliças e preparações devem ser  refrigeradas ou congeladas. Lembrando sempre de higienizá-las adequadamente, inclusive as embalagens dos produtos.

    Tempo de armazenamento dos alimentos,
    de acordo com o local de armazenamento
    GELADEIRA
    Pescados cozidos 1 dia
    Carnes cruas temperadas
    Carnes cruas (bovinas, suínas aves e pescados) 3 dias
    Demais carnes cosidas e comida pronta
    CONGELADOR
    (porta interna na geladeira)
    Comidas caseiras prontas 10 dias
    FREEZER
    (presente em geladeiras com duas portas externas)

    Comidas caseiras prontas  30 dias
    Carnes cruas 10 dias

    Fonte: https://saudebrasil.saude.gov.br/eu-quero-me-alimentar-melhor/qual-o-papel-de-uma-alimentacao-adequada-e-saudavel-durante-a-pandemia-de-covid

    - Cozinhar em maior quantidade paracongelar é uma estratégia valiosa, que garante a maior utilização dos alimentos preparados e também poupa tempo na cozinha para preparar novas refeições. Optar por potes transparentes com tampa e não esquecer de etiquetar com o nome e a data do congelamento.O descongelamento não deve ser feito em temperatura ambiente.

    Importante:para usar o microondas para descongelar os alimentos é preciso ter certeza de que a embalagem pode ser levada a este tipo de forno.Um ideia deixar o alimento de um dia para outro na geladeira até que descongele.

    Atentar para o descongelamento:

    • Os alimentos crusque foram descongelados podem ser congelados novamente se forem cozidos antes.  Por exemplo: uma carne crua que foi descongelada pode ser cozida e depois congelada em porções para ser utilizado em outros dias. 
    • Quando o pedaço de carne descongelado é grande demais para a próxima refeição, você deve cozinhar tudo, separar o que iria sobrar e congelar esta parte ainda sem temperos.
    • Certifique-se de congelar em porções, uma vez que só deve-se descongelar o que for consumir no dia.  
    • O descongelamento não deve ser feito em temperatura ambiente. O ideal é deixar o alimento de um dia para outro na geladeira até que descongele. Quem utiliza o microondas para descongelar os alimentos deve certificar-se de que a embalagem usada pode ser levada a este tipo de forno.
    • Opte por potes transparentes com tampa e não esquecer de etiquetar com o nome e a data do congelamento.

    Não tenho geladeira nem freezer, e agora?

    Se em sua casa não existe forma de refrigeração, o recomendado é preparar as refeições em horário próximo ao consumo. Compre alimentos perecíveis (frutas e verduras) em pequenas quantidades, suficientes para a semana. Considere fazer uma horta em casa, para tirar dela pequenas porções de tempero, vegetais e hortaliças necessários para a refeição a ser preparada.