O Dia da Celebração da Vida é outra atividade importante que você, líder, realiza na Pastoral da Criança. Nesse dia, que acontece uma vez por mês, as famílias se reúnem para celebrar as gestantes e crianças que estão bem e para se ajudar quando estão em dificuldades.

O encontro nesse dia deve ser um momento de fortalecer o sentimento de família que torne possível unir as pessoas para “viverem em comum”, que é o sentido de comunidade. Nele são estreitados os laços de fraternidade entre gestantes e seus companheiros, mães, pais, familiares e é valorizada a responsabilidade de uns pelos outros. Todos se juntam na busca de mudanças na melhoria da qualidade de vida das famílias e, portanto na das crianças e gestantes.

O lugar escolhido para essa celebração deve ficar perto de onde as famílias moram e ser adequado a realidade da comunidade. É bom que os grupos não sejam muito grandes, para que as famílias possam se sentir carinhosamente acolhidas, fiquem bem acomodadas, tenham oportunidade de falar, e as crianças tenham espaço para brincar.

O dia da Celebração da Vida é um testemunho vivo de fé. Mostra a solidariedade e a participação de uma comunidade na busca de seus direitos de cidadania. Por isso, é um dia abençoado por Deus.

Por que reunir as famílias na comunidade?

É na família, desde a gestação, que as necessidades da criança como saúde, alimentação e afeto são satisfeitas. Depois que a criança nasce, novas necessidades vão aparecendo, como comunicação, brincadeiras, segurança, aprendizagem, conquista da autonomia. Portanto, a família precisa ter oportunidades de receber novos conhecimentos, discutir, refletir e ser valorizada para definir sua forma de criar e educar suas crianças.

As gestantes e seus companheiros, além de já começarem a conhecer sobre o desenvolvimento e situação de vida de crianças, também devem ter oportunidade para conversar, falar de suas necessidades, encontrar apoio, sentir que fazem parte das famílias acompanhadas.

Quando as pessoas das famílias acompanhadas estão reunidas para celebrar a vida, elas comemoram as conquistas alcançadas por suas gestantes e crianças, conversam sobre suas dificuldades, percebem que não estão sozinhas e que juntas poderão descobrir formas de enfrentar as dificuldades. Podem também saber mais sobre a rede de apoio que precisam encontrar no lugar onde moram, composta por unidades de saúde, educação, assistência, entre outras.

Quando uma gestante ou criança apresenta algum problema, ela ou os familiares já podem ter tentado algumas soluções sem conseguir resolvê-lo. Sendo assim, nesse dia devem ser criadas condições para que as necessidades sentidas por gestantes, pais e familiares possam ser colocadas e conversadas da maneira que eles quiserem. Pode ser em pequenos grupos, no grupão, com os líderes participando da discussão ou só entre as famílias. São as famílias que decidem, e os líderes ajudam no que forem solicitados.

Para responder às necessidades das famílias, vocês, líderes, devem ter uma atitude de abertura a mães, pais, gestantes e familiares, que permita estabelecer um verdadeiro diálogo. Esse diálogo implica primeiro ouvir, antes de falar, para que vocês percebam o que as pessoas da família precisam ou o que as preocupa. Ao falar, vocês devem responder ao que elas colocam, sem julgar ou menosprezar o que elas dizem ou fazem, mas também expressando com delicadeza quando tiverem uma opinião contrária.

Em alguns desses dias de celebração vocês, líderes, podem conversar sobre um assunto com o grupo todo, trazer alguém para conversar sobre um tema de interesse das famílias, em outros fazer apenas uma confraternização e, uma vez a cada três meses será realizado o acompanhamento nutricional junto com a equipe de Ramo.

Apenas os que dialogam podem construir pontes e vínculos. (Papa Francisco)

O dia da Celebração da Vida precisa ser preparado com muito amor. É bom contar com a ajuda de todos os líderes, de pessoas da família, como mães, pais, avós, gestantes e seus companheiros, para juntos organizarem esse dia promovendo:

  • Acolhida carinhosa para as crianças, as gestantes e seus familiares.
  • Oração inicial para celebrar a alegria desse dia de encontro que permita que as crianças participem e gostem.
  • Apresentação dos novos participantes, animando-os a falarem como estão se sentindo na Pastoral da Criança.
  • Lanche com uma gostosa fruta e, se quiserem, com outros alimentos regionais.
  • Organização de um local onde se possa realizar brincadeiras com as crianças e colocar brinquedos, quando houver.
  • Momento de atividade com os pais/responsáveis e familiares (oficina, palestras, brincadeiras, etc.).
  • Oportunidade para que as famílias conversem entre si.
  • Levantamento de mães e pais que podem e querem ajudar na próxima Celebração da Vida.
  • Agradecimento à presença de todos.

Uma maneira de valorizar o conhecimento e a participação dos pais, gestantes e familiares é convidá-los a realizar alguma atividade da qual eles gostem, como fazer a oração inicial ou de agradecimento, trazer um tema para a conversa com os outros pais, propor uma brincadeira para as crianças, preparar alguma receita para o lanche ou trazer algumas frutas que tem no quintal de casa.

Ninguém é tão pobre que não possa dar algo de si na reciprocidade.
Os pobres não podem ser aqueles que apenas recebem;
devem ser colocados em condição de poder dar, porque sabem bem como corresponder.

Papa Francisco (Mensagem para o V  Dia Mundial dos Pobres)

É importante incentivar as famílias a participarem do Dia da Celebração da Vida, pois nesse dia gestantes, pais e familiares podem encontrar apoio, se sentir fortalecidos e ficar ainda mais empenhados nos cuidados e educação de suas crianças, desde a gravidez, para que possam construir ou manter um ambiente que favoreça a vida de todos.

Na Reunião para Reflexão e Avaliação, que acontece no início do mês seguinte, vocês, líderes, avaliam como foi a Celebração da Vida, observando se faltou alguma coisa, o que deu certo e o que pode ser melhorado na próxima celebração.

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