Durante a entrega da Medalha Joaquim Nabuco dos Direitos Humanos realizada nesta quinta-feira (22/04), no plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o presidente do Conselho, ministro Gilmar Mendes, enfatizou que "esse prêmio surge com o diferencial de realçar o trabalho realizado cotidianamente em defesa dos direitos humanos e com o rigor com que o Conselho deve se pautar na escolha dos homenageados, nas mais diversas atividades e localidades".
O CNJ instituiu a premiação pela necessidade de incentivar a responsabilidade social e a promoção da cidadania pelo reconhecimento dos direitos fundamentais à vida, à liberdade, à igualdade e à segurança, objetivos estratégicos a serem alcançados pelo poder judiciário.
O ano de 2010 foi escolhido para o início da homenagem em função da celebração do centenário da morte do jurista que se destacou na história do Brasil pela defesa dos direitos humanos, em especial pela abolição da escravatura. A Medalha será concedida anualmente a 10 personalidades que se destacaram por serviços prestados em favor da causa.
Outros agraciados com a medalha Joaquim Nabuco dos Direitos Humanos no ano de 2010:
Marilene Aranha Silveira- Coordenadora do Núcleo de Advocacia Voluntária no Maranhão; Orlando Villas-Bôas (in memorian), representado pelo seu filho Noel Villas Boas - Sertanista e indigenista; Antônio Augusto Cançado Trindade, representado pelo advogado Renato Zerbini Ribeiro Leão- Juiz da Corte Internacional de Haia; Domingos Francisco Dutra Filho - Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a realidade do sistema carcerário no Brasil; Hélio Pereira Bicudo jurista e político brasileiro, grande militante dos Direitos Humanos; Maria Acirene Araújo da Costa - Há mais de 20 anos desenvolve o trabalho de ressocialização com os apenados da Penitenciária do Estado do Amapá; Viktoria Vogl é freira que lidera o Instituto de Psiquiatria Forense de João Pessoa;