1275 dia da mulher cpf2

Hoje, Mariana (ao centro) é exemplo para outros voluntários

Quantas mulheres exemplos de força você conhece? Quantas trabalhadoras, donas de casa, mães, avós, entre tantas outras, você citaria como mulheres únicas, que com muita vontade e luta, fizeram a diferença na vida de outros? Na Pastoral da Criança não é diferente. Neste 8 de março, lembrado mundialmente como Dia das Mulheres, a força feminina é lembrada também na entidade. São as mulheres a força motriz da instituição: elas são 90% dos voluntários e grandes responsáveis por estes mais de 30 anos de história.

As mulheres da Pastoral da Criança enfrentam todos os dias diversas situações que vão muito além de administrar o tempo de seu trabalho, da casa e aquele dedicado ao voluntariado. Há quem tenha que enfrentar a vontade contrária de maridos para continuar as atividades. Há também aquelas que, através do trabalho na Pastoral da Criança, enxergaram outras possibilidades: algumas trocaram de emprego, outras voltaram ou começaram a estudar, outras ainda tornaram-se coordenadoras e são responsáveis por ser inspiração e conduzir outras líderes na missão.

Mariana Almeida, de Buritizeiro, Minas Gerais, viu sua vida transformada ao participar da entidade. “Ela era acompanhada pela Pastoral, tinha seis filhos, todos pequenos. Não tinha muito, porém era uma mulher de fé que cuidou muito bem os filhos - quase todos de baixo peso”, conta a coordenadora da Pastoral da Criança na Diocese de Diamantina, Maria Santos, mais conhecida como Lia. Segundo a coordenadora, a própria Mariana afirma que não foi fácil reconhecer a situação. “Eu agradeço a Pastoral, mas eu fui perseverante pra continuar”, diz. Ela conta que a líder que a acompanhava sempre chamava a atenção para o cuidado com o peso das crianças, e isso, muitas vezes, era desanimador. Mas apesar das dificuldades, ela perseverou nas orientações e hoje os filhos são todos adultos saudáveis.

Dra. Zilda

“As mulheres na Pastoral da Criança, com toda a sua intuição feminina e dons próprios concedidos por Deus, sabem ouvir os clamores dos que mais sofrem, assim como verdadeiras discípulas-missionárias”.

Papa Francisco

“O gênero feminino é necessário em todas as expressões da vida social; por isso, deve ser garantida a presença das mulheres também no âmbito do trabalho e nos vários lugares onde se tomam as decisões importantes, tanto na Igreja como nas estruturas sociais”.

Transformação de vida

Foi Lia quem percebeu que Mariana tinha perfil para o voluntariado. Observando a mãe nas atividades da Pastoral da Criança, resolveu convidá-la e, a partir dali, viu muito mais transformações acontecerem na vida dela. Mas essas transformações também vieram acompanhadas por dificuldades. Talvez a principal tenha sido a falta de compreensão do companheiro, que não via com bons olhos a participação da mulher. “Ele não queria, não aceitava que ela participasse das reuniões”, lembra Lia.

Mesmo com a opinião contrária, Mariana continuou se dedicando às reuniões, capacitações e compromissos pastorais. A perseverança dela fez com que o olhar do companheiro mudasse: ele passou a se envolver com as atividades da comunidade, e compreender a dedicação da esposa. “Hoje ele não briga, não reclama e ainda participa das ações da igreja”, conta Lia.

Mas as mudanças foram além. Quando tornou-se líder, Mariana começou a pensar em voltar a estudar. Achava que sua leitura era deficiente, e queria ler e interpretar passagens bíblicas para as companheiras de trabalho pastoral. E assim foi. Voltou a estudar, concluiu o ensino fundamental e o ensino médio, e hoje fala em público sem timidez.

“A Mariana cresceu na Pastoral como mãe e como pessoa”, afirma Lia. Além de líder, ela já assumiu função de coordenadora da entidade na Paróquia e, atualmente, reassumiu a coordenação da Pastoral da Criança na comunidade a que pertence. Mas isso não impede que ela ainda dedique parte de seu tempo para ajudar a expandir as ações da Pastoral da Criança nas comunidades que ainda estão começando, ou que estão com dificuldades.

Mariana é apenas um exemplo de mulher que faz a diferença na Pastoral da Criança, e que também viu sua vida transformada pelas atividades da entidade. Sentir-se capaz e perceber suas potencialidades, é apenas um dos papéis que a Pastoral cumpre para muitas mulheres. O empoderamento que começa, muitas vezes, em pequenas ações, pode transformar-se na mudança para uma vida melhor. E você, conhece algum exemplo assim na sua comunidade? Conte para nós! Envie um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..