Acompanhar crianças, desde o ventre materno até os seis anos, é uma maneira de multiplicar saúde, nutrição, educação e cidadania – construindo a base para um mundo mais saudável, justo e fraterno. Por isso, a visita domiciliar é considerada a principal atividade do líder da Pastoral da Criança, que realiza este trabalho voluntariamente.

A visita é o contato mais próximo entre o líder e a família. Na visita é possível conversar sem pressa com a gestante, conhecê-la melhor, saber de seus medos e expectativas, se seus familiares a apoiam, o que ela já tem de conhecimento sobre a maternidade e o que ainda precisa de orientação. A conversa com os pais, avós ou outras pessoas que sejam “cuidadoras” das crianças revela o modo de criação, o tipo de alimentação, que direitos e deveres a família conhece, entre outros assuntos que vão surgindo com o passar do tempo. E da observação e da interação com a própria criança, vêm as informações sobre o jeito de ser, linguagem, movimentação, relação com quem está ao redor, os indicadores de oportunidades e conquistas. Dessa forma o líder e a família também fortalecem laços de confiança e amizade.

As visitas domiciliares se tornam ainda mais importantes nos primeiros meses de vida do bebê, período no qual a família passa por muitos momentos de insegurança, dúvidas e dificuldades. O cuidado com o bebê, o aleitamento materno, o choro, a as noites sem dormir, entre outras situações, deixam a mulher, em especial, bastante sensível e, neste momento é que o apoio e a atenção do líder se fazem ainda mais necessários.

A orientação é que nestes primeiros meses as visitas domiciliares sejam semanais. Estas visitas mais frequentes proporcionam maior interação entre a família e o líder, contribui para estreitar o laço de confiança entre eles e promove o apoio e a segurança que a mulher precisa neste momento.

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