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 Foto: M Nota

Ter mais de 28 anos, ganhar muito peso durante a gravidez, ser obesa, ter a síndrome dos ovários policísticos, já ter tido diabetes gestacional anteriormente. Estes são apenas alguns dos indicativos que podem colocar a gestante como uma mulher que pode desenvolver a diabetes ao longo da gravidez. Entretanto, é preciso ficar atento, porque apesar de alguns indicadores, é possível que a mãe não apresente sintomas, e essa doença pode comprometer o desenvolvimento do bebê.

Considerada uma doença de risco durante a gravidez, a diabetes gestacional acontece por causa da resistência a insulina que pode acontecer no período. Como todo mundo sabe, o corpo da gestante precisa se adaptar para as diversas mudanças que vão acontecer ao longo das 40 semanas, e isso inclui a produção de diferentes hormônios que o bebê irá precisar. A diabetes gestacional acontece quando esses hormônios não deixam a insulina fazer seu trabalho - ajudar a glicose a entrar nas células - e a glicose fica circulando, livre, no sangue. Essa dose excessiva de glicose no sangue acaba chegando direto ao bebê através da placenta e, com isso, ele acaba engordando.

Dra. Zilda

“Louvo a Deus porque você existe e pelos seus gestos de amor verdadeiro, nunca medindo esforços para cada vez mais ajudar as famílias a cuidarem melhor de seus filhos e as gestantes a terem uma gestação saudável”.

Papa Francisco

“No lugar de trabalho, cada cristão pode dar bom testemunho, mais do que por palavras, por uma vida honesta”.

E essa era a preocupação de uma mãe de Natal, Rio Grande do Norte, acompanhada pela líder e atualmente, coordenadora da Paróquia Santo Antônio de Pádua, Elineide Estevam da Silva Araújo. Na época, dez anos atrás, recém-chegada na Pastoral da Criança, encontrar uma mãe nessa situação, deixou a líder tão tensa quanto os pais de primeira viagem. “Eles ficaram preocupados que a filha iria nascer doente”, conta. Ela admite que conhecia pouco sobre o assunto, apenas as indicações médicas dadas ao seu pai, que também tinha diabetes. E foi com o que sabia que orientou os pais: alimentação saudável, nos horários corretos e acompanhamento médico.

Onde buscar informações

O Guia do Líder da época também abordava o assunto de forma muito sutil. A internet ainda não estava na casa de todo mundo e para buscar informações, era preciso outros meios. Elineide não teve dúvidas: convidou a mãe e foi até o Posto de Saúde tirar todas as dúvidas. Com as orientações dos profissionais de saúde e o acompanhamento da líder, a gravidez seguiu de forma mais tranquila. A cesária trouxe ao mundo uma menina que ainda foi acompanhada pela líder até os seis anos. Hoje, os encontros com a família acontecem na igreja local, através da Pastoral do Batismo, onde eles participam, e nas celebrações.

Elineide acredita que as indicações do Guia do Líder atual e a internet facilitam o trabalho. Se encontrar um caso semelhante, ela não tem dúvidas: “hoje você entra em um site confiável, no da Pastoral da Criança, e aprende. As informações estão aí pra serem usadas”. Para a líder, o caso, logo no início de sua caminhada na Pastoral da Criança, foi um desafio. “Acho que ele veio para ver se eu estava preparada para isso”, afirma. A gestação levada até o fim, sem mais complicações, e a boa saúde da criança mostram que, sim, Elineide estava pronta.

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