Com a pandemia, houve aumento da pobreza extrema, desnutrição infantil, fome e mortes tanto maternas quanto infantis, conforme apontou o relatório da revista The Lancet, em julho, deste ano. Os pobres encontram também dificuldades de acesso e atendimento no serviço de saúde, tais como consultas de pré-natal, realização de exames e acompanhamento de rotina de bebês e crianças.
Dessa forma, todos os que atuam na Pastoral da Criança, em cada município e comunidade, devem lutar pelos direitos das gestantes e crianças e buscar soluções em rede para possibilitar a superação desses obstáculos.
O cadastro de gestantes e crianças menores de um ano deve ser priorizado tendo em vista as repercussões dos cuidados nesta fase, que está contida nos primeiros mil dias, para toda vida.
- Houve um aumento de um pouco mais de 5.600 crianças entre o 4° trimestre de 2020 e o 4° trimestre de 2021.
- Os dados do 1º trimestre de 2022 apontam 57.406 crianças cadastradas e no 2° trimestre de 2022, 56.305 crianças, indicando queda de 2,39%. Este valor que pode mudar com a chegada de mais Fabs.
Sugestões de como agir
- Verificar os locais com as quedas mais acentuadas e buscar compreender as dificuldades e elaborar planos de ação:
- Fazer formação contínua com os líderes sobre os primeiros mil dias.
- Divulgar nas comunidades os materiais dos primeiros mil dias para sensibilizar as famílias sobre a importância dos cuidados de crianças de até um ano, que é a idade na qual as crianças têm mais risco de ficar doentes ou até mesmo morrer.
- Identificar nas localidades pessoas que possam ser líderes.
- Estimular o uso do App Visita Domiciliar o qual permite ao líder cadastrar crianças e gestantes e apresenta orientações do Guia do líder específicas para a faixa etária ou semana de gestação.
- Divulgar o aplicativo da Pastoral da Criança entre as famílias das comunidades para que tenham as informações do e-Guia.
Brasil
Houve um aumento neste indicador de 10,85%, passando de 52.148 crianças no 4° trimestre de 2020 para 57.805 no mesmo período de 2021.
O gráfico abaixo mostra a situação nos dois trimestres citados e também os trimestres 2022*.
Estados
Entre os Estados 19 registram aumento, destacamos: Acre (79,5%), Maranhão (70,0%), Goiais (63,4%) e Amazonas 63,0%).
Entre os que tiveram maiores quedas em percentuais, destacamos: Amapá (↓28,91%) e Rondônia (↓28,6%).
Dioceses
Dentre as Dioceses, que houve aumento do número de crianças menores de 1 ano destacamos as 4 que apresentaram acima de 500,0%: Parintins (9.508,3%%), São Luís de Montes Belos (979,2%), Paranavaí (673,1%) e Amargosa (655,7%).
Em percentual, as cinco maiores quedas ocorreram em Rondonópolis (↓98,8%), Floresta (↓69,7%), Rio Grande (↓61,8%), Ourinhos (↓58,5%) e Guajará-Mirim (↓58,1%).
Mais informações nos links abaixo:
Número de crianças < de 1 ano no 4ºtrim2020 e 4ºtrim2021. Brasil, estados, dioceses e regiões
Mapa da variação do número de crianças < 1 ano cadastradas no 4ºtrim2020 e 4ºtrim2021, por dioceses.
Número de crianças < de 1 ano cadastradas 3º trimestre 2022 . Brasil, estados, dioceses e regiões.
Fonte: Sistema de Informação da Pastoral da Criança. Relatório Extrato de Indicadores, Abrangência por níveis Coordenação Nacional, Comparação entre os trimestres 2/2022 e 1/2022, Folha de Acompanhamento Digitada até 01/11/2022 às 15:43 horas. Disponível em -- http://www.pastoraldacrianca.org.br – [ 2022 nov 01 ]
Fonte: Sistema de Informação da Pastoral da Criança. Relatório Extrato de Indicadores, Abrangência por níveis Coordenação Nacional, Comparação entre os trimestres 3/2022 e 3/2022, Folha de Acompanhamento Digitada até 01/11/2022 às 16:25 horas. Disponível em -- http://www.pastoraldacrianca.org.br – [ 2022 nov 01 ]