1432 dia internacional da mulher entrevista

Foto: Acervo da Pastoral da Criança

Todos temos exemplos de grandes mulheres em nossas famílias e comunidades e e isso nos lembra do quanto elas são importantes e essenciais para a nossa história e para a nossa vida. São muitos os desafios, mas também são muitas as conquistas, por isso devemos celebrar com alegria o Dia Internacional da Mulher. Para falar mais sobre isso, convidamos a Ir. Veneranda Alencar, Coordenadora Nacional da Pastoral da Criança.

Quais consequências a violência contra mulher traz para vida da própria mulher?

Viva a VidaPrograma de rádio Viva a Vida
1432 - Dia internacional da mulher - 11/03/2019


Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Todos os dias vemos e ouvimos notícias de violência de todos os tipos contra a mulher. A violência provoca sentimento de inferioridade, baixa auto-estima, medo, submissão, doença, depressão e, sobretudo, indignação.

Não podemos aceitar nenhum tipo de violência, nem contra mulher, nem contra ninguém. A violência deixa traumas na vida da mulher, que podem ser para sempre.

Como fortalecer a mulher nos vários desafios que ela enfrenta no dia-a-dia?

Apoiando os seus esforços nas áreas da saúde e trabalho, estudos e família, pois, fortalecida, a mulher percebe que é capaz de ser mais ativa e feliz. É preciso que ela tenha auto-estima elevada e tenha condições de trabalhar para sua realização pessoal, para que ofereça aos filhos cuidados e atenção adequados, ensinando-lhes os valores necessários para uma vida sem violência, ajudando outras mulheres que estão vivendo em situação de violência e submissão a se libertarem dessa situação. Uma mulher forte ajuda a fortalecer a família e a comunidade em que vive.

irma veneranda

Irmã Veneranda Alencar - Coordenadora Nacional da Pastoral da Criança

De que forma cada mulher deve agir diante dos padrões estéticos e de comportamento que são impostos pela sociedade?

Em todas as sociedades se criam convenções e padrões estéticos que a mulher, no dia-a-dia, não consegue atingir. Muitas mulheres sofrem e até morrem por se arriscarem na busca de alcançar esses padrões que a sociedade e as mídias sociais apresentam.

A mulher consciente de seu papel e de sua trajetória é aquela que valoriza seu ser, o seu saber e o seu ter. Ela se reinventa, busca autoconhecimento, procura equilibrar carreira e vida  pessoal, cuida da sua saúde e se mostra forte diante dos desafios da vida.

É uma mulher parceira, que luta em condição de igualdade com os demais para conquistar seu espaço e direitos.

Leia a entrevista na íntegra: 1432 - Dia internacional da mulher (.PDF)