1302 meio ambiente entrevista

Foto: Eli Pio

À quem interessa a exclusão social que traz tanta miséria e violência? Para discutir esta questão, que acontece todos os anos no Brasil e na América Latina, o Grito dos Excluídos é uma grande articulação popular que tem como objetivo denunciar situações de exclusão e elaborar alternativas para a melhoria da qualidade de vida de nossa população. Em 2016, a iniciativa chegou à 22ª edição e trouxe como tema: “Vida em primeiro lugar”. E o lema “Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata!” 

Sobre esta temática e o que tem a ver com o dia a dia de todos os cidadãos, confira a entrevista com Maria das Graças Silva Gervásio, assistente social e coordenadora do Núcleo de Comunicação da coordenação nacional da Pastoral da Criança.

A Pastoral da Criança tem, desde a sua fundação, a opção preferencial pelos excluídos. Por quê?

A Pastoral da Criança surge em 1983, quando a Igreja da América Latina está intensificando suas ações em defesa da dignidade humana, como previu o Documento de Puebla, de 1979. Para viver, de fato, o Evangelho de Cristo, os bispos estavam atentos ao fenômeno de desigualdade e injustiça, que gerava uma situação de pobreza desumana. Dentre os vários rostos que sofriam, estavam as feições das crianças golpeadas pela pobreza ainda antes de nascer. No Brasil, era a desnutrição e a mortalidade infantil. E a Pastoral da Criança nasce com a missão de promover o desenvolvimento dessas crianças à luz da evangélica da opção pelos pobres, do ventre materno aos seis anos. Por isso que tem o lema: “Para que todas as crianças tenham vida e vida em abundância”.

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Maria das Graças Silva Gervásio

O Grito dos Excluídos de 2016 teve como tema “Vida em primeiro lugar”. Como acontece a participação da Pastoral da Criança no “Grito dos Excluídos”?

A Pastoral da Criança, como outras pastorais, movimentos e serviços da Igreja, defende a vida em primeiro lugar. Mas, é importante frisar que não podemos ficar apenas no anúncio. Precisamos denunciar, buscar mudar a situação de exclusão em que vive a população brasileira. E o Grito dos Excluídos e das Excluídas é uma dessas manifestações populares que acontece na Semana da Pátria, mas que precisa ter continuidade. A Pastoral da Criança participa deste momento do Grito dos Excluídos e, também, desenvolve suas ações para que a criança tenha prioridade absoluta.

Mesmo diante de tantos atos de exclusão no nosso dia a dia, que sinais de esperança podemos destacar?

Certamente, a esperança é a força que nos move. Mesmo diante de tantos sinais de exclusão, é importante considerar que o povo não se calou. As pessoas se sentem indignadas, gritam e clamam por mudanças. A força da comunidade, da mobilização e da organização são sinais de esperança. A Pastoral da Criança, como outros organismos, está presente também no esforço de concretizar os “Objetivos do Desenvolvimento Sustentável” e suas 169 metas específicas, com a finalidade de garantir que todos os seres humanos possam realizar seu potencial em matéria de dignidade e igualdade, em ambiente saudável. Nestes próximos 15 anos de trabalho, a Pastoral da Criança seguirá aprimorando suas ações básicas, complementares sempre de acordo com as necessidades sentidas pelas comunidades onde está presente.

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Leia a entrevista na íntegra: 1302 - Entrevista com Maria das Graças Silva Gervásio - Meio ambiente e o Grito dos Excluídos (.PDF)

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

1302 - 12/09/2016 - Meio ambiente e o Grito dos Excluídos

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