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“As pessoas saem mais fortalecidas na missão. Brinquedos e Brincadeiras mexe com as pessoas, voltam as lembranças...”, conta a capacitadora da ação, Rosana Guedes. A voluntária, que atua há 25 anos na Pastoral da Criança, afirma que essa é uma das capacitações que mais gosta de promover. Colaborando com três setores em Santa Catarina, ela formou um novo grupo de líderes na ação Brinquedos e Brincadeiras em Florianópolis no mês de abril. “Vimos a necessidade do brincar na infância, e resgatamos brincadeiras antigas e criativas para incentivar o brincar com as crianças acompanhadas no dia da Celebração da Vida”, relata.

E a atividade já mostrou resultados: as FABS dos últimos meses foram enviadas para a coordenação nacional da Pastoral da Criança assinalando a participação das pessoas capacitadas nas Celebrações da Vida, promovendo o brincar entre os pequenos. Para Rosana, a capacitação é essencial, mas é preciso ir além: “é necessário fazer formação contínua para fortalecer a ação”. Ela acredita que com uma equipe bem preparada, a Celebração da Vida fica ainda mais interessante e atrai as crianças.

Dra. Zilda

“A criança tem direito de brincar, que é fundamental para se desenvolver bem; tem direito de ser bem tratada onde estiver, com o maior respeito pela família e na comunidade”.

Papa Francisco

“Quando tens Cristo como amigo, tens alegria, serenidade, felicidade”.

Preparação para a mudança

A preocupação em tornar a Celebração da Vida mais atrativa tem a ver com a preparação para as mudanças que acontecerão quando a ação do Acompanhamento Nutricional chegar às comunidades. Nesta ação, a pesagem das crianças é feita trimestralmente, e não mais de forma mensal. Ela acredita que, se o brincar se fortalecer, ele irá encantar as crianças e motivá-las a participar sempre. “A Celebração tem que ser muito interessante, para criar um compromisso com a Pastoral”, explica.

Mas nem tudo funciona exatamente como Rosana gostaria. Ela diz que há dificuldade para encontrar mais voluntários para serem brinquedistas nas comunidades. Os participantes das capacitações geralmente são coordenadores ou já têm outras funções, e ela afirma que seria importante outras pessoas se dedicarem à função de brinquedista, que possam também buscar brincadores para participar. “A figura do brincador é muito importante, porque, como não tem idade mínima e não precisa ser capacitado no Guia do Líder, a idade dele pode se aproximar da idade da criança. Ele está ali para brincar”, destaca.

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Para atrair mais voluntários, Rosana prepara uma capacitação dinâmica e animada: o primeiro dia é para discutir e mostrar a importância do brincar, como isso deve acontecer dentro da comunidade e no dia da Celebração da Vida; e no segundo dia o momento é de... brincar! Todos criam novos brinquedos, relembram brincadeiras e trocam experiências. “Fica bem leve, e ainda promovemos um piquenique urbano para falar da importância do alimento”, conta.

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Foto: Acervo da Pastoral da Criança

Participação masculina

Apesar de os líderes da Pastoral da Criança serem, em sua maioria, mulheres, e de, muitas vezes, o brincar ficar a cargo das mães, Rosana conta que em suas capacitações da ação Brinquedos e Brincadeiras tem visto crescer a participação de homens. Para ela é importante essa presença, porque é um olhar diferente do feminino, e porque a figura masculina ganha destaque na interação com as crianças. “Achei interessante ter homens porque eles transmitem a figura do pai, que pula, faz carrinho, coisas que as mulheres nem sempre recordam”. E no fim das contas, Rosana lembra o mais importante: que não há idade para brincar: “Sou uma criança de 57 anos”, afirma.