O coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança, médico Nelson Arns Neumann, divulgou hoje (dia 23) em Curitiba, durante a Assembleia Nacional da entidade, estudos internacionais sobre a influência dos 1000 dias de vida na saúde das pessoas. O resultado do estudo indica para uma mudança de paradigma nos cuidados com a saúde na gestação e dos dois primeiros anos de vida.



Estamos acostumados a pensar nas doenças crônicas como se fossem doenças infeciosas, cada qual com um agente patogênico. Devemos pensar nas doenças crônicas sob um novo paradigma: muitas delas tem sua origem nos primeiros 1000 dias de vida – 270 dias de gestação, e 2 x 365 dias após o nascimento. "Este é um período fundamental para prevenir doenças crônicas como diabetes, hipertensão, osteoporose ou doenças coronarianas", afirmou Neumann.

 


Estudo que acompanhou crianças do nascimento aos 14 anos comprovou: 1) crianças que mamaram no peito tinham, aos 14 anos, menos hipertensão arterial, diabetes e obesidade. 2) Efeito dose-resposta: quanto mais aleitamento menos incidência dessas doenças.


Outra conclusão do estudo mostra que crianças com baixo peso ao nascer têm maior risco de doenças coronarianas. O médico alerta: “o baixo peso da mãe na gestação pode facilitar o parto, mas pode ter efeitos perversos para a vida da criança”. Dados oficiais apontam que aumenta no país o número de crianças que têm baixo peso ao nascer.

Baixe a exposição usando o seguinte link:  Influência dos primeiros 1000 dias de vida na saúde das pessoas


Ações preventivas de saúde

A Pastoral da Criança, em suas ações, promove o desenvolvimento integral das crianças pobres, da concepção aos seis anos de idade, em seu contexto familiar e comunitário, com ações de preventivas de saúde, nutrição, educação e cidadania.


As ações desenvolvidas pela Pastoral da Criança estão fundamentadas em evidências científicas. As contribuições recentes das investigações realizadas em crianças apontam que existem fatores que influenciam a saúde nas fases precoces do desenvolvimento humano e, consequentemente, o padrão de saúde e doença ao longo da vida.


O índice de mortalidade infantil na Pastoral da Criança, em 2010, foi de 9,5 mortes para cada mil nascidas vivas, quase metade da média nacional.  Neste mesmo ano o percentual de crianças acompanhadas que nasceram com baixo peso (menos de 2,5 Kg) foi de 5,8%.


Dados do Caderno de Informações em Saúde 2010, do Ministério da Saúde, apontam baixo peso ao nascer geral de 8,3% no Brasil. Em 1999 esse índice era de 7,7%. Em Curitiba, os dados oficiais mostram que em 1995 o índice era de 8%. Em 2010, o índice alcançou 9% - nasceram 2.273 crianças com baixo peso na capital paranaense.


Graças ao envolvimento dos milhares de voluntários da Pastoral da Criança, expandiu-se, no país, o apoio integral às gestantes nas comunidades, com o oferecimento de orientação e supervisão nutricional às futuras mães; a valorização da vida, a partir da gestação; a preparação das gestantes para o aleitamento materno; o encaminhamento para as consultas de pré-natal.

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Pastoral da Criança na mídia

Veja mais informação sobre o estudo divulgado pelo coordenador adjunto da Pastoral da Criança, médico Nelson Arns Neumann

Jornal Gazeta do Povo - 09 de dezembro 2011

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