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1. Como entender que existem famílias que decidem em não vacinar seus filhos. Por que não vacinam?

Além do esquecimento dos pais sobre a importância de imunizar os filhos ainda na infância, há os movimentos anti vacinação, formados por pessoas que questionam a eficácia e segurança das vacinas.

Esses movimentos ganharam força principalmente após a publicação de um artigo científico na revista Lancet (uma das mais importantes revistas sobre saúde do mundo) no ano de 1998. Nesse artigo o médico inglês Andrew Wakefield associou o aumento do número de crianças autistas com a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. Isso foi o suficiente para que pais assustados deixassem de vacinar os filhos. Entretanto, alguns anos depois, tudo foi reavaliado e a eficácia das vacinas confirmada. A própria revista Lancet foi obrigada a se retratar, mas o estrago já tinha sido feito.

2. Será que a vacina é realmente eficaz e necessária?

Os próprios resultados comprovam a eficácia. De acordo com dados da ONU, a vacinação evita cerca de 2 a 3 milhões de mortes ao ano por doenças como difteria, sarampo, coqueluche, poliomielite, rotavírus, pneumonia, diarreia, rubéola e tétano.

Graças às vacinas, doenças terríveis e altamente contagiosas foram quase erradicadas. Sem dúvida, podemos afirmar que as vacinas são seguras, são eficazes e salvam vidas. 

Assista o vídeo do Ministério da Saúde sobre o assunto: https://www.youtube.com/watch?v=0DuHI0E6Bc4

3. Como era o mundo pré-vacinas?

O mundo era um lugar muito mais perigoso antes do aparecimento das vacinas. Milhares de pessoas, sobretudo crianças, morriam de poliomielite, sarampo e outras doenças infecciosas. Só a varíola matou mais de 500 milhões de pessoas durante o século vinte. E foi a primeira doença extinta em 1978 graças às vacinas. A poliomielite matou e deixou centenas de milhares de crianças com algum tipo de paralisia, até o desenvolvimento da vacina contra a pólio em 1955. As vacinas são sem dúvida uns dos maiores avanços da medicina.

4. O que vai acontecer se deixarmos de vacinar as crianças?

A falta de vacinação pode trazer de volta doenças erradicadas no país, além de deixar a criança exposta a alguns vírus que causam sérios problemas à saúde.

5. Que doenças estão voltando?

Principalmente o sarampo, a poliomielite, a difteria e a rubéola. 

6. O que é o sarampo?

Em 2019, os estados de Roraima e Amazonas apresentaram surtos de sarampo. O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade do sarampo, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A doença pode causar sérias complicações como pneumonia, encefalite (inflamação no cérebro), cegueira e até evoluir para óbito. A vacinação é a única maneira de prevenir a doença.

Veja o vídeo do Ministério da Saúde sobre a doença: https://www.youtube.com/watch?v=OElM_WJDbL4

7. E a poliomielite, o que é?

A poliomielite é conhecida também como paralisia infantil, é provocada por um vírus que, inicialmente infecta o intestino, mas pode chegar à medula ou ao cérebro. Aqueles que adquirem a doença podem desenvolver um quadro clínico que afeta um ou mais grupos musculares, causando paralisia. A vacinação é fundamental para que exista proteção contra casos que, eventualmente, possam ser importados de outros países onde a poliomielite ainda existe. A vacinação é a única forma de prevenção. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas, conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual.

Veja o vídeo do Ministério da Saúde sobre a doença: https://www.youtube.com/watch?v=Th2qasF16Ew

8. A difteria também volta a assustar após vários anos?

Infelizmente, sim. A difteria é uma infecção transmitida principalmente pelas gotículas de saliva ou de secreções nasais. Provoca febre, fraqueza e dificuldade respiratória. Em determinadas ocasiões, pode causar problemas cardíacos ou neurológicos.

9. E a rubéola, o que ela causa nas crianças e na gestante?

A rubéola é uma doença infecciosa causada por um vírus. Em muitas crianças a doença confunde-se com uma constipação. Em outras, provoca inchaço dos gânglios atrás das orelhas e da nuca. Por vezes, também provoca febre. Por rotina, as crianças são vacinadas contra a rubéola. As mulheres grávidas ou que pretendem engravidar deverão garantir que estão vacinadas contra a rubéola, uma vez que o vírus pode causar lesões nos fetos em formação. A infecção na gravidez acarreta inúmeras complicações para a mãe, como aborto e natimorto (feto expulso morto) e para os recém- nascidos, como surdez, malformações cardíacas e lesões oculares.)

10. Por que não vacinar as crianças é uma prática ilegal no Brasil?

O Estatuto da Criança e do Adolescente que reúne normas com objetivo de proteger o direito à vida e à saúde de crianças e adolescentes, estabelece que é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. A criança tem direito de ser vacinada. Por isso, os pais ou responsáveis que não levam os filhos para vacinação, segundo os cronograma do Programa Nacional de Imunizações, estão cometendo um ato ilegal.

11. A vacinação é a maneira mais eficaz de prevenir doenças. Como é que os pais podem se informar sobre as campanhas de vacinação?

Eles precisam ficar atentos às campanhas e ao calendário de vacinação. Todas as vacinas contidas no programa nacional de vacinação, são disponibilizadas gratuitamente nos postos da rede pública. Os calendários de vacinação, voltados para públicos específicos: criança, adolescente, adulto, gestante e idoso e população indígena.

12. Qual é a importância do Cartão de Vacinas?

É a forma de comprovar que está vacinado. É comum encontrar pessoas que não sabem onde colocaram seu cartão, o cartão é um documento e que deve ser guardado com muito cuidado com os documentos pessoais. Tem que ser apresentado nos atendimentos médicos de rotina e também em casos de acidentes.

13. Qual é o papel dos pais ou responsáveis na vacinação das crianças?

Ficar atentos às datas do calendário de vacinação e reforços, perguntar como agir nos casos de reações das vacinas, como febre, dor no local, etc. E cuidar da Cartão de Vacinação. Em caso de perda por enchentes, viagem ou outros deve procurar o serviço de saúde para providenciar um novo cartão.

14. Você tem mais alguma orientação sobre a importância das vacinas?

Ao se vacinar, você está ajudando toda a comunidade a diminuir os casos de determinada doença. A vacinação vai então além da proteção individual. Vacinas são substâncias que possuem como função estimular nosso corpo a produzir respostas imunológicas a fim de nos proteger contra determinada doença.

Quem não se vacina não coloca apenas a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares e outras pessoas que convive.

 

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