Olá, estamos de novo com vocês para continuar nossa conversa sobre Visita domiciliar. Hoje, vamos conversar sobre uma visita que foi acompanhada em uma comunidade.

Era a primeira visita em uma casa onde duas líderes encontraram uma avó cuidando dos netos, pois a mãe tinha ido embora e o pai estava preso por envolvimento com drogas. A avó já tem certa idade e não trabalha fora. O avô trabalha na construção civil. As crianças, uma menina de dois anos e um menino de cinco anos, ficam em casa o dia todo, pois na comunidade não existe uma instituição de educação infantil que atenda creche e pré-escola. A avó comentou que estava bastante cansada, pois tinha que fazer todo o trabalho da casa e ainda cuidar dos netos. Contou também que, uma vez no mês, leva as crianças ao presídio para visitarem o pai e elas voltam muito tristes.

 

 

Como era a primeira visita a essa família, depois de conversar um pouco com a avó, as líderes cadastraram as crianças, pediram para olhar a caderneta de saúde e verificaram que as crianças não estavam com as vacinas em dia. Uma líder perguntou se alguma das crianças tinha tido diarreia e a avó falou que a menina estava com diarreia há três dias, não estava comendo nada e já tinha emagrecido bastante. As líderes orientaram para que a avó levasse a criança à Unidade de Saúde para consulta médica. Pediram copo, açúcar e sal e com a colher medida prepararam o soro caseiro para a menina começar logo a tomar. As líderes orientaram também para que a avó pedisse na Unidade de Saúde para aplicarem as vacinas que estavam faltando nas crianças.

Uma líder anotou também os Indicadores de Oportunidades e Conquistas conversando com a avó. Para surpresa das líderes, nas duas crianças, apesar das condições adversas da família, três dos quatro indicadores relativos a suas idades foram alcançados.

Depois de conversarem um pouco mais com a avó, as líderes convidaram a avó para participar com as crianças do Dia da Celebração da Vida na capela da comunidade e se despediram.

A avó agradeceu, disse que iria levar as crianças ao médico e que já esperava que a Pastoral da Criança fosse visitá-la e que estava ansiosa para ir à Celebração da Vida. Agradeceu também pelo interesse por ela e pelos netos que ela tanto amava, pois estava há pouco tempo morando na comunidade e sentia que estava sofrendo um pouco de discriminação por causa da situação do filho.

Quando saíram, as líderes conversaram sobre a necessidade de encaminhar essa família para a Ação Social da Igreja, pois a família estava precisando de ajuda e também de solicitar que os agentes comunitários acompanhassem também a família.

E agora, vamos aproveitar e pensar um pouco sobre essa visita?

Vamos pensar no que é ser um líder da Pastoral da Criança. O que faz com que ele seja diferente, por exemplo, de um agente comunitário de saúde?

Antes de tudo, o líder é um pastor e faz um trabalho voluntário. Mas o que é ser um pastor? Um pastor procura agir como Jesus ensinou com seu exemplo e suas palavras. Um pastor ama suas ovelhas sem julgar, as acolhe, escuta, cuida, apascenta todas e dá atenção especial as que mais precisam. Cada líder agindo assim cumpre a missão da Pastoral da Criança, a qual está nas palavras de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”, Jo 10,10.

Voltando agora à visita que relatamos: as líderes agiram como pastoras? E você, age como uma pastora, um pastor?

Parar e pensar sobre como agimos, o que nos anima e fortalece, que ajuda precisamos, compartilhar o trabalho com outros líderes e coordenadores é uma forma de tornar as atividades que fazemos em uma missão significativa para nós e fecunda para as famílias acompanhadas pela Pastoral da Criança.

 

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