O evangelho deste domingo narra que Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus.
E Jesus percebeu como os convidados escolhiam os primeiros lugares. E então, contou-lhes a parábola dos primeiros lugares.
Na parábola, Jesus usa a figura de uma festa de casamento. Jesus aconselha que em tal festa não é prudente que alguém ocupe o primeiro lugar, pois é possível que tenha sido convidado alguém mais importante e, quando tal pessoa chegar à festa, não restará outra alternativa ao anfitrião a não ser pedir para que quem se sentou no lugar, que não lhe era destinado, que saia e ocupe o último lugar.
Uma das dificuldades que muitas vezes aparece, é o lugar na mesa. Onde eu fico? Qual é o meu lugar, onde é a minha mesa? Eu quero o meu lugar. Erramos quando achamos que somos nós que escolhemos o lugar. Na vida, nós somos sempre convidados. A vida nos dá um lugar. Nós sempre achamos que devemos ter um lugar melhor. Estamos sempre insatisfeitos com o nosso lugar. Todos sempre querem um lugar mais alto. Queremos o primeiro lugar. Queremos destaque. Será que isso é o mais importante? Esse evangelho fala dessa ansiedade pelo posto, pelo cargo. Ansiedade em ter sucesso.
O Evangelho de hoje é muito lido e refletido pelos líderes da Pastoral da Criança. O encontro entre
Maria e Isabel, um encontro entre 2 gestantes, traz muitos pontos de reflexão para nós. Na sua humildade e fiel à vontade do Pai, Maria assumiu a missão de Mãe do Salvador, e não ficou esbanjando orgulho sobre isso.
Entregue ao Espírito Santo, ela se fez serva do Senhor e também do próximo. Nesse espírito é que ela, como serva, correu para ajudar Isabel, sua prima, que precisava do seu auxílio! “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”! exclama Isabel. Isabel, com estas palavras, acolheu Maria em sua casa. Maria, por sua vez, cantou o Magnificat, onde comunica para nós a sua gratidão e seu reconhecimento a Deus.
Com Maria, somos também bem-aventurados, porque acreditamos nas promessas do Senhor e cheios do Espírito Santo sentimos a presença de Jesus que nos motiva a ir ao encontro de tantas gestantes que, como Isabel, estão à nossa espera.
O Evangelho de hoje, narrado por São Lucas, apresenta uma das passagens que pode causar, alguma dificuldade de entendimento. Jesus diz que veio trazer fogo sobre a terra; que não veio trazer paz, mas a divisão. Cada um interpreta à sua maneira. Eu prefiro pensar que quando Jesus fala de fogo sobre a terra, penso que fogo pode simbolizar o Espírito Santo, que já poderia estar agindo em meio ao povo, se não fosse a dificuldade em reconhecer o Filho de Deus.
Sobre esse fogo, citado por Jesus, São Cirilo escreveu “que era costume nas Sagradas Escrituras interpretar por “fogo” os discursos sagrados e divinos. Do mesmo modo que o fogo purifica os metais, a palavra de Deus purifica os corações”.
O Papa Francisco falou que quando Jesus diz: “Eu vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já se tivesse ateado!”, que estas palavras pretendem ajudar os discípulos a abandonar toda atitude de preguiça, apatia, indiferença e fechamento para acolher o fogo do amor de Deus, aquele amor que, como recorda São Paulo, foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo”.

Situações delicadas de fragilidade na assistência gestacional, no pós-parto e a falta de cuidado com a saúde materna e das crianças, geralmente, são mais algumas das dificuldades que as famílias pobres enfrentam diariamente quando têm seus direitos negados.
Diante de realidades assim, a Pastoral da Criança promove o desenvolvimento das crianças, à luz da evangélica opção pelos pobres, do ventre materno até os seis anos, por meio de orientações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania, fundamentadas na mística cristã que une fé e vida, contribuindo para que suas famílias e comunidades realizem sua própria transformação.