A contribuição da Pastoral da Criança ajudou a mudar o panorama da situação da infância nas últimas décadas
Durante a cerimônia de abertura da Celebração Dra. Zilda, as autoridades e os voluntários presentes reafirmaram seus compromissos com a causa da infância. Nos últimos 20 anos, o Brasil reduziu em 77% a mortalidade de crianças menores de cinco anos, um dos maiores percentuais de queda do mundo. Também diminuíram a incidência da desnutrição e de infecções, com o acesso ao sistema de saúde universalizado. Porém, outros problemas estão presentes, o Brasil é um dos 12 países mais desiguais, e os pobres, em especial as crianças, são os que mais sofrem as consequências dessa desigualdade. Como a Dra. Zilda Arns Neumann dizia: “Há muito o que se fazer, porque a desigualdade social é grande. Os esforços que estão sendo feitos precisam ser valorizados para que gerem outros ainda maiores”.
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Os portões do Estádio Arena da Baixada Clube Atlético Paranaense abriram às 17h para receber os participantes do evento, vindos de várias partes do Brasil. Até o momento chegaram aproximadamente 15 pessoas. O clima é de muita alegria e animação para a Celebração Dr. Zilda.

Algumas pessoas vieram de Curitiba mesmo prestigiar o evento, outras de longe, como Maria das Graças Santos, de 62 anos, que é líder da Pastoral da Criança em Espírito Santo da Serra (ES), ela conta que demorou 4h de avião, com as escalas. “A Dra. Zilda ainda nos ensina com a sua experiência de vida, a amar as crianças, amar a vida, isso me inspira”, revela.
Os voluntários foram responsáveis por receber e orientar cada participante para que localizassem sua poltrona. Ainda há uma equipe de seguranças, socorristas, bombeiros e policiais a postos. O credenciamento ainda está sendo realizado. Ao todo, foram inscritos cerca de 34 mil pessoas.
Todas as ações desenvolvidas pela organização são simples e cientificamente embasadas
Na entrevista coletiva que antecedeu o início da Celebração Dra. Zilda, a coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Irmã Vera Lúcia Altoé, afirmou que além de valorizar o legado deixado por Dra. Zilda o momento é de reflexão sobre a situação da criança no Brasil e no mundo. Segundo ela, hoje o maior desafio da instituição é manter e conquistar mais voluntários, para que mais crianças e famílias possam ser acompanhadas. “Fazemos um trabalho educativo, precisamos ensinar as famílias a cuidar das crianças desde o ventre materno”, explicou a coordenadora.