gestante

Franciele Ferreira tem 24 anos e está grávida pela segunda vez. A felicidade da família foi dobrada quando, em uma ecografia, a médica descobriu que Franciele estava grávida de gêmeas. A futura mamãe tem na sogra, Rosemari Ferreira, uma pessoa de confiança para acompanhar, orientar e tirar dúvidas quando é necessário. Rosemari atua na Pastoral da Criança há 20 anos, já foi líder, coordenadora de área, atuou no Conselho Econômico na Paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Campo Largo (PR), e ao saber da gravidez da nora, passou a auxiliá-la, assim como fez com outras tantas mães acompanhadas. "Como eu sei dessas coisas - já participei de vários eventos da Pastoral da Criança, de formação, palestra - oriento ela com o que aprendi", conta.

A gravidez corria bem, até que em uma ecografia, na 24ª semana, o médico descobriu que uma das meninas não estava se desenvolvendo da maneira esperada. Franciele teve que ir imediatamente a São Paulo para uma cirurgia. Entre o exame que descobriu que as gêmeas sofriam da Síndrome da Transfusão Feto-Fetal – quando um bebê está doando sangue para o irmão, e por isso passa a se desenvolver menos – até a data da cirurgia foram quatro dias. "Foi uma cirurgia de alto risco. O médico falou que existia a possibilidade de eu entrar com as meninas vivas e sair sem nenhuma delas, e a menorzinha tinha apenas 3% de chance de sobreviver", explica a mãe.

Hoje, com 30 semanas de gestação, acompanhada por Rosemari e com constante atenção médica, a gravidez considerada de alto risco tem se desenvolvido bem. "Ela [Rosemari] tem bastante experiência, então me acompanha nos exames, tira dúvidas com a médica e me deu o Laços de Amor pra eu saber mais sobre a gravidez e amamentação", relata Franciele. Rosemari foi responsável ainda por aprimorar a alimentação da nora: "Agora ela está se alimentando melhor, não toma mais refrigerante, apenas suco natural", observa. Gabriela das Graças e Manuela Aparecida devem nascer a partir do mês de fevereiro. Até lá, a família tem cuidado redobrado com a mãe e procura ajuda médica a qualquer alteração que considerem anormal.

Líder: referência nas comunidades

Dra. Zilda

"A Pastoral da Criança entende que é preciso cuidar das crianças desde antes de nascer, acompanhar e ajudar as famílias a cuidarem o melhor possível dos seus filhos".

Papa Francisco

"Nos momentos difíceis da vida, o cristão encontra refúgio sob o manto da Mãe de Deus".

Franciele tinha uma líder na família, por isso foi mais fácil seu acompanhamento. Na busca por orientar e acompanhar as futuras mães para que todas tenham uma gravidez sem problemas, a Pastoral da Criança desenvolve o Mutirão em busca das gestantes. Ele acontece a cada três meses: em fevereiro, maio, agosto e novembro, e as líderes saem pela comunidade à procura de mães que ainda não são acompanhadas.

Entretanto, por conhecer o trabalho da Pastoral da Criança, há pessoas que buscam as líderes e indicam as mães que necessitam de orientações. Foi o que aconteceu com Ivonete Nóbrega, de Taperoá (PB). Líder há 14 anos, ela tem acompanhado há dois meses uma mãe de 20 anos, grávida de trigêmeos e com um filho de um ano e seis meses. A líder conheceu a mãe quando ela já estava nos quarto mês de gravidez. "Encontrei ela anêmica, com o pré-natal iniciado depois do terceiro mês de gravidez, e amamentando o filho de 1 ano e meio. Pedi que ela parasse imediatamente, para não prejudicar ela e os bebês".

Mas a ajuda de Ivonete foi além do acompanhamento. Vendo as dificuldades da família, ela fez uma campanha na comunidade para fazer o enxoval e procura dar toda a assistência possível. "Percebi que era uma família muito carente, então ajudo como posso: oriento na alimentação e no que mais há necessidade". Atualmente, no sexto mês de gravidez, a mãe ganhou peso, assim como as crianças que estão com 250 gramas cada; e está sendo acompanhada também pelo serviço de saúde local. Mas devido a delicadeza da situação, o médico já confirmou que o parto deverá ser uma cesariana em Campina Grande, cidade próxima de Itaperoá e que oferece condições para o parto de alto risco, como é o caso dos trigêmeos. "Não sei como vai ser até o nascimento, mas estamos fazendo o possível para que tudo aconteça bem", explica a líder.

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