Dom Francisco de Assis Dantas de LucenaSem a missão não existiria a Pastoral da Criança. Como não haveria a missão da Igreja, sem a missão do Filho e do Espírito Santo, enviados pelo Pai ao mundo. A missão da Pastoral da Criança é importante. Sem a missão dos líderes, não haveria a Pastoral da Criança. Daí uma Pastoral de saída, dinâmica, não cansada.

 

Assim como diz o Papa Francisco: a Igreja de “saída” pertence ao dinamismo da Escuta do Evangelho. O livro dos Atos dos Apóstolos expressa esse dinamismo da Palavra com a afirmação: “A Palavra de Deus (…) crescia e se multiplicava” (At 12, 24), isto é, crescia e se multiplicava o número daqueles que ouviam a Palavra e se tornavam  evangelizadores.

Vejam, esse dinamismo tem que estar na Pastoral da Criança. Para a Pastoral não se fechar, precisa sair, ir às periferias, às comunidades e às pessoas. É no dinamismo da missão da Pastoral da Criança que ela cresce e multiplica o número de líderes. No  dinamismo da missão deve ir surgindo mais líderes.

A missão sempre enfrenta obstáculos. Ora, Jesus ao enviar os Doze em missão disse: “Eu vos envio como cordeiros entre lobos” (Mt 10. 16). No tempo dos Apóstolos, os obstáculos foram principalmente a perseguição. Hoje, a missão enfrenta obstáculos também: comodismo, complexo de inferioridade e o não querer comprometer-se. Mas, na força do Espírito Santo, a missão e os obstáculos trazem alegria. “Os discípulos voltaram  da missão cheios de alegria” (cf. Lc 10, 17). E a alegria dos discípulos contagiou o próprio Jesus que os havia enviado. Daí, Jesus pronunciou uma bela oração: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos” (lc 20, 21s).

É necessário para se fortalecer na missão:

• Tomar iniciativa: esta é a primeira atitude. A missão da Pastoral da Criança é tão importante que ninguém consegue guardar só para si. De fato, a missão é consequência do encontro com Cristo. E, aqui, do encontro com Cristo naquelas crianças, naquelas gestantes, e nas famílias. A pessoa sente necessidade de compartilhar com os outros, como aconteceu com a Samaritana. A missão é consequência da gratuidade do amor.
• Acompanhar: a missão exige paciência. Deus tem paciência com todos para dar tempo para a conversão.
• Frutificar: estar atentos aos frutos. A missão é fecunda. Cuida do trigo e não perde a paz por causa do joio.
• Festejar: “celebrar cada pequena vitória”. A festa nos enche de alegria, esperança e força para continuar a caminhada e vencer os obstáculos. É a Celebração da Vida.

Tudo isso é a Pastoral da Criança!

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena
Bispo de Guarabira, Paraíba

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