A Pastoral da Criança é um organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que atua na promoção do desenvolvimento integral de gestantes e crianças, do ventre materno aos seis anos de idade. Presente em comunidades de todo o Brasil, sua missão é contribuir para que famílias e comunidades tenham acesso a orientações básicas de saúde, nutrição, desenvolvimento infantil e cidadania.
O trabalho é realizado por líderes voluntários que vivem nas próprias comunidades e são capacitados para acompanhar as famílias por meio de ações como a visita domiciliar. Essa metodologia valoriza a proximidade, a partilha do saber e o protagonismo comunitário. Segundo o Relatório Anual da Pastoral da Criança, em 2025 a instituição acompanhou 163.435 crianças e 10.088 gestantes.

Fundada em 1983, na cidade de Florestópolis (PR), pela médica sanitarista e pediatra Dra. Zilda Arns Neumann e pelo então Arcebispo de Londrina, Dom Geraldo Majella Agnelo, a Pastoral da Criança nasceu diante do desafio de enfrentar os altos índices de mortalidade infantil e desnutrição no Brasil. Desde então, consolidou uma rede de solidariedade comunitária voltada à promoção da vida, da saúde e da dignidade das crianças e de suas famílias.
“A Pastoral da Criança, desde o início, teve a preocupação não só de reduzir a mortalidade infantil e a desnutrição, mas também de promover a paz nas famílias e comunidades, pelas atitudes de solidariedade e a partilha do saber a todas as famílias”, afirmou Dra. Zilda Arns Neumann.
Ao longo das últimas décadas, o avanço das políticas públicas, aliado ao trabalho de organizações da sociedade civil e à atuação comunitária da Pastoral da Criança, contribuiu para uma importante transformação no cenário da infância no Brasil. Hoje, novos desafios exigem atenção permanente, como a obesidade infantil, a violência, o abuso de crianças e o uso excessivo de telas. Atualmente, 12,4% das crianças acompanhadas pela Pastoral apresentam sobrepeso ou obesidade.
“Graças ao avanço das políticas públicas não temos mais a situação de mortalidade infantil que tínhamos no país na década de 1980; mas temos outros desafios: como a obesidade infantil, a violência e o abuso de crianças, e o uso excessivo de telas, que é um inimigo do desenvolvimento infantil saudável”, afirma Maria Inês Monteiro de Freitas, coordenadora nacional da Pastoral da Criança.
Dados rápidos
gestantes e crianças de zero a seis anos
163.435*
10.088*
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
Dra. Zilda Arns Neumann e Dom Geraldo Majella Agnelo
1983
Florestópolis (PR)
* Dados do Relatório Anual da Pastoral da Criança de 2025
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