A criança brinca por necessidade e ao brincar aprimora seus sentidos como: visão, audição, tato e seus movimentos, que fazem com que ela descubra e conheça como são e para que servem os objetos e os diferentes brinquedos, desenvolva sua linguagem e seu pensamento, aprenda e entenda as atividades, os costumes dos adultos e as relações entre as pessoas. É na convivência com a família, os vizinhos e a comunidade que a criança amplia suas relações, se sente incluída e faz novas descobertas.

Nas comunidades, os locais como: calçadas, praças, parques, ruas e jardins são espaços públicos privilegiados para as brincadeiras das crianças. As brincadeiras nesses locais oferecem à criança maior participação livre e possibilidades de vencer desafios.

A saúde da criança também se beneficia com brincadeiras ao sol e ao ar livre nas quais ela possa se movimentar bem. O brincar além de ser importante para o desenvolvimento, intelectual, sensorial, emocional e social, também é um grande aliado na prevenção do excesso de peso (sobrepeso e obesidade) infantil.

O Ministério da Saúde tem alertado cada vez mais sobre o aumento da prevalência da obesidade de maneira epidêmica entre crianças e adolescente nas últimas quatro décadas. Em um dos mais recentes estudos  publicados (Briefing-Dados epidemiológicos sobre a situação da obesidade no Brasil)  mostra uma análise da tendência  temporal de excesso de peso. Nos anos 1989, 1996 e 2006 foi observado um aumento de 160% na prevalência de crianças menores de 5 anos com excesso de peso.

É preciso que as crianças sejam incentivadas a brincar, especialmente brincadeiras que gastem energia, mas é necessário providenciar espaços que as estimulem e que sejam seguros. A ideia é incentivar as crianças a alimentação saudável, atividade física e brincadeiras longe das telas da TV, celular e jogos eletrônicos. Atualmente, poucas crianças têm acesso a áreas de lazer e o quando têm, não são adequadas. Por isso, podemos organizar atividades criativas, divertidas e bem simples, que encantam as crianças, tais como:

  • Brincar na areia, pular corda, jogar bola, pular amarelinha, pega-pega, corrida do saco, jogar peteca, pular elástico, brincar de bambolê e tantas outras da criatividade das crianças e da região onde vivem.
  • Brincar de contar histórias, realizar desenhos, passar o anel, jogo de sombras, montar quebra-cabeça e fazer cabanas com toalhas grandes.
  • Pular em um pé só e bater palmas ao mesmo tempo.
  • Colocar no chão obstáculos como: cordas e varas, para que as crianças pulem sem encostar neles.
  • Brincadeiras com caixas de papelão: dispor várias caixas de papelão de diferentes tamanhos para que as crianças possam entrar e sair; abra a caixa de papelão e transforme-o em carrinho de lomba, para brincar em uma rampa; transformar a caixa num cenário de teatro de fantoches, pode até pintar e com pedaços de tecidos colocar uma cortina

Espaços livres para brincar

Quando andamos com as crianças, podemos apreciar as pessoas, as plantas, os pássaros, as borboletas, o caminho das formigas, entre outras coisas ao nosso redor. As crianças são curiosas, correm, pulam e andam por todos os lados e gostam de enfrentar desafios e brincar livremente, sem brincadeiras pré-estabelecidas e jogos com regras.

Líder, converse com as famílias e estimule que as crianças possam brincar livremente:

• Brincar e respirar ar puro favorece o bom desempenho na aprendizagem.

• Quando as crianças brincam ao ar livre respiram ar puro, são beneficiadas pelo sol e recebem muitas energias da própria natureza.

As brincadeiras ao ar livre são fundamentais para o desenvolvimento saudável das crianças.

A família também pode estimular brincadeiras que apresentem risco moderado. Assim as crianças aprendem quais são seus limites, como superar medos e vencer desafios.


Guia do Líder

Para apoiar a criação e a organização de um ambiente favorável, a Pastoral da Criança tem os Indicadores de Oportunidade e Conquista (IOCs). Veja mais sobre os indicadores de acompanhamento da criança no e-Guia.


Você está aqui: