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Foto: Bruna Corso

No mês de outubro, as roupas dos líderes da Pastoral da Criança da Diocese de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, ganharam um adereço que representa uma atenção redobrada à saúde da mulher: o lacinho da campanha do Outubro Rosa. Nas visitas domiciliares e atividades de encontro com a comunidade, usar o símbolo ajuda a lembrar dos cuidados necessários para prevenir o câncer de mama e demais questões que possam afetar a saúde feminina nos três pilares: físico, emocional e social.

“Estamos lembrando em todas as visitas e os líderes estão falando do Outubro Rosa nas Celebracões da Vida”, conta Iracema Posser Silva, coordenadora da Pastoral da Criança na diocese. “Estamos junto com a Secretaria Municipal de Saúde. Já tivemos vários encontros com gestantes do programa 'Meu bebê, meu tesouro'. Logo teremos novidades, pois a nossa parceria está muito boa, inclusive com outras pastorais”, completa. A mobilização conquistou apoio também de empresas locais e comerciantes.

Dra. Zilda

“As mulheres na Pastoral da Criança, com toda a sua intuição feminina e dons próprios concedidos por Deus, sabem ouvir os clamores dos que mais sofrem e, assim, como verdadeiras discípulas-missionárias, assumiram a missão de partilhar tudo o que sabem com muita solidariedade e paciência, para que as famílias pobres, visitadas e acompanhadas a cada mês, tenham condições de promover o desenvolvimento integral de seus filhos, desde antes de nascer até aos seis anos de idade”.

Mais um benefício do aleitamento materno

Se descoberto cedo, o câncer de mama tem grande chance de cura. Mesmo assim, ele continua sendo o tumor que mais mata mulheres no Brasil. O que nem todo mundo sabe, e a Pastoral da Criança ajuda a divulgar, é que o aleitamento materno pode diminuir as chances da mulher desenvolver este tipo de câncer. Além de ser importante para o bebê, o ato de amamentar por mais de um ano reduz consideravelmente esse risco e, no caso da doença aparecer, ela tende a se manifestar de forma menos agressiva no corpo da mulher.

Importância de falar sobre o câncer

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Para prevenir, compartilhar informações e experiências é o caminho. “Vale a pena estar sempre lembrando desse fator. Como eu passei por este problema, fica mais fácil estar falando e incentivando a amamentação! E procurar ensinar também a fazer o autoexame”, analisa a líder Eunice Koga Carvalho, de Taubaté (SP).

Em um dos exames de rotina anuais, foi detectado um formato estranho na mama direita de Eunice. Não dava para sentir caroço, apenas no exame foi possível perceber. “Na espera, antes da retirada, fui me queixando de indisposição, com uma dor nas costas, que me paralisava ao andar. O meu humor já não era o mesmo, estava mais agressiva, não tinha paciência. Fiz variados exames, conforme o médico pedia”, lembra. No momento de dificuldade, Eunice enxergou um testemunho de sua fé. Realizou uma cirurgia e enfrentou o retorno do tumor no mesmo local, o que fez necessária a retirada total da mama (mastectomia). Depois vieram as sessões de quimioterapia e os medicamentos.

Para ela, compartilhar sua história ajuda outras mulheres a tirarem suas dúvidas e olharem com mais atenção para a saúde, procurando sempre o auxílio profissional. “Melhor forma de prevenir é com ajuda médica: fazendo os exames anuais. E a oração que nos mantém firmes e na fé, sabendo que Ele não nos abandonou”, afirma.

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