12º CÍRCULO
AS DIFICULDADES DE UM RECÉM-NASCIDO
A solidariedade das mulheres salvam a vida de Moisés
Ex 2,1-10
Acolhida
1. Um fato da Vida que nos faz pensar
A Gracinda, líder da Pastoral da Criança, visitando as famílias, conheceu a Izabela, de oito meses, que veio com seus pais para a casa de um parente, pois eles perderam o emprego na roça. A criança tomava só um dedo de leite na mamadeira e ficava até uma semana com o instestino sem funcionar, dormia muito e estava em estado de desnutrição, não alcançava nenhum indicador de oportunidade e conquista. A Inês e a Mari, também são líderes da Pastoral da Criança e ajudaram a Gracinda, orientando os pais e parentes da Izabela. O cuidado com a alimentação foi fundamental para a recuperação da menina. A mãe começou a participar da Celebração da Vida, aprendeu cuidados essenciais da saúde, alimentação e como estimular a criança com muito carinho e amor. Passados três meses já estava engatinhando e fazendo seus barulhos, podemos dizer que ela já estava cantando. O médico do posto, que também a acompanhava perguntou para a mãe o que ela havia feito de diferente para tal recuperação. A mãe respondeu: "Graças ao carinho e esforço das líderes da Pastoral da Criança". Com 12 meses já havia começado a andar. As líderes da Paróquia São Cristóvão, da comunidade Vila Palmira que apresentam este fato, concluem que "esta é mais uma história da Luta e trabalho das mulheres da Pastoral da Criança".
2. Um texto da Bíblia que ilumina a Vida
2.1. Introdução à leitura do texto. Nosso texto de estudo mostra as dificuldades que passou a mãe de Moisés para conseguir salvar a vida de seu filho recém-nascido. Durante a leitura vamos prestar atenção nas várias mulheres presentes neste episódios e o que cada uma faz.
2.2. Leitura lenta e atenta do texto: Êxodo 2,1-10.
2.3. Perguntas para a reflexão:
o O que mais chamou a sua atenção neste texto? Por quê?
o Quantas mulheres aparecem neste episódio? E o que cada uma faz para salvar a vida de Moisés?
o Qual a figura feminina com quem você mais se identificou? Por quê?
o O que este episódio nos ensina em nossos trabalhos na Pastoral?
3. Celebrar e partilhar a Vida em forma de oração
Sugestões para a celebração
4. Voltar para casa e testemunhar a Vida Nova
Preparar o próximo encontro
AJUDA PARA O GRUPO
Nosso texto de estudo mostra todas as dificuldades que passou a mãe de Moisés, após o nascimento de seu filho. Havia o decreto de morte determinado pelo faraó. O menino corria risco de vida. O que fazer? Se faz necessário burlar a lei genocida do faraó. Surge então a idéia de lançar o menino numa pequeno cesto de vime trançado. Desta forma a vida do menino estar nas mãos de Deus, na esperança que uma família o acolhesse e lhe desse guarida. É a filha do faraó, a filha do opressor que estava matando as crianças, quem acolhe e cria o menino. A irmã de Moisés, que estava vigiando para ver o que aconteceria com o menino sugere que a mãe de Moisés amamentasse a criança. Desta forma, o menino acabou voltando para sua própria mãe, em sua casa. Através da filha do faraó, Deus conduziu Moisés de volta para sua família As mulheres presentes neste episódio, trabalhando juntas, salvam a vida do libertador do povo de Deus.
11º CÍRCULO
TUDO COMEÇA COM AS PARTEIRAS
As crianças são sinais da libertação que vem de Deus
Ex 1,8-22
Acolhida
1. Um fato da Vida que nos faz pensar
Maria de Lourdes Menon, morava em Ibituva/PR no ano de 1966 quando teve que mudar para o interior do Paraná numa comunidade que era Distrito de Catanduvas, chamada de Ibema. Ela nos conta: "eu estava grávida no oitavo mês e quando completou o nono mês comecei a sentir as primeiras contrações. Não conhecia ninguém no local, eu era muito jovem ainda apenas 18 anos, meu marido saiu em busca de ajuda, pois no lugar não tinha médico e nem hospital, então alguém indicou que na cidade vizinha, Campo Bonito, tinha parteira e foram buscá-la. Dona Odila Reolom na época tinha 53 anos, era como uma santa, me atendeu e junto dela lembro bem o que me deu mais força foi a Imagem de Nossa Senhora do Bom Parto e o terço que ela trazia consigo. Dona Odila acompanhou meu parto, nasceu uma linda menina. Ela ficou comigo até eu ficar bem, sempre me ajudando. Depois de um tempo engravidei por mais outras três vezes. As 4 filhas nasceram pela mão abençoada desta santa e heroina que tantas e tantas crianças ajudou a nascer. Esta mãe parteira ficava com a gente até ela ver que não havia mais perigo. Eu faço parte da Pastoral da Criança, quero ajudar com os conhecimentos que recebo nas capacitações e passo para outras mães e crianças. Nunca vou ser como a Dona Odila, mas me sinto feliz com minhas amigas da Pastoral da Criança e as famílias que atendemos. Peço a Deus e a Virgem Maria que a proteja e abençoe sempre a Dona Odila e também a Pastoral da Criança em todo o Brasil. Hoje ela está com 90 anos de idade, em sua cidade, Campo Bonito é a grande mãe e mestra da vida".
2. Um texto da Bíblia que ilumina a Vida
2.1. Introdução à leitura do texto. Nosso texto de estudo nos leva ao antigo Egito, onde o povo de Deus sofre uma dura opressão. No entanto, a resistência acontece com o nascimento das crianças. Durante a leitura vamos prestar atenção na atividade das parteiras.
2.2. Leitura lenta e atenta do texto: Êxodo 1,8-22.
2.3. Perguntas para a reflexão:
o O que mais chamou a sua atenção neste texto? Por quê?
o Como o texto descreve a opressão do faraó sobre as casas dos hebreus?
o Qual a atividade das parteiras em todo este episódio? Por que elas fizeram tudo isso?
o O que as parteiras ensinam para a nossa Pastoral da Criança?
3. Celebrar e partilhar a Vida em forma de oração
Sugestões para a celebração
4. Voltar para casa e testemunhar a Vida Nova
Preparar o próximo encontro
AJUDA PARA O GRUPO
O texto que aprofundamos hoje mostra dois pontos importantes para as casas das famílias do povo de Deus. Em primeiro lugar existem sempre muitas ameaças querendo a destruição das pessoas e das famílias. Todas as famílias, em qualquer tempo e lugar, passam por grandes riscos. O faraó simboliza toda a violência capaz de destruir o povo de Deus. Mas, em segundo lugar, existe gente pequena que enfrenta e vence os poderosos. As duas parteiras têm a coragem de contrariar o rei de todo o Egito e salvam a vida de muitas crianças! Sinal de muita coragem e temor de Deus. É o trabalho desta gente simples, serviço caseiro em defesa da vida humana ameaçada, que põe abaixo qualquer império ou poder. Como canta Maria no seu hino, é com esta gente simples que Deus "derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes!" (Lc 1,52).
10º CÍRCULO
APRENDER COM AS CRIANÇAS
Quem quiser ser o maior, que seja servo ou serva de todos
Mc 9,30-37
Acolhida
1. Um fato da Vida que nos faz pensar
Carlinhos, menino pobre, saiu do interior para morar na periferia da cidade. Na nova casa, achou jogado num cômodo uma Bíblia. Com seus seis anos de idade se interessou em guardar aquele livro, que nem sabia o que realmente era, mas ficou como um tesouro e sinal daquela mudança na vida do menino. Na medida que ia aprendendo a ler também aumentava o interesse em ler as páginas e ilustrações daquele grande tesouro em sus mãos. Seus familiares não davam nenhum incentivo para esta iniciativa do Carlinhos, nem a igreja freqüentavam. Mais tarde uma vizinha sentiu que o menino tinha grande interesse pelas religião e começou a levá-lo para a comunidade e fazer a primeira comunhão. Ele não deixou mais de ir para a Igreja. Hoje, já adulto e casado, participa da Pastoral da Criança, dá um testemunho de serviço aos irmãos e principalmente falando da sua história ajuda as pessoas a prestar atenção nas ações das crianças, pois podemos aprender muito com elas.
Nosso texto de estudo encerra o Primeiro Bloco destes círculos bíblicos. Este bloco se chama "Aprendendo com Jesus". No encontro de hoje Jesus nos convida a olhar para as crianças numa atitude de aprendizado, de discipulado. Devemos ser como as crianças: pequenas, desarmadas, indefesas. Vivemos numa sociedade em que a riqueza, o poder, a ostentação e o domínio são os valores determinantes. Jesus nos ensina a olhar para uma criança em busca de um exemplo de vida.
2. Um texto da Bíblia que ilumina a Vida
3. Celebrar e partilhar a Vida em forma de oração
Sugestões para a celebração:
4. Voltar para casa e testemunhar a Vida Nova
Preparar o próximo encontro
AJUDA PARA O GRUPO
O texto nos mostra que Jesus enfrenta resistências de onde ele menos esperava: do grupo de discípulos. Os discípulos não entendem as conseqüências que a ação de Jesus vai provocando. Eles ainda estão presos aos esquemas antigos, ao "fermento dos escribas e dos fariseus". É muito difícil mudar de cabeça e de opinião. A novidade não penetra em nossas cabeças com muita tranqüilidade. A conversão é uma necessidade constante. Entre os discípulos ainda se perde tempo discutindo sobre quem seria o maior dentro do grupo. Disputam cargos e posições. Não entenderam nada da proposta de Jesus. Ainda estão mergulhados na mentalidade da competição e da hierarquia.
Jesus coloca então uma criança no meio deles. Uma criança que não pensa em subir, em se apoderar de cargos, que não busca mandar e ser obedecida. Uma criança, simbolizando a vida tranqüila entre brincadeiras e amizade. A criança é símbolo das relações dentro do Reino de Deus. Se não nos tornarmos como crianças, se não acolhermos uma criança como se ela fosse o próprio Jesus, demonstramos que ainda estamos mergulhados na mentalidade da competição e do poder.
9º CÍRCULO
CÍRCULOS BÍBLICOS
Parceria da Pastoral da Criança com o CEBI - Centro de Estudos Bíblicos
1. A Pastoral da Criança, em parceria com o CEBI - Centro de Estudos Bíblicos, está elaborando Círculos Bíblicos com a ajuda do Frei Carlos Mesters e Francisco Orofino.
Estes Círculos Bíblicos serão direcionados para os 130 mil líderes e equipes de coordenações da Pastoral da Criança que desenvolvem as Ações Básicas de Saúde, para que possam aprofundar os temas bíblicos que aparecem no dia-a-dia do trabalho nas comunidades.
Os 10 primeiros Círculos Bíblicos estão sendo publicados neste encarte especial do Jornal da Pastoral da Criança, de setembro de 2003, com um roteiro de como eles devem ser realizados. Os líderes deverão guardar este encarte e utilizar os Círculos Bíblicos conforme a programação do seu grupo.
Os Círculos Bíblicos não vão substituir os encontros bíblicos que já são feitos nas várias dioceses. Eles poderão ser utilizados conforme a necessidade e o planejamento local dos líderes da Pastoral da Criança, podendo atender também as famílias acompanhadas pela Pastoral da Criança.
Os Círculos Bíblicos podem ser realizados nas casas das pessoas ou em outros locais da comunidade, no início ou no encerramento de uma reunião. O importante é que ele seja preparado com a dedicação que as pessoas da Pastoral da Criança sempre têm com relação a Palavra de Deus.
Estão sendo elaborados 40 Círculos Bíblicos, subdivididos em 4 blocos, cada um com 10 círculos. O Primeiro Bloco: Aprendendo com Jesus, foi escolhido pelo fato de que em todo trabalho da Pastoral da Criança, Jesus sempre será o Mestre a ser imitado, estes Círculos Bíblicos. O Segundo Bloco "Aprendendo com o Antigo Testamento; Terceiro Bloco "Aprendendo com as Comunidades"; e o Quarto Bloco "Saber cuidar das pessoas e do ambiente".
2. DINÂMICA E MÉTODO DOS ENCONTROS
Nestes encontros adotamos a seguinte dinâmica. Em primeiro lugar, vamos levar para dentro da Bíblia os problemas enfrentados no cotidiano da vida. Vamos ler a Bíblia a partir da nossa luta diária. Enfim, vamos partir de nossa Realidade. Em segundo lugar, esta leitura deve ser feita em conjunto, através da partilha de opiniões dentro do nosso grupo de trabalho, reunindo as pessoas engajadas na Pastoral da Criança. É importante trazer para a leitura a vida em Comunidade. Um círculo bíblico é antes de tudo um ato de fé, uma prática de leitura orante, uma atividade comunitária. Em terceiro lugar, esta nossa leitura deve ser profundamente obediente ao Texto bíblico. Ou seja, a leitura comunitária respeita o texto, sem agredi-lo. Nossa comunidade deve colocar-se na escuta do que Deus tem a nos dizer hoje. Esta obediência se traduz na disposição de mudar, sempre que a Palavra nos convida a fazê-lo.
Esta nossa prática de leitura orante, ao mesmo tempo tão simples e tão profunda, é fiel à mais antiga Tradição das igrejas cristãs e imita de perto os passos seguidos por Jesus quando interpretava as Escrituras para os dois discípulos no caminho que levava a Emaús (Lc 24, 13-35). A leitura bíblica feita nestes nossos encontros segue estes mesmos passos. Faça a leitura desta passagem e siga estas orientações para realizar bem os círculos bíblicos.
3. ESQUEMA DOS CÍRCULOS BÍBLICOS
O esquema que propomos aqui é para facilitar o encontro. É apenas uma sugestão. O importante é que todos se sintam bem nas reuniões, dispostos e dispostas a participar ativamente.
ACOLHIDA
Vimos como Jesus se aproximou daquele casal, começou a caminhar como eles. Houve uma iniciativa da parte de Jesus, mas houve também uma acolhida por parte do casal. É importante saber acolher bem as pessoas, para que se sintam em casa, bem à vontade. Isto favorece a troca de idéias e de opiniões. Por isso mesmo, no início da reunião, é muito importante uma apresentação dos participantes. Nossa fé nos diz que o Espírito Santo está no meio de nós. É bom, então, um canto que evoque a presença e a luz do Espirito, pois sem a ajuda do Espírito de Jesus é impossível descobrir o sentido que o texto tem para nós hoje. A partir do segundo encontro, convém dedicar um breve tempo para relembrar o compromisso assumido no final do encontro anterior.
1. PASSO: Um fato da Vida que nos faz pensar
Jesus pergunta pelo assunto da conversa daquele casal. (Lc 24,13-24)
Nós também vamos partir de uma situação que nos preocupa e nos faz pensar. Duas ou três perguntas são feitas para facilitar a troca de idéias em torno do assunto da vida. É para remexer o terreno que vai receber a semente da Palavra de Deus. Serve também para despertar a semente da Palavra de Deus que já existe dentro do terreno da nossa vida. Este fato da vida busca relacionar os círculos com os assuntos presentes no Guia do Líder da Pastoral da Criança. Por isso mesmo é bom fazer o encontro tendo lado a lado a Bíblia e o Guia do Líder.
2. PASSO: Um texto da Bíblia que ilumina a Vida
Jesus começou a clarear o problema da vida com a luz da Palavra de Deus.(Lc 24, 25-27)
Depois da troca de idéias em torno das coisas da vida, dos trabalhos relacionados com a Pastoral da Criança e com os trabalhos voltados para o acompanhamento da criança e da gestante, segue a leitura da Palavra de Deus. Esta parte tem os seguintes pontos:
Preparação:
Introdução à leitura do texto:
Momento de silêncio:
Perguntas para reflexão:
3. PASSO: Celebrar e partilhar a Vida em forma de oração
Chegando em Emaús, rezaram juntos e Jesus partilhou o pão com eles.(Lc 24, 28-32)
Todo este exercício feito até agora serviu para escutarmos o que Deus tem a nos dizer. Agora chegou a hora de darmos nossa resposta a Ele, transformando em oração tudo aquilo que foi discutido e meditado durante o encontro. Oração exige criatividade! É importante que ela seja viva e espontânea. O roteiro traz apenas algumas sugestões. Cada grupo reze e ore de acordo com a inspiração do momento, advinda da partilha da Vida e da Palavra. Que seja uma oração conforme o desejo do coração. É bom rezar também um Salmo. O roteiro traz uma sugestão de salmo, mas o grupo também pode escolher um salmo de sua preferência, seja rezado, seja cantado.
4. PASSO: Voltar para casa e testemunhar a Vida nova
O casal reconheceu Jesus, recuperou a coragem e voltou para Jerusalém.(Lc 24, 33-35)
No final do encontro, o grupo é convidado a formular um compromisso a ser assumido por todos até o próximo encontro. Deve ser algo muito simples, mas bem concreto, dentro da nossa proposta pastoral de partilha a partir da economia do Reino. Uma pequena tarefa, possível de ser realizada por todos e que possa ser avaliada no início do próximo encontro. São compromissos que devem ajudar no propósito do construirmos juntos o Reino de Deus através de nossos trabalhos na Pastoral da Criança. No fim, encerrar a reunião com um Pai-nosso.
Preparar o próximo encontro
O bom êxito do Círculo Bíblico depende muito da maneira como ele é preparado pelos participantes. É bom que todos tenham lido em casa tanto o texto bíblico quanto a Ajuda para o grupo que se encontra após cada roteiro. É útil distribuir as várias perguntas entre as pessoas que participam, para que cada uma se esforce num determinado ponto e, assim, contribua com algo de si mesma para as descobertas de todos.
Ajuda para o grupo
Alguns roteiros podem trazer um pequeno subsídio com algumas explicações para ajudar o grupo a perceber melhor a ligação da Bíblia com a Vida. Em cada Ajuda insistimos em dois aspectos: 1) apresentamos um pequeno comentário ao texto estudado. É para entender melhor o texto bíblico e ajudar na interpretação; 2) oferecemos algumas pistas para o grupo compreender melhor a sociedade daquela época e como as comunidades resolviam seus problemas com a saúde, a criança, o parto, etc. Os participantes, sobretudo a dirigente ou o dirigente, podem ler antes esta Ajuda e, conforme a precisão do momento, dela se utilizar para resolver alguma dúvida ou para fazer avançar a discussão.
PRIMEIRO BLOCO
APRENDENDO COM JESUS
Em qualquer trabalho pastoral Jesus sempre será o Mestre a ser imitado. Principalmente para quem trabalha em pastorais relacionadas com a saúde do povo. Segundo o evangelho de Marcos (cf. Mc 1,29-45) os primeiros trabalhos públicos de Jesus, começando a transmitir sua proposta de Reino, foi justamente um trabalho com pessoas doentes. Na época de Jesus, os enfermos, os doentes, as crianças e idosos eram pessoas marginalizadas, já que não participavam ativamente da sociedade e eram dependentes dos outros. Enfermos, leprosos, idosos, todos deveriam morar longe das pessoas sadias. Tais pessoas eram considerados impuros e portadores de maldições. Vigorosamente, Jesus começa a acolher, tocar, abençoar, abraçar estas pessoas, para escândalo de seus adversários.
De maneira especial, Jesus começa a valorizar as crianças. Na época de Jesus, uma criança não contava. Era uma pessoa de segunda categoria. As crianças não podiam participar da vida em sociedade, logo, não freqüentavam nem o templo nem as sinagogas. Para Jesus, as crianças simbolizam o que há de mais fraco e desprezado numa sociedade. Fazendo sua opção pelos pobres, Jesus abençoa, acolhe, toca e chama as crianças. Valorizando sua fraqueza, as crianças são, para Jesus, exemplo de entrega e de confiança em Deus.
Aprender com Jesus a trabalhar e a defender a vida das crianças é trabalhar pelo Reino de Deus. Devemos defender o que há de mais frágil e, por isso mesmo, mais divino que é a vida das crianças